BLOG de Rock Progressivo do Projeto ALPHA III (Amyr Von Bathel Cantusio) ,música eletronica, experimental e erudita de vanguarda. -Electronic & Avantgarde Vintage Music, Progressive & Kraut Rock,Teosophy, Mystycal and Esoterism Reviews, Full Reviews and Dark Music (Black Metal, Thrash,Death,Dark Wave,Industrial,....etc...) on DUSK ZONE
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sexta-feira, 19 de junho de 2026
OCULTISMO & FILOSOFIA NO ROCK ANOS 70 -Parte II
Apesar da temática ser debatida esporadicamente e se manter como um tabu no rock, é realmente admirável a quantidade de artistas que dispõem dos acervos e anais do oculto, sobrenatural e filosóficos em suas obras.
Aqui quero dar ênfase à propostas de grupos que não fazem só música pela arte,ou política. Mas querem de certa forma chamar a atenção das pessoas para os fatos espirituais e místicos da existência, que muitas vezes passam despercebidos da maioria dos seres humanos!
Não vou me ater aos períodos onde abundam obras destes gêneros (ou seja, na música erudita de todas as épocas), mas tão somente ao rock.
Começando com o aspecto filosófico, vamos ver Lennon e Harrison indo buscar respostas às suas existências vazias, na Índia, no meio dos anos 60. Não poderia ignorar estes fatos, já que eles desembocaram nas obras dos Beatles e de toda geração rock dos 70, vindo a desembocar até recentemente em inúmeras outras bandas contemporâneas.
A busca pelo sobrenatural e o que estamos fazendo aqui neste pequeno e isolado Planeta rendeu maravilhas na arte.
Citamos Woodstock e o Power Flower, com a inclusão nos palcos do rock, de Ravi Shankar (sitars, Índia) dando todo um pontapé espiritual no evento. Idéia de Harrison?? Sim !!
Mas em, 1971 temos o Concerto para Bangladesh que rendeu um álbum fenomenal com a participação de Eric Clapton, novamente Ravi Shankar, Bob Dylan, Harrison, Ringo Star, Badfinger, Leon Russel entre outros grandes músicos da época.
Era para chamar atenção ao mesmo tempo da fome e do espiritualismo hindu, que caminham lado a lado até nossos dias.
Led Zeppelin viria com a mística do maior mago do século XX, a saber Aleister Crowley. Idem com o Black Sabbath.
Letras surrealistas, místicas e anárquicas, aliadas a música visceral e profunda.
Uriah Heep, Pink Floyd, Gênesis, Van Der Graaf, King Crimson e Yes colocariam um misto de metafísica, orientalismo e psicodelia todos juntos, um ingrediente que foi alicerce do movimento progressivo.
Na Europa começava a fervilhar o Kraut Rock Alemão e a música Eletrônica liderados pelos místicos Tangerine Dream, Can, Ammon Duul, Grobschnitt, Guru Guru, Embryo,etc. que bebiam nos versos de William Blake, John Milton e Dante Alighieri suas concepções artísticas.
Na França, Inglaterra e Itália, bem como nos países baixos, ocorria toda uma Renascença do Rock, com bandas indo fundo nas temáticas templárias, medievais,folclóricas, arturianas e míticas. Trabalhos surgiam aos montes com grupos que incluíam os próprios nomes de filósofos em suas capas, como Machiavel, Novalis, etc.
Obras com cunhos tibetanos,hindus e xamânicos pululavam inspirados em textos de Carlos Castañeda, Livro dos Mortos Tibetano e Egípcio, Rig Veda, Zendavesta, Bíblia, Swedenborg, etc. E olha que não foram poucos, mas acredito que a maioria das bandas estava com um pé enterrado no ocultismo, sem sombra de dúvidas.
Arthur Brown e Vincent Crane (Atoomic Rooster) faziam seus rituais macabros em cemitérios.
Quem não se lembra de Alice Cooper e Kiss botando o diabólico rock com fogo pelas ventas?
Tudo isto viria a ser novamente assimilado pelo futuro Black Metal e o próprio Heavy Metal nos anos 80, que vingaria com bandas como Iron Maiden, Triumph, King Diamond, Manowar, entre outras, as quais abusariam das espadas e símbolos arquétipos dos Templários, Dragões e Cruzadas Medievais.Nas capas, nas propostas e nas letras.
Outras mais atuais como Moonspell, Dimmu Borgi, Cradle of Filth, Tiamat, Therion, Samael, Nightwish, Épica, etc.… continuam ainda a manter o fogo do mistério em suas obras.
Vou citar aqui, para encerrar ,e deixar a vocês uma lacuna para reflexão e pesquisa dos fatos mencionados acima, um disco que e chamou muito a minha atenção pela inóspita pesquisa do autor nesta área.
Aqui se trata do Sr. King Diamond e seu disco House of God (2000), uma obra belíssima e altamente mística!
Resumo aqui a história, verdadeira mesmo,que tem como palco a Capela de Rennes Le Chateaux , na França, que foi construída pelos visigodos no séc.VI.
Esta capela é totalmente diferente das outras. Contém logo na entrada, acima da porta, a figura do Demônio Asmodeu e uma frase em latim que diz (Terribilis Est Lócus Iste) - ( Este Local é Terrível).
Bem como no Louvre que tem a figura do demônio Pazzuzu também na entrada, dizendo se tratar de um ser que se move com o vento!!! Porque?
Bem, a resposta ficará a critério e cada pesquisador, pois a minha eu já tenho!
Note que todos os telhados e terraços superiores das Catedrais possuem demônios e gárgulas nas suas decorações esculpidas!
Diamond não especifica por resguardo o local, mas sua música, na faixa 12 do referido CD se chama This Place is Terrible !!!
Seu sacerdote, Saunière, descobriu manuscritos misteriosos na reforma da Capela, dentro das Colunas, talvez o Graal Templário, que o transformou de pobre, a um dos mais ricos e poderosos homens de seu tempo (séc.XIX).
Nesta Capela ainda há cruzes inversas, figuras de Maria Magdalena (em posições não convencionais de santas) a qual a mesma é consagrada, jardins e torres góticas e um clima altamente sinistro.
Diamond realmente pesquisou e caprichou na temática, e incito a todos aqueles interessados no ocultismo e sobrenatural a pesquisa tanto desta obra, como na de outros músicos.
Pois desta forma poderão absorver melhor o que o compositor quis transmitir com sua música, como é o caso dos Libretos nas Óperas !
O objetivo deste livro é demonstrar o cérebro, o intelecto, a filosofia e a metafísica por trás do maior fenômeno mundial da história da música, denominado Rock.
É inegável que a partir principalmente de 1966, começando praticamente com os Beatles, a filosofia oriental hindu passou a ser inserida em doses maciças na música do quarteto, e depois passou a influenciar toda a psicodelia.
Os álbuns Revolver e Rubber Soul são já permeados de citar e tablas pelas mãos de Harrison, com apoio de Lennon, quando os dois estiveram um tempo na Índia.
Mas quem acabou se envolvendo profundamente com a música,cultura e filosofia hindu, foi George Harrison, que conhece Swami Prabhupada (Bhakti Yogue) e se inicia na sitar com Ravi Shankar, se tornando um profundo adepto destes 2 Gurus.
Isto entraria profundamente nas músicas dos Beatles e sacramentaria todo o rock, e porque não, a própria música erudita de vanguarda , a partir de 1968, como o minimalismo de Phillip Glass.
Dai por diante, grande facção de músicos passou a explorar o Oriente como inspiração, citando aqui Mahavishnu Orchestra (com seu excelente guitar man John McLaughlin), o guitarrista Carlos Santana (que se tornaria Devadip Carlos Santana e faria sua ode à Buddha no LP Onennes), aos lideres do movimento de música erudita serial e minimalistas, que adotariam posições Zen Budistas em suas performances, como Phillip Glass, John Cage e Stockhausen!!
Posteriormente cresce a amizade de Lennon e McCartney com os membros do Pink Floyd, onde em seções cedidas para jams do Floyd na Abbey Road, eles trocavam mútuamente idéias e sons, e também de certo, inspirações musicais que influenciaram uns aos outros.
Sobre a música gerada após este notável encontro, é de se notar a transformação que ocorre na música dos Beatles, a partir de Sgt.Peppers.
Este geraria e influenciaria todo o movimento psicodélico posterior, até desembocar em Woodstock e no Kraut Rock progressivo alemão.
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