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terça-feira, 12 de maio de 2026

King Crimson: o Rei Escarlate

King Crimson: o Rei Escarlate Muitos poderiam indagar o porquê desta matéria e destaque para este grupo. Acontece que essa é uma das mais ecléticas, estranhas e competentes bandas do rock progressivo dos anos 60/70. Aliás, é mais um projeto do guitarrista e mentor inglês ROBERT FRIPP, o qual varia o time de músicos a cada disco. Mas sua bizarra performance de guitarras angustiantes e frenéticas lhe dá um destaque único na história do rock. Até Hendrix, empolgado com o primeiro show da banda em 1968, foi cumprimentá-lo no palco dizendo: "Amigo, toque minha mão esquerda, pois ela está mais próxima do meu coração". Fripp é um iniciado no quarto caminho [Ordem Sufi Oriental] que se expandiu na França através do Mestre Gurdjieff. Além do mais, possui conhecimento de ocultismo e esoterismo, o qual permeia as obras do Crimson. Para se escutar um disco, por exemplo, o Larks’ Tongues In Aspic [73], aconselho ao ouvinte desavisado se preparar para o terreno sinistro e experimental. Uma fórmula maravilhosa de ouví-lo é você adquirir o livro INFERNO [de August Strindberg] e ler o livro todo ao som deste disco em especial, como eu mesmo fiz. O casamento é perfeito! A faixa “Easy Money” é um monumento. As outras obras do Rei Escarlate são fenomenais, desde o primeiro álbum – In The Court Of Crimson King [69] – passando por In The Wake Of Poseidon [70], Starless And Bible Black [74], Lizard [70], Red [74], incluindo ainda a segunda fase da banda com os discos Three Of A Perfect Pair [84] ou Beat [82], entre outros. Geralmente o batera principal que cai como uma luva na banda é o virtuose Bill Bruford. No baixo e vocal o ótimo John Wetton. Na segunda fase o convidado especial é o exímio guitarrista e vocalista Adrian Belew. Outros grandes nomes passaram pelo grupo como Ian Mc Donald [k]; Mike Giles [fantástico batera]; o percussionista maluco Jaime Muir; David Cross nos violinos; Greg Lake nas cordas vocais e violões; o fantástico baixista Tony Levin na fase atual e o letrista Peter Sinfield – que era um Bob Dylan para a época influenciando Genesis, Le Orme e ELP –; o baixista falecido recentemente Boz Burell; o baterista incrível do Greenslade, Andrew McCulloch, e o vocalista do Yes, Jon Anderson [ambos num dos mais significativos álbuns do grupo: o disco Lizard]. Fripp disse a seguinte frase à imprensa, indiferente às críticas idiotas e destrutivas por causa de seu temperamento fechado, quieto e da sua música complexa e metafísica: "Nossa música tem uma autoconsciência mais aguda; visa provocar reações na cabeça e no coração, e não nos pés". Acrescento eu mesmo que o Rei Escarlate faz uma música cerebral e espiritualizada, e não uma música intestinal. Fripp trabalhou com Brian Eno e Steve Reich na música minimalista e experimental, desenvolveu um aparelho que é denominado por ele de "frippertronic" [um sintetizador de guitarras] e fundou toda uma escola de guitarristas, incluindo dois grandes admiradores seus: Steve Hackett [Genesis] e Steve Howe [Yes]. Precisa falar mais? Mesmo assim, o Rei Escarlate ocupa lugar entre os "malditos" e "undergrounds" até hoje, junto com grupos como Gentle Giant ou Van Der Graaf Generator. Pra finalizar, uma de suas letras que exprime bem o coração sangrento do Rei – “I Talk To The Wind”: "Olhando para dentro Mais confusão Desilusão ao meu redor Por isso eu falo com O Vento..."
Indico ainda três músicas que são um marco do mestre Fripp nos solos de guitarra com as camas de mellotron. De chorar mesmo! São elas: “Night Watch”, “Epitaph” e “Starless”. Mas quer um conselho? Adquira a obra toda, pois realmente vale muito a pena. Long Live the King!

"A MÚSICA ELETRONICA, O JAZZ & O ROCK " Avantgarde

A MÚSICA ERUDITA CONTEMPORÂNEA & ROCK PROGRESSIVO Como compêndio de minha formação em Música Erudita de Vanguarda(Unicamp 1981) ,eu gravei e estruturei vários textos e links para voces conhecerem mais sobre o maior movimento do século XX na Arte e Contra Cultura .Eu em LPS gravei 3 discos que contém estruturas da música erudita contemporânea diversas como RUINAS CIRCULARES ( 1988), THE ALEPH (1989) e AGARTHA (1987)além de 13 Sinfonias mistas de Rock In Opposition que estão no meu canal do Youtube disponíveis. -PS: Importante saber que toda estas descobertas e modificações na música erudita, vão desembocar diretamente em outros estilos de música, como o Jazz, o Rock Progressivo e seus sub-gêneros( Kraut Rock, Eletronico Vintage, Rock in Opposition, Canterbury e Zeuhl) -O movimento modernista surgiu no século XX como uma resposta à música grandiosa e épica do final do período romântico, pois havia um sentimento de que quase tudo o que era possível havia sido alcançado (que usava um sistema tonal baseado em centros tonais e progressões de acordes padrão, bem como estruturas como a forma sonata).Um rompimento com o nazismo que havia expulsado quase toda a escola vanguardista da Europa(que migrou aos USA)foi culminante nesta etapa histórica da Arte.O Comunismo recém inaugurado ,no inicio, foi libertário e Marx ocupou o centro da relação arte-consumo-pesquisa-capital.Países como a Italia ,França, Alemanha e logo na sequência, a Russia e Alemanha aderiram.Os USA foram uma espécie de depositário de grandes artistas que para lá mudaram, e desenvolveram um grande centro de estudos de Música Científica e de Vanguarda.Uma das vertentes mais importantes do movimento modernista foi o serialismo/dodecafonismo, que teve Arnold Schoenberg como pioneiro na década de 1920.A música dodecafônica, talvez a forma mais proeminente de serialismo, pega uma série de tons composta de todas as 12 notas da escala cromática em uma determinada ordem e então as repete e manipula de várias maneiras estruturadas. Na sequencia de seu desenvolvimento,em vez de usar linhas fixas de 12 tons(dodecafonismo), compositores como Milton Babbitt, Pierre Boulez e Karlheinz Stockhausen aplicaram os conceitos de serialismo – padrões de repetição predeterminados – a outros elementos da música, como ritmo e dinâmica. Essa vertente de serialismo do pós-guerra é frequentemente associada a um movimento nas artes da época conhecido como alto modernismo. Frequentemente escrita com uma abordagem altamente metódica, quase matemática, esta tende a ser uma música bastante dissonante e desafiadora que continua a dividir opiniões. -A peça para piano Structures de Boulez aplica conceitos serialistas a vários elementos musicais, incluindo altura e dinâmica: Eu mesmo fiz uma reinvenção compondo e tocando nas "pausas" da Sonata n. 1 (Structure I) de Boulez. Segue aqui minha versão no Youtube (Amyr Cantusio Jr) https://www.youtube.com/watch?v=PFkNnwz1JYc -Outro trabalho que gravei ,que demorou meio ano para se tornar uma gravação, foi sobre o Concerto N.1 de Keith Emerson que é totalmente atonal e baseado nos compositores desta geração citados.Aqui a filmagem da passagem do piano de cauda(fiz a orquestração posteriormente acresentando sopros/cordas, bateria, etc...em estudio: https://www.youtube.com/watch?v=4_a6f5yQD3s -Aqui a Sinfonia n.8 ARKANA ( minha composição e gravação de todos instrumentos) baseado em Edgar Varèse com o toque de Rock In Opposition: https://www.youtube.com/watch?v=lM7sg-vgOjU&t=81s -Outro trabalho condensado de minhas Sinfonias, são este Tributo a vários compositores de vanguarda para vcs. terem idéia no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=5Disa46QlSk&t=1612s Eu usei trechos das composições de: 0-LIGETI 1-STRAVINSKY 2-MESSIAEN 3-CHARLES IVES 4-PROKOFIEV 5-VARÈSE 6-CARL ORFF 7-GUSTAV HOLST 8-CHARLES KOECHLIN Em meados do século XX, alguns compositores começaram a escrever peças que questionavam as próprias definições de música, arte e composição. Assim como um dos mais controvertidos ,John Cage (USA)também usou a indeterminação em sua música, o que significa que alguns aspectos da peça são deixados abertos ao acaso ou à livre escolha do intérprete. Ele foi o líder de um grupo conhecido como Escola de Nova York, que também incluía nomes como Morton Feldman e Earle Brown, que também escreveram música aleatória (música do acaso), além de receber influências da arte visual surrealista e de vanguarda: Outros compositores experimentaram notações não padronizadas, como partituras gráficas, onde o intérprete decide o que tocar com base em uma série de, digamos, linhas, imagens abstratas e formas geométricas, oferecendo uma enorme liberdade interpretativa.A música concreta , um estilo pioneiro de Pierre Boulez e Karlheinz Stockhausen, utilizava a eletrônica para gravar sons – de instrumentos, da voz humana ou do ambiente natural, por exemplo. Essas matérias-primas seriam então manipuladas e transformadas em uma espécie de colagens musicais.Improvisação livre é uma música que não tem regras ou estrutura pré-planejada – muitas vezes não usa nenhum material escrito. Embora possa estar conectado aos mundos do jazz livre e de vanguarda que se desenvolveu na América na década de 1960, em sua forma mais pura, os músicos de "improvisação" geralmente tentam evitar ativamente referências a convenções ou gêneros musicais reconhecíveis. À medida que a tecnologia musical se desenvolveu, os compositores começaram a usar computadores como parte de seu processo de trabalho. Isso pode incluir ter um algoritmo de computador gerando um elemento de composição, usar sons sintetizados ou usar um programa para manipular digitalmente ondas sonoras acústicas(vide trabalhos com o Synclavier Keybord Synthesizer)Grande parte desse trabalho é baseado na relação entre música e matemática.Frank Zappa gravou alguns LPS somente desta forma, com o uso do composer sintetizado, escrevendo diretamente as partituras no computador, que por sua vez, executava a música.As escolas de Varèse e Boulez faziam amplo experimento com esta abordagem.O espectralismo se desenvolveu como uma abordagem na França na década de 1970, na qual as propriedades acústicas do som – ou espectros sonoros – eram analisadas digitalmente e então usadas como base para composição.Isso significa que as séries harmônicas e os microtons são amplamente utilizados.Se denomina Microtonalismo (frações do meio tom infinitas) outros estudos utilizados em quase toda música atual, incluindo o Blues. Um exemplo da música Espectral ocorre na peça Partiels , do pioneiro Gérard Grisey , onde o espectro de sobretons (as frequências que compõem o som da nota) de uma única nota grave de trombone é posteriormente arranjado para o resto do conjunto.Ou seja A orquestra executa todas as "alturas timbrais" de um trombone, tocando todos ao mesmo tempo. Esta escola de pensamento pode ser vista como um encontro fascinante entre música e física. Por fim surge o Minimalismo O movimento minimalista surgiu nos Estados Unidos no final da década de 1950.Usando quantidades mínimas de material musical, a música minimalista utiliza fragmentos repetidos e entrelaçados de melodia para criar tapeçarias hipnóticas de som, que tendem a não ter os picos e vales, a sensação de tensão e liberação, encontrados em muitas outras músicas.Tendo como pano de fundo o modernismo dissonante e atonal e o serialismo, In C , de Terry Riley , com sua tonalidade infinita de Dó maior, foi silenciosamente chocante.É composto por 53 frases musicais curtas, que podem ser repetidas um número arbitrário de vezes. Deve ser tocada por um número indeterminado de artistas por um período de tempo não especificado: Muitas vezes usando instrumentos elétricos, refletindo os avanços tecnológicos da época, e com um mundo sonoro harmônico que era geralmente consonante, compositores como Phillip Glass e Steve Reich encontraram enorme sucesso comercial: Nas décadas de 1980 e 1990, surgiu uma música conhecida como pós-minimalismo.Isso não é mais minimalismo "puro", mas compartilha muitas características com o gênero.Muitas vezes, recebe influência de outros estilos musicais, incluindo música não ocidental e estilos populares.Entramos na área do Rock in Opposition, particularmente onde se fundem o Serialismo,Dodecafonismo e Minimalismo com a Eletronica, o Jazz e o Rock. O século XX viu a música se tornar mais divergente do que em épocas anteriores, com uma gama mais divergente de estilos e mundos sonoros surgindo do que nunca.Essa tendência continuou e, de fato, há mais subgêneros e cenas do que é possível cobrir neste artigo.Mas para dar uma ideia da amplitude estilística da música clássica contemporânea que continua a ser escrita, aqui está uma pequena seleção de compositores que atuam na área atualmente: -Teria que citar um dos pioneiros da Eletronica, Luigi Russolo que influenciou todos posteriormente( Italia 1913) e Nadia Bloulanger (França) que foi a maior professora da música erudita contemporânea da Europa, tendo a maioria dos citados abaixo, estudado com ela. -Arvo Part ,Steve Reich , John Ligeti,Edgar Varèse, Carl Stockhausen,Boulez,John Cage, Phillip Glass,La Monte Young,Meredith Monk, Arnold Schoemberg, Alban Berg, Von Webern, Igor Stravinsky, Aaron Copland, Oliver Messiaen, entre inúmeros outros. -Após a estimulante década de 1920 comecei a sentir uma crescente insatisfação com as relações do público amante da música e do compositor vivo... Parecia-me que nós, compositores, corríamos o risco de trabalhar no vácuo. Além disso, um público inteiramente novo para a música havia crescido em torno do rádio e do fonógrafo. Não fazia sentido ignorá-los e continuar escrevendo como se eles não existissem. - (Aaron Copland/ nascido em New York-descendente de russos- no Brooklyn-USA) Grandes Teclados e Tecladistas do Rock   A coisa foi ficando mais quente quando o mellotron [instrumento de teclados orquestral] foi colocado pela primeira vez na cena, no som do grupo inglês The Moody Blues. Isto por volta de 1966. A partir de então, os Beatles utilizariam cravos, pianos elétricos, o recém-criado Mini Moog – entre outros sintetizadores – em sua música.Este instrumento faz uma simulação perfeita orquestral desde violinos/cellos/flautas até grandes coros de voz.Com perfeição absoluta.
No grande desfecho de 1967-1978 surgiriam às pencas bandas que se utilizariam destes instrumentos em larga escala. Principalmente as de rock progressivo, acid rock, kraut rock, eletrônicas e hard rock. Keith Emerson e Jon Lord [respectivamente The Nice e Deep Purple] inauguraram a era dos virtuoses eruditos no piano e hammond organ, seguidos de Vincent Crane [Atomic Rooster] e Ken Hensley [Uriah Heep], bem como Rick Wakeman [Yes], Rick Van Der Linden [Trace], Richard Wright [Pink Floyd], Hugh Banton [Van Der Graaf Generator], Kerry Minnear [Gentle Giant], Klaus Schulze [Ash Ra Temple, Tangerine Dream e uma estupenda carreira-solo], além de Edgar Froese, Christopher Franke, Peter Baumann, Johannes Schoemelling e Michael Hoenig atuando no lendário Tangerine Dream, uma das poucas bandas a se utilizar em massa quase que somente os sons de sintetizadores. Ainda temos Ed Jobson [Zappa, U.K., Jethro Tull] Michael Quatro [irmão da Suzi Quatro], Jurgen Fritz [Triumvirat], David Greenslade [Greenslade], entre outros monstros. Os teclados principais utilizados neste período são as variações do Mini Moog, hammond C3 e B3 [órgãos], mellotron, Arp Strings Odissey, Elka Arp Strings, Farfisa Organ, VC3 Choral Voice Oscilator, Fender Rhodes Electric Piano e Acoustic Grand Piano. Algumas bandas regidas pelo magnífico teclado [para citar algumas das mais importantes]: Genesis, Gentle Giant, Yes, Pink Floyd, Van Der Graaf Generator, Procol Harum, Uriah Heep, Deep Purple, Tangerine Dream, Popol Vuh, Atomic Rooster, Triumvirat, Kraftwerk, Jean Michel Jarre, Vangelis, Kitaro, Deuter, Cluster & Eno, Synergy e Klaus Schulze. No rock progressivo da Itália, França, Alemanha e Argentina – principalmente nesta época – somam mais de 2 mil grupos calcados nos teclados. Basta ter paciência e pesquisar. E agradecer ao pai do piano, o italiano Bartolomeu Cristofori [por volta de 1709], a criação de tão maravilhoso instrumento, que foi o elo do antigo cravo e órgão de tubos(Church ou Pipe Organ) com os atuais sintetizadores. Na área da música erudita de vanguarda as possibilidades atuais são enormes. Com o avanço da I.A.(Inteligencia Artificial), computadores com alta resolução e teclados cada dia mais sofisticados, a área de Samplers(cópias de sons de instrumentos acusticos ou eletronicos,além de sons da natureza) ficou riquíssima.Um homem só hoje pode reproduzir com um custo baixo e equipamento direcionado, sons de uma orquestra sinfonica fácilmente.Basta estudar, ter uma formação musical sólida e um apêndice complementar em informática direcionada a produção musical eletronica.

TANGERINE DREAM-A Odisséia Eletronica Tangerina

A Odisséia Tangerina Tivemos muitos precursores na história musical eletrônica, como o alemão Karl Stockhausen, o francês Pierre Schaeffer e os italianos Luciano Berio e Bruno Maderna. Mas a coisa pegou firme no rock quando o próprio George Harrison lançou o eclético Eletronic Sounds, em fins dos anos 60. Nesta época, o sintetizador Moog (criado por Robert Moog) já era o grande vilão do rock, competindo com a guitarra. O último álbum dos Beatles (Abbey Road) inclusive tem seu lado “B“ recheado de Moogs. Bandas experimentais como o The Nice, Popol Vuh e Ash Ra Temple já começavam a incluir esse instrumento em seus álbuns. A derradeira face do rock eletrônico viria à tona nas mãos dos alemães Klaus Schulze, Edgar Froese e Conrad Schnitzler, ou melhor, do Tangerine Dream, com seu primeiro álbum (totalmente eletrônico), Eletronic Meditation, gravado em Berlim no ano de 1969 e lançado em 1970. O grupo, até hoje liderado por Edgar Froese, é responsável por uma discografia extensa que influenciou muita gente. Klaus Schulze deixou a banda após esse primeiro disco e passou a ser o “número um da tecladeira eletrônica” do mundo, com um patrimônio incrível e único na história do rock. Também com uma discografia eclética, numerosa e criativa, Schulze seria o responsável por incentivar gente do mundo todo. Mas o foco aqui é a homenagem póstuma ao recentemente falecido EDGAR FROÈSE.e seu grupo Tangerine Dream . Edgar teve paralelamente ao Tangerine Dream, uma carreira solo muito prolífera com grandes álbuns como Aqua ,Stuntman e Pinnacles entre outros.Edgar nasceu na Alemanha em 1944,no pós guerra.Moreu em 20 de janeiro de 2015. No inicio, Edgar era um guitarrista na linha Hendrix Power Trio experimental(1969) onde a banda recém formada não continha o principal elemento que o consagraria pelo mundo todo: os sintetizadores. Com o lançamento de Electronic Mediation (gravado em 1969) em 1970, Edgar iria para a temática metafísica, ficção e ocultismo.O som da nova proposta iria desbravar territórios extraterrestres e inóspitos aos ouvidos dos rockeiros acostumados a guitarras e limitações do rock básico. A nova música era calcada 90% nos sintetizadores, órgão e mellotron,com alguns remendos de guitarras e umas costuras de bateria acústica tocada por Chris Franke,mesclada á beats eletrônicos. Com o lançamento dos estranhos e bizarros álbuns como Atem, Phaedra e Rubycon,a nova vanguarda do kraut alemão se expandia,deixando perplexos mesmo adoradores de discos com Ummagumma do Pink Floyd. Em 1978 o grupo revisa a linha kraut ( com o LP Cyclone) mais próxima ao rock progressivo,e voltaria a revisar com o LP Green Desert( 1986) com mais inserção de guitarras ,vocais e bateria acústica.Mas estes 2 álbuns são um dos poucos registros da banda nesta área,que tinha como pilares Edgar Froese e Christopher Franke, passando por inúmeras formações com músicos convidados excelentes. De maneira geral passaram pela banda ,modificando e acrescentando com suas pitadas utópicas, músicos como Peter Baumann, Johannes Schoemmeling, Paul Haslinger , Michael Hoenig e, atualmente o próprio filho de Edgar, Jerome Froese, entre outros mais recentes. Mas das fases ótimas e marcantes que se dividem em 3 períodos ( o vintage), o meio período( anos 80 e 90) e a atual,as mais promissoras são da década de 70 e 80.O Tangerine Dream caracteriza a Berlin School assim como o Kraftwerk caracteriza a Dusseldorf School...diferentes na proposta e na concepção metafísica, mas ambas calcadas nos sintetizadores. Para finalizar a matéria ,deixo aqui indicado abaixo clássicos do grupo que eu considero maravilhosos e vitais como referência, pois a discografia passa dos 110 álbuns!! CDS: ALPHA CENTAURI (1971) RUBYCON ( 1975) CYCLONE (1978) STRATOSFEAR (1976) PHAEDRA ( 1974) ENCORE (1977) FORCE MAJEURE( 1979) TANGRAM (1980) EXIT (1981) PERGAMON (1981) WHITE EAGLE ( 1982) LOGOS LIVE (1982) FIRESTARTER( 1984) trilha sonora POLAND ( Live Duplo) 1984 LE PARC (1985) TYGER ( 1987) com vocais femininos e poemas de William Blake. UNDERWATER SUNLIGHT (1988)

Jethro Tull – Os duendes do rock

Jethro Tull – Os duendes do rock Por volta de 1966, a partir da John Evan's Band, nascia o embrião futuro dos duendes do rock: o Jethro Tull, liderado pelo compositor e flautista Ian Anderson. Lógico que para estabilizar uma banda na época em que nasciam monstros sagrados do rock progressivo como o The Nice, Yes, King Crimson, Reinassance, Pink Floyd, Genesis, entre outros, não era nada fácil. Precisa tocar muito e mostrar muita criatividade. Para lançar o primeiro LP, This Was, em 1968, Anderson recrutou os músicos Mick Abrahams (v/g); Clive Bunker (d) e Glenn Cornick (b). O álbum foi sucesso absoluto, para a admiração dos próprios músicos. Ele atingiu o décimo lugar nas paradas britânicas, e muito desse sucesso foi atribuído ao famigerado DJ John Pell, da rádio BBC, que executava o álbum várias vezes em seu programa. Poucos sabem, mas o guitarrista original, Mick Abrahams, deixou o posto para dar lugar a um cara que seria cultuado pelo mundo todo do futuro heavy metal: falo de Tony Iommi (futuro mestre frente ao Black Sabbath). Infelizmente ele não deixou nada registrado oficialmente com o Tull, e nem foi considerado um integrante efetivo da banda, pois logo cedeu a cadeira em definitivo para aquele que seria o braço direito de Anderson, o exímio guitarrista Martin Barre. Lançam então o segundo LP, Stand Up, em 1969. Até então, a banda não tinha uma identidade musical, pois misturava muitos elementos do jazz e blues ao rock. Sua cara só apareceria com o cultuado disco Aqualung, de 1971, com o grande gnomo Anderson se destacando como um frontman absoluto, apelando para um visual caricato de trovador-duende, pulando e tocando flauta como um maluco. Entra em cena também o folk medieval, fadas, metafísica, sátiras religiosas e sociais, e ainda letras politizadas e sarcásticas, tudo com muito feeling. E como não poderia deixar de ser, a banda passou a ser odiada pelos evangélicos norte-americanos, pois Anderson botava a boca do inferno para atormentar as crendices e hipocrisias cristãs, ferindo assim a postura de "rebanho" que a Igreja sempre manteve. Contando com excepcionais músicos como John Evan (piano), David Palmer (k), Barriemore Barlow (d), Jeffrey Hammond (b) e Martin Barre (g), viriam LP’s fantásticos como Thick As A Brick (1972), A Passion Play (1973), Songs From The Wood (1976), Heavy Horses (1978), entre outras obras imortais. O Jethro Tull se consolidaria como uma banda única no estilo, diferenciada pela sonoridade eclética e que certamente influenciou várias bandas posteriores. Mas nada se igualaria ao terremoto escocês (aliás, só Anderson era escocês, a banda é inglesa). Entre o período de 1968 a 1978 o grupo deixou um rastro de glória e registros musicais belíssimos. O álbum-duplo Bursting Out, de 1978, registra a fúria ao vivo da banda. Esse grande período se encerrou com Stormwatch, de 1979, pois logo após essa formação se dissolveu por problemas internos e inúmeras brigas. Além disso, o baixista John Glascock, que gravou parte dos grandes álbuns do Tull, faleceu durante as gravações por problemas no coração. O álbum intitulado apenas como A, de 1980, teve a inesperada participação do violinista e tecladista Ed Jobson (ex-Curved Air),o que rendeu criticas variadas ao disco. Pessoalmente ainda o considero um disco a parte ( com a maravilhosa Black Sunday) do Tull, mas enfim. Anderson e seu fiel companheiro Barrie Barlow se mantiveram nas futuras formações do Tull, fazendo ainda bons álbuns como The Broadsword and the Beast, de 1982, mas já sem o brilho dos trabalhos anteriores. Ao todo, foram 21 álbuns oficiais de estúdio, sendo que o último, The Jethro Tull Christmas Album, foi lançado em 2003. Ian Anderson acabou comprando uma fazenda na Escócia e foi criar trutas, mas paralelamente iniciou um projeto solo sofisticado, com Orquestras Sinfônicas, e acabou mergulhando na pesquisa com fusões orientais. Apesar de serem álbuns belos, a maior parte dos fãs da banda não aprovou. O Jethro continua fazendo shows esporádicos, mas sem o brilho de outrora, infelizmente! Mas a chama dos CDs ainda está mais acesa que nunca, para os que ainda não conhecem e para os velhos amantes. Um álbum digno de nota em especial é a coletânea Living In The Past, de 1972, que saiu com um livro de fotos incrível contendo observações para todos interessados. Mas isso só no formato LP, que é duplo. E lá vamos nós dançar com o velho duende debaixo da lua cheia. Até a próxima!

segunda-feira, 11 de maio de 2026

ALPHA III- The Astral Journey

Produzi e filmei antigas esculturas,túmulos e arte no Cemitério Saudades em Campinas, e criei a música numa região Dark WAve, mesclado com Berlin School Electronic Music.Um tipo de Video Arte em dark style. Alguns sintetizadores de ponta,passando numa Echorex Echo Box Vintage.Gravado num PC Windows 7, digital e direto, com uma placa que montei de captação sonora. EStes trabalhos musicais estão disponíveis em vários CDS digitais em, BOX alternativo e vendidos diretamente ao fã, ao ouvinte ou interessados! vonbathel@gmail.com

BEHEMOTH (Black Metal/ Polônia)

BEHEMOTH Banda de death metal formada na Polônia em 1991. Liderada pelo guitarrista e vocalista Nergal, então com quinze anos de idade, o Behemoth criou uma enorme força durante a década passada como uma banda grande dentro do cenário underground do black metal. Com o passar dos anos, a banda, de uma forma bem natural, foi mudando gradativamente sua sonoridade para um som mais direcionado ao death metal, sem perder sua identidade.A banda faz um death metal muito diferente do que o convencional, assim como Nile, a banda usa elementos do oriente médio (oriental metal). Eles lançaram o Endless Damnation, que foi o primeiro trabalho da banda. Depois de algum tempo, eles lançaram o demo From the Pagan Vastlands que foi gravado pela Pagan Records (que foi o primeiro contrato com uma gravadora) . Após o lançamento do EP And the Forests Dream Eternally seguido do álbum Sventevith (Storming Near the Baltic) a banda foi ganhando uma visão mais positiva que acabou ganhando um contrato com a gravadora Solistitium Records.Com o lançamento do álbum Grom foi uma grande surpresa, o álbum estava muito diferente da antiga sonoridade da banda, com uso de vocais femininos, e o uso de guitarras acústicas. Pela ascensão do álbum a banda conseguiu fazer turnês pela Europa entre outros lugares. Três anos depois a banda lançou um novo álbum, intitulado como Pandemonic Incantations e, foi um grande estouro da banda pelo fato da carreira da banda ser curta. O álbum lhes rendeu uma enorme turnê. A banda assinou um contrato com a gravadora Itália na Avantgarde Music em 1998 .
Aqui um BOX com 4 CDS de luxo/digipack lançado com os primeiros trampos da banda.Obra prima!!!

TEATRO CASTRO MENDES Campinas S.P. (Portais de Seth) ALPHA III 2008

Registro feito em SUPER VHS do show, por Renato Glaessel Uma ótima recordação.Foi feito um poco antes do Teatro fechar e reabrir anos depois! O grupo de dançarinas fazia parte da LinceNegro Oriental Dancers da Cathia Cantusio (minha esposa) ALPHA III(Amyr Cantusio Jr & Banda) 2008 Teatro Municipal Castro Mendes(Campinas S.P.) "Under Sun Jam" Este show foi filmado com uma camera analógica por Renato Glaessel.Eu remasterizei e editei recentemente como resgate praticamente todo ele.Estou colocando em partes. O equipamento utilizado foi dos melhores, e a parte instrumental o melhor show filmado meu.Estávamos muito bem treinados.Ainda com grandes músicos! AMYR CANTUSIO JR: Lead Vocal/Mellotron/Hammond Organ(ambos sintetizados em sintetizadores Roland & Yamaha) Steinway Grand Piano. VICTOR MARCELLUS: Pearl Drums RICARDO CURY: Yamaha Synth Bass Guitar CATHIA CANTUSIO : Coordenação do Grupo de Dança Performática Lincenegro. 1-Quadros de Uma Exposição(M.Mussorgsky-Criação e Adaptação de Amyr Jr) 2-Time to Love( Amyr Jr) 3-Marte ,o Deus da Guerra(adaptação de Gustav Holst por Amyr Jr) 4-Under Sun Jam (Amyr Jr & Improviso-Grupo) 5-ORION & ANDROMEDA( adaptação e arranjo Amyr Jr dos LPS"Mar De Cristal e Sombras" 1983-1986) 6-Danse Macabre(Amyr Jr-Adaptação do clássico de Camille Saint Seans)