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domingo, 10 de maio de 2026

KING DIAMOND
(*)King Diamond & Ocultismo, Uma Viagem Além Túmulo. Kim Bendix Petersen (King Diamond), outrora nascido no gelado país nórdico denominado Dinamarca, já tinha sido “chamado das sombras” no âmago de sua existência, quando fundou o Black Roses em finais dos anos 70. Ele aparece como um dos pioneiros do Black Metal (King Diamond Band e Mercyfuul fate) ambas com ele na frente conduzindo. Sua música pode ser denominada como um hard -progressivo , dark metal com letras sinistras,falando sobre bruxas e inquisição, conceitual. Como usa as maquiagens tradicionais do Black Metal, e os shows possuem todos elementos do mesmo, além dos LPS, capas de discos e atmosferas, com certeza é o King of Black Metal. Desde o inicio suas temáticas metafísicas partem para o lado do existencialismo metafísico, permeando seus álbuns com atmosferas sombrias da inquisição, bruxaria e chamados do além. Seus vocais em falsete, ora graves e rasgados, ora com narrativas e gargalhadas dão toda uma única estrutura na história do rock. Sou fã absoluto de sua performance, que nada deixa a desejar à um Alice Cooper, Kiss ou Peter Gabriel,toma corpo durante suas apresentações bombásticas ao vivo. As capas dos seus discos são maravilhosas, obscuras, muito bem feitas e após uma audição de qualquer de seus trabalhos, tem-se a impressão de se ter estado presente na história narrada de corpo e alma. Lógico que King Diamond não é pra qualquer um, principalmente radicais e fanáticos religiosos. “Eu tento ser eu mesmo, com coisas que me fazem sentir verdadeiro por dentro. Respeito pessoas que gostam de acreditar em Deus, mas elas deviam guardar isto pra elas próprias, não impondo a ninguém, nem se matarem por causa de suas religiões, pois jamais poderão provar se estão certas ou erradas” (K.D.) Eu pessoalmente acordo bem quando ouço King Diamond. Mórbido, depressivo?Ao menos para mim não. A estrutura musical contém elementos progressivos como muito teclado (hammond b3, sintetizadores, piano, cravos, etc.) além de cantos litúrgicos e atmosferas rituais, em meio a muito peso e climas guturais. Andy La Rocque é seu eterno parceiro, um guitarrista preciso, de mão cheia, que sabe o que faz. Os discos como The Eye, The Graveyeard, House of God, Spider’s Lullaby, Voodoo, Abigail ou Fatal Portrait são verdadeiros hinos metafísicos, obrigatórios, onde se podem notar toda uma epopéia artístico teatral, que envolve o ouvinte como numa dramaturgia. Diamond sabe mesclar a música, a atmosfera, o vestuário e a arte teatral de maneira soberba e única, com sua marca fúnebre registrada. Tenho certeza que Shaskepeare, John Milton, William Blake, Dante Alighieri, August Strindberg e Swedenborg fariam um banquete sagrado se ouvissem Diamond e seus fantásticos contos sobrenaturais. Afinal, todo mundo quer saber o que faz aqui e pra onde vai após a morte. E King Diamond é um modo de se refletir com pompa, elegância e arte ,nestes aspectos que fazem parte holística da natureza do “ser” ou “não ser”.

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