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quarta-feira, 20 de maio de 2026

ROCK,FILOSOFIA & OCULTISMO( Abertura do meu Livro)

Rock, Filosofia & Ocultismo.
O objetivo deste livro é demonstrar o cérebro, o intelecto, a filosofia e a metafísica por trás do maior fenômeno mundial da história da música, denominado Rock. É inegável que a partir principalmente de 1966, começando praticamente com os Beatles, a filosofia oriental hindu passou a ser inserida em doses maciças na música do quarteto, e depois passou a influenciar toda a psicodelia. Os álbuns Revolver e Rubber Soul são já permeados de citar e tablas pelas mãos de Harrison, com apoio de Lennon, quando os dois estiveram um tempo na Índia. Mas quem acabou se envolvendo profundamente com a música,cultura e filosofia hindu, foi George Harrison, que conhece Swami Prabhupada (Bhakti Yogue) e se inicia na sitar com Ravi Shankar, se tornando um profundo adepto destes 2 Gurus. Isto entraria profundamente nas músicas dos Beatles e sacramentaria todo o rock, e porque não, a própria música erudita de vanguarda , a partir de 1968, como o minimalismo de Phillip Glass. Dai por diante, grande facção de músicos passou a explorar o Oriente como inspiração, citando aqui Mahavishnu Orchestra (com seu excelente guitar man John McLaughlin), o guitarrista Carlos Santana (que se tornaria Devadip Carlos Santana e faria sua ode à Buddha no LP Onennes), aos lideres do movimento de música erudita serial e minimalistas, que adotariam posições Zen Budistas em suas performances, como Phillip Glass, John Cage e Stockhausen!! Posteriormente cresce a amizade de Lennon e McCartney com os membros do Pink Floyd, onde em seções cedidas para jams do Floyd na Abbey Road, eles trocavam mútuamente idéias e sons, e também de certo, inspirações musicais que influenciaram uns aos outros. Sobre a música gerada após este notável encontro, é de se notar a transformação que ocorre na música dos Beatles, a partir de Sgt.Peppers. Este geraria e influenciaria todo o movimento psicodélico posterior, até desembocar em Woodstock e no Kraut Rock progressivo alemão. Sobre o Álbum Branco, é de se notar o envolvimento mais profundo dos Beatles com a filosofia oriental indiana. Cito em especial notas sobre este maravilhoso álbum, que na realidade teria suas bases nos discos Revolver e Rubber Soul: (*) Álbum Branco (Duplo) Note-se que antes de tudo, este é o primeiro LP a inaugurar o recém fundado selo “APPLE”. A maioria das canções do disco foi feita durante a meditação transcendental em Rishikesh, na Índia com Maharishi Mahesh Yogi. Embora fosse uma meditação profunda concebida inicialmente para livrar os membros de todas as obrigações e aflições de seu mundo, ambos Lennon e McCartney davam suas escapadas para, clandestinamente, "irem ao quarto um do outro esboçar algumas idéias." Lennon disse tempos depois: "Eu escrevi minhas melhores músicas lá." Beirando quase quarenta músicas que foram inicialmente arranjadas e gravadas em Kinfauns, na casa de Harrison em Esher. Os Beatles deixaram Rishikesh antes do tempo, com Starr indo primeiro (que tentou ficar mais tempo pressionado pelos companheiros, mas acabou partindo, se sentindo muito mal pelo tédio) seguido por McCartney Osho - Felicidade e Meditação "Felicidade não é algo fácil de se acreditar. Parece que o homem não pode ser feliz. Se você falar sobre sua tristeza, depressão e miséria, todo mundo irá acreditar. Isso parece ser natural. Mas se você falar sobre a sua felicidade, ninguém acreditará em você - isso parece ser não-natural. Sigmund Freud, depois de quarenta anos de pesquisas a respeito da mente humana, trabalhando com milhares de pessoas, observando milhares de distúrbios mentais, chegou à conclusão de que a felicidade é uma ficção: o homem não pode ser feliz. No máximo, nós podemos fazer coisas um pouco mais confortáveis, e isso é tudo. No máximo, nós podemos tornar a infelicidade um pouco menor, e isso é tudo. Mas, feliz, o homem não pode ser. Isso parece ser muito pessimista, mas se olharmos para o homem moderno, veremos que é exatamente assim; parece que isso é um fato. Buda diz que o homem pode ser feliz, tremendamente feliz. Krishna canta canções sobre a felicidade suprema. Jesus fala a respeito do Reino de Deus. Mas como você pode acreditar em tão poucas pessoas, as quais podemos contar nos dedos, contra toda a massa, milhões e milhões de pessoas ao longo dos séculos, que permanecem infelizes, caminhando mais e mais em direção à infelicidade. Toda a vida dessas pessoas é uma história de miséria e nada mais. E depois vem a morte! Como acreditar naquelas poucas pessoas? Ou elas estão mentindo, ou elas estão enganadas. Ou elas estão mentindo por algum motivo, ou elas são meio malucas, enganadas pelas próprias ilusões. Elas devem estar vivendo para satisfazer um desejo. Elas queriam ser felizes e começaram a acreditar que elas eram felizes. Mais do que um fato, isso parece uma crença, uma crença desesperada, Mas como aconteceu dessas poucas pessoas se tornarem felizes? Se você deixar o homem de lado, se você não prestar muita atenção ao homem, então Buda, Krishna, Cristo irão parecer que são mais verdadeiros. Se você olhar para as árvores, se você olhar para os pássaros, se você olhar para as estrelas, então verá que tudo está vibrando em tremenda felicidade. Parece que a felicidade é a matéria-prima com a qual a existência é feita. E somente o homem é infeliz. 36 - Musicoterapia (Dança-Rítmos-Estilos-Compositores) Amyr Cantusio Jr. - 25 No fundo, alguma coisa está errada.  Buda não está enganado, nem está mentindo. E eu digo isso a você, não com base na autoridade da tradição; eu digo isso a você com base na minha própria autoridade. O homem pode ser feliz, mais feliz que os pássaros, mais feliz que as árvores, mais feliz que as estrelas, porque o homem tem algo que nenhuma árvore, nenhum pássaro, nenhuma estrela tem. O homem tem consciência.  Mas quando você tem consciência, então duas alternativas são possíveis: ou você pode tornar-se infeliz, ou você pode tornar-se feliz. A escolha é sua. As árvores simplesmente estão felizes porque elas não podem ser infelizes. A felicidade delas não é liberdade; elas têm que ser felizes.  Elas não sabem como ser infelizes, não existe outra alternativa. Esses pássaros gorjeando nas árvores, eles são felizes. Não porque eles tenham escolhido ser felizes; eles simplesmente são felizes porque eles não conhecem outra maneira de ser. A felicidade deles é inconsciente. Ela é simplesmente natural.  O homem pode ser tremendamente feliz, e tremendamente infeliz. Ele é livre para escolher. Essa liberdade é um risco. Essa liberdade é muito perigosa, porque você se torna responsável. E algo aconteceu com essa liberdade. Alguma coisa está errada. O homem está, de uma certa maneira, de cabeça para baixo.  Você veio até a mim, procurando por meditação. A meditação é necessária somente porque você não escolheu ser feliz. Se você tivesse escolhido ser feliz, não haveria nenhuma necessidade de meditação. A meditação é medicinal: se você está doente, então o medicamento é necessário. Os Budas não precisam de meditação. Uma vez que você começou a escolher a felicidade, uma vez que você decidiu que você tem que ser feliz, então nenhuma meditação é necessária. A meditação começará a acontecer naturalmente, por ela mesma. A meditação é uma função do estar feliz. A meditação segue o homem feliz como uma sombra: em qualquer lugar que ele for, qualquer coisa que ele estiver fazendo, ele estará meditativo. Ele estará intensamente centrado. Pink Floyd, Lennon e os Beatniks O DVD altamente indicado aqui, comentário histórico definitivo do movimento de Allen Ginsberg (Beatnik), A Technicolor Dream ,é a história do movimento underground durante os anos 60 cujo ápice é no "The 14 Hour Technicolor Dream", um "acontecimento musical" no Alexandra Palace em 29 de abril de 1967 (*). A história inicia nas marchas do CND (Campanha para o Desarmamento Nuclear) no ínicio dos anos 60, a fundação da London Free School e á partir daí, o International Times, o UFO Club e o Nothing Hill Carnival. Entrevistas inéditas com Roger Waters e Nick Mason, do Pink Floyd. O fascinante programa acontece em um contexto musical com a música do Pink Floyd com Syd Barret, numa Londres que fervilhava com o flower power. Os shows do Floyd com Barrett exploravam o poder das projeções em telões,e a acidez das iluminações estroboscópicas, aliadas ao alucinógeo LSD, forjando desde cedo uma ligação da banda com o cinema (vide Zabrinsky Point , Obscured by Clouds e More,trilhas sonoras magníficas do grupo). Os trechos de show neste período pertencem a duas performances lendárias: a do UFO Nightclub, famoso no circuito underground londrino, e a participação no festival 14 Hour Technicolor Dream. (*) 14 Hour Technicolor Dream at Alexandra Palace, último show de Barrett com o Pink Floyd e ocasião em que John Lennon e Yoko Ono se encontraram pela primeira vez. DVD lançado atualmente no mercado nacional com bônus e preço muito módico!! Lennon prestigiava o evento com sua presença, e Yoko dirigia o happening que rolava no meio da platéia. Lennon é avisado por amigos na calada da noite,que estava rolando um showzaço maluco do outro lado da cidade! Como era fascinado por experiências novas, voou rápido com seu carro até lá. No documentário citado ele aparece com um casaco de peles brancas, muito chapado. Posteriormente escritores como Edgar Alan Poe, Aleister Crowley, H.P.Lovecraft, Castañeda, Dante Alighieri, Gurdjieff, etc... Tornaram-se pilares do rock juntamente com a Filosofia Védica (Índia). Os Gurus passaram a ser presentes nos concertos de rock (Prabhupada, Osho, Maharishi, etc.) e nas filosofias pessoais de artistas como Cat Stevens, Jim Morrison, George Harrison, Santana, John McLaughlin, Robert Fripp, Peter Hammill, Jon Anderson, etc. e entre milhares de bandas, em especial nas psicodélicas e progressivas dos anos 70. Para finalizar, durante as matérias deste livro, vocês poderão encontrar várias citações destes elementos e referências de uma maneira geral do que realmente aconteceu no rock durante o período clássico de 1966-1979. Definições Básicas Para Diferenciar Fronteiras do Rock dos Anos 60 – 70 (História) (*)R.I.O. (Rock in Opposition) Surge na metade final dos anos 70 na Bélgica e França. Elementos tradicionais do rock e instrumentos como guitarras, baixo e bateria são associados aos elementos sinfônicos da orquestra de câmara (geralmente arco e cordas, além de sopros). Também há inserção de sintetizadores e fusão com a música atonal de Schoemberg com a Eletrônica de Stockhausen como no caso, as bandas Univers Zero, Art Zoyd, Present, Miriodor, etc.. Ainda temos um idealismo inserido nestes grupos com teor revolucionário, metafísico e underground. Música de câmara é uma forma de música erudita composta para um pequeno grupo de instrumentos que tradicionalmente podiam acomodar-se nas câmaras de um palácio. Atualmente, é considerada qualquer música executada por um pequeno número de músicos, sendo que um deles com maior destaque. A palavra câmara significa que a música pode ser executada em salas pequenas, geralmente com uma atmosfera mais íntima. Não inclui, no entanto, solos. Sua composição é destinada a um pequeno número de instrumentos - geralmente, até o máximo de dez. Entre os seus gêneros mais importantes estão o "quarteto de cordas", "quinteto de sopros" e de "metais", dentre outras diversas combinações de instrumentos. Também é chamado de orquestra de câmara. Ainda temos a escola de Varèse (Música Concreta - S.A.) que se utiliza de ruídos ,e da Eletronica de Stockhausen, que somam-se ao vasto universo da música atual de qualidade (vide que não são músicas pop ou folclóricas, mas sim variações do estudo da música cientificamente erudita, com conotações místicas e metafísicas muitas vezes). Cito aqui compositores como Fred Frith e John Cage. (*)KRAUT ROCK Gênero extremamente experimental, sem tema principal ou repetição como no minimalismo. Há a experimentação geral num clima totalmente livre,onde se encadeiam experimentos eletroacústicos,misturando atmosferas e ritmos aleatoriamente.O som é pesado, mas não marcado ou cadenciado como no Hard Rock.Aqui há ausências de riffs.E há uma exploração do serialismo. Elementos de música hindu estão presentes nas percussões e citaras principalmente. Guitarras distorcidas e experimentais são usadas em massa.Maioria das bandas de origem alemã. Embryo, Guru Guru, Ammon Duul II e Can seriam alguns dos expoentes raiz. (*)SPACE ROCK: Calcado basicamente na atmosfera e dinâmica de instrumentos (guitarras, sintetizadores e vocais) tratados com muito ECO (Delay) e REVERBERS, com atmosferas e efeitos espaciais. A bateria geralmente é marcada e hipnótica, pesada, mantendo com o baixo um riff constante.Cito Hawkwind, Ozric Tentacles, Hydra, Porcupine Tree,etc. (*)JAZZ ROCK Canterbury (chamado Fusion) (Os elementos tradicionais do rock se misturam largamente com longas experimentações jazzísticas de raiz (JAM-Jazz after Midnight)) onde solos são longos e abertos, improvisados sobre um leitmotiv (tema principal). Há inserções também da música eletrônica e da concreta, além de atmosferas calcadas na música indiana. Neste estilo sintetizadores estão presentes em bandas praticamente de origem inglesa como Gong ,Steve Hillage, Caravan, Soft Machine, etc.. Nos U.S.A. temos um similar com Zappa, Miles Davis, Mahavishnu Orchestra, etc... (*)PSICODÉLICO Baseado principalmente no movimento beatnik dos anos 60. Allen Ginsberg, Pink Floyd e Beatles dariam o pontapé inicial. Formas bizarras, coloridas e berrantes permeiam tanto a forma musical quanto o formato das roupas e rótulos dos discos. A poesia surreal e abstrata é largamente usada nas temáticas. Órgãos e flautas estão bastantes presentes em atmosferas, onde os vocais em grupo são melódicos e harmoniosos, o que diferencia do rock básico (rock ‘n’roll). Discos básicos são Yellow Submarine, Magical Mystery Tour e Sgt. Peppers dos Beatles, além dos dois primeiros álbuns do Pink Floyd com Syd Barrett (1966), entre outros, que influenciaram uma ampla gama de bandas deste período. (*)PROGRESSIVO: O mais largamente difundido permeia o rock com inserções maciças de música erudita (a saber, desde o período medieval até o clássico, chegando ao contemporâneo). E também o jazz em sua forma de divisão rítmica.Em sua maioria possuem alto nível musical e dinâmica nas composições.Bandas que posso citar de base(pois há uma enorme quantidade no mundo todo): Brasil: Terreno Baldio, Terço, Tellah, Som Nosso de Cada Dia, Moto Perpétuo, Módulo 1000, Spectro, e ainda no inicio dos anos 80, Bacamarte, Sagrado Coração da Terra, Alpha III, Quantum, etc... U.S.A. Kansas, Fireballet, Babylon, etc... Inglaterra: Camel, Genesis, Yes, Gentle Giant, King Crimson, Van Der Graaf Generator, EL&P, U.K., Renaissance, etc… (*)HARD ROCK: Vertente pesada do rock com batidas mais acentuadas e marcadas, riffs pesados e repetitivos, órgão hammond predominando, vocais mais agressivos. Introduções e frases clássicas são geralmente inseridas nas músicas, bem como sintetizadores e passagens as vezes sofisticadas.O que diferencia do progressivo é o peso, a batida mais marcada e o tamanho das músicas. Exemplo: Uriah Heep, Cactus, Budgie, Dust, Bang, Blue Oyster Cult, Lucifer’s Friend, Rush, The Guess Who, Gamma Project, etc....

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