Total de visualizações de página

sexta-feira, 19 de junho de 2026

LED ZEPPELIN ( O Furacão na Turbulência em 1968)

TURBULÊNCIA EM 1968 No turbulento final da década de 60, em meio a estrondosos sucessos de bandas como The Beatles, Rolling Stones, The Who e Frank Zappa, surge um vulcão em erupção: O Led Zeppelin. Não me estenderei aqui na biografia pessoal do grupo, pois isto será abundantemente apreciado no decorrer da leitura deste livro, de várias fontes pesquisadas,( Livro Rock, Filosofia & Ocultismo de Amyr Cantusio JR-especial Led Zeppelin) Vou focar ao som e metafísica da banda, a qual como músico e ouvinte nos anos 70, me deliciei e viajei para horizontes incríveis e misteriosos ao som deste grupo. Quando ouvi Dazed and Confused e Communication Breakdown do seu primeiro álbum de 1969 fiquei maluco!!Que clima, peso e densidade! Não havia nada soando igual na época, nem o The Who com o maravilhoso álbum Who’s Next não era denso e porrada daquela maneira. O Black Sabbath após passar mais de um ano e meio deste lançamento, faria seu primeiro disco (Black Sabbath- 1970) indo beber diretamente nas fontes do Zeppelin, como transparece em vários de seus álbuns posteriores. O Led Zeppelin como ninguém misturou a música folk celta européia com o blues, o jazz e o rock ‘n’ roll básico, com agressividade, misticismo, peso e qualidade únicas. Acrescentou a isto pitadas da música oriental hindu e arábica, criando uma identidade sonora sui generis. Sabe-se que Jimmy Page, além de mentor e antecessor de Hendrix nas peripécias da guitarra, era ainda um pesquisador nato da filosofia hindu, da magia celta wicca e dos instrumentos orientais. Diz a história que ele já tinha uma cítara indiana antes de George Harrison, mas nunca a usou nos álbuns do Zeppelin(pena!!)o que George fez bastante nos Beatles! A inserção posterior de todos estes elementos e instrumentos musicais se daria a genialidade deste guitarrista, associada às letras e vocais maravilhosos de Robert Plant, aos trabalhos orquestrais de John Paul Jones no órgão, piano e baixo e na bateria infernal de John Boham. O Led Zeppelin decolaria, apesar das críticas negativas (e idiotas para variar da Revista Rolling Stones) ao seu derradeiro posto de superstar merecido, com a música Whole Lotta Love do segundo álbum lançado em no fim ainda de 1969, fazendo a maior façanha histórica do rock: tirou os Beatles do primeiro lugar dos postos musicais dos USA e U.K. Daí começava o termo “metal” como está descrito nas partes deste livro, o rock pesado onde a moçada começava a balançar as cabeleiras e entrar em transe coletivo. Mas em minha opinião, o Led Zeppelin vai fazer o melhor disco da carreira em Led Zeppelin III (1970) uma obra prima que continha grandes hits e riffs pegajosos que soam na minha cabeça (e na de muitos) até hoje como “Immigrant Song” que abre o LP com avassaladora e épica pegada nórdica. O blues mais lindo que já ouvi que é “Since I’ve been loving you” com um solo de guitarra de Page emocionante e os teclados de Jones maravilhosos. Sem contar Plant que aqui está no auge de sua performance vocal!!! Aqui faço um parênteses... (Como eu vivi intensamente este período, posso constatar que o amadurecimento, a intelectualidade precoce, a busca pelo desconhecido, por novos valores, a ousadia, criatividade,arte e visual floresceram dando um período único na história da música do séc.XX.Diferente de hoje,estamos em 2011, alienação total, jovens imaturos, não buscam nada, não são revolucionários, não tem identidade..buscam o nada no vazio absoluto de uma sociedade imbecil e robotizada,sem qualquer valor ético ou metafísico.) Na seqüência o Led lança o místico álbum Led Zeppelin IV (este é o famoso disco do Eremita.. Um belíssimo desenho que ilustra internamente a capa dupla do álbum). Não há nenhuma referência ao nome da banda ou integrantes!Só simbologia rúnica celta e a estranha capa. Uma porrada sensacional. Black Dog e Rock’n’Roll são duas faixas que entram definitivamente para a história do rock. Daí para frente shows, lotações, overdoses e a mística que segue os seus integrantes até hoje. Page compra o castelo do mago Aleister Crowley (*) e juntamente com Plant se tornam discípulos da Thelema (magia Ocultista que rege Ordens Iniciáticas Místicas como Golden Dawn e Silver Star, além da O.T.O.). O grupo passa a ser alvo de acusações de orgias, bruxaria, magia negra, etc. e na realidade, eles não estavam nem aí para o babado. O som continua tenebroso e feroz, e ainda ,pra variar, Page chapadão, grava a “estilete” 20 LPS hoje disputados a tapa, entre o rótulo do selo e as faixas, a mística frase de Crowley: “Faze o que tu queres é a Lei” no álbum Led III. E para realmente acender a chama ,lançam o maravilhoso Houses of the Holy em 1973, com uma das mais belas capas desenhadas pela agencia Hipgnosis. Deste álbum surge o místico filme The Song Remains the Same (inspirado na faixa de abertura do LP) e a tenebrosa e flutuante “No Quarter” que foi gravado no dia do aniversário e em homenagem ao mago Aleister Crowley. D’yer Mak’er e The Ocean são ainda faixas lindíssimas, associadas a Dancing Days!!Um discaço!! Para comemorar a trajetória, a banda em 1975 cria o fabuloso e lindo selo próprio, a Swan Song (o anjo que ilustra a contra-capa deste livro) e lança o apoteótico álbum duplo Physical Graffitti, que tem como hino a oriental e pesada KASHMIR. Este período é conturbado na vida da banda, que começa a pegar mais para o lado comercial, e entre uma tragédia e outra (Page se acidenta machucando as mãos, Plant perde o filho Karac e também sofre um acidente automobilístico que o deixa na cadeira de rodas, e ainda sofre um cirurgia grave na garganta) e são constantemente acusados de bruxaria pela nova Inquisição idiota e pedante. Mas a banda já está no apogeu, consagrada e rica, e ainda tem gás pra botar pra fora mais dois álbuns que são PRESENCE de 1976 que trás o hino absoluto “Achilles Last Stand” de 10 minutos de pancadaria, e ainda a bela "Nobody's Fault But Mine". Este para mim é o último disco bom do grupo. A voz de Plant já não é a mesma, e o grupo faz a última aparição em LP antes da morte de John Boham (1980) no LP “In Through the Out Door” de 1979. Não curto este LP... mas ele tem a pop “All My Love”que rende ao grupo destaque nos primeiros postos musicais da época, tocando direto nas rádios. Mas a era Zeppelin, como a de todo rock geral cede à hipocrisia e todos os valores são quase que totalmente perdidos nesta virada dos anos 80 que trás a morte de John Lennon, o fim do sonho. Também aparece a famigerada onda Discoteca de John Travolta, a mediocridade, os cabelos voltam a ser curtos, a imbecilidade se alastra e o Power and Flower hippie some. O último suspiro do rock vem com o disco do Pink Floyd “The Wall” e seu filme polêmico, e a onda punk rock, que na realidade passa como um relâmpago fraco, deixando somente um fraco eco do rock sobre cinzas ao vento. O Led Zeppelin está morto e enterrado, nada sobrando além de seus três velhos sobreviventes, um legado cheio de discos, filmes, shows e lendas, uma música maravilhosa (que pelos deuses, toca ainda bem alto nos meus alto-falantes!!!). Como diz a capa do disco de George Harrison de 1970 (ALL THING MUST PASS) “Todas as coisas devem passar....”. E com isto vira-se a folha do livro de nossa vida que não volta mais, pois o tempo é a única coisa não reciclável que existe por aqui. A saudade e nostalgia da Era dos Deuses e Titãs do Rock, onde os Deuses caminhavam sobre a música do Planeta Terra. Na realidade, neste momento sacrílego em que escrevo estas últimas palavras sobre este estupendo quarteto, saudades dos tempos remotos como se tivessem passados séculos, e não décadas, de minha tão afortunada adolescência! Mas ainda vivo hoje, e com prazer, sou músico e toco releiturando e lembrando pérolas desta banda como No Quarter e Immigrant Song!! DISCOGRAFIA OFICIAL • Led Zeppelin (1969) • Led Zeppelin II (1969) • Led Zeppelin III (1970) • Led Zeppelin IV (1971) • Houses of the Holy (1973) • Physical Graffiti (1975) .-The Song Remains the Same ( LIve) 1976 • Presence (1976) • In Through the Out Door (1979) • Coda (1982)

Nenhum comentário:

Postar um comentário