-Na física quântica, onda e partícula coexistem alternativamente, no
sentido de que, quando não é observada, a energia aparece na forma de
onda, mas, quando a observamos do modo que for, a energia “torna-se”
partículas. De acordo com o princípio da incerteza enunciado por
Heisenberg, não podemos apreender a realidade em sua plenitude, mas
podemos testemunhar apenas um de seus aspectos possíveis de cada vez.
-Existe um enunciado humano que qualquer um pode presenciar e constatar: Se um homem é suicida, não respeita a própria vida, não vai respeitar as dos outros.Se um homem se anula, se aceita o escravagismo como fato, se aceita se ajoelhar perante adversidades, é mais um covarde a se esconder.Não serve para a sociedade, a não ser para criar mais caos, desordem e confusão.É um indivíduo fraco, doente com auto piedade comiserativa, que não vai respeitar absolutamente nada, pois não tem ética e sua pretensa moral é lunática,passiva, que visa somente ao interesse dele permanecer num estado de apatia absoluta perante a morte de outros seres,ou indiferença absoluta quanto ao seu próprio estado de presidiário dentro de um corpo
(Gurdjieff)
A realidade permanece velada; ninguém a conhece, e tudo é
interpretação. Estamos “cegos para o mundo”; não estamos olhando para
fora, mas para dentro de nossa própria cabeça. Estamos lendo o cérebro,
assistindo a um filme projetado em nosso córtex. Somos prisioneiros de um
mundo interior, de uma máquina que produz uma realidade virtual. No final
das contas, os sentidos — nossos únicos meios de contato com o mundo
externo — nos mantêm separados desse mundo externo por meio de
representações que não são reais.Vide um homem na frente de uma televisão 24 horas. Anulado perante sua própria insensatez,cego ,surdo e mudo.Se torna um elemento passivo diante de uma tela que lhe parece um entretenimento, mesmo que mostre violência, tragédias, enganos e mentiras.
(*) THE WALL(Roger Waters fez o mais polêmico disco de Rock desde John Lennon) falando em especial da TV, como um artefato de suicidio, apatia e alienação(Ver Filme "The Wall") Waters é um cara que experimentou um raro "despertar"pela dor e observação! (Amyr)
Os dados sensoriais são enganosos, como na parábola indiana sobre as crianças cegas que pela primeira vez se defrontam com um elefante.
Hoje, a pesquisa científica continua a investigar a parte do mundo à
qual atribuímos significado. Se nós queremos ter acesso a partir do outro
lado, devemos fazer a distinção entre o significado das coisas e o
significado que atribuímos a elas. De um lado está o significado que o
universo dá a si mesmo, e de outro, o significado que alocamos a ele, e
nenhum dos dois dá a mínima atenção ao outro. Imagine se, de repente, o
universo decidisse desobedecer a suas próprias leis, seu próprio significado,
interrompendo suas atividades por apenas um minuto: tudo entraria em
colapso, incluindo nós! Por sorte, o universo não é membro de nenhum
sindicato e não entra em greve. Não podemos sequer imaginar qual sua
escala, nem temos a menor ideia do tamanho ou da forma que ele possa ter.
Se ele é amorfo para nós e está além de nossa compreensão, então perde
significado e deixa de ser interessante. De todos os 8 bilhões de humanos,
quantos são de fato pesquisadores científicos dedicados ao estudo do
Universo? Provavelmente menos do que voce ver um cavalo voador...
É a forma que dá significância à matéria. A areia em um balde não
significa nada para o garotinho que brinca com ela, pois carece de
significado.
O que nós vemos torna-se imagem; a audição produz imagens, assim como tudo que tocamos, inalamos e saboreamos.
O que pensamos: imagens.
O que sonhamos: imagens.
Para nós, o universo é apenas o que o cérebro pode obter e
compreender por meio da tradução de sensações em imagens mentais, as
quais formam o arcabouço do qual derivamos a aprendizagem e o
conhecimento. Realidade e imaginação são traduzidas de imagens mentais
que se formam em nosso cérebro a partir de ondas informacionais
provenientes de nossos sentidos externos. O que absorvemos do exterior ou
o que produzimos dentro de nós é sempre visto com olhos e mente.
Vivemos por meio de sensações e, portanto, de imagens, num jogo
triangular praticado entre racionalidade, imaginação e necessidade, em que
a dose do que necessitamos determina a quantidade mais apropriada de
intercâmbio entre racionalidade e imaginação.
A incompletude de nossos sentidos devemos adicionar a
subjetividade de nosso processamento. Nossas imagens mentais são
essencialmente específicas de cada espécie, no sentido de que o mundo que
vemos não é o mesmo que um cão vê, ou um lagarto, ou um inseto, pois
diferentes configurações neurais são responsáveis, em cada espécie, pelas
representações mentais. Pode haver diversidade mesmo dentro de uma
mesma espécie: apenas considere as mudanças produzidas pelo cérebro de
uma pessoa daltônica. A maçã que é vermelha para mim e verde para um
daltônico, na verdade, não tem cor. Até mesmo as cores pertencem ao nosso
“sistema cinematográfico interno” e são formadas de um dado modo pelo
fato de que os neurônios estão naquela disposição em particular. De acordo
com o mesmo princípio, é possível que sequer a forma de uma maçã seja
como nós a percebemos. Sim, podemos tocá-la; ela tem textura, cheiro e
sabor! Porém esses atributos são apenas o resultado de respostas neuronais
subjetivas. E desse modo que nossos sentidos limitados e subjetivos pintam
o mundo para nós.
A realidade permanece velada; ninguém a conhece.Lógico que há um denominador comum a todos humanos.Senão não teríamos uma sociedade com um mínimo de tecnologia utilizável.
"Quantitas materiae est mensura eiusdem orta ex voluminae ac
densitate con?unctim. "
“A quantidade de matéria (de um corpo) pode ser
determinada e medida a partir de seu volume junto com sua densidade”.
Assim tem início o mais importante trabalho de Isaac Newton, Philosophiae
Naturalis Principia Mathematica, seu tratado sobre gravitação.
Nossa viagem começa com ele, na Inglaterra, quando publicou o
trabalho que o tornou famoso, o pai da ciência moderna, uma autoridade
acima de qualquer suspeita. Porém Newton era também um alquimista e
sabia muitas coisas.
Já em suas primeiras palavras, ele indica a diferença entre matéria e
massa. Por quê? Matéria e massa não são sinônimos? Ele acrescenta: “E,
daqui em diante, desejo referir-me à quantidade quando uso os termos
corpo ou massa. A mesma (quantidade de matéria) é conhecida pelo peso
de um corpo, que é proporcional a sua massa”. Em outras palavras, a massa
de alguma coisa é matéria combinada para formar um corpo, ganhando
densidade e volume.
Mas pense nisto, o princípio de um problema: não é fácil pensar na matéria
que não tem volume nem densidade, que é “desprovida de forma”, por
assim dizer. Não há lugar em nossas categorias de pensamento para algo
sem limites físicos: pensamentos são feitos de imagens, e imagens são
formas com limites definidos, como massas que expressam a “quantidade
de matéria” em um corpo agregado.Pensamentos e imagens não tem peso como consideramos,
mas na realidade possuem massa ,que hoje na física quantidade, se pode articular.
A realidade vai de campos inóspitos, muitos dos quais nem entendemos,
até dos mais sutis aos mais densos.

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4. O Destino dos Guitarristas e o Cenário Atual


