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sexta-feira, 19 de junho de 2026

(*)Anthony Phillips Project( GENESIS- U.K. 1968-1970 )Guitarrista Membro Fundador

(*)Anthony Phillips Project
Como muito pouca gente se lembra deste fabuloso multi-instrumentista, em especial guitarrista de mão cheia e tecladista, resolvi dar-lhe esta pequena homenagem. Phillips foi co-fundador do Gênesis junto com Peter Gabriel e Anthony Banks (teclados).Em especial seu trabalho ganhou notoriedade no segundo e último álbum em que participou deste mega-grupo,cito o lindo Trespass (1970). Phillips na realidade deixou a linha traçada e diretriz estilizada das guitarras para seu sucessor Steve Hackett, indo direto para a complementação de seus estudos de violão e música erudita na Inglaterra, e, posteriormente, uma exímia carreira solo. Além de ótimo compositor, seus vocais são muito bem colocados lembrando muito Beatles, em especial os vocais de George Harrison. Para referencial escute estes 2 trabalhos que considero duas obras indispensáveis dele, Wise After The Event (1978) e Sides (1979). Não espere ouvir algo na linha dos 4 rapazes de Liverpool... Seu trabalho é mais complexo e mais centrado na música erudita e rock progressivo, espacial e eclético. O primeiro disco de Phillips é altamente indicado para guitarristas e violonistas que curtem a fusão barroco-rock-folk. Vale salientar que participam deste trabalho o baixista/guitarrista do Gênesis Mike Rutherford e o vocalista e batera Phil Collins! Em Sides, Phillips convidou simplesmente a nata dos músicos que foram a lenda dos anos 60 e 70 no progressivo. Participam por exemplo, Mike Giles (batera, ex- King Crimson), Morris Peart(percussionista do Brand X e Peter Gabriel), Ray Cooper(percussionista de George Harrison),John Hackett(flautas ,irmão de Steve Hackett), etc.. Seus discos são centrados, acredito eu como ouvinte e fan ,em momentos de estudos no qual ele entra numa apoteose sonora criativa,a qual exprime em trabalhos que não são repetitivos, ao contrário, cada qual com uma característica bem definida.Por exemplo, em Slow Waves,Soft Stars de 1987,ele desfila climas maravilhosos e místicos em sintetizadores,lembrando muito Jean Michel Jarre, Klaus Schulze e Tangerine Dream. Já na obra designada Private Parts &Pieces (volumes I,II,III, IV, V, VI),Phillips detona seus estudos particulares e desenvolvimentos de composição em cima do instrumento que pesquisava mais nas épocas dos mesmos,como piano acústico, violão de 6 e 12 cordas, e sintetizadores. São trabalhos inteiros dirigidos quase que especificamente à estes instrumentos,com vocais ou arranjos esporádicos e participações alternadas de alguns músicos conceituados da área. No álbum Finger Paitings de 1992, há um misto de música eletrônica, fusion e acústica. O mesmo acontece em outro álbum, Missing Links vol.II de 1995. Com uma obra considerável, este músico influenciou com certeza toda uma geração de guitarristas principalmente, por ser este seu instrumento solo. O cara debulha com performances acústicas simplesmente indescritíveis de belas, oníricas, bem feitas, muito bem gravadas e arranjadas, apesar da simplicidade. No mais eu indico Anthony Phillips à todos apreciadores da música erudita,do rock progressivo em geral e aos músicos das novas gerações,tanto como inspiração,como na técnica. Tive o prazer de trocar correspondências e discos com ele nos anos 80(ele era fan de um trabalho meu, The Aleph!!) e acredito que é uma grande pessoa, além do maravilhoso músico que é! DISCOGRAPHY With Genesis From Genesis to Revelation (1969) Trespass (1970) Genesis Archive 1967–75 (1998; box set compilation) Platinum Collection (2004; compilation) Genesis 1970–1975 (2008; box set) R-Kive (2014; box set compilation) BBC Broadcasts (2023; box set of live recordings) Solo The Geese & the Ghost (1977) Wise After the Event (1978) Private Parts & Pieces (1978) Sides (1979) Private Parts & Pieces II: Back to the Pavilion (1980) 1984 (1981) Private Parts & Pieces III: Antiques (1982) Invisible Men (1983) Private Parts & Pieces IV: A Catch at the Tables (1984) Harvest of the Heart (1985; compilation) Private Parts & Pieces V: Twelve (1985) Private Parts & Pieces VI: Ivory Moon (1986) Private Parts & Pieces VII: Slow Waves, Soft Stars (1987) Tarka (1988, with Harry Williamson) Missing Links Volume One: Finger Painting (1989) Slow Dance (1990) Private Parts & Pieces VIII: New England (1992) Sail the World (1994) Missing Links Volume Two: The Sky Road (1994) Gypsy Suite (1995, with Harry Williamson) The Living Room Concert (1995) The Meadows of Englewood (1996, with Guillermo Cazenave) Private Parts & Pieces IX: Dragonfly Dreams (1996) Missing Links Volume Three: Time and Tide (1997) Live Radio Sessions (1998, with Guillermo Cazenave; live radio sessions recorded 1997) Archive Collection Volume I (1998) Private Parts & Pieces X: Soirée (1999) Radio Clyde (2003; live radio session recorded 1978) Archive Collection Volume II (2004) Field Day (2005) Wildlife (2007, with Joji Hirota) Missing Links Volume Four: Pathways & Promenades (2009) Ahead of the Field: Music for TV and Film (2010) Seventh Heaven (2012, with Andrew Skeet) Private Parts & Pieces XI: City of Dreams (2012) Harvest of the Heart: An Anthology (2014; box set compilation) Strings of Light (2019) Private Parts & Pieces XII: The Golden Hour (2024) Gemini: Pieces for Piano (2026)
Genesis 50 years ago in 1970: Anthony Phillips, Peter Gabriel, Mike Rutherford, Tony Banks, and John Mayhew.

LED ZEPPELIN ( O Furacão na Turbulência em 1968)

TURBULÊNCIA EM 1968 No turbulento final da década de 60, em meio a estrondosos sucessos de bandas como The Beatles, Rolling Stones, The Who e Frank Zappa, surge um vulcão em erupção: O Led Zeppelin. Não me estenderei aqui na biografia pessoal do grupo, pois isto será abundantemente apreciado no decorrer da leitura deste livro, de várias fontes pesquisadas,( Livro Rock, Filosofia & Ocultismo de Amyr Cantusio JR-especial Led Zeppelin) Vou focar ao som e metafísica da banda, a qual como músico e ouvinte nos anos 70, me deliciei e viajei para horizontes incríveis e misteriosos ao som deste grupo. Quando ouvi Dazed and Confused e Communication Breakdown do seu primeiro álbum de 1969 fiquei maluco!!Que clima, peso e densidade! Não havia nada soando igual na época, nem o The Who com o maravilhoso álbum Who’s Next não era denso e porrada daquela maneira. O Black Sabbath após passar mais de um ano e meio deste lançamento, faria seu primeiro disco (Black Sabbath- 1970) indo beber diretamente nas fontes do Zeppelin, como transparece em vários de seus álbuns posteriores. O Led Zeppelin como ninguém misturou a música folk celta européia com o blues, o jazz e o rock ‘n’ roll básico, com agressividade, misticismo, peso e qualidade únicas. Acrescentou a isto pitadas da música oriental hindu e arábica, criando uma identidade sonora sui generis. Sabe-se que Jimmy Page, além de mentor e antecessor de Hendrix nas peripécias da guitarra, era ainda um pesquisador nato da filosofia hindu, da magia celta wicca e dos instrumentos orientais. Diz a história que ele já tinha uma cítara indiana antes de George Harrison, mas nunca a usou nos álbuns do Zeppelin(pena!!)o que George fez bastante nos Beatles! A inserção posterior de todos estes elementos e instrumentos musicais se daria a genialidade deste guitarrista, associada às letras e vocais maravilhosos de Robert Plant, aos trabalhos orquestrais de John Paul Jones no órgão, piano e baixo e na bateria infernal de John Boham. O Led Zeppelin decolaria, apesar das críticas negativas (e idiotas para variar da Revista Rolling Stones) ao seu derradeiro posto de superstar merecido, com a música Whole Lotta Love do segundo álbum lançado em no fim ainda de 1969, fazendo a maior façanha histórica do rock: tirou os Beatles do primeiro lugar dos postos musicais dos USA e U.K. Daí começava o termo “metal” como está descrito nas partes deste livro, o rock pesado onde a moçada começava a balançar as cabeleiras e entrar em transe coletivo. Mas em minha opinião, o Led Zeppelin vai fazer o melhor disco da carreira em Led Zeppelin III (1970) uma obra prima que continha grandes hits e riffs pegajosos que soam na minha cabeça (e na de muitos) até hoje como “Immigrant Song” que abre o LP com avassaladora e épica pegada nórdica. O blues mais lindo que já ouvi que é “Since I’ve been loving you” com um solo de guitarra de Page emocionante e os teclados de Jones maravilhosos. Sem contar Plant que aqui está no auge de sua performance vocal!!! Aqui faço um parênteses... (Como eu vivi intensamente este período, posso constatar que o amadurecimento, a intelectualidade precoce, a busca pelo desconhecido, por novos valores, a ousadia, criatividade,arte e visual floresceram dando um período único na história da música do séc.XX.Diferente de hoje,estamos em 2011, alienação total, jovens imaturos, não buscam nada, não são revolucionários, não tem identidade..buscam o nada no vazio absoluto de uma sociedade imbecil e robotizada,sem qualquer valor ético ou metafísico.) Na seqüência o Led lança o místico álbum Led Zeppelin IV (este é o famoso disco do Eremita.. Um belíssimo desenho que ilustra internamente a capa dupla do álbum). Não há nenhuma referência ao nome da banda ou integrantes!Só simbologia rúnica celta e a estranha capa. Uma porrada sensacional. Black Dog e Rock’n’Roll são duas faixas que entram definitivamente para a história do rock. Daí para frente shows, lotações, overdoses e a mística que segue os seus integrantes até hoje. Page compra o castelo do mago Aleister Crowley (*) e juntamente com Plant se tornam discípulos da Thelema (magia Ocultista que rege Ordens Iniciáticas Místicas como Golden Dawn e Silver Star, além da O.T.O.). O grupo passa a ser alvo de acusações de orgias, bruxaria, magia negra, etc. e na realidade, eles não estavam nem aí para o babado. O som continua tenebroso e feroz, e ainda ,pra variar, Page chapadão, grava a “estilete” 20 LPS hoje disputados a tapa, entre o rótulo do selo e as faixas, a mística frase de Crowley: “Faze o que tu queres é a Lei” no álbum Led III. E para realmente acender a chama ,lançam o maravilhoso Houses of the Holy em 1973, com uma das mais belas capas desenhadas pela agencia Hipgnosis. Deste álbum surge o místico filme The Song Remains the Same (inspirado na faixa de abertura do LP) e a tenebrosa e flutuante “No Quarter” que foi gravado no dia do aniversário e em homenagem ao mago Aleister Crowley. D’yer Mak’er e The Ocean são ainda faixas lindíssimas, associadas a Dancing Days!!Um discaço!! Para comemorar a trajetória, a banda em 1975 cria o fabuloso e lindo selo próprio, a Swan Song (o anjo que ilustra a contra-capa deste livro) e lança o apoteótico álbum duplo Physical Graffitti, que tem como hino a oriental e pesada KASHMIR. Este período é conturbado na vida da banda, que começa a pegar mais para o lado comercial, e entre uma tragédia e outra (Page se acidenta machucando as mãos, Plant perde o filho Karac e também sofre um acidente automobilístico que o deixa na cadeira de rodas, e ainda sofre um cirurgia grave na garganta) e são constantemente acusados de bruxaria pela nova Inquisição idiota e pedante. Mas a banda já está no apogeu, consagrada e rica, e ainda tem gás pra botar pra fora mais dois álbuns que são PRESENCE de 1976 que trás o hino absoluto “Achilles Last Stand” de 10 minutos de pancadaria, e ainda a bela "Nobody's Fault But Mine". Este para mim é o último disco bom do grupo. A voz de Plant já não é a mesma, e o grupo faz a última aparição em LP antes da morte de John Boham (1980) no LP “In Through the Out Door” de 1979. Não curto este LP... mas ele tem a pop “All My Love”que rende ao grupo destaque nos primeiros postos musicais da época, tocando direto nas rádios. Mas a era Zeppelin, como a de todo rock geral cede à hipocrisia e todos os valores são quase que totalmente perdidos nesta virada dos anos 80 que trás a morte de John Lennon, o fim do sonho. Também aparece a famigerada onda Discoteca de John Travolta, a mediocridade, os cabelos voltam a ser curtos, a imbecilidade se alastra e o Power and Flower hippie some. O último suspiro do rock vem com o disco do Pink Floyd “The Wall” e seu filme polêmico, e a onda punk rock, que na realidade passa como um relâmpago fraco, deixando somente um fraco eco do rock sobre cinzas ao vento. O Led Zeppelin está morto e enterrado, nada sobrando além de seus três velhos sobreviventes, um legado cheio de discos, filmes, shows e lendas, uma música maravilhosa (que pelos deuses, toca ainda bem alto nos meus alto-falantes!!!). Como diz a capa do disco de George Harrison de 1970 (ALL THING MUST PASS) “Todas as coisas devem passar....”. E com isto vira-se a folha do livro de nossa vida que não volta mais, pois o tempo é a única coisa não reciclável que existe por aqui. A saudade e nostalgia da Era dos Deuses e Titãs do Rock, onde os Deuses caminhavam sobre a música do Planeta Terra. Na realidade, neste momento sacrílego em que escrevo estas últimas palavras sobre este estupendo quarteto, saudades dos tempos remotos como se tivessem passados séculos, e não décadas, de minha tão afortunada adolescência! Mas ainda vivo hoje, e com prazer, sou músico e toco releiturando e lembrando pérolas desta banda como No Quarter e Immigrant Song!! DISCOGRAFIA OFICIAL • Led Zeppelin (1969) • Led Zeppelin II (1969) • Led Zeppelin III (1970) • Led Zeppelin IV (1971) • Houses of the Holy (1973) • Physical Graffiti (1975) .-The Song Remains the Same ( LIve) 1976 • Presence (1976) • In Through the Out Door (1979) • Coda (1982)

OCULTISMO & FILOSOFIA NO ROCK ANOS 70 -Parte II

Apesar da temática ser debatida esporadicamente e se manter como um tabu no rock, é realmente admirável a quantidade de artistas que dispõem dos acervos e anais do oculto, sobrenatural e filosóficos em suas obras. Aqui quero dar ênfase à propostas de grupos que não fazem só música pela arte,ou política. Mas querem de certa forma chamar a atenção das pessoas para os fatos espirituais e místicos da existência, que muitas vezes passam despercebidos da maioria dos seres humanos! Não vou me ater aos períodos onde abundam obras destes gêneros (ou seja, na música erudita de todas as épocas), mas tão somente ao rock. Começando com o aspecto filosófico, vamos ver Lennon e Harrison indo buscar respostas às suas existências vazias, na Índia, no meio dos anos 60. Não poderia ignorar estes fatos, já que eles desembocaram nas obras dos Beatles e de toda geração rock dos 70, vindo a desembocar até recentemente em inúmeras outras bandas contemporâneas. A busca pelo sobrenatural e o que estamos fazendo aqui neste pequeno e isolado Planeta rendeu maravilhas na arte. Citamos Woodstock e o Power Flower, com a inclusão nos palcos do rock, de Ravi Shankar (sitars, Índia) dando todo um pontapé espiritual no evento. Idéia de Harrison?? Sim !! Mas em, 1971 temos o Concerto para Bangladesh que rendeu um álbum fenomenal com a participação de Eric Clapton, novamente Ravi Shankar, Bob Dylan, Harrison, Ringo Star, Badfinger, Leon Russel entre outros grandes músicos da época. Era para chamar atenção ao mesmo tempo da fome e do espiritualismo hindu, que caminham lado a lado até nossos dias. Led Zeppelin viria com a mística do maior mago do século XX, a saber Aleister Crowley. Idem com o Black Sabbath. Letras surrealistas, místicas e anárquicas, aliadas a música visceral e profunda. Uriah Heep, Pink Floyd, Gênesis, Van Der Graaf, King Crimson e Yes colocariam um misto de metafísica, orientalismo e psicodelia todos juntos, um ingrediente que foi alicerce do movimento progressivo. Na Europa começava a fervilhar o Kraut Rock Alemão e a música Eletrônica liderados pelos místicos Tangerine Dream, Can, Ammon Duul, Grobschnitt, Guru Guru, Embryo,etc. que bebiam nos versos de William Blake, John Milton e Dante Alighieri suas concepções artísticas. Na França, Inglaterra e Itália, bem como nos países baixos, ocorria toda uma Renascença do Rock, com bandas indo fundo nas temáticas templárias, medievais,folclóricas, arturianas e míticas. Trabalhos surgiam aos montes com grupos que incluíam os próprios nomes de filósofos em suas capas, como Machiavel, Novalis, etc. Obras com cunhos tibetanos,hindus e xamânicos pululavam inspirados em textos de Carlos Castañeda, Livro dos Mortos Tibetano e Egípcio, Rig Veda, Zendavesta, Bíblia, Swedenborg, etc. E olha que não foram poucos, mas acredito que a maioria das bandas estava com um pé enterrado no ocultismo, sem sombra de dúvidas. Arthur Brown e Vincent Crane (Atoomic Rooster) faziam seus rituais macabros em cemitérios. Quem não se lembra de Alice Cooper e Kiss botando o diabólico rock com fogo pelas ventas? Tudo isto viria a ser novamente assimilado pelo futuro Black Metal e o próprio Heavy Metal nos anos 80, que vingaria com bandas como Iron Maiden, Triumph, King Diamond, Manowar, entre outras, as quais abusariam das espadas e símbolos arquétipos dos Templários, Dragões e Cruzadas Medievais.Nas capas, nas propostas e nas letras. Outras mais atuais como Moonspell, Dimmu Borgi, Cradle of Filth, Tiamat, Therion, Samael, Nightwish, Épica, etc.… continuam ainda a manter o fogo do mistério em suas obras. Vou citar aqui, para encerrar ,e deixar a vocês uma lacuna para reflexão e pesquisa dos fatos mencionados acima, um disco que e chamou muito a minha atenção pela inóspita pesquisa do autor nesta área. Aqui se trata do Sr. King Diamond e seu disco House of God (2000), uma obra belíssima e altamente mística! Resumo aqui a história, verdadeira mesmo,que tem como palco a Capela de Rennes Le Chateaux , na França, que foi construída pelos visigodos no séc.VI. Esta capela é totalmente diferente das outras. Contém logo na entrada, acima da porta, a figura do Demônio Asmodeu e uma frase em latim que diz (Terribilis Est Lócus Iste) - ( Este Local é Terrível). Bem como no Louvre que tem a figura do demônio Pazzuzu também na entrada, dizendo se tratar de um ser que se move com o vento!!! Porque? Bem, a resposta ficará a critério e cada pesquisador, pois a minha eu já tenho! Note que todos os telhados e terraços superiores das Catedrais possuem demônios e gárgulas nas suas decorações esculpidas! Diamond não especifica por resguardo o local, mas sua música, na faixa 12 do referido CD se chama This Place is Terrible !!! Seu sacerdote, Saunière, descobriu manuscritos misteriosos na reforma da Capela, dentro das Colunas, talvez o Graal Templário, que o transformou de pobre, a um dos mais ricos e poderosos homens de seu tempo (séc.XIX). Nesta Capela ainda há cruzes inversas, figuras de Maria Magdalena (em posições não convencionais de santas) a qual a mesma é consagrada, jardins e torres góticas e um clima altamente sinistro. Diamond realmente pesquisou e caprichou na temática, e incito a todos aqueles interessados no ocultismo e sobrenatural a pesquisa tanto desta obra, como na de outros músicos. Pois desta forma poderão absorver melhor o que o compositor quis transmitir com sua música, como é o caso dos Libretos nas Óperas ! O objetivo deste livro é demonstrar o cérebro, o intelecto, a filosofia e a metafísica por trás do maior fenômeno mundial da história da música, denominado Rock. É inegável que a partir principalmente de 1966, começando praticamente com os Beatles, a filosofia oriental hindu passou a ser inserida em doses maciças na música do quarteto, e depois passou a influenciar toda a psicodelia. Os álbuns Revolver e Rubber Soul são já permeados de citar e tablas pelas mãos de Harrison, com apoio de Lennon, quando os dois estiveram um tempo na Índia. Mas quem acabou se envolvendo profundamente com a música,cultura e filosofia hindu, foi George Harrison, que conhece Swami Prabhupada (Bhakti Yogue) e se inicia na sitar com Ravi Shankar, se tornando um profundo adepto destes 2 Gurus. Isto entraria profundamente nas músicas dos Beatles e sacramentaria todo o rock, e porque não, a própria música erudita de vanguarda , a partir de 1968, como o minimalismo de Phillip Glass. Dai por diante, grande facção de músicos passou a explorar o Oriente como inspiração, citando aqui Mahavishnu Orchestra (com seu excelente guitar man John McLaughlin), o guitarrista Carlos Santana (que se tornaria Devadip Carlos Santana e faria sua ode à Buddha no LP Onennes), aos lideres do movimento de música erudita serial e minimalistas, que adotariam posições Zen Budistas em suas performances, como Phillip Glass, John Cage e Stockhausen!! Posteriormente cresce a amizade de Lennon e McCartney com os membros do Pink Floyd, onde em seções cedidas para jams do Floyd na Abbey Road, eles trocavam mútuamente idéias e sons, e também de certo, inspirações musicais que influenciaram uns aos outros. Sobre a música gerada após este notável encontro, é de se notar a transformação que ocorre na música dos Beatles, a partir de Sgt.Peppers. Este geraria e influenciaria todo o movimento psicodélico posterior, até desembocar em Woodstock e no Kraut Rock progressivo alemão.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

O JARDIM DA MEIA-NOITE( Lilith) The Gardens of Midnight( Lilith Chronicles)

LILITH (Coruja em idioma Acadiano) Análises Históricas Comentadas ALPHA III PROJECT MUSIC & VIDEO: Amyr Von Bathel cantusio IMAGES( Net) MOntagem e Efeitos: Amyr. No sétimo dia da Criação, Deus criou o homem à sua imagem: "à imagem de Deus o criou: macho e fêmea os criou." (Gênesis, 1,27). Tal afirmação categórica é uma negação da versão mais difundida: a de que o homem foi criado antes da mulher. Neste ponto, existem interpretações diferentes. A primeira é a de que Adão seria um ser andrógino (macho e fêmea) e que a separação de Eva representaria a cisão da criatura original andrógina em duas (Unterman, 1992:25). A androginia de Adão é explicada em alguns textos rabínicos, como no Sepher Ha-Zohar, que contêm a afirmação de rabi Abba: "O primeiro homem era macho e fêmea ao mesmo tempo pois a escritura diz: E Elohim disse: façamos o homem à nossa imagem e semelhança (Gênesis, 1,26). É precisamente para que o homem se assemelhasse a Deus que foi criado macho e fêmea ao mesmo tempo". PS: Elohim são "forças criadoras" e sua somatória seria a mônada divina, ou Deus.Forças Cósmicas desconhecidas, mas atuantes como a gravidade.Alguns consideram o texto um "grupo de entidades extraterrestres".De qualquer forma, seriam os "criadores". Existe, contudo, uma outra interpretação, que nos parece mais fascinante, a de que, a exemplo do que foi feito com os animais, Deus teria criado um casal: Adão e uma mulher que antecedeu a Eva. Esta mulher primordial teria sido Lilith, figura bastante conhecida da antiga tradição judaica. Lilith não se submeteu à dominação masculina. A sua forma de reivindicar igualdade foi a de recusar a forma de relação sexual com o homem por cima. Por isso, fugiu para o Mar Vermelho. Adão queixou-se ao Criador, que enviou três anjos em busca da noiva rebelde. Os três anjos eram Sanvi, Sansavi e Samangelaf. Os emissários do Senhor tentaram convencê-la. Ameaçaram afogá-la no mar. Lilith, porém, respondeu: "Deixem-me, não sabeis que não fui criada em vão e que é meu destino dizimar recém-nascidos; enquanto é um menino tenho poder sobre ele até o oitavo dia, se é menina, até o vigésimo. No entanto, ela jurou aos anjos, em nome do Deus vivo, de que sempre que avistasse as figuras ou apenas os nomes dos mensageiros de Deus, deixaria a criança em paz. Também aceitou o fato de que diariamente iriam perecer cem de seus próprios filhos." (Gorion, :53). Lilith foi transformada em um demônio feminino, a rainha da noite, que se tornou a noiva de Samael, o Senhor das forças do mal. Segundo uma velha tradição, Lilith seria uma figura sedutora, de longos cabelos, que voa à noite, como uma coruja, para atacar os homens que dormem sozinhos. As poluções noturnas masculinas podem significar um ato de conúbio com a demônia, capaz de gerar filhos demônios para a mesma. As crianças recém-nascidas são as suas principais vítimas. A crença em Lilith, durante muito tempo, serviu para justificar as mortes inexplicáveis dos recém-nascidos. Uma forma de proteger as crianças contra a fúria da bela demônia é escrever na porta do quarto os nomes dos três anjos enviados pelo Senhor. Outra maneira é a de fixar no berço do recém-nascido, três fitas, cada uma delas com um nome dos três anjos. Segundo Unterman, na véspera do Shabat e da Lua Nova, quando uma criança sorri é porque Lilith está brincando com ela. Para protegê-la deve se bater três vezes de leve no nariz da criança, pronunciando uma fórmula de proteção contra Lilith. O mesmo Autor afirma que, na Idade Média, era considerado perigoso beber água nos solstícios e equinócios, períodos estes em que o sangue menstrual de Lilith pinga nos líquidos expostos. Finalmente, uma outra tradição judaica afirma que a lendária rainha de Sabá que teria visitado Salomão nada mais era do que Lilith. O sábio rei, contudo, descobriu o ardil, ao levantar a saia da rainha e constatar que as suas pernas eram peludas. Segundo uma lenda judaica, após a expulsão do paraíso, Adão para se mortificar ficou cento e trinta anos afastado de Eva. Uma vez que estava dormindo sozinho, Lilith o encontrou e deitou-se ao seu lado e dele concebeu um sem número de demônios. Os que se defrontavam com eles eram torturados e mortos(Gorion, :54). Existe também a crença de que Lilith teria se transformado em serpente para tentar Eva e se vingar de Adão. Uma terceira interpretação é a que faz parte de uma tradição judaica: "a serpente bíblica era um animal astucioso, que caminhava ereto sobre as duas pernas, falava e comia os mesmos alimentos que o homem. Quando viu como os anjos prestigiaram Adão, teve ciúme dele, e a visão do primeiro casal tendo relação sexual despertou na serpente o desejo por Eva. Por instigação de Satã ou Samael, ou, segundo algumas versões, possuída por ele, a serpente persuadiu Eva a comer o fruto proibido e seduziu-a. Como castigo, suas mãos e pernas foram cortadas e ela teve de se arrastar sobre o seu ventre, todo alimento que comia sabia a pó, e tornou-se eterna inimiga do homem.(...) Quando teve relação sexual com Eva, injetou sua peçonha nela e em todos os seus descendentes. Expulsos do paraíso, Adão e Eva tiveram, segundo a versão canônica, dois filhos: Caim e Abel (Gênesis, 4, 1 e 2). As causas do fratricídio cometido por Caim são bastante conhecidas, por isso passamos diretamente para uma outra versão: "num paroxismo de ciúme pela não aceitação de sua oferenda e por uma irmã gêmea que Abel desposara Caim matou seu irmão."Chamamos a atenção para um elemento novo que surge neste momento, a existência de uma irmã gêmea que fora desposada por Abel. Posteriormente, voltaremos a tratar deste assunto. No momento, interessa-nos mais a versão de que Caim, de fato, não era filho de Adão, mas da serpente que tinha seduzido Eva. E mais, quando foi banido para o leste do Éden, Deus lhe atribuiu chifres, para afugentar os animais que lhe pudessem atacar. A sua punição consistia em perambular pela terra, sem descanso, sem que ninguém o pudesse matar. " A MÃE SOMBRIA NA TERA DE NOD" Na Bíblia, os principais arquétipos femininos são o de Eva, a mulher que trouxe o pecado para a humanidade; e o de Maria, a mulher que trouxe ao mundo aquele que salvaria todos os homens do pecado. Porém, há na mitologia semita, uma terceira mulher cuja trajetória está diretamente ligada à do destino da humanidade: Lilith, a primeira esposa de Adão, a serpente que enganou Eva, o demônio da luxúria.Lilith nasceu do pó das estrelas e da luz lunar.Não era feita do pó da Terra como Eva.Ela era um tipo de espirito primordial encarnado e teve relações sexuais com Adão. Depois da expulsão de Adão e Eva do Jardim do Éden (A Terra primordial) foram para as regiões desérticas de Nod, citada como fronteira do jardim do Éden em vários manuscritos antigos. Existem algumas versões diferentes da lenda de Lilith, na mais aceita pelos estudiosos do mito e com fundamentos na Talmud (um dos livros considerados como fonte da sabedoria rabínica), Lilith é criada por Deus da mesma forma como Adão, ou seja, moldada pelas mãos divinas, só que a partir de lodo e fezes. Os dois são o primeiro casal, responsáveis por cuidar do Éden. Só que com o tempo Lilith se rebela por não se conformar em estar em uma posição inferior a de seu marido, já que ambos foram criados a imagem e semelhança de Deus. A submissão é detectada inclusive sexualmente, onde Lilith exerce poder de sedução e entorpecimento orgástico em Adão e ele, por outro lado, se deita continuamente sobre ela, num sinal de domínio no coito e na relação, o que Lilith não aceita . Em busca de igualdade, Lilith entra em conflito com seu marido, contesta sua posição de inferioridade, e contesta também o criador, tendo que escolher entre se submeter ou deixar o jardim. Ela escolhe a segunda opção e parte para um exílio no Mar Vermelho, reduto de demônios. Durante algum tempo Lilith se vê impelida por anjos a voltar ao jardim, porém escolhe viver como demônio e abandona de vez Adão . Este, triste por perder sua mulher, adormece, e a partir de sua costela Deus cria Eva, uma mulher que saiu do homem, portanto dependente e submissa a ele, a que seria oficialmente a primeira esposa de Adão, a mãe da humanidade( *) (*) Não seria realmente a mãe da humanidade toda como conhecemos, pois quando foram expulsos do Paraíso, encontraram outras tribos vagando na Terra de Nod. Após seu exílio no Mar Vermelho, Lilith volta ao Jardim do Éden como um demônio, e na forma de uma serpente é responsável pela tentação de Eva, que levou toda a humanidade ao pecado. Com astúcia, Lilith confunde Eva e desperta nela o desejo de igualdade, não a igualdade com o homem, que a primeira mulher antes desejava, mas a igualdade com o próprio Deus. Lilith é a serpente já associada às lendas mesopotâmicas, é o demônio da luxúria – que tentava os jovens sexualmente à noite levando-os a sonhos eróticos e “polução noturna”-, e mais tarde, com a maior sistematização das crenças de Israel, a lenda foi acoplada à ideia do Diabo e suas hostes. Por outro lado, o mito de Lilith, presente originalmente na cultura dos babilônicos e assírios, perdurou também na tradição oral dos hebreus e nos livros de sabedoria, considerados apócrifos pela cultura cristã. Além disso, a lenda tem sido retomada pelo estudo das religiões, religiões e mitologias comparadas, psicologia e pela astrologia e misticismo, onde Lilith é a lua negra, a face oculta lunar. Lilith (Coruja) Quando Eva foi tentada pela serpente a Bíblia não revela explicitamente se ela estava sozinha ou em companhia de Adão, porém a não interferência dele no diálogo entre ela e a serpente faz parecer que ambas estavam sozinhas. Eva é tentada a ser como Deus, conhecedora do bem e do mal, caso comesse do fruto da árvore do conhecimento, além disso, não enfrentaria a pena instituída por Deus para a desobediência, a morte. Após analisar o fruto, a mulher decide comê-lo e o oferece a seu marido, que também come. Imediatamente ambos percebem que estão nus e se escondem ao ouvir a voz de Deus (Gênesis, cap. II) É importante notar que quando Deus pergunta sobre a desobediência, Adão culpa Eva e esta culpa a serpente. (*)Note que Lúcifer estava no Jardim , e Lilith foi sua amante.Isto está em livros apócrifos com maiores detalhes. Os três são penalizados, a serpente( Lúcifer, aqui encarnado num anjo menor, Satanás) – que segundo lendas tinha asas – rastejaria para sempre; o homem teria que trabalhar para se sustentar; a mulher e a serpente seriam inimigas; a mulher teria dores de parto e seria dominada pelo marido; e por fim a humanidade estava banida do Paraíso. Há ainda a menção do filho da mulher que esmagaria a cabeça da serpente, o que para alguns teólogos faz referência à Cristo e Satanás (Gênesis, cap. III). Eva é então a culpada pelo pecado original, o que, no imaginário, se dissemina para todas as mulheres. É interessante que Eva, apesar de transgressora, fica ao lado de Adão para ouvir sua sentença, e a cumpre, carregando o estigma de pecado, impureza, fragilidade, ingenuidade e sofrimento remidor que se estende para as mulheres na sociedade cristã, como algo inerente a sua natureza. Lilith, por sua vez, escolhe viver sozinha e errante, e como mulher não recebe o castigo da maternidade, ou a maternidade como um castigo, no sentido das dores de parto e do sofrimento, como logo veremos com Maria. Assim, além de culpada pela desgraça humana, a mulher (a partir de Eva) é também estereotipada como aquela que dá ouvidos ao Diabo, tendo, portanto, propensão a ser enganada por ele e a seguir seus desígnios e ardis. Esse estereótipo perseguiu as mulheres principalmente durante a Inquisição, onde o nascer mulher já era um pressuposto para uma acusação de pactos demoníacos sob a forma de bruxaria ou feitiçaria. Lilith-Outras Considerações Se Eva nega sua ambição e seu desejo de ser igual a Deus, conformando-se em ser dominada por seu marido, arquétipo perfeito da mulher desastrada e submissa; e Maria nega sua sexualidade, sendo mãe e virgem, arquétipo materno; Lilith, por sua vez assume desde sua criação suas convicções, ambições e sua sexualidade, sendo, por isso, até mesmo aquela mulher que assusta, domina e pode destruir. Segundo descrições das escrituras hebraicas (Torah e Midrash), Lilith se apresentou a Adão coberta de sangue e saliva.O sangue mencionado na citação acima sugere a menstruação, uma característica carnal e instintiva da mulher, além da ausência de pudor e tabus de Lilith, que apresenta-se livremente ao homem, disposta também à experiência sexual no ciclo menstrual. A saliva reforça o caráter sexual simbólico, remetendo a uma ideia de secreções eróticas. Deste modo, fica evidente a condição sensual e liberta dos preconceitos dentro do universo simbólico feminino em Lilith; é essa atuação sexual, que leva o homem ao êxtase e fora do controle sobre si mesmo, o que amedronta o universo simbólico masculino expressado em Adão: por isto, ele se afasta e busca uma companheira adequada – ou seja, submissa, obediente, que sinta-se inferior. De todo modo, Lilith seria um arquétipo feminino de independência e sensualidade. Representaria a mulher que não se envergonha de si própria, mas ao contrário, tem orgulho de ser mulher, e expressa esse orgulho através de sua sexualidade. Lilith também demonstra esse orgulho ao não permitir-se viver em submissão a Adão, deixando para trás o paraíso para ter, por opção, uma vida livre e fora da sombra masculina, pagando por isso a pena de se tornar um demônio. É o oposto, portanto, ao modelo de mulher tolhida, submissa, arrependida, e que só tem sua identidade ligada a uma figura masculina. “Lilith é a figura da mulher insubmissa, intelectual, vigente, guerreira e fêmea em todos os sentidos, e sexualmente ativa.” As consequências da repressão da sexualidade de Lilith são, entre outras, a dissociação entre a maternidade e a sexualidade, o duplo padrão de moral e o controle da sexualidade masculina. (Lilith-A Lua Negra-Roberto Sicuteri) Psicanálise Segundo o mito, as relações entre Adão e Lilith foram marcadas pela emergência, pela paixão capaz de dominar Adão e fazê-lo perder a razão e entregar-se à luxúria. Acredita-se que a sedução produzida por ela o fazia afastar-se de seus compromissos com a divindade. Lilith está por trás dos fenômenos histéricos, a partir da repressão da sexualidade, que origina somatizações e enfermidades. É ela a responsável pela desunião da família, seja projetada em uma amante sedutora que ‘tira’ e ‘rouba’ o marido da esposa, seja projetada na rebeldia da esposa que não suporta o “não” de seu marido-Adão.Porém, para além da questão sexual, que desencadeia muitas outras lendas e interpretações a respeito de Lilith, como a que coloca que ela seria um demônio que povoava os sonhos dos homens israelitas, tornando-os eróticos ,sendo, assim, o primeiro súcubo, ou a mãe dos súcubos. Lilith teria tido um castigo a altura de suas afrontas no ponto de vista da misoginia judaica, pois o preço por sua rebeldia foi tornar-se um demônio. Lilith fora criada como mulher, mas a nova condição a impedia de um convívio com a humanidade, e de acordo com a punição onde mulher e serpente seriam para sempre inimigas, Lilith e seu arquétipo tornaram-se drasticamente opostos e até mesmo rivais de Eva e o modelo de mulher que ela sugere. Outro aspecto é a referência demoníaca de Lilith, pois se Eva é aquela mulher que cede aos assédios do demônio, Lilith é o próprio demônio. Sendo representada durante séculos na literatura como a mãe dos súcubos, a esposa de Lúcifer, a Lua Negra, e suas contra partes serem denominadas Deméter, Hécate, Perséphone, todas vinculadas ao sub mundo ou "Netherworld".

terça-feira, 16 de junho de 2026

GRAND FUNK ( USA) 70's

Com certeza um dos primeiros HITS que ouvi e fiquei viciado...foi Footstompin' Music
Pluribus Funk é o quinto álbum de estúdio da banda de rock americana Grand Funk Railroad . O álbum foi lançado em 15 de novembro de 1971 pela Capitol Records . Assim como os álbuns anteriores do Grand Funk Railroad, foi gravado no Cleveland Recording Company e é o último álbum produzido por Terry Knight .Para mim este é o MELHOR álbum do trio que passou a quarteto em albuns posteriores. O SEGUNDO álbum que mais gosto é PHOENIX de 1972.A faixa de abertura é destruidora , com um órgão Hammond matador .Mark Farner é o líder vocalista, compositor, guitarrista e tecladista!! Show man!
O TERCEIRO álbum que adoro é SURVIVAL ( 1971) Os Hammond Organ, a mixagem da bateria e o baixo incrivel e pesado são gravados "crús".Voce sente a pegada do trio.
O último álbum que adoro é o que estourou total , We're an american band.de 1973.Para meu gosto, outros álbuns não são maiores que estes quatro....Aliás nem aprecio muito.Mas a banda faz um som poderoso.
Nascida no coração industrial de Flint, Michigan, a Grand Funk Railroad formou-se em 1969 e rapidamente consolidou seu lugar na história do rock como uma das bandas ao vivo mais poderosas da América. Com mais de 25 milhões de álbuns vendidos , 19 singles nas paradas de sucesso , 8 hits no Top 40 e dois sucessos número 1 , o Grand Funk conquistou 7 certificações de ouro e 10 de platina - incluindo prêmios de platina em 2022 para We're an American Band e Some Kind of Wonderful . "Não dá para falar de rock dos anos 70 sem falar do Grand Funk Railroad!" David Fricke, Revista Rolling Stone ..............................

segunda-feira, 15 de junho de 2026

TRACE & EKSEPTION ( Holanda) Rick Van Der LInden

TRACE & EKSEPTION (Holanda)Rick Van der Linden (tecladista, mentor, compositor) Nascido: 5 de agosto de 1946 - Badhoevedorp, Amsterdã, Holanda. Morreu: 22 de janeiro de 2006 - Groningen, Hoilland Compositor e tecladista holandês. Van der Linden ganhou fama inicialmente como membro da banda Ekseption, mas também tocou em diversas outras bandas, incluindo, principalmente, Trace, além de seguir carreira solo. Assim como seu contemporâneo Keith Emerson, Van der Linden era mais conhecido por suas populares releituras de músicas clássicas de J.S. Bach, L.V. Beethoven , P.I. Tchaikovsky e outros compositores. Rick van der Linden frequentou a Escola de Música de Haarlem. Dois anos depois, tornou-se aluno particular do famoso professor de Haarlem, Piet Vincent. Aos 17 anos, ingressou no Conservatório de Haarlem, onde Aad Broersen e Albert de Klerk lhe deram aulas de órgão. Seu gosto musical era extremamente eclético, abrangendo desde a música barroca até o rock 'n' roll contemporâneo, especialmente após o início do boom do beat britânico. Rick concluiu seus estudos dois anos depois e, em 1965, foi aprovado nos exames do Conservatório Real de Haia, tornando-se um dos melhores alunos da escola e conquistando prêmios em piano, órgão, harmonia e contraponto. Rick pensou em se tornar professor no Conservatório de Haarlem. Com o Ekseption fez muitas turnês, principalmente pela Europa, de 1968 a 1974, e recebeu aclamação da crítica. Rick van der Linden tornou-se o tecladista mais proeminente da Holanda e um verdadeiro rival – pelo menos em seu país – de nomes como Emerson e Rick Wakeman nos quatro anos seguintes. No final de 1973, porém, ele deixou o Ekseption para formar o Ace (posteriormente renomeado para Trace, quando descobriram que uma banda britânica já o utilizava), um trio de rock nos moldes do Emerson, Lake & Palmer, com o baterista Pierre Van Der Linden (ex-Brainbox e Focus, sem parentesco com ele) e o baixista Jaap van Eick. Com uma sonoridade mais voltada para o jazz do que o Ekseption, mas ainda assim um grupo de rock progressivo, o trio lançou um álbum de estreia que rendeu um single de sucesso e conquistou um disco de ouro na Holanda. Infelizmente, eles não duraram o suficiente para aproveitar totalmente esse sucesso inicial, lançando apenas mais um álbum antes de se separarem. Van der Linden lançou um álbum solo em 1974, intitulado "Plays Albinoni, Bach, Handel", e durante a segunda metade da década de 1970, gravou trilhas sonoras (Night Of Doom). Em 1978, ele retornou ao Ekseption para a primeira de uma série de reuniões, cada uma menos bem-sucedida que a anterior. Ele também tocou com o Mistral (1977-1980, com Robbie van Leeuwen (ex-Shocking Blue)). Mais tarde, começou a trabalhar com Rein van der Broek em um duo chamado Cum Laude (1980-1989). DISCO INDICADO DO TRACE: Birds uma obra prima!!
Rick van der Linden sofreu um AVC e ficou parcialmente paralisado. Ele faleceu em 22 de janeiro de 2006 em Groningen e foi sepultado em Hoogeveen.

sábado, 13 de junho de 2026

LE ORME ( Power Trio) Itália Anos 70

LE ORME (Italia) Fundado em Marghera, Veneza, Itália, em 1966 - Hiato de 1982 a 1986 - Ainda em atividade em 2019. Excelente trio italiano de rock progressivo do início dos anos 70 (ainda na ativa), com influências clássicas, teclados em destaque e um estilo único, onírico e poderoso. Le Orme foi um dos três principais grupos italianos, sendo os outros dois PFM e Banco. A banda é frequentemente considerada a versão italiana de Emerson, Lake & Palmer ( o que discordo...estilo totalmente mais sinfonico e menos técnico/agressivo que E L &P) e até mesmo Banco del Mutuo Soccorso, devido ao vocal italiano( vocal mais agudo , menos operístico e mais suave que o Banco). Sua música é baseada em desenvolvimentos e solos de órgão, remetendo a grupos dos anos 70 cujas obras são essencialmente construídas sobre partes de teclado. O período verdadeiramente clássico da banda começa com seu terceiro álbum, "Uomo di Pezza" (1972), considerado um dos álbuns definitivos do rock progressivo italiano . Solos de Moog e Hammond contrastados com baladas suaves, a sonoridade não é tão integrada quanto caracterizaria seus dois álbuns seguintes, "Felona è Sonora" e "Contrappunti". Mesmo assim, é fantástico e um dos três álbuns essenciais do Le Orme. "Collage" e, principalmente, "Florian" oferecem uma música com toques de música clássica. "Felona è Sonora" (1973) é o melhor deles incluindo a capa , para meu gosto."Contrappunti" (1974) é outro álbum fantástico .Em 1993, a gravadora japonesa de rock progressivo Crime Records lançou o álbum duplo "Live Orme", com gravações ao vivo de 1975 a 1977. A famosa Charisma Label lançou "Felona e Sorona" em inglês, com letra de Peter Hammil, após a turnê da banda pela Inglaterra em 1973.A banda lançou mais albuns até o momento, mas minha preferência fica nos anos 70 mesmo. DISCOGRAFIA ANOS 70: “Ad Gloriam” (1969): “Collage” (1971): “Uomo di Pezza” (1972): “Uomo di Pezza” “Felona e Sorona” (1973): Considerado por muitos como a obra-prima do Le Orme, este álbum conceitual recebeu aclamação internacional. “Contrappunti” (1974): “Smogmagica” (1975): “Verità Nascoste” (1976): “Storia o Leggenda” (1977), “Florian” (1979), “Piccola Rapsodia dell’Ape” (1980): Nestes álbuns, Le Orme explorou novas direções musicais,