BLOG de Rock Progressivo do Projeto ALPHA III
(Amyr Von Bathel Cantusio) ,música eletronica, experimental e erudita de vanguarda.
-Electronic & Avantgarde Vintage Music, Progressive & Kraut Rock,Teosophy, Mystycal and Esoterism Reviews, Full Reviews and Dark Music (Black Metal, Thrash,Death,Dark Wave,Industrial,....etc...) on DUSK ZONE
Frank Vincent ZAPPA - 12 de dezembro de 1940 (Baltimore, EUA) / 4 de dezembro de 1993 (Los Angeles, EUA) Quando tinha 10 anos, mudou-se para a Califórnia com os pais. O primeiro instrumento que tocou foi a bateria. Naquela época, Frank ZAPPA gostava muito de rhythm and blues.
Mas em 1954, ZAPPA encontrou um exemplar de "The Complete Works Of Edgar Varèse, Vol. One".
Ele ficou fascinado pelas peças de vanguarda "estranhas" e esse foi provavelmente o primeiro contato de ZAPPA com composições atonais, algo que reapareceria mais tarde em sua própria música.
Durante o ensino médio, tocou em várias bandas de garagem, mas só começou a compor rock and roll no início dos seus vinte anos.
Começou a escrever música clássica aos 18. Algumas de suas primeiras composições foram escritas para os filmes B "The World's Greatest Sinner" e "Run Home Slow" (escrito por seu professor de inglês do ensino médio). Você pode encontrar o tema de "Run Home Slow" em "The Lost Episodes" e "The Mystery Disc". De 1962 a 1964, ZAPPA escreveu várias músicas para diferentes bandas (você pode encontrar essas músicas em "Cucamonga" e "For Collectors Only"). Em 1964, ZAPPA entrou para o THE SOUL GIANTS.
Ele renomeou a banda para THE MOTHERS (uma abreviação sutil de "motherfuckers") e logo depois a banda chamou a atenção do produtor Tom Wilson. THE MOTHERS assinaram com a Verve, divisão da MGM, e depois de mudarem seu nome para THE MOTHERS OF INVENTION (para satisfazer alguns executivos da MGM Records, que achavam o nome anterior muito provocativo), lançaram "Freak Out!", o segundo álbum duplo da história (depois de "Blonde On Blonde", de Bob Dylan) e também considerado o primeiro álbum conceitual. Este marco continha uma mistura peculiar de rhythm and blues, letras satíricas e dissonância vanguardista.
Com esta primeira formação dos The Mothers, Frank Zappa gravou uma série de obras-primas do rock progressivo. Todos os seus discos dos anos 60 são fantásticos, com exceção de "Cruising With Ruben & The Jets", uma homenagem satírica ao doo-wop. Vale mencionar a fabulosa "We're Only In It For The Money", na qual Zappa ridiculariza a cultura hippie em geral e "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" dos Beatles em particular. A capa inteira de "We're Only In It For The Money" é uma paródia desse disco. Em 20 de agosto de 1969, Zappa dissolveu os The Mothers. Os membros mais importantes da formação inicial do MOTHERS OF INVENTION foram Frank ZAPPA (guitarra, vocais e muito mais), Ray COLLINS (vocais), Jimmy Carl BLACK (o "índio" do grupo, bateria e percussão), Roy ESTRADA (baixo e vocais), Don PRESTON (teclados), Billy MUNDI (bateria), Bunk GARDNER (instrumentos de sopro), Jim 'Motorhead' SHERWOOD (instrumentos de sopro), Ian UNDERWOOD (instrumentos de sopro e piano) e Ruth UNDERWOOD (percussão).Alguns desses membros reapareceriam mais tarde em outras formações da banda de ZAPPA.
Em 1970, ZAPPA formou uma nova versão dos THE MOTHERS, incluindo Mark Volman e Howard Kaylan, dos THE TURTLES, também conhecidos como Flo & Eddie.
Essa segunda formação também não durou muito, pois durante um show no Rainbow Theatre, em Londres, ZAPPA foi empurrado do palco por um fã descontrolado.
Ele ficou gravemente ferido. Após se recuperar, reformou os THE MOTHERS.
Naquela época, a banda era composta, entre outros: Ian e Ruth UNDERWOOD,
Tom FOWLER (baixo), Bruce FOWLER (trombone), George DUKE (teclados), Jean-Luc PONTY (violino) e Napoleon Murphy BROCK (saxofone), sendo ZAPPA, na maior parte do tempo, o vocalista e guitarrista principal.
Nessa formação (lendária), ZAPPA gravou alguns discos de blues-rock mais acessíveis e divertidos. Embora alguns fãs dos primeiros trabalhos do The Mothers não gostassem do que ele estava fazendo naquele momento, outros consideram os álbuns "Over-Nite Sensation", "Apostrophe (')" e "One Size Fits All" como seus melhores momentos. Eu acho que ambos os períodos de sua carreira são fantásticos. Foi durante os anos 70 que Zappa também começou a experimentar com overdubs e gravou um álbum com seu amigo de escola Don Van Vliet (Captain Beefheart). A turnê de 1975 e 1976 (com Terry Bozzio na bateria) foi a última sob o nome The Mothers.
Agora, ZAPPA oficialmente seguiu carreira solo. No final dos anos 70 e início dos anos 80, ele trabalhou com Terry BOZZIO (bateria), Adrian BELEW (guitarra, vocais), Tommy MARS (teclados, vocais), Patrick O'HEARN (baixo), Eddie JOBSON (violino, teclados), Ray WHITE (guitarra, vocais) e Ike WILLIS (guitarra, vocais).
Em 1979, ZAPPA gravou "Joe's Garage", uma ópera rock sobre o que aconteceria se a música se tornasse ilegal. Nos anos 80, ZAPPA esteve muito ocupado. Ele gravou a série "Shut Up 'N Play Yer Guitar" e o álbum "Guitar", no qual demonstrou o quão bom guitarrista havia se tornado. Além disso, ele gravou alguns álbuns (alguns deles bem pesados) com uma banda parcialmente nova, incluindo Ray White, Ike Willis, Tommy Mars, Bobby Martin (teclados, vocais), Scott Thunes (baixo), Chad Wackerman (bateria), Ed Mann (percussão) e (às vezes) Steve Vai (guitarra). Zappa também foi ao Capitólio para lutar contra a censura (o Parents Music Resource Center planejava rotular todos os álbuns que incluíssem "letras explícitas"). Trechos da audiência podem ser encontrados em "Frank Zappa Meets The Mothers Of Prevention".
Ao mesmo tempo, ele começou a experimentar com o Synclavier. Após uma grande briga em 1988, Zappa decidiu demitir quase toda a banda.
Ele estava farto de trabalhar com uma banda, então preencheu o resto da vida tocando guitarra e Synclavier, lançando as coletâneas ao vivo "You Can't That On Stage Anymore" e realizando projetos de música "clássica", como "The Yellow Shark".
Ele continuou trabalhando mesmo depois de os médicos descobrirem que ele sofria de câncer de próstata. Quando Frank Vincent ZAPPA faleceu em 4 de dezembro de 1993, aos 52 anos, o mundo perdeu um de seus maiores inovadores, críticos e compositores.
Fundado em Londres, Inglaterra, em 1975 - 1982(fase em que Phil deixa o grupo e não retorna mais).
Phil Collins querendo demonstrar mais sua técnica e gosto pela performance na bateria, criou um dos maiores grupos de Fusion Avantgarde, ao lado do Return to Forever de Chick Corea. Sua téncica musical exuberante, acompanhada do percussionista Morris Pert(R.I.P.) é destruidora.Todos os músicos possuem um virtuosismo e criatividade acima do comum.A sonoridade é única, diferente, com uma atmosfera meio sobrenatural, pelos teclados e acordes diferentes mistos de música hindu(India).Conseguem soar diferente de tudo.Na minha opinião , Phil Collins está entre os 10 maiores bateristas que já ouvi !
Não espere ouvir algo como o Genesis.É bem diferente, mais calcado no Jazz.
Sua técnica de chimbau/caixa e bumbo é impressionante.Ouça por exemplo MALAGA VIRGEN...O BRAND X é, sem dúvida, um dos grupos britânicos mais originais e conhecidos da cena jazz/rock fusion dos anos 70. Formado por músicos virtuosos em seus respectivos instrumentos e tão inspirados quanto talentosos. Existem, na verdade, duas formações do BRAND X: a de meados dos anos 70 e a de 1992.
A formação original da banda era composta pelo baterista Phil Collins, do Genesis, com John Goodsall (ex-Atomic Rooster) na guitarra, Robin Lumley (colaborador de David Bowie) nos teclados e Percy Jones (ex-Liverpool Scene) no baixo e Morris Pert (Percussão- R.I.P.). Para eles, a alegria de tocar e compor juntos era a principal motivação. Com diversas formações, eles criaram álbuns típicos de rock progressivo... todos imperdíveis!
Na realidade uma grande quantidade fez sucesso local ou medio em meio aos grandes Pink Floyd, Genesis, Yes, EL and Palmer, Rush, Judas Priest, Led Zeppelin, Black Sabbath,Jethro Tull...etc...
Trabalhos solo como de Anthony Phillips( vasta discografia-ex guitarrista do Genesis, membro fundador) de Peter Hammill (vocal ,teclados, guitars e compositor do Van Der Graaf Generator) ou Brian Eno( vasta discografia), Klaus Schulze( vasta discografia), Tangerine Dream(vasta discografia) ou bandas de Kraut como Amon Duul II ou Faust, ficaram em plano "Z"...muito distantes de grandes massas, se resumindo a "nichos" que curtem o som específico , amantes e colecionadores de raridades.
Para se ter Discografias completas oficiais em CDS e LPS hoje em dia , é muito difícil e extremamente caro.
Então a alternativa é MP3 mesmo para quem quer conhecer ou ativar os ouvidos para outras praias distantes do rock da mídia!!
Para quem nunca assistiu e curte humor negro, sobrenatural, metafísica, terror e suspense, são pequenos CURTAS de no máximo 30 minutos, com vários atores de época iniciantes,e trilhas sonoras de compositores de Rock tal qual Jan Hammer (Jeff Beck) & afins.São obras primas.A abertura(trilha sonora e produção visual incrível) é uma obra de arte por si.
No final da matéria um Filme com vários curtas para conhecerem!!
Muitos famosos de Hollywood atuaram ocasionalmente nesta série:
Esta é uma das melhores bandas de metal de todos os tempos originária da Suécia .Uma das minhas prediletas ao lado do trabalho dos italianos "DAEMONIA" e "ANTONIUS REX" com devidas matérias neste BLOG. PS: Antes da Música, coloco aqui a identidade FILOSÓFICA de Chris baseada fortemente em Magia & Ocultismo.Todos álbuns possuem conotações vigorosas de esoterismo profundo.Basta o ouvinte atentar para esta parte que fundamenta todo o trampo musical.Sem ela, voce não poderá ouvir o Therion de forma holística e correta.Muita coisa baseada nas Ordens do Dragão, em Aleister Crowley & afins.A banda se voltou para a complexidade sinfonica incluindo Wagner, Ópera,Música Erudita e Orquestrações complexas, a partir de THELI.(*) Em 1987, Christofer Johnsson formou uma banda chamada BLITZKRIEG. A banda mais tarde mudou seu nome para MEGATHERION e, finalmente, para THERION, conseguindo um contrato com a gravadora alemã Nuclear Blast. Ao longo dos anos, a banda lançou nove álbuns de estúdio e a formação mudou diversas vezes. O verdadeiro gênio por trás de tudo isso e, sem dúvida, o membro mais importante da banda é o próprio Christofer – ele compõe todas as músicas, toca guitarra, órgão Hammond e teclados, além de cantar. Não existem muitos músicos com a habilidade desse homem no mundo hoje, mas esperamos que mais bandas como o THERION surjam no futuro. Os quatro primeiros álbuns são musicalmente no estilo death metal, mas a banda continuou a evoluir, adicionando novos elementos à sua música a cada novo lançamento – vocais masculinos limpos, música folclórica árabe, música clássica e industrial. (*)O quinto álbum da banda, intitulado "Theli", foi muito diferente dos primeiros. Christofer finalmente tinha o orçamento para fazer o tipo de álbum que sonhava em fazer há anos, mas que só agora havia conseguido gravar sem sucesso.
O THERION havia se tornado uma banda de metal operístico e sinfônico, misturando o metal melódico influenciado pelo IRON MAIDEN com música clássica composta pelo próprio Christofer e com coros masculinos e femininos distintos, que dividiam grande parte dos vocais com Christofer Johnson. É possível perceber o início dessa evolução já no álbum "Lepaca Kliffoth", mas a diferença de qualidade em comparação com "Theli" é inacreditável. Desde então, eles continuaram na mesma direção do metal operístico. Nesses álbuns mais recentes, Christofer contratou músicos de estúdio de renome mundial para tocar todos os tipos de instrumentos orquestrais — violino, flauta, violoncelo e outros — bem como coros femininos e masculinos para os vocais com sonoridade operística. Em 1997, lançaram um álbum comemorativo de 10 anos intitulado "A'arab Zaraq Lucid Dreaming", contendo material antigo inédito, algumas versões cover e uma trilha sonora (música clássica pura) que Christofer compôs para um filme de arte.
Entre as integrantes do coro feminino, você encontra a incrível Sarah Jezebel Deva, que canta solo, em dueto, como contralto e soprano. Ela também já colaborou com outras grandes bandas como COVENANT e CRADLE OF FILTH, com sua voz poderosa. No álbum "Vovin", você também pode ouvir Lorentz Aspen, do THEATRE OF TRAGEDY, tocando órgão Hammond. Outros músicos convidados em seus álbuns incluem Ralf Scheepers (GAMMA RAY, PRIMAL FEAR), Peter Tägtgren (HYPOCRISY) e Hansi Kürsch (BLIND GUARDIAN). Se você é um verdadeiro fã de metal, provavelmente gostará de todos os álbuns deles; caso contrário, os mais recentes, a partir de "Theli", são de qualidade excepcional. Esta é uma banda de metal única que você precisa ouvir, porque não há música melhor do que esta! Talvez eles tenham se tornado um pouco mais suaves em seus lançamentos mais recentes, deixando que os coros e a orquestra assumam grande parte da responsabilidade, mas ainda assim é ótimo.
"Lemuria" e "Sirius B" levarão o THERION ao próximo nível em sua jornada rumo ao sinfônico.
O metal nunca foi tão orquestral quanto nesses álbuns!
O baterista e produtor campineiro Victor Marcellus, em parceria com o cantor e compositor Lecão Arroyo, lançaram no dia 01 de agosto de 2026 o segundo álbum desse projeto autoral intitulado "72".
Esse novo projeto que já conta com todas as 10 músicas lançadas nas plataformas de streaming, foi lançado agora em formato de disco de vinil 180g numa tiragem super limitada de apenas 150 cópias.
Para esse novo álbum, além de Victor na produção e bateria, Lecão Arroyo nas composições e voz, foram escalados um grande time de músicos que se revezam na gravação das faixas. são eles: Gui Zucherato, Michel Cury, Marco Kuan, Felipe Prado, Henrique Ucci, Gui Musseli, Fernando Luiz, João Paulo Martini, Marcel Ziul, Douglas Eurico, Cadu Moreira, Dudu Kanegae além de participação especial de Lippo (ex-Made In Brazil e Harppia), Paulo César Barros (Renato e seus Blue Caps, Raul Seixas e outros) e Mario Testoni Jr. (Casa das Máquinas, Rita Lee e Pholhas)
O LP que já chegou nas mãos de um seleto grupo de fãs, traz o mesmo DNA do rock autoral setentista do album anterior ("70"), apresentando a marcante bateria de Victor Marcellus e a clássica sonoridade das guitarras, características marcantes do rock nacional das bandas dos anos 70, como Rita Lee e Tutti Frutti, Mutantes, Made in Brazil e Casa das Máquinas.
E para atingir essa energia sonora, Victor encontrou no músico, cantor e compositor Lecão Arroyo a parceria perfeita. Dono de um potente “drive” na voz e com melodias e letras escritas desde o início dos anos 80, o projeto toma corpo e Lecão tira suas composições da gaveta, indo direto para os discos de vinil.
A produção foi toda realizada pelo próprio Victor Marcellus no Estúdio 601 em Campinas/SP, local de bastante tradição entre os maiores profissionais da música na cidade. Baterias Ludwig e Premier da década de 70 foram usadas nas gravações, além de teclados originais de época como um Hammond L102 valvulado dos anos 1960.
Na minha opinião o grande atrativo do segundo LP é a regravação (composta anos 70 pela banda de Jorge Cury- Comunicasom) da faixa homônima pelos filhos MIchel Cury
( teclados) e Victor Marcellus( bateria) com grandes músicos convidados.
A suite de 6 minutos médios completa o segundo álbum 72
( 2026) em Vinil / LP com uma bela capa estilo vintage.
A sonoridade remonta bem os analógicos primórdios do rock progressivo setentista (inclusive nacionais) como Casa das Máquinas e Snegs(Som Nosso de Cada Dia).
De resto, nos dois LPS lançados, a sonoridade é o Rock Nacional citado como Rita Lee, Made in Brazil com elementos variados do rock internacional.Todos vocais em portugues.
Victor é dono e produtor do Estudio 601, onde faz gravações e produções diversas.
A idéia máxima do meu BLOG é de dar cobertura e acesso ao UNDERGROUND, BANDAS não famosas, as que foram excluídas da mídia e das massas.E há milhares destas bandas em todas as áreas do ROCK (Progressive, Thrash,Death,Black Metal, Industrial, Gothic, Avantgarde, Rock In Opposition, Zeuhl,Heavy Metal, etc...)
Hoje indico estas 3 bandas HOLANDESAS de Rock Progressivo Vintage que foram grandes ao lado da mais famosa da época, o FOCUS.Lógico que há o TRACE de Rick Van Der Linden entre outras fortes.Mas estas quase ninguém conhece, a não ser colecionadores.
FINCH:
A subsidiária da EMI, Negram, estava disposta a investir na nova banda de rock progressivo, o que resultou, em 1975, no álbum de estreia "Glory of the Inner Force" (com 20.000 cópias vendidas mundialmente). A interação do novo tecladista Cleem Determeijer com o guitarrista Joop soava cativante, e o primeiro álbum foi aclamado pela imprensa musical. O single "Colossus" (1975) não fez sucesso, mas hoje é um item de colecionador muito procurado. Em 1976, foi lançado o segundo álbum, "Beyond Expression", aclamado como Álbum da Semana pela emissora de rádio e televisão Veronica, e recebeu críticas muito positivas de revistas musicais renomadas. O futuro parecia promissor para o FINCH: shows esgotados, vendas mundiais (15.000 cópias) e, no Japão, o FINCH se tornou quase tão popular quanto outras bandas holandesas de rock progressivo como FOCUS e EARTH & FIRE! Infelizmente, Cleem não conseguiu mais conciliar a música com seus estudos clássicos, sendo substituído por Ad Wammes e, devido a divergências musicais, Hans Borsboom substituiu Beer Klaasse. Essa nova formação do FINCH lançou o terceiro álbum, intitulado "Galleons of Passion", em 1977, que não foi muito bem recebido, com vendas em torno de 11.000 cópias. Acabou sendo o último álbum da banda até que, em 1999, a gravadora holandesa Pseudonym Records lançou um CD duplo, incluindo ótimas demos do álbum "Galleons of Passion" e empolgantes gravações ao vivo de 1976.
O primeiro LP, "Glory of the Inner Force", contém quatro composições melódicas e frequentemente vibrantes, com fortes ecos do YES. Os teclados soam de bom gosto (órgão Hammond e Mellotron), o trabalho de guitarra é ótimo, com solos apaixonados, e a seção rítmica é sólida (um baixo Rickenbacker potente). O segundo álbum, "Beyond Expression", soa mais original, inventivo e dinâmico, com guitarras furiosas e teclados bombásticos em quatro faixas cativantes e envolventes. Um álbum esplêndido, um pouco subestimado devido à atenção dada a outras bandas holandesas de rock progressivo, como EARTH & FIRE, KAYAK e FOCUS. O terceiro álbum, "Galleons of Passion", está mais na linha do Genesis da fase intermediária e soa agradável, mas menos cativante e contrastante. O álbum duplo "The Making of...Galleons of passion/Stage" '76" é interessante principalmente pelo material ao vivo: ele é repleto de magníficas performances de guitarra elétrica (Jan Akkerman certa vez disse que ficou muito impressionado com Joop!) e ótimos solos do sintetizador Minimoog recém-adquirido por Ad. O CD ao vivo contém a faixa inédita "Necronomicon" (com mais de 15 minutos), uma "composição típica do rock progressivo ao vivo dos anos 70" com muitos solos de guitarra & tecladeiras.
KAYAK ( See See the Sun)1973
Uma obra prima paralela ao som do YES.Muitos teclados e sons complexos, mas com uma sonoridade mais acessível como o Supertramp.
Ton Scherpenzeel (Keyboards) vai fazer sua carreira posterior na segunda fase do grupo ingles CAMEL.
Disco indicadíssimo!!
EARTH & FIRE
Fundada em Haia, Holanda, em 1968 - Hiato entre 1983 e 1987 - Dissolvida em 1990.
Esta banda de primeira linha atingiu o auge no início dos anos 70, quando lançou alguns álbuns de rock sinfônico excepcionais. O Earth and Fire foi fundado pelos irmãos gêmeos Chris (guitarra) e Gerard (teclados) Koerts em 1968. Logo depois, juntaram-se a eles o baixista Hans Ziech, o baterista Kees Kalis e a vocalista Lisette. Infelizmente, Lisette teve que abandonar os vocais devido a uma grave doença ocular e Kees Kalis saiu da banda. Eles foram substituídos por Ton van der Kley e pela bela e sensual Jerney Kaagman. Ela foi descoberta por Barry Hay, vocalista do Golden Earring; eles se conheciam da efervescente cena rock de Haia.
Gerard Koerts comprou um Mellotron, instrumento que mudou a história do rock progressivo holandês, pois o EARTH AND FIRE o utilizou para obter um som de teclado sinfônico mais exuberante. Com o tempo, eles desenvolveram um estilo prog rock muito singular (um pouco similar à banda francesa Sandrose ), caracterizado por muito órgão, Mellotron, guitarra elétrica potente e sensível e vocais distintos de Jerney Kaagman). Os álbuns "Song of the Marching Children" e "Atlantis"estão entre os melhores da história do prog rock holandês.
As faixas-título épicas de ambos os álbuns (com duração entre 16 e 19 minutos) são altamente recomendadas: o som é muito envolvente e melódico, com diversas atmosferas, acelerações e quebras surpreendentes. Em um momento, você ouve um órgão suave, guitarras acústicas vibrantes e a voz etérea de Jerney; no momento seguinte, erupções bombásticas com um Mellotron majestoso, ondas densas de órgão e solos de guitarra elétrica incendiários, tudo isso coroado pela voz poderosa de Jerney.
Aliás, ela é casada há quase 30 anos com Bert Ruiter, ex-baixista do Focus!