BLOG de Rock Progressivo do Projeto ALPHA III (Amyr Von Bathel Cantusio) ,música eletronica, experimental e erudita de vanguarda. -Electronic & Avantgarde Vintage Music, Progressive & Kraut Rock,Teosophy, Mystycal and Esoterism Reviews, Full Reviews and Dark Music (Black Metal, Thrash,Death,Dark Wave,Industrial,....etc...) on DUSK ZONE
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sexta-feira, 5 de junho de 2026
ITALIA & ROCK PROGRESSIVO ANOS 70
Como o assunto e a quantidade de bandas é enorme, e eu mesmo (ALPHA III) gravei CDS pela Mellow Records( Italy),aqui surrupiei alguns comentários com os quais concordo de maneira genérica .Logicamente A Itália revelou uma quantidade incrível de bandas progressivas no início dos anos 70 que não só impressionam, como , rivalizam com a famosa cena britânica, E a superam em muitos casos, tanto em talento quanto em quantidade.
Na década de 1970, o rock progressivo era muito popular na Itália, e não é nenhuma surpresa. Como um dos berços espirituais da música erudita ocidental, sem mencionar a ópera, a Itália é um lugar muito antigo na Arte, com uma cultura musical poderosa, os ouvintes italianos estavam muito receptivos à explosão de novas ideias musicais nos anos 70. Todos os tipos de música progressiva floresceram por lá, embora pareça que a maior parte do material produzido esteja influenciado pela música clássica,
é o que se esperaria de uma cultura tão acostumada a grandes Compositores!!. Mesmo assim, muita música estranha e sombria também surgiu dessa cena( cito aqui ANTONIUS REX, o qual farei uma matéria separada brevemente!!!),Alguns selos obrigatórios são Mellow Records, Vynil Magic e Black Widow
Se você quiser conferir o histórico definitivo do prog italiano, visite o site de Augusto Croce dedicado ao prog italiano .Grupos como Gentle Giant, Genesis e E,L&P além do Van Der Graaf Generator eram ao mesmo tempo compartilhadas e cultuadas no país, mais que em qualquer outro local.Por causa da grande cultura artítica da Italia,Além de seu histórico e perfil na Música em geral.
ALGUMAS BANDAS ITALIANAS COM SEUS CLÁSSICOS (Compartilho a Resenha deste amigo)
Felona_e_SoronaLe Orme – Felona e Sorona (1973)
Este trio de teclados, baixo e bateria apresenta os vocais arrebatadores, à la Jon Anderson, do baixista Aldo Tagliapietra. A música se situa no extremo neoclássico, mas o que distingue a identidade da banda é a devoção a canções genuinamente melódicas que realmente ficam na cabeça, mesmo que estejam inseridas em uma suíte mais longa e complexa. Os álbuns posteriores apresentam canções mais curtas e pop, muito agradáveis, enquanto os primeiros álbuns são frequentemente obras conceituais. A história de Felona e Sorona é sobre dois planetas com personalidades muito diferentes! Não há conceito mais sofisticado do que esse. Geralmente considerado o álbum clássico da banda, é de fato um disco impressionante, com texturas espaciais de órgão e sintetizador, ritmos complexos, mas também algumas canções realmente belas. Música muito bem executada e interessante.
METAMORFOSI- Inferno (1973)
Um ótimo álbum de 1973 com influência do EL, &P P. Duas faixas longas baseadas no Inferno de Dante. Excelente trabalho com sintetizador Moog – pouquíssimas guitarras. Vocais em italiano,. O vocalista Jimmy Spitaleri tem um vocal impressionante operístico ( baixo) e faz as composições/toca os teclados sinfonicos.
Goblin ( Claudio Simonetti)
Com um som único, o Goblin é difícil de categorizar — , mas geralmente mantém uma sólida e sinistra atmosfera de prog instrumental, reforçada por um virtuosismo impressionante.Há experimentalismos avantgarde, efeitos sonoros em quantidade, muita criatividade, e São mais famosos pela trilha sonora de Suspiria, e vários filmes de Terror do cieneasta italiano Dario Argento( Mater Tenebrarum e Mater Lacrimarum) Simonetti é o tecladista, líder principal e compositor.nasceu em São Paulo (Brasil) mas cidadão italiano como muitos aqui (eu mesmo)
Ele repartiu os trampos com o tecladista Keith Emerson que ficou tempos na Itália fazendo trilhas pra dario Argento também.Depois formou o grupo mais pesado e dark, o Daemonia. o qual tal qual Antonius Rex farei resenhas e materias separadas na parte deste BLOG "The Dusk Zone"
NEW TROLLS ( UT & LIve)
Eles são outra banda que fez a transição da era beat (originalmente chamados de Trolls - eles abriram os shows da última turnê dos Beatles). O Concerto Grosso dos New Trolls, de 1971, é um dos álbuns de prog rock mais vendidos da história do rock italiano, ainda disponível até hoje. Eles conseguiram misturar temas sinfônicos com guitarras elétricas distorcidas de uma forma que nenhum de seus contemporâneos conseguiu. A banda se dividiu após o lançamento do magistral álbum Ut, com o tecladista Vittorio De Scalzi levando a parte sinfônica para o NT Atomic System,
Museu Rosenbach – Zaratustra (1973)
Nada demonstra melhor a dimensão e a qualidade da cena italiana do que o fato de este álbum ser uma obra única de um grupo pouco conhecido. Apesar disso, muitos o consideram o melhor álbum de art-rock italiano de todos os tempos e um clássico internacional, e é fácil entender o porquê. Este álbum cru, agressivo e extremamente grandioso combina temas instrumentais de proporções celestiais com uma energia sombria e frenética, tão peculiar quanto o próprio Nietzsche. O principal atrativo reside na suíte que dá título ao álbum (que podemos presumir ser baseada na filosofia do autor), com 20 minutos de duração, que apresenta um dos refrões mais grudentos do prog rock, uma melodia absolutamente gigantesca tocada no volume máximo pelo mellotron. O vocalista do grupo é muito mais típico dos cantores italianos em geral do que o do Le Orme, com uma voz potente e rouca, mas estranhamente operística ao mesmo tempo. A maioria dos cantores de prog rock italiano soa assim — é como se o país inteiro fosse composto por essas pessoas talentosas! O resto do álbum é bom, mas você precisa ouvi-lo só por causa daquele tema principal incrível!
Naquela época, a Itália era um lugar bastante radicalizado politicamente, com forte presença da esquerda, e um dos resultados musicais é agressivo da mesma forma (embora não no mesmo estilo) que o pesado (e gloriosamente pesado) Van der Graaf Generator, com as músicas transmitindo suas mensagens políticas martelando direto no seu crânio. Há também ótimas influências do Oriente Médio e da música eletrônica experimental presentes. Mas não era só isso — é uma viagem intensa! Bandas como BANCO, STORM SIX, LOCANDA DELLE FATE,etc...são magníficas.Museo Rosenbach é uma cacetada no vocal, na batera, nos mellotrons , hammond organ e guitarras.Uma obra prima!
Il Rovescio della Medaglia – Contaminação (1973)
Este não é um dos álbuns mais conhecidos, mas é umrada dos melhores. De todos os grupos, este e talvez o Latte e Miele foram provavelmente os que mais empregaram motivos clássicos — este álbum pega em trechos do "Cravo Bem Temperado" de Bach e os transforma em um rock progressivo extremo.Tudo é feito de forma belíssima, com alguns sons de teclado espaciais e melodias barrocas, Os vocais em várias partes também são muito bonitos . em termos sonoros É tudo bem misturado. E bem feito !
Banco del Mutuo Soccorso – Come in un'ultima cena (1976)
O terceiro dos três grandes do prog italiano, Banco (cujo nome completo se traduz como "Banco de Assistência Mútua" ou algo parecido!), era liderado pelos vocais operísticos e pungentes de Francesco Di Giacomo, definitivamente dono de uma das vozes mais cativantes do rock. Assim como o PFM, o Banco del Mutuo Soccorso obteve algum sucesso fora da Itália. A banda se inspirou fortemente na música clássica e na ópera. Seu álbum mais famoso é Darwin,. É um conjunto muito digno de prog-rock elegante e dramático que mistura as influências mencionadas com alguns estilos renascentistas, um pouco de jazz e, claro, ótimos teclados de prog-rock e, de modo geral, um virtuosismo musical excepcional. Eu não diria que há nada particularmente distintivo no grupo que em alguns álbuns cria contra-pontos intrigantes como o Gentle Giant.E tem os vocais operísticos de Di Giacomo, música é muito, muito boa!!Conferindo o banco Di Terra com arranjos mais pomposos e sinfônicos.
IL Balletto di Bronzo – ano (1972)
Vocalista poderoso!! um trabalho napolitano de sucesso estrondoso. Este é um álbum lendário por sua inventividade alucinante e ferocidade (um álbum conceitual sobre o único homem restante na Terra). Após uma introdução vocal espectral de vanguarda e alguns riffs de órgão fortes, descobrimos por que este disco é tão famoso. Embora muitos dos temas utilizados sejam clássicos, a intensidade quando a banda entra em cena é simplesmente insana, amplificada por sintetizadores totalmente psicodélicos e solos de guitarra. Sem dúvida, o volume estrondoso era parte da razão de ser desta banda ! O tema principal da melodia vocal das duas primeiras faixas é como uma serpente sonora da Dimensão Desconhecida, assustadora, mas memorável. O álbum contém alguns interlúdios um pouco mais tranquilos, mas são curtos e geralmente servem apenas como transição para atingir os ouvintes novamente !! Talvez beirando um hard rock,ou proto-metal.
PS: Conteúdos pesquisados de outros Sites aparecem aqui nesta matéria, misturados à minha própria transcrição e opinião releiturada.
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