B.R.I.O.(Brasilian Rock in Opposition)
BLOG de Rock Progressivo do Projeto ALPHA III(Amyr Cantusio Jr) ,música eletronica, experimental e erudita de vanguarda.Links de CDS raros,matérias sobre filosofia oriental,artigos de ocultismo.O intuito é disponibilizar às pessoas a existência de trabalhos de músicos do mundo todo.Rock In Opposition é uma esquerda ARTÍSTICA contra a MEDIOCRIDADE E BAIXO NÍVEL de todo o Veículo de Comunicação Social .
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quinta-feira, 7 de maio de 2026
ANOS 70 (Eu, Música & Geração Beatnik)
ANOS 70 & GERAÇÃO BEATNIK
Amyr Cantusio Jr
Não sei porque e para quem escrevo!Acho que é o impulso de registrar um momento histórico,o mais importante da minha vida.
Eu como muitos amigos, nasci há 9 anos após a Segunda Guerra Mundial.Tenho amigos e pais que nasceram no meio delas.
Os anos 60 e 70 fomentaram uma contra- cultura,não aceitando mais os valores da velha geração.A sociedade toda estava aos pedaços após os genocídios em massa.
Em 1965 os Poetas Allan Ginsberg e William Burroughs entre outros procuravam na Filosofia Oriental a metafísica da existência.As religiões católicas e outras não sustentavam mais uma realidade, mas uma farsa.
O Papa havia pactuado com Hitler.E todo o sistema estava massacrado.
Os músicos e artistas procuravam a Liberdade na expressão, uma nova fonte de vida.
Daí surgiram Beatles, Pink Floyd e Frank Zappa.
Pink Floyd inaugura a psicodelia do LSD.Os Beatles uma nova música,experimental e mais complexa que o rock n roll já nascido tinha.E Zappa criava as fusões tecendo a música de vanguarda, a sátira,o erudito, o jazz e o blues.São Francisco surgiu com todas as cores dos Hippies e bandas como Grateful Dead,Creedence, Grand Funk, Hendrix e Joplin detonaram o maior festival de música da história: Woodstock.
Todo o Planeta renascia das cinzas, e a literatura eclética vinha a tona com seus clássicos, criando uma geração( não toda) mais ativista.Edgar Alan Poe, Aldous Houxley, Carlos Castañeda, Erich Von Daniken,Lobsang Rampa, Prabhupada, Maharishi, OSho e Gurdjieff entre Shaekspeare,Lovecraft,Milton e Dante davam as diretrizes da mente.
O LSD e as drogas alucinógenas abriam os largos horizontes da percepção.Reich declarava”faça amor, não faça a guerra”.Andy Warhol criava uma visual arte bizarra,Timothy Leary aparecia nos shows carregado de LSD .Notem que havia ainda uma grande maioria de idiotas resistentes, acéfalos e ainda perseverantes na cultura da guerra, da imbecilidade e hipocrisia.Era muito raro ver uma briga em bares ou ladrões nas ruas nestes períodos.
Aqui no Brasil haviam grupos ,como o meu que acompanhava minha banda Spectro .Eram grupos que comiam, bebiam, saiam juntos para tocar, curtir, tomar alucinógenos, meditar, ler, trocar idéias.Liam a mesma coisa, estavam juntos 24 horas por dia e comungavam dos mesmos ideais do Rock desta época:A Revolução Cultural.Poucos realmente usavam cabelos compridos e roupas coloridas,e enfrentavam muitos preconceitos e portas na cara!!
Estas comunidades alternativas estavam espalhadas pelo Planeta( lembrando uma das maiores, a alemã Amon Düül).Posso dizer que daria para escrever um grande livro sobre tudo.mas estes anos acabaram em 1979.Ali morria o ROCK na sua concepção original da palavra como Revolução e Criatividade.Tudo havia sido feito,todas experiências sonoras,artes plásticas,poesia,shows....nada se criaria superior à estes 20 anos.Como Lennon profetizara: "O Sonho acabou”
AS comunidades se dispersaram, cada um foi viver inserido e começar novamente sua vida passiva e participar do sistema podre que novamente reconstruía a mediocridade e boçalidade de outrora.Hoje só restam fragmentos.Vejo jovens com discos dos Beatles nas mãos e velhos com coleções de discos tentando trazer restos de bandas que não significam nada mais na atualidade.Vale manter o legado, mas o mundo não e o mesmo.A imbecilidade impera violenta e agressiva.Estes jovens não VIVERAM nos 60 e 70.E os velhos não se conformam de estarem num mundo novo vazio e hostil.
Estamos novamente a beira do caos, de uma nova guerra mundial.E isto tudo num intervalo de 50 anos!!
Gostaria de ser otimista mas a realidade é bem outra!
Saudações aos velhos anos 60 e 70!!
LIVROS EDITORA UICLAP(sob encomenda /físicos) de AMYR VON BATHEL CANTUSIO
São 12 Livros sob demanda(encomenda direta no Site/Livros Físicos) no link abaixo, onde consta fotos,
sinopse e Bio.
https://uiclap.bio/Licantropus-Draco-Vonbathel.Cantusio
A maioria é de Música, onde há abordagem histórica do Kraut Rock Alemão, de música erudita, música de vanguarda,
música eletronica, obras Inferno e Paraíso Perdido em "narrativa-prosa" muito raros de se conseguir, pois a maioria
é em versos muito difíceis de se lêr.Também Bios (focadas mais na música e composição) de Carlos Gomes e de Mozart, etc...
THE KISS OF LILITH( Alpha III Digital CD)
Projeto baseado em fatos históricos descritos em livros antigos como Zoar, Sepher Breshit,Livro de Enoch, The babylon History, etc...
Os Mitos de Lilith em Nod e A Mãe Sombria, apócrifos do mar Morto etc...
A presença estranha, sensual, caótica e macabra da primeira mulher de Adão antes de Eva.
O trabalho é denso musicalmente, pesado, tendendo ao Dark Wave.
" A MÃE SOMBRIA NA TERA DE NOD"
Na Bíblia, os principais arquétipos femininos são o de Eva, a mulher que trouxe o pecado para a humanidade; e o de Maria, a mulher que trouxe ao mundo aquele que salvaria todos os homens do pecado. Porém, há na mitologia semita, uma terceira mulher cuja trajetória está diretamente ligada à do destino da humanidade: Lilith, a primeira esposa de Adão, a serpente que enganou Eva, o demônio da luxúria.Lilith nasceu do pó das estrelas e da luz lunar.Não era feita do pó da Terra como Eva.Ela era um tipo de espirito primordial encarnado e teve relações sexuais com Adão.
Depois da expulsão de Adão e Eva do Jardim do Éden (A Terra primordial) foram para as regiões desérticas de Nod, citada como fronteira do jardim do Éden em vários manuscritos antigos.
Existem algumas versões diferentes da lenda de Lilith, na mais aceita pelos estudiosos do mito e com fundamentos na Talmud (um dos livros considerados como fonte da sabedoria rabínica), Lilith é criada por Deus da mesma forma como Adão.
A foto é do meu livro Contos da EScuridão, que no último ,fala sobre Lilith com mais detalhes.
O livro foi lançado pela Editora Uiclap (onde tenho vários livros que postarei aqui) em formato físico sob "demanda" ou seja, voce pode encomendar e receber na sua casa!!
THE DUSK PROJECT( Amyr Von Bathel Cantusio) 3 Discos
THE DUSK
Styge
2015
THE DUSK é um Projeto mais Dark/Gothic Wave paralelo aos meus outros ALPHA III/SPECTRO & ACRON
A diferença é a síntese sonora mais dark e com guitarras mais experimentais.
(*)AMYR CANTUSIO VON BATHEL
-All music and instruments (guitar synths,
drums,bass,synthesizers,voices and sampler female chorus)
-The Fulcanelli Visions behind the Cathedral's Windows,lost in the thousand mirrors of time.
(*) Trabalho foi feito como Trilha Sonora para Documentario underground na Noruega.É uma linha Dario Argento.Para quem gosta do estilo gótico/eletronico/dark metal /kraut
quarta-feira, 6 de maio de 2026
PEQUENA HISTÒRIA DO PIANO (Luthieria & Afinação por Amyr Von Bathel -Campinas S.P.)
O piano foi inventado por Bartolomeo Cristofori na Itália por volta de 1700. Ele buscava criar um instrumento de teclado com maior expressividade dinâmica, permitindo variações de volume (suave e forte), superando as limitações do cravo, que beliscava as cordas. O mecanismo de martelos de Cristofori revolucionou a música ao permitir o controle do som.
Origem (1700-1720): Bartolomeo Cristofori, um fabricante de instrumentos de Florença, criou o "gravicembalo col piano e forte" (cravo com macio e forte). O primeiro modelo funcionava com martelos que batiam nas cordas e se afastavam imediatamente, permitindo a vibração livre.Evolução no Século XVIII: O instrumento ganhou popularidade e evoluiu de modelos tipo cravo para pianos de mesa (retangulares) e, posteriormente, verticais.O "Fortepiano": A primeira referência publicada sobre o novo instrumento foi em 1711.Desenvolvimento Industrial (Século XIX): Com a Revolução Industrial, o piano recebeu melhorias técnicas como a estrutura de ferro fundido, que permitiu maior tensão nas cordas e um som mais potente, consolidando o piano moderno.Piano no Brasil: Introduzido no século XIX, teve grande importância nos primeiros registros fonográficos brasileiros no início do século XX.Aqui industrias da Essenfelder, Fritz Dobbert, Pianos Brasil, Schwartzmann, Master,etc...estão no mercado ainda (usados) com a Fritz Dobbert e a Yamaha ainda fabricando grandes pianos.
Históricamente, J.S.Bach teve contato com os primeiros protótipos de Piano, mas não gostou.Continuou compondo para Órgão e Cravo.
Já W.Mozart se enamorou do piano, e tornou-se um dos grandes virtuoses na história da música neste instrumento.
Outros monstros do piano foram Beethoven ,Franz Liszt, Chopin, Arthur Rubinstein e Ginastera.Além de inúmeros grandes instrumentistas e compositores pianistas.
A ÓPERA & RAMIFICAÇÕES NO ROCK
A ÓPERA E SUAS RAMIFICAÇÕES NO ROCK
Os poderes públicos deveriam prestar mais atenção às questões artísticas que movem a base da sociedade, são os pilares da humanidade. Elas são um direito democrático. No momento a maior parte da música existente é vulgar, superficial, de consumo imediato. Criada por mentes vazias, dentro de um sistema niilista imbecilizado e decadente. Some-se à isto uma imaturidade medíocre e insana, palavras simples e grotescas nas letras, estruturas musicais harmônicas extremamente pobres.Exceto no rock sinfônico onde ainda permeia uma grande dose de erudição musical antiga, medieval e erudita.Muitas bandas européias estão usando atualmente estruturas de corais épicos, orquestras sinfônicas e arte erudita sacra e mística dos séculos anteriores.Em destaque cito Rhapsody (Itália), Therion(Suécia) e Lacrimosa (Alemanha), Nightwish (Finlandia), After Forever (Holanda), entre outras que resgatam de forma contemporânea aliadas ao rock, as formas mais puras do erudito ancestral.Vangelis(Grécia) também se utiliza largamente de Corais Sinfônicos Épicos.Em especial este renascimento da Ópera Rock.Bandas atuais como King Diamond, Samael, Dimmu Borgir,Sirenia, Penumbra ,(muitas de Black Metal)tem usado cantores e cantoras líricos. massas orquestrais com corais como nos shows ao vivo em WACKEN (Alemanha) das bandas Dimmu Borgir ou Within Temptation.São inúmeros musicos, bandas, em especial européias que fazem este respaldo operístico sinfônico,, já que o Brasil(*) se ressente da música de vanguarda, num preconceitual absurdo e retrógrado.
Aqui um pequeno "insight" do surgimento da Ópera a partir dos recitativos gregos:
O texto da ópera, chamado libreto, é, na grande maioria das vezes, escrito em verso e concebido de maneira simplificada.
No início do Teatro Grego a música estava em segundo plano,era a sustentação da prosa e dos poemas declamados em voz alta.Depois os versos passaram a ser controlados em cadência rítmica e acompanhados mais de perto com base musical.A prtir disto a música se fundiiu com o texto e nasceu o que chamamos Ópera hoje.
Por essa razão, o compositor da ópera é sempre muito mais importante do que o autor do libreto. Entretanto, ao tomar um libreto para compor uma ópera, o músico depende do desenrolar da história. Não e possível compreender a ópera isolando uma coisa e outra. O tempo da ópera é o tempo da história que deve ser contada com música.
A ópera nasceu por volta de 1600.As principais foram de Peri e Monteverdi (Itália) Alguns artistas e intelectuais italianos tentaram recriar a antiga tragédia grega, que incorporava também a música, embora essa música se tivesse perdido. O resultado foi um gênero inteiramente novo, cuja força dramática imediatamente se impôs.
Como toda música erudita, espetáculos de ópera não são sonorizados, a não ser quando apresentados em locais inadequados, ao ar livre, em produções que contém poucos músicos ou orquestras.Aí entram sintetizadores, samplers, amplificações, etc...Hoje fundida a música Eletronica/Contemporãnea e no Rock, ela passa a ser amplificada e novamente passa por mutações, que são muitas vêzes, estupendas em beleza e experimentalismo.
No início, os teatros eram pequenos e as orquestras reduzidas. Mesmo assim, cantar uma ópera significava já um esforço considerável. Com a ampliação das salas e o aumento das orquestras ocorrido no século passado, com a escrita cada vez mais exigente dos compositores, cantar uma ópera tornou-se uma espécie de proeza atlética. Exige-se dos cantores musicalidade, beleza de timbre, mas também volume e capacidade de atingir notas que vão do grave ao agudo numa amplitude muito grande.
As vozes são classificadas em seis categorias principais.
São femininas as três primeiras, mais agudas. Até o início do século 19 havia também os chamados “castrati”, homens que cantavam no mesmo registro que as mulheres porque tinham sido castrados quando crianças para que suas vozes não mudassem durante a adolescência. Soprano é a voz mais aguda. Os chamados sopranos ligeiros possuem vozes mais leves, flexíveis e luminosas, apropriadas para personagens inocentes, virginais e muito jovens. As vozes dos sopranos dramáticos são mais espessas e vinculadas a mulheres mais veementes e mais vividas. Mezzo-soprano ou meio-soprano não quer dizer um soprano pela metade, mas uma voz mais grave do que a do soprano. São personagens frequentemente muito sensuais e sedutores. Contraltos possuem vozes ainda mais graves, o mais das vezes destinadas a papéis de melhores velhas ou com poderes excepcionais.
(*) Em 1997 o Rhapsody of Fire lançou seu álbum de estréia, The Legendary Tales, com o nome Rhapsody. Os co-fundadores da banda Luca Turilli e Alex Staropoli criaram um som épico para essa obra, incorporando elementos da música clássica, música barroca, heavy metal e narrações líricas. Tal estilo foi chamado "Hollywood metal" ou "metal trilha sonora", pela sua semelhança com trilhas sonoras. As influências clássicas incluem compositores como Vivaldi, Bach e Paganini (a música "The Wizard's Last Rhymes", do álbum Rain Of A Thousand Flames, inclusive, tem base na Sinfonia do Novo Mundo, de Antonín Dvorák).Nos anos 70 bandas como Uria Heep(Inglaterra), e as italianas Loccanda Delle Fate/ Banco / Area /Metamorfosi e Museo Rosenbach já lançavam os alicerces do rock operístico com vocais e coros líricos mesclados ao pop.Outras italianas como PFM e Le Orme mesclavam o erudito clássico e barroco ao rock,sem contar em milhares de bandas da Inglaterra, USA,Japão, França, Alemanha,América do Sul ,etc...que faziam o mesmo.
No rock erudito mais complexo ainda, e radical em termos de politização surgia o flanco denominado Rock em Oposição(Rock in Opposition)com a sigla R.I.O. Estas bandas misturavam música de Camara com Rock e elementos eletro-acústicos de vanguarda, com recitativos operísticos, etc...Cito Art Zoyd, Magma, Caravan, Matching Mole, Chris Cutler, Nucleus, Soft Machine, Present, Univers Zero, Miriodor,Fred Frith ,Storm Six,Deus Ex machina,e Gong.Muitas eram da Belgica e Inglaterra.Algumas ramificadas na França.Outras na Italia.Tinham um cunho socialista pós segunda guerra mundial, anti-nazistas.Pois se sabe que na Alemanha nazista maioria dos artistas de vanguarda e cientistas revolucionários foram expulsos da Europa e imigraram a maior parte para os U.S.A.
ESTRÉIA "URIAH HEEP LIVE 70'S) Youtube
URIAH HEEP AO VIVO 1972-1975 com David Byron (vocal)
Especial Remaster Edit (Audio-Som) por
Amyr Von Bathel Cantusio
ESTRÉIA CANAL II MEU NO YOUTUBE DIA 7 DE MAIO de 2026 AS 19 Hs
Uma das bandas mais marcantes da minha vida.Merecem um tributo e homenagem remaster com videos raros de época, que consegui em pesquisas em DVDS e Internet.A banda inteira está morta literalmente(todos falecidos R.I.P.) exceto o sobrevivente fundador, o guitarrista fantástico Mike Box.A glória e a beleza passam rápidos, deixam mortos e cicatrizes.Mas estes poucos momentos é que marcam a existência humana efêmera.
Com um dos maiores front man nos vocais do rock, e performances na linha similar ao Fred Mercury ,David Byron aqui é o centro do palco.O tecladista Ken Hensley com sua parafernalia e longos cabelos é um dos grandes mitos do rock!!raros videos com o baixista Gary Thain que toca absurdo!
BANDA:
David Byron - vocal
Ken Hensley - keyboards
Lee Kerslake - drums
Mick Box - guitar
Gary Thain - bass (1973)
John Wetton (1975)
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