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sexta-feira, 17 de julho de 2026

INTERESTELLAR & FILOSOFIA QUÂNTICA


 

        INTERESTELLAR & FILOSOFIA QUÂNTICA
  Minha opinião como cientista e pesquisador em Filosofia Quântica & Música,sobre o Universo.
-( Indico o FIlme...é uma obra imperdível)
-Na realidade um grande erro que insisto observar na Teoria do Caos e acontecimentos aleatórios, é que o Universo como uma "máquina" é real e existe, independente do observador.Ao  contrário da Física Quântica, que remolda o ato "não existe sem observador", o Universo continua a existir mesmo sem observador específico.Basta ver um "filme" e acabou a questão.Uma máquina filmando outra máquina.Independe se o cara que filmou já morreu, ou o que está filmado.Ali está registrado, fóra do tempo ( ou seja ,numa parcela do tempo) , um momento em que outros seres , sejam humanóides ou não, vão poder assistir.O Universo existe, a Entropia existe, o Caos existe, os Anjos existem, O Criador existe, a Consciência existe e a vida continua além dos portais da morte, mas de maneira diferente para cada "indivíduo'.A doença, velhice e morte existem para todos os Sistemas.Faz parte da Teoria do Caos e deve ser considerada também do ponto de vista da matéria bruta observável.Dentro do Espaço-Tempo tudo é palpável e impermanente.Mas fóra do Espaço, não há tempo mensurável.É um pulo ao abismo infinito.No filme Interestellar a idéia de que nós mesmos criamos o "Buraco Negro" num futuro, e voltamos nele, para avisar que há outros mundos habitáveis,é um pouco presunçosa.Quando a nave chega na borda do buraco(no filme) e percebe que é uma "máquina" e não sabem quem construiu,fica evidente.Na sequência se descobre que foi criado pelos próprios seres humanos, descartando qualquer possibilidade da existência de uma inteligencia "Alien" ou um "Criador" reduzindo o Universo à idéia de que somos "o centro da criação".Voltamos à Idade Média...Os buracos negros "observáveis" são monstruosos sugadores de matéria, e tudo que se sabe é especulação.A mais provável é a do Manvantara e Pralaya Hindu (FIlosofia Védica que tem mais de 5.000 anos a.C.), onde todos Universos são sugados de um lado do buraco, e expandidos do outro lado infinitamente. 
 
SOBRE A GRAVIDADE
Fica aqui minha opinião:
 Se existe a gravidade, um grande IMÃ colossal, é porque existe um grande GERADOR.E este gerador, se não for uma construção de um Criador, seria o próprio Criador...uma imensa "entidade" da qual somos parte como  organismos vivos temporais na matéria espaço-tempo, e imortais na antimatéria ou o nome que se dê ao abismo cósmico fóra do Espaço-Tempo.Micro e Macrocosmo.

 
 

 

MANES( Outra banda incrível obscura da Noruega)

 

MANES

Formada em Trondheim, Noruega, em 1993 - 2013Outra banda Underground fortíssima e impressionante musicalmente, no Underground da obscuridade.Pouca gente conhece, região da Noruega.Um prog.metal pesado, com um toque Thrash, meio experimental, usa sintetizadores em massa, uma contrução estranha,bizarra, atmosférica que agrada muito aos ouvidos de quem gosta de coias diferentes do óbvio.O que chama atenção também são vocais que muitas vêzes voce pensa ser o Ozzy (do Black Sabbath) .Mas a banda não faz Stoner  Rock nem se parece com o dito cujo.Mas tem uma sonoridade densa e agressiva em várias partes com guitarras e synths belos!!Em especial estes discos que indico abaixo.




Originalmente formada sob o nome de Perifa em 1991 por Tor-Helge Skei (seu único membro constante, ex-Atrox), a banda Manes adotou seu nome em 1993, após Skei (que originalmente usava o pseudônimo Cernunus) ser acompanhado pelo vocalista Sargatanas. Como um duo, lançaram três demos (todas relançadas na coletânea Svarte Skoger em 2006) e um álbum completo, apresentando um estilo criativo e ambicioso de black metal que se manteve relativamente fiel à cena contemporânea.Em 1999 (após o lançamento do aclamado Under ein Blodraud Maane), Sargatanas deixou o grupo e Cernunus reformou o Manes com uma formação completa de músicos. Nesse ponto, o som do grupo sofreu uma mudança drástica, como evidenciado no primeiro lançamento da formação completa, Vilosophe, de 2003. A produção crua, os vocais gritados e as estruturas sombrias e repetitivas do black metal deram lugar a um estilo muito mais experimental, melódico e progressivo de metal com toques eletrônicos (embora a classificação de metal ainda seja um tanto duvidosa, rock com toques eletrônicos talvez seja mais adequada). Apesar de Vilosophe ter sido totalmente rejeitado pelos fãs de black metal, gerou certo burburinho entre os fãs de grupos de pós-black metal de vanguarda, como Arcturus e Ulver (com os quais guarda certa semelhança).
Aqueles que buscam algo claramente definido como metal puro provavelmente não encontrarão nada em nenhuma das fases do Manes, mas aqueles com interesse em seu estilo musical certamente se sentirão em casa.






quinta-feira, 16 de julho de 2026

ATROX ( Uma banda Incrível de Prog.Metal da Noruega)


Atrox 

é uma banda norueguesa de metal experimental que começou em 1988 como Suffication e mudou seu nome para Atrox em 1990. A banda teve uma formação um tanto instável durante seus primeiros anos de existência e sua produção incluiu várias demos (entre elas Mindshadow - 1992, Dead Leaves - 1993), além de diversas apresentações ao vivo. No entanto, levou 8 anos para conseguir um contrato com duas gravadoras: Danza Ipnotica, com a qual lançou a demo Silence of the Echoes em 1997, e Head Not Found, com a qual lançou o primeiro álbum, Mesmerised.  Em 1999, lançaram Contentum, que marcou uma mudança em seu som, e em 2001 lançaram Terrestrials, no qual adotaram uma abordagem ainda mais "excêntrica" ​​e progressiva. A rodada "habitual" de mudanças na formação e a assinatura de um novo contrato com uma gravadora chegaram, e desta vez eles fecharam com a Code666, lançando o quarto álbum, Orgasm. Este lançamento representa mais um passo em sua trajetória. A banda descreve Orgasm assim: "A receita para este álbum pode ser descrita com os seguintes ingredientes: 250g de Meshuggah, 200g de The Gathering, 25g de sintetizadores eletrônicos atmosféricos. Misturados com uma colher de chá de arranjos de jazz e ritmos. No final, adicione fantasia e loucura à vontade." E se você pensa que as mudanças na formação terminam aqui, está enganado. Em março de 2004, a vocalista Monika Edvardsen deixou a banda. Ela foi substituída por Rune Folgerø, que elevou o nível do vocal para um patamar mais "acessível", com sua voz limpa, no estilo de Mike Patton. Logo depois, a banda também uniu forças com Per Spjøtvold (Goat the Head, The Apparatus), nos teclados, órgão e acordeão. Em 2005, Rune Sørgård (Tactile Gemma) retornou à banda após alguns anos na Suécia. Ele trouxe seu computador e uma vasta seleção de músicas. Isso resultou em uma mudança no estilo musical, levando-o a um nível mais psicodélico, ambiente, eletrônico e singular. Seu quinto álbum, "Binocular", foi lançado em 2008, após a banda ter assinado com a Season of Mist em 2007. As críticas foram excelentes e levaram a uma apresentação no festival ProgPower Europe, juntamente com Cynic, Pagan's Mind e Threshold, entre outros. Após o sucesso no ProgPower, uma turnê pela Europa foi realizada com as bandas norueguesas Helheim e Vulture Industries em novembro de 2008.




                                        MINHA INDICAÇÃO:

Estes 2 Álbuns (ORGASM  & CONTENTUM) com a cantora Monika Edvardsen são imperdíveis.Na minha opinião perderam muito com a saída da vocalista quie fazia um vocal meio "árabe-oriental" e com performances de "Kate Bush"e com uma experimentação maravilhosa como Dagmar Krause(Chris Cuttler) Além do mais a pancadaria e quebradeira, com uma cozinha impressionante mantém o som beirando um Thrash Prog.Metal intrincado.Sem contar nas atmosferas.

Além das maravilhosas  "ARTES DE CAPA  "!!


 



terça-feira, 14 de julho de 2026

MISTÉRIOS & MAGIA NO TIBET( Chiang SIng & Alexandra David Neel)

 Os 2 livros são impressionantes, dada a similaridade entre eles, feitos e vivenciados por 2 mulheres de diferentes nacionalidades, feministas, na mesma época.

Os títulos são o mesmo, em ordem inversa.

A experiência das duas é rica em detalhes pelas viagens entre Monges e Bruxos do TIbet e da India no final do seculo 19.

Eu li os livros várias vêzes e até hoje me surpreendo com o feito destas duas pioneiras!


Alexandra David-Néel (Bélgica )

Foi uma exploradora belga-francesa, budista, espiritualista, cantora de ópera e escritora. Começou a viajar ainda durante a sua juventude, passou 14 anos estudando o budismo na Ásia e, aos 55 anos tornou-se a primeira mulher ocidental a entrar na cidade tibetana de Lhasa. A sua vida extraordinária durou mais que um século.

Nasceu em Paris, na França, no dia 24 de outubro de 1868. O seu pai Louis David foi jornalista e professor e a sua mãe era da Bélgica, país para onde a família se mudou e residiu até David-Néel completar 6 anos.

O início da busca pelo desconhecido

Tornou-se uma exploradora precoce fazendo incursões pelo seu quintal e, ainda antes dos 15 anos, ela já vinha experimentando um bom número de austeridades extravagantes: jejuns, tormentos corporais e receitas tiradas de biografias de santos ascetas encontradas na biblioteca de uma das suas parentes.

Aos 15 anos, enquanto passava férias com os seus pais em Ostend, na Bélgica, fugiu e chegou ao porto de Vlissingen, na Holanda, para tentar embarcar para Inglaterra. A falta de dinheiro a forçou a desistir. Essa era uma época em que qualquer comportamento desse tipo era escandaloso para uma menina, e até para uma mulher aventureira não era fácil. Essa também era uma época em que o interesse pelo ocultismo e o oriente crescia.

Com 17 anos e com um espirito livre e ousado, apanha um comboio para a Suíça. Um ano depois viajou de bicicleta para Espanha e depois para Londres, onde se envolveu com um grupo de estudos associado à Sociedade Teosófica. Ela passou longas horas na biblioteca da Sociedade, debruçada sobre traduções de textos chineses e indianos.

Em 1889 mudou-se para Paris para fazer cursos de religiões orientais na Universidade Sorbonne. Embora ela não achasse que a Sociedade Teosófica fosse do seu agrado, ela descobriu na filial parisiense uma excelente biblioteca. Foi lá que pela primeira vez leu sobre o budismo tibetano. O seu interesse pelo oriente se intensificou e nesse mesmo ano se terá afirmado como budista, ainda que até então não tenha conhecido qualquer professor ou praticante budista. “Quando adotei os princípios do budismo, não conhecia um único budista e talvez fosse a única budista em Paris”, disse David-Néel mais tarde ao 13º Dalai Lama.

Ela ingressou em várias sociedades secretas e também se interessou pelas ideias anarquistas da época e pelo feminismo. Por sugestão do pai, David-Néel frequentou o Conservatório Real de Bruxelas, onde estudou piano e canto.

1891, financiada por uma herança da sua avó, ela viaja pela primeira vez para a Índia e, quando os fundos acabaram, ela se juntou como cantora a uma companhia de ópera itinerante, tendo estado em digressão pelo Norte de África. Na Casa da Ópera de Hanói assumiu a primeira posição como cantora durantes as temporadas de 1895-1896 e 1896-1897.





Chiang Sing  (Brasil)

Glycia Modesta de Arroxellas Galvão se ocultou durante anos sob o pseudônimo de Chiang Sing, com o qual ficou conhecida na imprensa brasileira. Escritora nascida no Rio de Janeiro, em 1924, filha de célebres jornalistas e bisneta do barão de Rio Apa, estudou no Colégio Sacre Coeur de Marie e recebeu austera orientação de uma preceptora alemã, com quem aprendeu vários idomas. Desfrutou, portanto, de uma primorosa educação que lhe possibilitou acesso ao mundo das artes e da literatura.

 Após a morte dos pais, saiu do Brasil, percorrendo durante trinta anos países como China, Senegal, Tibete, Índia, Japão, Egito e parte da Europa. De volta ao Rio de Janeiro, começou a publicar suas fantásticas experiências no Oriente, além de vários romances como Nefertiti, um dos mais importantes livros de sua vitoriosa carreira literária, para o qual destinou sete anos de intensivas e minuciosas pesquisas. Chiang Sing faleceu em 2002, aos 78 anos.







DAVID PARSONS-Himalaya

ESte CD é indicadíssimo para introspectar justamente estes 2 livros.Uma viagem mística, tãntrica e densa.

Obra prima !





segunda-feira, 13 de julho de 2026

O TAROT & A MÚSICA





                                 O TAROT  & A MÚSICA

Na idade média, vários alquimistas e ocultistas estudaram a Origem do Tarot.Foram manufaturadas as primeiras cartas, os 22 Arcanos Maiores que nada tem em comum com o baralho tradicional.

De acordo com Papus e White( 2 ocultistas com opiniões diferentes),ambos concordam que as cartas vieram do Antigo  Egito, com um formato diferente, hierógrifos, especificamente.

Na Europa tomou-se diferentes formas ,pictogramas, desenhos, para ambientar o Tarot à sociedade da época.

Com isto, os estudos se aprofundaram até chegar a atualidade, aos Centros e Ordens como a O.T.O., A Silver Star, a Draconis Ordo Templi, Maçonaria e Rosacruz.

Os 2 Tarots mais conhecidos são de Marselha e o do Mago Aleister Crowley.O Tarot de Waite é desconsiderado pela maioria dos ocultitas, pois inverte de posição as cartas A Justiça e o Leão(A Força)

No Tarot Rider-Waite: A Força é a carta VIII e A Justiça é a carta XI.







Na música, um trabalho muito belo ( LP anos 70) em capa, e som, foi o do guitarrista STEVE HACKETT(Genesis) que lança Voyage of Acolyte baseado nas cartas do Tarot.


O Mago — habilidade, destreza e domínio da situação

A Sacerdotisa — mistério, silêncio e reflexão

A Imperatriz — desenvolvimento intenso e frutificação do que foi semeado

O Imperador — força, autoridade e estrutura

O Papa — moral, confiança e compromisso

Os Enamorados — dúvida e contradições sobre desejos

O Carro — vitória, obstinação e linha reta rumo ao objetivo

A Justiça — equilíbrio interior, distanciamento e autocontrole

O Eremita — recolhimento, concentração no que é essencial e maturidade

A Roda da Fortuna — alterações e flutuações na vida

A Força — obstinação e busca pelo autocontrole e domínio das paixões

O Enforcado — consequências das nossas ações e dificuldades

A Morte — términos e as dissoluções necessárias para haver renovação

A Temperança — moderação, paciência e tédio diante da morosidade

O Diabo — impulsos profundos, assim como instinto e dependências

A Torre — desmantelamento de falsas estruturas e a libertação das ilusões

A Estrela — iluminação em meio às trevas

A Lua — medos, ilusões, fantasias e perigos

O Sol — luz, lucidez e harmonia entre a consciência e a existência

O Julgamento — novo tempo, novidades, cura e transformação eficaz

O Mundo —o coroamento de uma ideia ou a conclusão de um projeto

O Louco — novos começos, abertura para o desconhecido e autoconfiança para se lançar ao novo




domingo, 12 de julho de 2026

PORCUPINE TREE -Steven Wilson Project


 

Pessoalmente o Porcupine Tree a partir de seus primeiros álbuns, me impressionou pelo material forte e pesquisado.Um Space Rock, com toques que foram se tornando um Prog.Metal mais elaborado e com um acento "dark".Me agrada muito.

Principalmente na fase em que o fantástico baterista Gavin Harrison toma conta das baquetas.O cara é uma máquina percussiva!A banda que agora se tornou( a partir de um projeto que era solo) conta com um time de primeira(baixista e tecladista) além da batera e do próprio Steven Wilson que canta, toca guitarra, synths e compõe as letras.

Com uma quantidade grande de álbuns, inclusive ao vivo ( que são fantásticos) eu indico a banda aos fissurados por um Prog.Metal meio dark/pesado/ mas com atmosferas passando pelo Space Rock como o Hawkwind.As partes mais acústicas com violão e guitarras sem distorção, oferecem entre -linhas para os pesos, com toques mais emocionais e melancólicos,sempre com vocal de Steven.As camas de teclados dobram o volume e a atmosfera sinistra.Um grande som para grandes ouvintes!


PORCUPINE TREE(Sinopse/Comentários de Steven Wilson)

O projeto Porcupine Tree começou quase como uma brincadeira em meados da década de 1980. Steven Wilson, morador de Hemel Hempstead. Steve já havia gravado com algumas bandas locais (experiências que ele preferiria esquecer hoje em dia), e algumas delas chegaram a lançar demos e fitas cassete comerciais. O lançamento em cassete 'Tarquins Seaweed Farm'. Gravado entre meados e o final dos anos 80, 'Tarquins...' foi lançado em 1990 acompanhado de um livreto que relatava a história quase inteiramente fictícia do Porcupine Tree . A fita continha uma impressionante variedade de sons e texturas progressivas/psicodélicas, obviamente produzidas com equipamentos de última geração. As músicas incluídas na fita eram a épica 'Radioactive Toy', no estilo Pink Floyd (ainda hoje uma favorita nos shows ao vivo), o psych-pop acelerado e repleto de efeitos de 'Jupiter Island' e o clássico do prog cósmico 'Yellow Hedgerow Dreamscape'. Foi essa fita que Steve enviou para vários fanzines e pequenas gravadoras. 'Voyage 34' foi um lançamento insano que combinava batidas rave com space rock progressivo, com mais de 30 minutos de duração. O distribuidor ficou perplexo, a imprensa riu e o single se tornou um clássico underground, vendendo como água e capturando perfeitamente o espírito da geração Rave . 

O álbum seguinte, 'Up The Downstair', foi uma combinação lógica do primeiro álbum com 'Voyage 34'. Combinando ritmos mais eletrônicos com efeitos sonoros, samples e canções melódicas, também apresenta jams instrumentais de space rock repletas de solos de guitarra elétrica intensos e permanece um dos favoritos entre os fãs do Porcupine Tree! 'Up The Downstair' marcou a estreia de Richard Barbieri e Colin Edwin no Porcupine Tree. Richard havia tocado na famosa banda Japan, dos anos 80, antes de seguir carreira solo, que o tornou um especialista reconhecido no sintetizador Prophet V. Steve o conhecia como fã e também por meio de seu trabalho com o No Man, outro projeto de Steve com uma inclinação mais voltada para o pop vanguardista. Colin era um velho amigo de escola, um baixista extremamente talentoso, e no final de 1993 o Porcupine Tree recrutou Chris Maitland, um baterista incrível que adicionou a potência percussiva necessária para as apresentações ao vivo.

 Em 4 de dezembro, a banda fez sua estreia ao vivo no The Nags Head, em High Wycombe, e o evento esgotou, atraindo pessoas de todo o país. Este foi apenas o começo de muitas apresentações e turnês, incluindo o Fruit Salad Lights, que culminaram no último álbum, "The Sky Moves Sideways", o primeiro a contar com a banda completa e bateria acústica. Sua paisagem sonora surreal era povoada por riffs de guitarra à la Pink Floyd, vocais melancólicos, sintetizadores eletrônicos e samples que distorcem a mente, além da fusão característica de dance music e estruturas progressivas.Entre janeiro de 1995 e julho de 1996, o Porcupine Tree tocou na Bélgica, Holanda, Itália, Grécia e Estados Unidos e, além de inúmeros shows como atração principal, fez shows de abertura para Hawkwind, Gong, Ozric Tentacles e Marillion. É quase como se as histórias psicodélicas malucas dos encartes que acompanhavam as primeiras fitas estivessem se materializando. O Porcupine Tree havia se transformado de uma ideia em algo concreto, e isso certamente surpreendeu a todos os envolvidos tanto quanto encantou o público.

E assim, aqui estamos em 1996, relembrando o estranho desenvolvimento do Porcupine Tree, e várias perguntas candentes ainda clamam por respostas.   Na época do lançamento da primeira fita cassete do Porcupine Tree, comentava-se, em tom bastante discreto, que o homem por trás da banda era uma "estrela pop" que fazia esse som não comercial por puro amor à música. Desde então, principalmente com o lançamento do mesmo material em 'Yellow Hedgerow Dreamscape', o enigma foi desfeito e o próprio Porcupine Tree se tornou um sucesso comercial, conquistando críticas positivas e espaço nas rádios. 

Gosto que meus álbuns soem bem produzidos e, às vezes, isso fez com que algumas partes ficassem um pouco exageradas e pesadas... Estou bem ciente disso e o próximo álbum, de muitas maneiras, romperá com a tradição de "Up the Downstair" e "The Sky Moves Sideways" por ser muito menos espaçoso e textural — tem mais músicas, mas também é mais pesado e estranho. As faixas que soam muito parecidas com o Porcupine Tree dos velhos tempos estão sendo relegadas aos lados B. (Steven Wilson)

Nos dois primeiros álbuns e no single "Voyage 34", Porcupine Tree era Steven Wilson e Steven Wilson era Porcupine Tree. Meu amigo Malcolm Stocks participou de algumas faixas do primeiro álbum e da coletânea "Yellow Hedgerow Dreamscape". Ele não toca lá essas coisas — e não se importaria se eu dissesse isso! — mas adiciona um toque peculiar a tudo em que contribui. Malcolm foi importante para o Porcupine Tree de outras maneiras, principalmente no início, porque muitas das primeiras faixas foram gravadas apenas para o divertimento dele — ele também me ajudou a inventar a história fictícia impressa nas fitas cassete. Aliás, em certo momento, cogitamos transformar o projeto "The Incredible Expanding Mindfuck" em algo como "gravar alguns álbuns com esse nome", com ele nos vocais e na guitarra.(Steven Wilson) 

Nós tivemos shows ótimos e shows péssimos em todos os ambientes ( Pubs,Teatros Médios,Clubes, etc...) — exceto estádios, onde ainda não tocamos! Algumas pessoas dizem que nossa música combina mais com espaços maiores, principalmente do ponto de vista visual, já que costumamos usar um grande show de luzes que fica meio patético em um pub! Mas eu, pessoalmente, prefiro ver música ao vivo em um ambiente mais intimista. Assistir a uma banda tocar em um estádio me deixa entediado até a morte.(Steven Wilson)


 









 



 



 


sexta-feira, 10 de julho de 2026

CONCERT FOR BANGLADESH ( George Harrison 1971)


 Quando em 1972 eu me deparei com o BOX de 3 LPS  do George Harrison, não tive dúvidas...tive que arrumar a grana para comprar e ouvir aquilo.Sou um fan absoluto da música indiana, da filosofia védica, dos Beatles e óbviamente de George Harrison, que tem uma sensibilidade musical incrível.Os 3 LPS são bem difíceis de se achar hoje em dia,assim como seu BOX TRIPLO "All Thing Must Pass" em LP/vynil.Tem CDS com versões  remasters...mas LPS em bom estado ainda custam muito caro...

Em agosto de 1971, George Harrison, Ravi Shankar e amigos subiram ao palco do Madison Square Garden para apresentar o Concerto para Bangladesh, 10 milhões de refugiados do Paquistão Oriental já haviam cruzado a fronteira para a Índia com pouca esperança de sobreviver à inevitável fome e doenças.Até então, pouca atenção pública havia sido dada à crise no Paquistão Oriental/Bangladesh. Poucas pessoas fora da região sabiam como a catástrofe mortal havia começado, ou o que indivíduos que se importavam poderiam fazer para ajudar a aliviar o sofrimento.

Os eventos que levaram à crise de refugiados do Paquistão começaram com a criação do país em 1947 e com a decisão das autoridades locais, e dos britânicos em retirada, de separar as regiões muçulmanas do subcontinente da Índia, predominantemente hindu. O resultado foi a criação de dois territórios provinciais distintos, o Paquistão Ocidental e o Paquistão Oriental, separados por mais de 1.600 quilômetros de território indiano.

Não foi apenas a geografia que dividiu o Paquistão em suas duas "alas". Esses dois Paquistãos não poderiam ser mais diferentes, separados também por raça, cultura e idioma. O urdu era a língua dominante no Paquistão Ocidental. O bengali era falado no Leste. E embora os bengalis orientais superassem em número os paquistaneses no oeste, o poder político e econômico estava concentrado no Paquistão Ocidental.

Por fim, as circunstâncias colocaram os paquistaneses orientais em posição de alterar o equilíbrio de poder.

Prometendo acabar com a ditadura e instaurar a democracia, o General Agha Muhammad Yahya Khan chegou ao poder em 1969. O General pareceu cumprir sua promessa quando eleições livres, as primeiras na história do Paquistão, foram realizadas no final do ano seguinte.

O resultado da votação, no entanto, representou um duro golpe para a liderança do Paquistão Ocidental. A Liga Popular Awami de Bangladesh obteve uma vitória esmagadora, conquistando a maioria das cadeiras legislativas do Paquistão. Tudo indicava que o partido Awami havia recebido o mandato para formar o primeiro governo democrático do Paquistão.

Mas o regime ocidental recusou-se a permitir a transferência de poder para o Paquistão Oriental. Em março de 1971, foi emitida a ordem para eliminar a oposição ao domínio do Paquistão Ocidental.

Até hoje, ninguém sabe quantas pessoas morreram no conflito que se seguiu. As estimativas variam de algumas centenas de milhares a três milhões.

Os refugiados que haviam sobrevivido à violência em sua terra natal agora enfrentavam a ameaça da fome, da falta de saneamento básico, da cólera e de outras doenças mortais. A esses perigos, somava-se uma temporada de desastres naturais na forma de enchentes devastadoras. Como era de se esperar, a maioria das vítimas que sucumbiram às dificuldades eram crianças.

O governo indiano estimou o custo do atendimento aos refugiados em US$ 1 milhão por dia. A ajuda externa forneceu apenas uma fração dos alimentos, equipamentos e medicamentos desesperadamente necessários. Foi nesse contexto dramático que George Harrison, Ravi Shankar e seus colegas músicos decidiram mobilizar apoio mundial para os esforços de ajuda humanitária em Bangladesh, evitando assim um desastre humanitário ainda maior.