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sábado, 9 de maio de 2026
BLACK SABBATH "Uma Ode Ao Demônio"
BLACK SABBATH - Uma Ode ao Demonio
Iniciando esta coluna mais específica dentro do BLOG, onde abordarei ítens e matérias densas e obscuras relacionadas ao Black Metal, Dark Wave, Industrial Gótico,Thrash & Afins...achei justo começar com o "pioneiro"!!!!
No ano de 1971, quando me deparei com o LP Black Sabbath (1970-o primeiro da banda, com a bruxa do casarão na capa), tinha 14 anos. Já era interessado em ocultismo desde muito cedo. A capa do disco me chamou muito a atenção. Peguei o dito cujo, fui para uma cabine de som (comum na época) na Livraria Brasil de Campinas (que hoje não existe mais), grudei os fones no ouvido e toquei a primeira faixa...
Tive um orgasmo imediato. A chuva, os sinos e a entrada da guitarra e a voz gutural de Ozzy me levaram direto para a Casa de Usher (para quem não conhece, trata-se de uma maravilhosa história sobrenatural do escritor místico Edgar Allan Poe). Na seqüência, a gaita macabra da música "The Wizard" completou minha overdose. Tirei o fone, paguei pelo play e corri para queimar “um” sozinho nos fundos de minha casa. Foi o dia inteiro ouvindo este disco. Eu já estudava piano adiantado em conservatório e tudo aquilo estava fervendo dentro de mim. Missas negras, músicas estranhas, pesadas, cheias de feeling, climas sobrenaturais, enfim, tudo o que eu amava em um som estava naquela bolacha.
O disco saiu no Brasil com capa simples, mas a maravilhosa capa americana era dupla, e tinha uma cruz invertida dentro com um poema de H.P.Lovecraft!!. Lindíssima! Virando o disco para o lado B, esperava que a viagem tivesse acabado, mas era ai que o bicho pegava. Ele começa com uma balada de violão e uma voz gutural seguida de um arregaço de bateria e guitarras (uma jam session com pegadas cruas de jazz). Enfatizo a criatividade e técnica de Tony Iommi, a pesada e criativa pegada de Bill Ward, apoiado pelo baixo demoníaco de Geezer Butler.Este LP é um marco único na virada de cena dos anos 70 mesmo com o Led Zeppelin já 2 anos antes ,estourando nas paradas com um som pesado e fora da psicodelia do peace& love.Segue Paranoid,Volume IV e Master of Reality,uma porrada atrás da outra,sem a banda perder a pegada e mantendo o som “diablo” nas guitarras de Iommi.
Surgiam muitos rumores sobre a banda na época. Uma das histórias confirmadas era de que em um show do Black Sabbath na Inglaterra, um grupo de satanistas preparou atrás do palco um "bolo de bruxas" e uma missa negra com tudo que se tem direito. Iommi (um adepto das "artes negras"), mais instruído, deixou a bola rolar. Já o Ozzy, chapado pra variar, foi brincar com a turma lá atrás. Ele resolveu sacanear apagando as "velinhas" do bolo. Conclusão: hospital com internamento psicótico (possessão), inchaço, etc. É o que acontece com desavisados que chegam próximos a um banquete do demônio.
As capas dos discos passavam-nos uma impressão totalmente sobrenatural, que os diferenciavam das outras bandas. Sabbath Bloody Sabbath e Sabotage estão banhados pela bruxaria e são obras primas ,mantendo uma atmosfera sinistra e sui generis.Por mais que os quatro integrantes neguem sua dita "influência satânica", eu me recuso a acreditar que eles não se enfiaram até o fundo em assuntos ligados ao ocultismo. Tudo na música deles é macabro, mesmo as baladas mais formais! Recentemente adquiri o filme de terror-trilogia com Boris Karloff chamado “Black Sabbath” que na realidade foi assistido no final dos anos 60 por G. Buttler,de onde advém o nome do grupo.
É importante também lembrar que eles influenciaram todas as posteriores vertentes do metal, de várias gerações, seja o black metal, gothic, doom, thrash metal, ou qualquer outro segmento do metal.
Impossível ouvir algo parecido nos dias de hoje! No rock nunca ouvi nada semelhante. E isto mesmo quando em comparação com outras bandas que jamais serão igualadas.O Black Sabbath realmente, a começar pelo nome, se diferencia em muito dos outros grupos da época. Algo sem explicações. Seria como um portal musical abrindo para o lado sobrenatural, escuro e gótico do além. Isto é o que sinto quando ouço essa descomunal banda. Após a saída de Ozzy passaram Ronnie James Dio,Glenn Hughes, Ian Gillan e Tony Martin registrando magníficos petardos sonoros, que,apesar das críticas, são obras primas indiscutíveis.Em momentos raros ainda passaram Ray Gillen e Rob Halford (ao vivo)que registraram alguns piratas soltos por ai.
DISCOGRAFIA FASE OZZY:
Black Sabbath, Paranoid, Master of Reality, Vol. 4,Sabbath Bloody Sabbath, Sabotage ,Technical Ecstasy até o último LP, Never Say Die (1979)
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