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terça-feira, 12 de maio de 2026

TANGERINE DREAM-A Odisséia Eletronica Tangerina

A Odisséia Tangerina Tivemos muitos precursores na história musical eletrônica, como o alemão Karl Stockhausen, o francês Pierre Schaeffer e os italianos Luciano Berio e Bruno Maderna. Mas a coisa pegou firme no rock quando o próprio George Harrison lançou o eclético Eletronic Sounds, em fins dos anos 60. Nesta época, o sintetizador Moog (criado por Robert Moog) já era o grande vilão do rock, competindo com a guitarra. O último álbum dos Beatles (Abbey Road) inclusive tem seu lado “B“ recheado de Moogs. Bandas experimentais como o The Nice, Popol Vuh e Ash Ra Temple já começavam a incluir esse instrumento em seus álbuns. A derradeira face do rock eletrônico viria à tona nas mãos dos alemães Klaus Schulze, Edgar Froese e Conrad Schnitzler, ou melhor, do Tangerine Dream, com seu primeiro álbum (totalmente eletrônico), Eletronic Meditation, gravado em Berlim no ano de 1969 e lançado em 1970. O grupo, até hoje liderado por Edgar Froese, é responsável por uma discografia extensa que influenciou muita gente. Klaus Schulze deixou a banda após esse primeiro disco e passou a ser o “número um da tecladeira eletrônica” do mundo, com um patrimônio incrível e único na história do rock. Também com uma discografia eclética, numerosa e criativa, Schulze seria o responsável por incentivar gente do mundo todo. Mas o foco aqui é a homenagem póstuma ao recentemente falecido EDGAR FROÈSE.e seu grupo Tangerine Dream . Edgar teve paralelamente ao Tangerine Dream, uma carreira solo muito prolífera com grandes álbuns como Aqua ,Stuntman e Pinnacles entre outros.Edgar nasceu na Alemanha em 1944,no pós guerra.Moreu em 20 de janeiro de 2015. No inicio, Edgar era um guitarrista na linha Hendrix Power Trio experimental(1969) onde a banda recém formada não continha o principal elemento que o consagraria pelo mundo todo: os sintetizadores. Com o lançamento de Electronic Mediation (gravado em 1969) em 1970, Edgar iria para a temática metafísica, ficção e ocultismo.O som da nova proposta iria desbravar territórios extraterrestres e inóspitos aos ouvidos dos rockeiros acostumados a guitarras e limitações do rock básico. A nova música era calcada 90% nos sintetizadores, órgão e mellotron,com alguns remendos de guitarras e umas costuras de bateria acústica tocada por Chris Franke,mesclada á beats eletrônicos. Com o lançamento dos estranhos e bizarros álbuns como Atem, Phaedra e Rubycon,a nova vanguarda do kraut alemão se expandia,deixando perplexos mesmo adoradores de discos com Ummagumma do Pink Floyd. Em 1978 o grupo revisa a linha kraut ( com o LP Cyclone) mais próxima ao rock progressivo,e voltaria a revisar com o LP Green Desert( 1986) com mais inserção de guitarras ,vocais e bateria acústica.Mas estes 2 álbuns são um dos poucos registros da banda nesta área,que tinha como pilares Edgar Froese e Christopher Franke, passando por inúmeras formações com músicos convidados excelentes. De maneira geral passaram pela banda ,modificando e acrescentando com suas pitadas utópicas, músicos como Peter Baumann, Johannes Schoemmeling, Paul Haslinger , Michael Hoenig e, atualmente o próprio filho de Edgar, Jerome Froese, entre outros mais recentes. Mas das fases ótimas e marcantes que se dividem em 3 períodos ( o vintage), o meio período( anos 80 e 90) e a atual,as mais promissoras são da década de 70 e 80.O Tangerine Dream caracteriza a Berlin School assim como o Kraftwerk caracteriza a Dusseldorf School...diferentes na proposta e na concepção metafísica, mas ambas calcadas nos sintetizadores. Para finalizar a matéria ,deixo aqui indicado abaixo clássicos do grupo que eu considero maravilhosos e vitais como referência, pois a discografia passa dos 110 álbuns!! CDS: ALPHA CENTAURI (1971) RUBYCON ( 1975) CYCLONE (1978) STRATOSFEAR (1976) PHAEDRA ( 1974) ENCORE (1977) FORCE MAJEURE( 1979) TANGRAM (1980) EXIT (1981) PERGAMON (1981) WHITE EAGLE ( 1982) LOGOS LIVE (1982) FIRESTARTER( 1984) trilha sonora POLAND ( Live Duplo) 1984 LE PARC (1985) TYGER ( 1987) com vocais femininos e poemas de William Blake. UNDERWATER SUNLIGHT (1988)

Um comentário:

  1. Mais uma excelente matéria (aliás, essa torrente de postagens é de fundir o cérebro, tamanha a qualidade dos textos). Reparei que você não citou, na discografia do Tangerine Dream, Zeit, que considero o disco mais assustador e macabro de todo progressivo, quiçá de toda música moderna!

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