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quinta-feira, 11 de junho de 2026
O UNIVERSO DE FRANK ZAPPA ( Zappalogia)
Zappalogia
O Universo Zappa é mega. É sui-generis, é absurdo e bizarro, ao mesmo tempo criativo, sensacional e insólito. Um dos maiores músicos do século passado e do jazz -rock – fusion 60-70.
Experimentalismo a flor da pele, sarcasmo ao extremo e muita, muita técnica musical e obras complexas, variando desde o blues ao jazz, do rock à opereta, do eletrônico ao concretismo e do tonal ao dodecafonismo.
Frank Vincent Zappa Jr. nasceu em Baltimore, Maryland em 21 de dezembro de 1940.
Zappa desde cedo foi fan do eclético, dos oprimidos e marginalizados gênios do sistema artístico. Zappa admirava e incorporava a música avant-garde de Varèse, bem como dos negros de r&b, entre eles Guitar Slim e Johny Guitar Watson. Zappa dizia: “Tanto faz eu ir á uma opereta ou a um concerto de Strawinsky ou Varèse, ou a um show de blues ou maluquices como The Jewels ou Spike Jones. Se falassem: “Nossa, estes caras fazem a pior música do mundo, aí eu estava lá mesmo! ”
Antes de seguir a carreira solo com seu nome na cabeceira, Zappa passou por grupos como The Blackouts, The Soots, Captain Beefheart e The Soul of Giants, que acabou virando o famoso The Mothers of Invention. Seu primeiro disco lançado bem antes de Woodstock já mostra a inovação e loucura Zappiana, foi Freak Out (1966).
Aliás aqui estaria a fórmula básica da fusion jazz-rock-avant-garde, da qual muitas bandas lançariam a mão como o Soft Machine, o Gong, o Caravan, Miles Davis, Mahavishnu Orchestra, Larry Coryell e posteriormente, o kraut rock alemão. Além de outros inúmeros músicos os quais foram direta ou indiretamente influenciados pela sua genialidade.
A obra de Zappa em minha opinião de fan (possuí quase todos os LPS desde o primeiro) e músico possui uma homogeneidade, ao contrário do que afirmam alguns. Pode-se ouvir de longe quando a música é dele. Sua guitarra e vozeirão barítono característico, misturado com vocais bizarros e satíricos, são sua marca registrada. Aquele visual meio grude-punk-desleixado é a bandeira e capa da maior parte de seus discos.
Aliás, um guitarrista de mão cheia. Um grande compositor para Big Bands, como por exemplo, nos discos The Grand Wazoo ou Hot Rats. Zappa sempre convidou pás de músicos virtuoses e versáteis, não dispensando a comicidade e agressão verbal ao sistema.
Discos que tem tendência mais progressiva indico aqui em parte, logo abaixo, aos apreciadores do gênero que não conhecem bem a obra deste maluco:
Overnight Sensation 73 (com Jean Luc-Ponty no violino)
Sleep Dirt (com Tery Bozzio na batera) 79
One Size Fits All ( com Chester Thompson na batera) 75
Waka Jawaka 72
Over-Nite Sensation 73
Apostrophe 74
Sheik Yerbouti 79
Tinseltown Rebellion
Shut Up ‘N’Play Yer Guitar (este foi um álbum triplo em vinil, que saiu num box na época) Obra prima e lisérgica para guitarristas....81
Outros grandes discos, que já são mais fusion:
Absolutely Free 67
Uncle Meat 69
Hot Rats 69
Chunga’s Revenge 70
200 Motels 71
The Grand Wazoo 72
Ship arriving too late to save a Drowning Witch 82
The man from Utopia 83
Baby Snakes 83
London Symphony Orchestra vol. 83
The Perfect Stranger 84
Guitar 88
Make a jazz noise here 91
Playground Psychotics 92
The Yellow Shark 93
Civilization, Phaze III 94
Strictly Commercial 95 (excelente coletânea)
The Lost Episodes 96
Lather 96
Cheap Thrills 98
Bem, ouçam ainda os primeiros com o The Mothers of Invention que tem aquela psicodelia ácida inserida.
Zappa adquiriu um câncer de próstata que lhe foi fatal. No dia 4 de dezembro de 1993 faleceu, após inútil tentativa de tratamentos químicos.
Fica aqui um testamento - que longe de ser uma cronologia, é mais uma lembrança de uma das maiores odisséias que já existiu no rock! Viva Frank Zappa!
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