BLOG de Rock Progressivo do Projeto ALPHA III(Amyr Cantusio Jr) ,música eletronica, experimental e erudita de vanguarda.Links de CDS raros,matérias sobre filosofia oriental,artigos de ocultismo.O intuito é disponibilizar às pessoas a existência de trabalhos de músicos do mundo todo.Rock In Opposition é uma esquerda ARTÍSTICA contra a MEDIOCRIDADE E BAIXO NÍVEL de todo o Veículo de Comunicação Social .
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segunda-feira, 11 de maio de 2026
DEUTER (Alemanha 70's) Electronic Avantgarde Music
Georg Deuter (Alemanha) "DEUTER"
Foi uma figura constante no cânone do krautrock, começando com o LP " D " de 1971, raridade, uma carreira que parecia destinada a se misturar mais com Tangerine Dream, Klaus Schulze e Cluster do que com Yanni e Deva Premal nas prateleiras das lojas de discos. Essa mudança estilística posterior, no entanto, encontra suas raízes aqui, latente sob a experimentação sonora, as guitarras elétricas e as manipulações de fita que garantem o lugar deste álbum no vasto universo da música underground alemã dos anos 1970. Eu tive pessoalmente todos LPS e posteriores edições em CDS.A atmosfera meditativa, a criação de paisagens sonoras em vez de composições rigidamente estruturadas, bem como o uso da cítara e da tambura que vai muito além de sua mera inserção em um riff de rock, são as verdadeiras forças motrizes aqui. Deuter se uniu ao Mestre e Guru indiano Rajneesh(OSHO) e cvomeçou a criar estruturas musicais para os alunos do centro.Deuter se esforçou ao máximo para gravar um álbum etéreo do começo ao fim, imbuído de um toque esotérico que lhe confere um verniz de mistério.
Foi um pioneiro fundamental na música New Age e ambiente, com uma produção prolífica durante os anos 70, misturando influências folk orientais com experimentação de colagem sonora ocidental.Destaques da Carreira de Deuter nos Anos 70:Início com Krautrock: Seu álbum de estreia, D, foi lançado em 1971 pelo selo Kuckuck, sendo considerado um clássico da cena alemã do início dos anos 70 e misturando elementos de Krautrock com música cósmica.Prolicidade: Durante os anos 70 e 80, Deuter lançou múltiplos álbuns, incluindo sete LPs apenas em 1975.Álbuns Importantes:
D (1971)Aum (1972)Celebration (1976) - elogiado pelo saxofonista de jazz Ornette Coleman, que disse que Deuter "capturou a luz em sua música".Haleakala (1978) - aclamado álbum gravado com um gravador portátil de 4 canais, incorporando instrumentos e sons da natureza.A música de Deuter nessa época é descrita como "ambiente" avant-la-lettre, focada em paisagens sonoras meditativas.
domingo, 10 de maio de 2026
KING DIAMOND
(*)King Diamond & Ocultismo, Uma Viagem Além Túmulo.
Kim Bendix Petersen (King Diamond), outrora nascido no gelado país nórdico denominado Dinamarca, já tinha sido “chamado das sombras” no âmago de sua existência, quando fundou o Black Roses em finais dos anos 70.
Ele aparece como um dos pioneiros do Black Metal (King Diamond Band e Mercyfuul fate) ambas com ele na frente conduzindo.
Sua música pode ser denominada como um hard -progressivo , dark metal com letras sinistras,falando sobre bruxas e inquisição, conceitual.
Como usa as maquiagens tradicionais do Black Metal, e os shows possuem todos elementos do mesmo, além dos LPS, capas de discos e atmosferas, com certeza é o King of Black Metal.
Desde o inicio suas temáticas metafísicas partem para o lado do existencialismo metafísico, permeando seus álbuns com atmosferas sombrias da inquisição, bruxaria e chamados do além.
Seus vocais em falsete, ora graves e rasgados, ora com narrativas e gargalhadas dão toda uma única estrutura na história do rock. Sou fã absoluto de sua performance, que nada deixa a desejar à um Alice Cooper, Kiss ou Peter Gabriel,toma corpo durante suas apresentações bombásticas ao vivo.
As capas dos seus discos são maravilhosas, obscuras, muito bem feitas e após uma audição de qualquer de seus trabalhos, tem-se a impressão de se ter estado presente na história narrada de corpo e alma. Lógico que King Diamond não é pra qualquer um, principalmente radicais e fanáticos religiosos. “Eu tento ser eu mesmo, com coisas que me fazem sentir verdadeiro por dentro. Respeito pessoas que gostam de acreditar em Deus, mas elas deviam guardar isto pra elas próprias, não impondo a ninguém, nem se matarem por causa de suas religiões, pois jamais poderão provar se estão certas ou erradas” (K.D.)
Eu pessoalmente acordo bem quando ouço King Diamond. Mórbido, depressivo?Ao menos para mim não. A estrutura musical contém elementos progressivos como muito teclado (hammond b3, sintetizadores, piano, cravos, etc.) além de cantos litúrgicos e atmosferas rituais, em meio a muito peso e climas guturais. Andy La Rocque é seu eterno parceiro, um guitarrista preciso, de mão cheia, que sabe o que faz.
Os discos como The Eye, The Graveyeard, House of God, Spider’s Lullaby, Voodoo, Abigail ou Fatal Portrait são verdadeiros hinos metafísicos, obrigatórios, onde se podem notar toda uma epopéia artístico teatral, que envolve o ouvinte como numa dramaturgia. Diamond sabe mesclar a música, a atmosfera, o vestuário e a arte teatral de maneira soberba e única, com sua marca fúnebre registrada. Tenho certeza que Shaskepeare, John Milton, William Blake, Dante Alighieri, August Strindberg e Swedenborg fariam um banquete sagrado se ouvissem Diamond e seus fantásticos contos sobrenaturais.
Afinal, todo mundo quer saber o que faz aqui e pra onde vai após a morte. E King Diamond é um modo de se refletir com pompa, elegância e arte ,nestes aspectos que fazem parte holística da natureza do “ser” ou “não ser”.
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DIMMU BORGIR LIVE 2025 "WACKEN"
Uma de minhas bandas prediletas nesta área de Black Metal.Sensacional arranjos, teclados, luzes, figurinos,.e atmosferas denas e sombrias.
Interessante o uso de " taikos" tambores orientais no meio da peça musical, o que deu um clima ritual forte com o vocalista exibindo os chifres de Satã.
Incrível show e produção. !!
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sábado, 9 de maio de 2026
O LADO OCULTO DA LUA ( Pink Floyd & Led Zeppelin)
O título desta matéria tem como autor Roger Waters [mentor, vocalista e baixista do Pink Floyd]. Após a loucura e saída de Sid Barret [R.I.P.], Waters assumiu a maior parte das composições e letras da banda. E numa entrevista da época, disse a um repórter: “Só os loucos podem ver o lado oculto da Lua”. Esta frase foi como um koan zen [pequena frase que é colocada para um monge refletir e alcançar a iluminação] na minha mente!
No disco The Wall [o máximo da metafísica floydiana], Waters coloca na música “Hey You”: “Ei você, aí fora do muro; Quebrando garrafas no corredor; Você pode me ajudar? Ei você, não me diga que não há nenhuma esperança; Juntos nós resistimos, separados nós caímos...”
O existencialismo foi a tônica marcante do rock nos anos 60 e 70 e enfatizo isso sempre, pois é história. E das boas! Em “No Quarter” [Led Zeppelin] Plant e Page homenageiam Aleister Crowley como o “Senhor das Bestas e das Sombras”: “Andando lado a lado com a morte; O Mal ridiculariza cada passo; A neve trás de volta o pé que é lento; Os cães da destruição uivam mais...; Eles trazem notícias que precisam chegar; Para construir um sonho pra mim e pra você; Eles escolhem o caminho que ninguém vai...”. Em “A National Acrobat” [Black Sabbath], Ozzy coloca toda sua veia poética. Esta é uma das mais belas músicas do grupo: “Bem, eu sei que é difícil você saber da razão; Eu sei que você vai entender mais quando for a hora de morrer; Não acredite que a vida que você vai ter será somente uma; Você tem que deixar seu corpo dormir para sua alma viver; O amor te deu a vida, e agora isso te afeta; E os olhos cegados pela própria existência, farão tua alma voltar...”. Ainda com Ozzy em “Symptom Of The Universe” [Black Sabbath]: “Leve-me através dos séculos para os anos supersônicos; Eletrificado, o inimigo está afogando nas próprias lágrimas; Tudo que tenho para te dar é um amor que nunca morre; O Sintoma do Universo está escrito em seus olhos...”
Como já deu pra sentir, pergunto ao caro leitor onde encontramos letras desta estrutura no rock atual? Com certeza há exceções, mas hoje as bandas preocupam-se mais com a forma do que com o conteúdo. Isso quando não escrevem “qualquer” letra só pra combinar com a melodia.
Temos ainda o grande poeta John Lennon, com a música “Zé Ninguém” [“Nowhere Man”]: “Ele é realmente um Zé Ninguém, sentado na sua terra de lugar nenhum; Fazendo seus planos de lugar nenhum pra ninguém; Não tem ponto de vista, não sabe pra onde vai...; Será que ele não tem um pouco de você e eu?”
Eu poderia aqui escrever a Bíblia das Letras no Rock, tão grande e vasto este manancial maravilhoso que permeia o estilo de música mais famoso do mundo.
São cascatas de letras que vão desde frases cortantes até profundas odes líricas, como são as letras do Yes, Genesis e King Crimson. Cito algumas frases de Robert Fripp & Sinfield em letras soltas: “Ninguém fala comigo, por isso eu falo com o vento” - [“I Talk To The Wind! – primeiro LP do King Crimson, em 1969]. Fripp detonaria ainda uma boa resposta a um repórter sobre sua música ser muito “viagem” e “cerebral”: “Eu faço música para cabeças e corações, não para pés e intestinos.”
Para finalizar, deixo aos leitores o sabor da pesquisa. Sugiro que busquem por si próprios a rara beleza e veia poética que está altamente inserida no rock de todos os tempos.
“O perigo de se gritar para o Abismo é Ele te responder de volta” – William Blake.
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Rock, Filosofia & Ocultismo
Apesar de a temática ser debatida esporadicamente e se manter como um tabu no rock, é realmente admirável a quantidade de artistas que dispõem dos acervos e anais do oculto, sobrenatural e filosófico nas suas obras.
Na coluna deste mês, pretendo dar ênfase às bandas do rock que não fazem apenas música pela arte, mas que, de certa forma, chamam a atenção para os fatos espirituais e místicos da existência.
Começando com o aspecto filosófico, temos Lennon e Harrison indo buscar respostas às suas existências vazias na Índia, no meio dos anos 60. Não poderia ignorar tais fatos, já que eles desembocaram nas obras dos Beatles e de toda geração rock dos 70, até recentemente em inúmeras bandas contemporâneas.
A busca pelo sobrenatural e o que estamos fazendo aqui neste planeta isolado rendeu maravilhas na arte. Citamos Woodstock e o Flower Power, com a inclusão de Ravi Shankar (sitars, Índia) nos palcos do rock dando um pontapé espiritual no evento. Idéia de Harrison? Sim!
Em 1971 temos o concerto para Bangladesh que rendeu um álbum fenomenal com a participação de Eric Clapton, Ravi Shankar, Bob Dylan, Harrison, Ringo Star, Badfinger, Leon Russel, entre outros grandes músicos da época. Era para chamar atenção da fome e ao mesmo tempo do espiritualismo hindu, que caminham lado a lado até hoje.
O Led Zeppelin veio com a mística do maior mago do século XX, Aleister Crowley, assim como o Black Sabbath. Letras surrealistas, místicas e anárquicas aliadas à música visceral e profunda. Uriah Heep, Pink Floyd, Genesis, Van Der Graaf Generator, King Crimson e Yes colocariam um misto de metafísica, orientalismo e psicodelia, ingrediente que foi alicerce do movimento progressivo.
Na Europa começava a fervilhar o kraut rock alemão e a música eletrônica liderada pelos místicos Tangerine Dream, Can, Ammon Duul, Grobschnitt, Guru Guru, Embryo, que bebiam nos versos de William Blake, John Milton e Dante Alighieri.
Na França, Inglaterra e Itália, bem como nos Países Baixos, ocorria toda uma renascença do rock, com bandas indo fundo nas temáticas templárias, medievais, folclóricas, arturianas e míticas. Trabalhos surgiam aos montes, com grupos que incluíam os próprios nomes de filósofos em suas capas (Machiavel, Novalis, etc) assim como obras de cunhos tibetanos, hindu e xamânicos inspiradas em textos de Carlos Castañeda, Livro dos Mortos (Tibetano e Egípcio), Rig Veda, Zendavesta, Bíblia e Swedenborg.
Arthur Brown e Vincent Crane (Atomic Rooster) faziam seus rituais macabros em cemitérios. Quem não se lembra de Alice Cooper e Kiss botando o diabólico rock com fogo pelas ventas? Tudo isso seria assimilado pelo futuro black metal e o próprio metal nos anos 80, com bandas abusando das espadas e símbolos arquétipos dos Templários, Dragões e Cruzadas Medievais. Outras mais atuais como Moonspell, Dimmu Borgir, Cradle of Filth, Tiamat, Therion, Samael, Nightwish, Epica, mantém o fogo do mistério em suas obras.
Para encerrar – deixando uma lacuna para reflexão e pesquisa – cito um disco que chamou muito minha atenção pela inóspita pesquisa do autor nesta área: o álbum House Of God (00), de King Diamond, uma obra belíssima e altamente mística!
Resumo a história (verdadeira) que tem como palco a Capela de Rennes Le Chateaux, na França, construída pelos visigodos no século VI. Esta capela é totalmente diferente das outras. Logo na entrada, acima da porta, apresenta-se a figura do demônio Asmodeu e uma frase em latim que diz Terribilis Est Lócus Iste (Este Local é Terrível), bem como no Louvre, que tem a figura do demônio Pazuzu – também na entrada – dizendo se tratar de um ser que se move com o vento. Por quê? Bem, a resposta ficará a critério de cada pesquisador, pois a minha eu já tenho.
Note que todos os telhados e terraços superiores das catedrais são decorados pela escultura de demônios e gárgulas.
O sacerdote Saunière descobriu manuscritos misteriosos na reforma da Capela, dentro das Colunas, talvez o Graal Templário, que o transformou de pobre a um dos mais ricos e poderosos homens do século XIX. Nesta Capela ainda há cruzes invertidas, figuras de Maria Madalena (em posições não convencionais de santas), jardins, torres góticas e um clima altamente sinistro.
Diamond realmente pesquisou e caprichou na temática, e incito a todos interessados no ocultismo e sobrenatural à pesquisa tanto desta obra como a de outros músicos, pois desta forma poderão absorver melhor o que o compositor quis transmitir com sua música.
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BLACK SABBATH "Uma Ode Ao Demônio"
BLACK SABBATH - Uma Ode ao Demonio
Iniciando esta coluna mais específica dentro do BLOG, onde abordarei ítens e matérias densas e obscuras relacionadas ao Black Metal, Dark Wave, Industrial Gótico,Thrash & Afins...achei justo começar com o "pioneiro"!!!!
No ano de 1971, quando me deparei com o LP Black Sabbath (1970-o primeiro da banda, com a bruxa do casarão na capa), tinha 14 anos. Já era interessado em ocultismo desde muito cedo. A capa do disco me chamou muito a atenção. Peguei o dito cujo, fui para uma cabine de som (comum na época) na Livraria Brasil de Campinas (que hoje não existe mais), grudei os fones no ouvido e toquei a primeira faixa...
Tive um orgasmo imediato. A chuva, os sinos e a entrada da guitarra e a voz gutural de Ozzy me levaram direto para a Casa de Usher (para quem não conhece, trata-se de uma maravilhosa história sobrenatural do escritor místico Edgar Allan Poe). Na seqüência, a gaita macabra da música "The Wizard" completou minha overdose. Tirei o fone, paguei pelo play e corri para queimar “um” sozinho nos fundos de minha casa. Foi o dia inteiro ouvindo este disco. Eu já estudava piano adiantado em conservatório e tudo aquilo estava fervendo dentro de mim. Missas negras, músicas estranhas, pesadas, cheias de feeling, climas sobrenaturais, enfim, tudo o que eu amava em um som estava naquela bolacha.
O disco saiu no Brasil com capa simples, mas a maravilhosa capa americana era dupla, e tinha uma cruz invertida dentro com um poema de H.P.Lovecraft!!. Lindíssima! Virando o disco para o lado B, esperava que a viagem tivesse acabado, mas era ai que o bicho pegava. Ele começa com uma balada de violão e uma voz gutural seguida de um arregaço de bateria e guitarras (uma jam session com pegadas cruas de jazz). Enfatizo a criatividade e técnica de Tony Iommi, a pesada e criativa pegada de Bill Ward, apoiado pelo baixo demoníaco de Geezer Butler.Este LP é um marco único na virada de cena dos anos 70 mesmo com o Led Zeppelin já 2 anos antes ,estourando nas paradas com um som pesado e fora da psicodelia do peace& love.Segue Paranoid,Volume IV e Master of Reality,uma porrada atrás da outra,sem a banda perder a pegada e mantendo o som “diablo” nas guitarras de Iommi.
Surgiam muitos rumores sobre a banda na época. Uma das histórias confirmadas era de que em um show do Black Sabbath na Inglaterra, um grupo de satanistas preparou atrás do palco um "bolo de bruxas" e uma missa negra com tudo que se tem direito. Iommi (um adepto das "artes negras"), mais instruído, deixou a bola rolar. Já o Ozzy, chapado pra variar, foi brincar com a turma lá atrás. Ele resolveu sacanear apagando as "velinhas" do bolo. Conclusão: hospital com internamento psicótico (possessão), inchaço, etc. É o que acontece com desavisados que chegam próximos a um banquete do demônio.
As capas dos discos passavam-nos uma impressão totalmente sobrenatural, que os diferenciavam das outras bandas. Sabbath Bloody Sabbath e Sabotage estão banhados pela bruxaria e são obras primas ,mantendo uma atmosfera sinistra e sui generis.Por mais que os quatro integrantes neguem sua dita "influência satânica", eu me recuso a acreditar que eles não se enfiaram até o fundo em assuntos ligados ao ocultismo. Tudo na música deles é macabro, mesmo as baladas mais formais! Recentemente adquiri o filme de terror-trilogia com Boris Karloff chamado “Black Sabbath” que na realidade foi assistido no final dos anos 60 por G. Buttler,de onde advém o nome do grupo.
É importante também lembrar que eles influenciaram todas as posteriores vertentes do metal, de várias gerações, seja o black metal, gothic, doom, thrash metal, ou qualquer outro segmento do metal.
Impossível ouvir algo parecido nos dias de hoje! No rock nunca ouvi nada semelhante. E isto mesmo quando em comparação com outras bandas que jamais serão igualadas.O Black Sabbath realmente, a começar pelo nome, se diferencia em muito dos outros grupos da época. Algo sem explicações. Seria como um portal musical abrindo para o lado sobrenatural, escuro e gótico do além. Isto é o que sinto quando ouço essa descomunal banda. Após a saída de Ozzy passaram Ronnie James Dio,Glenn Hughes, Ian Gillan e Tony Martin registrando magníficos petardos sonoros, que,apesar das críticas, são obras primas indiscutíveis.Em momentos raros ainda passaram Ray Gillen e Rob Halford (ao vivo)que registraram alguns piratas soltos por ai.
DISCOGRAFIA FASE OZZY:
Black Sabbath, Paranoid, Master of Reality, Vol. 4,Sabbath Bloody Sabbath, Sabotage ,Technical Ecstasy até o último LP, Never Say Die (1979)
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DEAD CAN DANCE
Quando os mortos dançam
"DEAD CAN DANCE"
Brendan Perry e Lisa Gerrard formam a coluna vertebral harmoniosa e virtuose deste projeto, que começou com um pé no gótico, porém dentro do rock.
Entretanto, a partir do segundo álbum a pesquisa foi bem mais a fundo, já se tornando a partir do mesmo a marca registrada única que caracterizaria o som da banda: música étnica [folclórica e tribal de variados povos, mais calcada na Ásia e Oriente Médio] associada a elementos medievais europeus e ao rock.
Lisa Gerrard – para mim, a maior voz feminina do século XX – tem uma voz poderosa que vai desde o clássico passando pela ópera, até os movimentos sutis e delineados dos cantos hindus e arábicos. Além do mais, exímia multi-instrumentista, compositora e dona de uma beleza física e espiritual maravilhosa.
Brendan não fica atrás e debulha vários instrumentos, compõe e também possui um timbre vocal poderoso.
A dupla se apóia num grupo de músicos de primeiro time com percussionistas, dois tecladistas e vários multi-instrumentistas em suas apresentações. O único registro disponível oficial ao vivo está no magnífico DVD Toward The Within [04], que apresenta a banda em seu apogeu num show que demonstra toda a versatilidade e originalidade de seus membros. Uma ode espiritual e de profundo bom gosto que agradará aos góticos e aos amantes da música erudita medieval, bem como os fissurados por música étnica, principalmente hindu-arábica.
Infelizmente o grupo se desestruturou, mas Lisa continuou fazendo belos trabalhos na carreira solo como os discos Duality [98], Immortal Memory [04] e Silver Tree [06], que davam continuidade a sonoridade feita pela moça no Dead Can Dance.
Particularmente, considero o álbum The Serpent’s Egg [88] como o melhor trabalho do Dead Can Dance. Sofisticado, profundo e magnífico. Aqui os órgãos de tubo sacros e a voz potente de Lisa impressionam e podem até levar o leitor mais sensível às lágrimas.
Vale lembrar que a trilha sonora do filme Baraka [uma seqüência para este filme chamada Samsara deverá sair ainda neste ano] contém alguns videoclipes do grupo, bem como a lindíssima música “The Hoste Of Seraphim. Curiosidade: este filme foi produzido por Mark Magidson, que também foi o responsável pela produção do disco ao vivo e do DVD Toward The Within, do Dead Can Dance.
Lisa Gerrard ainda fez a trilha sonora do épico de sucesso O Gladiador. A banda registrou nos anos 90 uma passagem pelo Brasil em São Paulo dando seus últimos suspiros, com um show matador.
Infelizmente as coisas belas, bem como [ainda bem] as más e imbecis passam como as ondas do oceano.
Brendan Perry atualmente trabalha nos EUA com um grupo de vanguarda, aliás, maravilhoso chamado Zoar, enquanto Lisa ainda rabisca algumas trilhas sonoras e participações em trabalhos menores que só nos dão saudades do velho Dead.
Os mortos também dançam ouvindo tão maravilhosa música.
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