BLOG de Rock Progressivo do Projeto ALPHA III (Amyr Von Bathel Cantusio) ,música eletronica, experimental e erudita de vanguarda. -Electronic & Avantgarde Vintage Music, Progressive & Kraut Rock,Teosophy, Mystycal and Esoterism Reviews, Full Reviews and Dark Music (Black Metal, Thrash,Death,Dark Wave,Industrial,....etc...) on DUSK ZONE
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sexta-feira, 5 de junho de 2026
ITALIA & ROCK PROGRESSIVO ANOS 70
Como o assunto e a quantidade de bandas é enorme, e eu mesmo (ALPHA III) gravei CDS pela Mellow Records( Italy),aqui surrupiei alguns comentários com os quais concordo de maneira genérica .Logicamente A Itália revelou uma quantidade incrível de bandas progressivas no início dos anos 70 que não só impressionam, como , rivalizam com a famosa cena britânica, E a superam em muitos casos, tanto em talento quanto em quantidade.
Na década de 1970, o rock progressivo era muito popular na Itália, e não é nenhuma surpresa. Como um dos berços espirituais da música erudita ocidental, sem mencionar a ópera, a Itália é um lugar muito antigo na Arte, com uma cultura musical poderosa, os ouvintes italianos estavam muito receptivos à explosão de novas ideias musicais nos anos 70. Todos os tipos de música progressiva floresceram por lá, embora pareça que a maior parte do material produzido esteja influenciado pela música clássica,
é o que se esperaria de uma cultura tão acostumada a grandes Compositores!!. Mesmo assim, muita música estranha e sombria também surgiu dessa cena( cito aqui ANTONIUS REX, o qual farei uma matéria separada brevemente!!!),Alguns selos obrigatórios são Mellow Records, Vynil Magic e Black Widow
Se você quiser conferir o histórico definitivo do prog italiano, visite o site de Augusto Croce dedicado ao prog italiano .Grupos como Gentle Giant, Genesis e E,L&P além do Van Der Graaf Generator eram ao mesmo tempo compartilhadas e cultuadas no país, mais que em qualquer outro local.Por causa da grande cultura artítica da Italia,Além de seu histórico e perfil na Música em geral.
ALGUMAS BANDAS ITALIANAS COM SEUS CLÁSSICOS (Compartilho a Resenha deste amigo)
Felona_e_SoronaLe Orme – Felona e Sorona (1973)
Este trio de teclados, baixo e bateria apresenta os vocais arrebatadores, à la Jon Anderson, do baixista Aldo Tagliapietra. A música se situa no extremo neoclássico, mas o que distingue a identidade da banda é a devoção a canções genuinamente melódicas que realmente ficam na cabeça, mesmo que estejam inseridas em uma suíte mais longa e complexa. Os álbuns posteriores apresentam canções mais curtas e pop, muito agradáveis, enquanto os primeiros álbuns são frequentemente obras conceituais. A história de Felona e Sorona é sobre dois planetas com personalidades muito diferentes! Não há conceito mais sofisticado do que esse. Geralmente considerado o álbum clássico da banda, é de fato um disco impressionante, com texturas espaciais de órgão e sintetizador, ritmos complexos, mas também algumas canções realmente belas. Música muito bem executada e interessante.
METAMORFOSI- Inferno (1973)
Um ótimo álbum de 1973 com influência do EL, &P P. Duas faixas longas baseadas no Inferno de Dante. Excelente trabalho com sintetizador Moog – pouquíssimas guitarras. Vocais em italiano,. O vocalista Jimmy Spitaleri tem um vocal impressionante operístico ( baixo) e faz as composições/toca os teclados sinfonicos.
Goblin ( Claudio Simonetti)
Com um som único, o Goblin é difícil de categorizar — , mas geralmente mantém uma sólida e sinistra atmosfera de prog instrumental, reforçada por um virtuosismo impressionante.Há experimentalismos avantgarde, efeitos sonoros em quantidade, muita criatividade, e São mais famosos pela trilha sonora de Suspiria, e vários filmes de Terror do cieneasta italiano Dario Argento( Mater Tenebrarum e Mater Lacrimarum) Simonetti é o tecladista, líder principal e compositor.nasceu em São Paulo (Brasil) mas cidadão italiano como muitos aqui (eu mesmo)
Ele repartiu os trampos com o tecladista Keith Emerson que ficou tempos na Itália fazendo trilhas pra dario Argento também.Depois formou o grupo mais pesado e dark, o Daemonia. o qual tal qual Antonius Rex farei resenhas e materias separadas na parte deste BLOG "The Dusk Zone"
NEW TROLLS ( UT & LIve)
Eles são outra banda que fez a transição da era beat (originalmente chamados de Trolls - eles abriram os shows da última turnê dos Beatles). O Concerto Grosso dos New Trolls, de 1971, é um dos álbuns de prog rock mais vendidos da história do rock italiano, ainda disponível até hoje. Eles conseguiram misturar temas sinfônicos com guitarras elétricas distorcidas de uma forma que nenhum de seus contemporâneos conseguiu. A banda se dividiu após o lançamento do magistral álbum Ut, com o tecladista Vittorio De Scalzi levando a parte sinfônica para o NT Atomic System,
Museu Rosenbach – Zaratustra (1973)
Nada demonstra melhor a dimensão e a qualidade da cena italiana do que o fato de este álbum ser uma obra única de um grupo pouco conhecido. Apesar disso, muitos o consideram o melhor álbum de art-rock italiano de todos os tempos e um clássico internacional, e é fácil entender o porquê. Este álbum cru, agressivo e extremamente grandioso combina temas instrumentais de proporções celestiais com uma energia sombria e frenética, tão peculiar quanto o próprio Nietzsche. O principal atrativo reside na suíte que dá título ao álbum (que podemos presumir ser baseada na filosofia do autor), com 20 minutos de duração, que apresenta um dos refrões mais grudentos do prog rock, uma melodia absolutamente gigantesca tocada no volume máximo pelo mellotron. O vocalista do grupo é muito mais típico dos cantores italianos em geral do que o do Le Orme, com uma voz potente e rouca, mas estranhamente operística ao mesmo tempo. A maioria dos cantores de prog rock italiano soa assim — é como se o país inteiro fosse composto por essas pessoas talentosas! O resto do álbum é bom, mas você precisa ouvi-lo só por causa daquele tema principal incrível!
Naquela época, a Itália era um lugar bastante radicalizado politicamente, com forte presença da esquerda, e um dos resultados musicais é agressivo da mesma forma (embora não no mesmo estilo) que o pesado (e gloriosamente pesado) Van der Graaf Generator, com as músicas transmitindo suas mensagens políticas martelando direto no seu crânio. Há também ótimas influências do Oriente Médio e da música eletrônica experimental presentes. Mas não era só isso — é uma viagem intensa! Bandas como BANCO, STORM SIX, LOCANDA DELLE FATE,etc...são magníficas.Museo Rosenbach é uma cacetada no vocal, na batera, nos mellotrons , hammond organ e guitarras.Uma obra prima!
Il Rovescio della Medaglia – Contaminação (1973)
Este não é um dos álbuns mais conhecidos, mas é umrada dos melhores. De todos os grupos, este e talvez o Latte e Miele foram provavelmente os que mais empregaram motivos clássicos — este álbum pega em trechos do "Cravo Bem Temperado" de Bach e os transforma em um rock progressivo extremo.Tudo é feito de forma belíssima, com alguns sons de teclado espaciais e melodias barrocas, Os vocais em várias partes também são muito bonitos . em termos sonoros É tudo bem misturado. E bem feito !
Banco del Mutuo Soccorso – Come in un'ultima cena (1976)
O terceiro dos três grandes do prog italiano, Banco (cujo nome completo se traduz como "Banco de Assistência Mútua" ou algo parecido!), era liderado pelos vocais operísticos e pungentes de Francesco Di Giacomo, definitivamente dono de uma das vozes mais cativantes do rock. Assim como o PFM, o Banco del Mutuo Soccorso obteve algum sucesso fora da Itália. A banda se inspirou fortemente na música clássica e na ópera. Seu álbum mais famoso é Darwin,. É um conjunto muito digno de prog-rock elegante e dramático que mistura as influências mencionadas com alguns estilos renascentistas, um pouco de jazz e, claro, ótimos teclados de prog-rock e, de modo geral, um virtuosismo musical excepcional. Eu não diria que há nada particularmente distintivo no grupo que em alguns álbuns cria contra-pontos intrigantes como o Gentle Giant.E tem os vocais operísticos de Di Giacomo, música é muito, muito boa!!Conferindo o banco Di Terra com arranjos mais pomposos e sinfônicos.
IL Balletto di Bronzo – ano (1972)
Vocalista poderoso!! um trabalho napolitano de sucesso estrondoso. Este é um álbum lendário por sua inventividade alucinante e ferocidade (um álbum conceitual sobre o único homem restante na Terra). Após uma introdução vocal espectral de vanguarda e alguns riffs de órgão fortes, descobrimos por que este disco é tão famoso. Embora muitos dos temas utilizados sejam clássicos, a intensidade quando a banda entra em cena é simplesmente insana, amplificada por sintetizadores totalmente psicodélicos e solos de guitarra. Sem dúvida, o volume estrondoso era parte da razão de ser desta banda ! O tema principal da melodia vocal das duas primeiras faixas é como uma serpente sonora da Dimensão Desconhecida, assustadora, mas memorável. O álbum contém alguns interlúdios um pouco mais tranquilos, mas são curtos e geralmente servem apenas como transição para atingir os ouvintes novamente !! Talvez beirando um hard rock,ou proto-metal.
PS: Conteúdos pesquisados de outros Sites aparecem aqui nesta matéria, misturados à minha própria transcrição e opinião releiturada.
MAGMA & CHRISTIAN VANDER (Zeuhl & Rock In Opposition na França)
MAGMA (França Avantgarde Music)
Para resumir a música Erudita, EXperimental e Vanguardista ao m´ximo, esta banda sensacional tem o conteúdo nescessário para tal elucidação.Ela contém praticamente um pouco de cada elemento da música de vanguarda, e mais, ainda associa tud ao Jazz e ao Rock,e na Ópera.Tudo isto nas mãos do fabuloso baterista, compositor Christian Vander.
Foi um grupo progressivo liderado pelo baterista/compositor/vocalista Christian VANDER que tem sido ativo no "período clássico" e no século XXI. A música do MAGMA é frequentemente categorizada como "Zeuhl" (que significa "celestial" ou "celestial" em Kobaïan, a própria língua do MAGMA).
A banda não se encaixa claramente em nenhum outro subgênero progressivo, embora o avant-prog se qualifique, e tem uma veia significativa de fusão jazz-rock percorrendo a discografia.
Além disso, o Magma tocou nos festivais RIO (Rock in Opposition), o que lhe dá certas credenciais RIO. Riffs giratórios em assinaturas de tempo estranhas, arranjos de coro teatrais, baixo pesado e distorcido pulsante, bombástico e minimalista (às vezes ambos ao mesmo tempo), sombrio e taciturno, aventureiro e angelical, jazzístico ou clássico, mas sempre com a bateria altamente inovadora e original do fundador e compositor principal Christian VANDER, essas são apenas algumas das maneiras de descrever a música do Magma.
Embora a música do MAGMA seja adotada pelo movimento do rock progressivo, mesmo para padrões progressivos pode ser muito difícil de entender por causa de seu "som de outro mundo" e suas composições estendidas de muitas vezes mais de trinta minutos.MUitas vêzes atende mais ao público que aprecia música erudita de vanguarda.
A banda supostamente não teve quase nenhuma conexão com outras bandas do gênero Prog, embora na França tenha se mostrado uma grande inspiração para outras bandas de Fusion e Zeuhl.
Muitas vezes pensa-se que a música clássica moderna de Carl ORFF (por exemplo, Carmina Burana) deve ter sido uma grande influência no MAGMA.
O próprio VANDER afirmou em várias ocasiões que sua principal influência foi o saxofonista de jazz John Coltrane.
(*)Mas acredito que a maior influência foi Stravinsky,e basta ouvir as "Bodas" deste compositor para perceber que a intricada gama de vozes e percussão do Magma é básicamente derivada dele em especial(Nota do Autor)
A lenda diz que o MAGMA foi formado depois que Christian experimentou um sonho envolvendo a visão de um futuro espiritual e ecológico para a humanidade.
Essa visão influenciaria as três diferentes sagas de várias partes ( LPS) , a saber:
- A saga Kobaïan (estreia e 1001 Centigrates), a triologia Köhntarkösz (Kohntarkosz Anteria ou KA, Köhntarkösz e Ëmëhntëhtt-Ré) e a triologia Theusz Hamtaahk (Theusz Hamtaahk, Mekanïk Destruktïw Kommandöh ou MDK e Wurd.)
-Foi em 1970 que o composto explosivo de um baixo cavernoso e uma batida martelante irrompeu de nossos toca-discos, enquanto uma voz sobrenatural cantava em uma língua misteriosa, o som inchando com riffs de guitarra incandescentes e a força total de uma seção de metais. Assim começou um primeiro álbum duplo, simplesmente intitulado Magma .Sua estranheza e força criativa significavam que o Magma nunca agradaria a todos, mas a estreia marcante do grupo parisiense imediatamente garantiu a eles um lugar na história da música. Vindos de origens musicais tão diversas quanto jazz, clássico, blues, rock e pop, os oito músicos fundadores tinham todo o talento necessário para dar vida a essa música única e visionária. Desde então, a banda passou por um fluxo quase constante de mudanças de pessoal, mas a lista de ex-alunos parece um quem é quem dos músicos franceses de alto calibre. Era tão comum que os músicos posteriormente lançassem suas carreiras como acompanhantes ou solistas que as pessoas às vezes se referem à escola de música Magma.
Em 1973, Magma ganhou reconhecimento internacional com Mekanïk Destruktï Kommandöh . Produzido pelo excêntrico empresário Giorgio Gomelsky, esta suíte estendida de poder devastador lançou mais uma bomba musical. Os metais foram atenuados para dar ao coro, movido por um ritmo implacável, o lugar de destaque; este foi o primeiro álbum a apresentar a voz de Stella Vander.
Entre 1974 e 1979, o grupo vivenciou seu período mais intenso de trabalho, tanto no estúdio quanto no palco: urdah Ïtah , um quarteto que forneceu a trilha sonora do filme Tristan et Iseult ; Köhntarkösz , um álbum dominado por sua sombria e majestosa peça-título. Üdü üdü foi o ápice da simbiose perfeita entre Christian Vander e Jannik Top, incluindo o lendário De Futura . Attahk, com design de capa do pintor surrealista suíço HR Giger, encerrou esse ciclo, junto com a magnífica gravação ao vivo do concerto de 1975, Magma Live. Depois de tirar um tempo para se concentrar em vários projetos relacionados (Christian Vander Trio, Offering, Les Voix de Magma) e para construir o arquivo “ao vivo” ( Konzert Zünd , um box set definitivo de 12 CDs lançado no Natal de 2015), Magma retornou em 1985 com Merci.O som do Magma tem momentos densos, obscuros, dramáticos, sinistros e tenebrosos .Muita complexidade nos contra-pontos(up tempo)vocais e rítmicos.
As vêzes vai para algumas JAM Sessions, mas geralmente calcadas num "leitmotiv" preparado para que os músicos mantenham uma trama musical recorrente.
Desde 1996, o MAGMA retorna aos palcos com um grupo de jovens músicos talentosos, tocando obras míticas do repertório dos anos 70, além de material novo, para um público composto principalmente por jovens.Atualmente são raras as apresentações e muito focadas, com um público ímpar e fervoroso.
DISCOGRAFIAAnos 70) A Discografia é extensa!!!
PS: NOTA- Muitos nomes estão na linguagem 'zeuhl" Kobaïan-desenvolvida e criada(e também cantada nos discos) pela genialidade de Christian Vander.
Por isto não estranhem.
1970: Magma (reissued as Kobaïa)
1971: 1001° Centigrades (or Magma 2)
1973: Mëkanïk Dëstruktï Kömmandöh
1989: Mekanïk Kommandöh (archival, original version of Mëkanïk Dëstruktï Kömmandöh)
1974: Urdah Ïtah (originally Tristan & Iseult by Christian Vander) PS: Tristão & Isolda (peça de Richard Wagner referencial)
1974: Köhntarkösz
1976: Üdü üdü
1978: Attahk
LISTA DE MÚSICOS QUE PARTICIPARAM DOS PROJETOS
( não é total,mas referêncial principal)
-Violinist: Didier Lockwood
-Guitarists: Claude Engel, Claude Olmos, Gabriel Federow, Marc Fosset, James Mac Gaw, Jean-Luc Chevalier (currently guitarist with Tri Yann ), Jim Grandcamp, Rudy Blas, Brian Godding.
-Bassists: Jannick Top, Bernard Paganotti, Guy Delacroix, Francis Moze, Laurent Thibault, Michel Hervé, Dominique Bertram, Marc Éliard (currently bassist with Indochine), Philippe Bussonnet, Jimmy Top
-Keyboardists: Benoît Widemann, Michel Graillier, Gérard Bikialo, Jean Luc Manderlier, François "Faton" Cahen (former leader of the group Zao), Guy Khalifa, Sofia Domancich, Patrick Gauthier, Simon Goubert, Pierre-Michel Sivadier, Jean Pol Asseline, Jean Pierre Fouquey, Frédéric D'Oelsnitz, Benoît Alziari (plus vibraphone and theremin), Emmanuel Borghi, Bruno Ruder, Thierry Eliez
-Saxophonists: Teddy Lasry, Richard Raux, Alain Guillard, René Garber and Jeff "Yochk’o" Seffer
-Trumpeters: Louis Toesca and Yvon Guillard
-Male vocalists: Klaus Blasquiz, Christian Vander, Guy Khalifa, Antoine Paganotti and Hervé Aknin
-Female vocalists: Stella Vander, Isabelle Feuillebois, Maria Popkiewicz, Liza de Luxe, Himiko Paganotti, Sandrine Fougère, Sandrine Destefanis, Sylvie Fisichella, Laura Guarrato
-Drummers and percussionists: Christian Vander, Michel Garrec, Doudou Weiss, Simon Goubert, Clément Bailly, Claude Salmiéri, François Laizeau.
1968: Os 12 Meses que mudaram a História do Rock
The year is 1968. Incredibly, a momentous milestone in the history of Rock. Just as the Beatles ended their career with the marvelous album Abbey Road, new bands emerged that would become the biggest names in the genre of all time.
Aside from that, the Beatles were responsible for almost every aspect of Rock. Lennon and Harrison were always frantically searching for the existential meaning of life. They went to India and stayed there for a long time as disciples of Master Prabhupada, a swami (master) who would later found the Hare Krishna Order in the West. Harrison became a profound devotee of this order (Bhakti Yoga) and helped the swami found several temples, both in India and in the West, including the great Radha Krishna temple in India.
Starting with the LP Revolver, Harrison included sitars, tablas, and Hindu music, which from then on would play an important role in the development of the band itself, as well as directly influencing all future bands in psychedelia. Lennon, rebellious and sarcastic, a tireless pacifist, sought a deeper contact with the occult, knocking on the doors of the great magician Aleister Crowley. He even appears on the cover of the Sgt. Pepper's album, another great musical milestone for the band. Paul McCartney was always intellectual, more materialistic and focused on the group's arrangements. And Ringo was the catalyst. See the band's experiments in the classic film, "Let It Be," where everyone was practically under the influence of LSD. Each in their own way, but forming a whole that would be the marvel of Liverpool music.
Going back to the newly formed bands in 1968, we have vocalist and guitarist John Fogerty, leader of Creedence Clearwater Revival, a band that basically made seven unforgettable albums, based on Blues, Country and basic Rock 'N' Roll. Also that year, the first devastating album by King Crimson, In A Court Of Crimson King, led by the eccentric guitarist, Robert Fripp, was released. It was a sonic devastation that few understood at the time.!!
O ano é 1968. Por incrível que pareça, um marco grandioso na história do Rock. Justamente quando os Beatles encerram a carreira com o maravilhoso álbum Abbey Road, surgem novas bandas que viriam a ser os maiores nomes do estilo em todos os tempos.
Capítulo à parte, os Beatles foram responsáveis por quase todas as vertentes do Rock. Lennon e Harrison sempre estiveram loucamente atrás do sentido existencial da vida. Foram a Índia e lá ficaram por um bom tempo discípulos do mestre Prabhupada, um swami (mestre) que viria a fundar a Ordem dos Hare Krishna no ocidente. Harrison se tornou um profundo devoto desta ordem (Bhakti Yoga) e ajudou o swami a fundar vários templos, tanto na Índia quanto no ocidente, entre eles o grande templo Radha Krshna, na Índia.
Harrison incluiu, a partir do LP Revolver, as cítaras, tablas e músicas hindus, que daí por diante teriam papel importante no desenvolvimento da própria banda, além de influenciar diretamente todas as bandas futuras no psicodelismo. Lennon, rebelde e sarcástico, incansável pacifista, procurou um contato mais profundo com o ocultismo, indo bater nas portas do grande mago Aleister Crowley. Este ainda aparece na capa do álbum Sgt. Peppers, mais um grande marco musical da banda. Paul Mcartney sempre foi intelectual, mais materialista e voltado para os arranjos do grupo. E Ringo foi o catalisador. Vide as experimentações da banda no filme clássico, “Let It Be”, onde todos estavam praticamente sob o poder do LSD. Cada uma na sua, mas formando um todo que seria a maravilha da música de Liverpool.
Voltando as bandas recém formadas em 1968, temos o vocalista e guitarrista John Fogerty, líder do Creedence Clearwater Revival, banda que fez basicamente sete álbuns inesquecíveis, calcados no Blues, Country e no Rock 'N' Roll básico. Ainda esse ano sai o primeiro álbum estraçalhante do King Crimson, In A Court Of Crimson King, liderado pelo excêntrico guitarrista, Robert Fripp. Foi uma devastação sonora que poucos compreenderam na época.
Também debutaram neste ano, o Genesis, com o álbum From Genesis To Revelation, lançando o alicerce do que viria a ser uma das maiores bandas de Progressivo e uma das mais imitadas nos anos 70; o Jethro Tull, com o álbum This Was, tendo a frente o flautista, vocalista, letrista, compositor e violonista, Ian Anderson. Uma banda prolífera, com uma sonoridade única que gerou uma vasta quantidade de álbuns.
Temos o Led Zeppelin, do mestre dos vocais, Robert Plant, e do feiticeiro das guitarras, Jimmy Page, lançando o seu primeiro e devastador LP. Sendo ainda que em meios de 1967, já haviam sido lançados álbuns do Yes, Procol Harum, Pink Floyd e The Nice (banda de Keith Emerson, na minha opinião, o maior tecladista da estrada do Rock). Surgia ainda a maravilhosa e eclética banda inglesa Van Der Graaf Generator, liderada pelo maluco Peter Hamill, guitarrista, compositor e tecladista, além de ter os vocais altamente sofisticados. Seu primeiro álbum, Aerosol Grey Machine, é obrigatório.
Todas essas bandas mudariam o comportamento social mundial, dando origem ao movimento reacionário dos "hippies", os grandes festivais como o Woodstock e a maior e melhor fase da história do Rock. Não pretendo dar nesta coluna uma ordem cronológica dos acontecimentos, mas sim, alertar aos leitores da enorme quantidade, qualidade e importância que foram os anos 60 e 70 para a arte geral do século XX.
Neste período, compreendido entre 67 e 70, brotavam bandas fantásticas, cada uma com sua performance e estilo. Cito ainda a alemã Popol Vuh, os Rolling Stones, Tangerine Dream, Ash Ra Tempel, Traffic, The Monkeys, The Birds, Shocking Blue, Frank Zappa, entre outros que, no decorrer da Universom, falaremos um pouco sobre.
O que acontecia neste período era uma competição sadia entre os cabeças das bandas, para ver quem fazia o melhor e mais sofisticado som. Cada dia surgia um novo som que explodia nas rádios, TVs e revistas especializadas. Além do Keith Emerson ter testado o primeiro sintetizador moog para seu criador, Robert Moog, aparecia outra banda que faria do mellotron (teclado que imitava e reproduzia perfeitamente os sons de violinos, cellos, flautas e vozes humanas) seu instrumento principal, o Moody Blues. O legal nisso tudo, eram fatos que aconteciam todos os dias criando uma atmosfera mágica, linda e onírica.
Me lembro quando o Guess Who (banda canadense) lançou em 70 o hit "American Woman". Todo mundo pensou que se tratava de um novo álbum do Led Zeppelin. Outros argumentavam que era o Creedence, devido a grande semelhança dos timbres vocais dos três. Também o The Who, que já estava arrebentando nas paradas, lança o polêmico álbum Who's Next, onde os membros da banda apareciam urinando numas ruínas. Por sinal, este é o melhor e mais sofisticado trabalho deles. Tinha ainda o Sweet, com vocais e pegadas muito semelhantes ao Led Zeppelin. O Atomic Rooster fazia misérias com o tecladista piloto de órgão hammond, Vincent Crane, uma lenda. Desta banda sairia o baterista Carl Palmer, futuro batera do Emerson, Lake e Palmer.
Bem, vocês me perguntariam: e no Brasil, o que rolava? Caras, aqui rolava muita coisa boa: O Terço, Mutantes, Som Imaginário, Barca Do Sol, Som Nosso De Cada Dia, Terreno Baldio, Tellah, etc...
Aqui vou enfocar o básico, um marco no Brasil. Se trata do Mutantes, lançando em 1968 seu primeiro álbum de mesmo nome. Caras, foi uma overdose! Os músicos eram altamente inovadores, com uma sonoridade única! Revolucionaram a música brasileira e fundaram junto com Gil, Caetano e outros, a Tropicália, um grandioso momento na nossa arte. Pasmem, Rita Lee era vocalista e flautista da banda. Arnaldo Baptista, um tecladista experimentador com uma voz feroz. Sérgio Baptista, seu brother, um guitarrista afiado com uma voz melodiosa. Para completar, tinha um grande baterista, Rui Motta. Seus álbuns seguintes foram obras primas, e em muitas vezes (pasmem novamente), superando os próprios Beatles em criatividade. Pode ser uma heresia, mas sei bem o que digo ouvindo seus trabalhos que hoje estão disponíveis masterizados em CD, no mercado independente. O triste disso tudo é ver a cara de "bosta" do povão assistindo e reprovando a banda num clássico especial ao vivo filmado na Rede Cultura. Os caras detonando no palco e a platéia morta de medo e repressão assistindo tudo aquilo meio "passados".
Como vocês acham que estava o Brasil nesta época? Como todo mundo estava? Reprimidos, sufocados por guerras, problemas graves econômicos e muita estupidez. Tudo isso explodiu na música. Tivemos a Jovem Guarda com Roberto Carlos liderando a audiência. Foi excelente, pois inúmeras bandas se apresentavam neste programa, incluindo o famoso The Jet Blacks. Depois, Roberto broxou... Mas deu seu recado e marcou o movimento do Rock no Brasil. Aqui, nesta época, era difícil andar pelas ruas com cabelo comprido e roupas coloridas, pois a polícia parava, dava batida geral e muitas vezes agrediam as pessoas sem motivos. Nas escolas éramos as ovelhas negras. Em casa, os nossos pais não nos aceitavam.
Eu, como músico, sei bem o que foi viver nessa época cheia de contradições. Mas, no todo, era muito melhor que hoje, pois havia mistério, menos poluição no ar, muita magia musical e a literatura era uma obrigação entre os freqüentadores de bares e porões Rockers underground. A literatura nunca esteve tão em alta quanto neste período. Carlos Castañeda, Edgar Allan Poe, Dante, Fernando Pessoa, Lobsang Rampa, Chiang Sing, Prabhupada, Osho e toda a sorte de literatura dramática, ocultista e com filosofia oriental, eram as bases do Rock 60 e 70.
Tudo isso era mal compreendido no Brasil, como no festival da Canção (FIC), onde Walter Franco quebrou um violão e jogou na platéia que o vaiava porque não entenderam sua música intitulada "Cabeça". Walter fez um disco clássico do Rock brasileiro chamado Vela Aberta. Os Mutantes apareciam muitas vezes como banda de apoio de Gilberto Gil. Ainda, Geraldo Vandré, seqüestrado pelo militarismo, desapareceu durante anos por causa de sua linda música "Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores". Era muito difícil conciliar dois mundos em conflitos... o nosso, dos jovens, e o dos nossos pais, com conceitos quebrados, arcaicos, reprimidos. Mas isso será assunto para nossa próxima edição. Até lá, escutem um hino a liberdade, a música "Sweet Freedom", do Uriah Heep. Nos encontramos por ai...
PAINT &BLUE (Rolling Stones Blues Tribute)
o "Blues" por trás de Paint It Blue: Songs of the Rolling Stones
Apesar do CD dizer que não se trata de um "tributo" é um tributo de formato "Blues" feito por vários cantores e músicos atuais de "Blues" mostrando a influência da banda no estilo.Se bem que Rolling Stones é rock,tem influências de folk & country europeu, música indiana (era Brian Jones) e outras mistas.
Os Stones nunca esconderam sua influência do blues, então faz sentido que suas músicas soassem bem interpretadas por artistas de blues e R&B. Essa é a proposta de Paint It Blue: artistas contemporâneos de blues e R&B cantam algumas das canções mais blues da banda. Embora alguns possam argumentar que a ideia é um pouco piegas demais, as performances de Luther Allison ("You Can't Always Get What You Want"), Junior Wells ("(I Can't Get No) Satisfaction"), Taj Mahal ("Honky Tonk Women"), Clarence "Gatemouth" Brown ("Ventilator Blues"), os Holmes Bros. ("Beast of Burden") e Bobby Womack ("It's All Over Now"), entre muitos outros, Eu particularmente adoro Blues , é um disco para amantes do gênero, e do Rock primordial também.As releituras das músicas de Keith Richards & Mike Jagger são ótimas, soam bem gravadas, muito feeling, com arranjos(algumas) bem próximos ao rock anos 60-70- .Neste Video , SATISFACTION aparece muito próxima ao som do CREEDENCE CLEWATER REVIVAL !!!
Nota 10.
CD ANO LANÇAMENTO- 1997
quinta-feira, 4 de junho de 2026
ROCK: ONTEM & HOJE
Nas edições prévias desta coluna nós falamos muito sobre as bandas e cultura em geral do cenário roqueiro durante as décadas de 60 e 70. Porém, pouco falamos do fã de Rock durante estas décadas. Como eram os fãs; o que faziam; como conseguiam material; enfim, creio que os leitores mais jovens têm muitas dúvidas sobre como as coisas funcionavam há 30 ou 40 anos atrás. Desta forma, para melhor compreender como eram as décadas de 60 e 70 para um fã de Rock, resolvi pegar as dúvidas mais freqüentes e transforma-las numa espécie de f.a.q. (frequently asked questions – questões freqüentemente perguntadas) e tentar traçar um panorama geral de como eram as décadas passadas para quem curtia Rock ‘N’ Roll. Confira.
Quais foram as principais bandas que tocaram no Brasil durante as décadas de 60 e 70?
Vieram muitas bandas famosas, mas a grana era curta, havia muita repressão e nós, rebeldes adolescentes, apesar da dita liberdade, éramos constantemente vigiados pelos pais. Eu assisti a quatro grandes shows que foram um marco para todos aqui no Brasil como o Passport (Alemanha), Jean-Luc Ponty (França), Rick Wakeman com seu magnífico “Viagem ao Centro da Terra”, em São Paulo, e o melhor de todos, o Genesis (sem o Peter Gabriel), que também rolou em São Paulo, com uma lotação de 60 mil pessoas.
Como reagiam os fãs de Rock frente aos novos lançamentos de vanguarda como os primeiros discos do Black Sabbath ou Motörhead, por exemplo?
As coisas iam acontecendo e o pessoal já ia assimilando. Uns gostavam e outros demoravam um pouco mais para assimilar o novo som. Mas em geral todo mundo curtia. Menos a maior parte dos pais, que achavam que o Rock era um barulho insuportável. No caso do Black Sabbath, houve um impacto forte na mídia. Interferiu diretamente no comportamento dos jovens, tanto no aspecto social, quanto religioso. O som era místico e despertou muita curiosidade entre os roqueiros.
Haviam lojas especializadas que vendiam LPs, camisetas e demais materiais de merchandising?
Sim, mas eram em pontos específicos. Em Campinas/SP, tínhamos as Livrarias Brasil e Teixeira, além da famosa Raposa Vermelha (com novidades vindas da Europa e EUA). Em São Paulo, a Galeria do Rock era o centro geral. O material era farto, mas muito caro.
Haviam locais específicos para ponto de encontros de roqueiros durante estas décadas?
Em Campinas os roqueiros se reuniam nos bares City Bar e Paulistinha. Mas havia muitas festas em chácaras da periferia com muito som e curtição. Nos centros urbanos, aos finais de semana, rolavam muitas festas da pesada em casas de família, abertas a todos. O que hoje seria impossível devido ao marginalismo.
Como a sociedade encarava os cabelos longos, as roupas extravagantes e, principalmente, o som?
Com muita reserva. Para vocês terem uma idéia, numa escola de segundo grau onde estudei, só tinha cinco caras com cabelos compridos (eu era um deles) e éramos isolados, mal vistos e recriminados por qualquer razão. Mas no nosso meio (gangues) a coisa rolava maravilhosamente. Mas havia muitos babacas jovens também. As brigas eram poucas e quando rolavam eram entre gangues barra pesada com facas, correntes e pedaços de paus. Raramente revólveres.
Quais seriam as diferenças básicas entre roqueiros do passado e os atuais?
Estamos em outra sociedade. Nos anos 70 o papo geral era o ocultismo, as viagens lisérgicas, os OVNIs, as plantas de poder, etc. As preocupações maiores eram a Bomba H e a ecologia, e também a vida pós-morte, bem como a filosofia oriental. Os movimentos eram calcados mais na metafísica e no hinduísmo ou a crença na reencarnação, trazida pelo recente movimento hippie e pelos Beatles com seus gurus. Tanto que se você olhar para as roupas coloridas dos anos 60 e 70 verão claramente que foram inspiradas pelos hindus. O lance místico era ter visões, viajar com as plantas e LSD para depois trocar informações, fazer um som nas montanhas, nadar nu e chapado nas cachoeiras, deitar e ficar olhando para as estrelas durante horas. Foram décadas maravilhosas onde tínhamos mais liberdade que hoje, apesar de parecer o contrário. Hoje há muitos muros, muitas cidades, fios, casas, menos montanhas e árvores. Há muita gente acumulada nos grandes centros, muitos bandidos e marginalidade. Ninguém sai mais de casa para ficar deitado numa montanha sem ter medo de ser assaltado. O materialismo está no seu ápice e a parte espiritual em baixa. O ser humano se acomodou em ter muita coisa, mas deixou de “ser” algo. As rádios e TVs tocavam muito mais sonzeira que hoje, pois naqueles tempos só haviam coisas boas. Hoje as rádios e TVs só apresentam enlatados fúteis e idiotas. Se o pessoal não reagir contra esse lixo todo, então amigos, não haverá mais tempo nem nada para dizer às gerações futuras.
In previous editions of this column, we talked a lot about the bands and culture in general of the rock scene during the 60s and 70s. However, we talked little about the rock fan during these decades. What were the fans like; what did they do; how did they get material; in short, I believe that younger readers have many questions about how things worked 30 or 40 years ago. Therefore, to better understand what the 60s and 70s were like for a rock fan, I decided to take the most frequent questions and turn them into a kind of FAQ (frequently asked questions) and try to draw a general overview of what the past decades were like for those who enjoyed Rock 'N' Roll. Check it out.
What were the main bands that played in Brazil during the 60s and 70s?
Many famous bands came, but money was tight, there was a lot of repression, and we, rebellious teenagers, despite the so-called freedom, were constantly watched by our parents. I attended four great shows that were landmarks for everyone here in Brazil: Passport (Germany), Jean-Luc Ponty (France), Rick Wakeman with his magnificent "Journey to the Center of the Earth" in São Paulo, and the best of all, Genesis (without Peter Gabriel), which also took place in São Paulo, with a sold-out crowd of 60,000 people.
How did rock fans react to new, avant-garde releases like the first albums by Black Sabbath or Motörhead, for example?
Things were happening, and people were already assimilating them. Some liked it, and others took a little longer to assimilate the new sound. But in general, everyone enjoyed it. Except for most parents, who thought rock was unbearable noise. In the case of Black Sabbath, there was a strong impact on the media. It directly interfered with the behavior of young people, both socially and religiously. The sound was mystical and aroused a lot of curiosity among rock fans.
Were there specialized stores that sold LPs, t-shirts, and other merchandise?
Yes, but they were in specific locations. In Campinas/SP, we had Livrarias Brasil and Teixeira, in addition to the famous Raposa Vermelha (with new items from Europe and the USA). In São Paulo, Galeria do Rock was the general center. The merchandise was plentiful, but very expensive.
Were there specific meeting points for rock fans during these decades?
In Campinas, rock fans gathered at the City Bar and Paulistinha bars.
GRATEFUL DEAD ( & As Caveiras No Rock)
O Grateful Dead foi uma banda icônica de San Francisco (USA) anos 60, mesclado um som inicial folk-country, depois enveredando pelas trilhas mais sofisticadas e experimentais do rock progressivo,como em Terrapin Station.
Também ,como no video que disponho abaixo, umas pitadas de funk (mais raras).Aliás esta faixa de 1978 deve ter inspirado muito o Roger Waters com The Wall.
As capas e a marca registrada da caveira em Blues for Allah são muito belas e marcantes.Creio que isto deu um grande impulso ao grupo.Eles fizeram um show muito interessante no Egito, nas Pirâmides, tal qual fêz depois Jean Michel Jarre.
Muitas bandas everedaram por fazer capas de álbuns que se tornaram famosos como Mercyful Fate, Message, Grave Digger, etc... Com ossos & crânios humanos.A caveira aparece como um sub-símbolo do rock de maneira geral em vários grupos de Black, Death, Thrash Metal, etc...
A metafísica da morte no rock, a tonalidade sombria e mais mórbida parece que chama atenção de quase 100% dos apreciadores do gênero.
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quarta-feira, 3 de junho de 2026
A ERA DA INCERTEZA ( Rock & FIlosofia) Parte I
Com o advento da entrada da humanidade em um novo ciclo, ou nova era, como muitos neo-filósofos profetizaram nesses últimos 50 anos, o planeta sofreu uma drástica ruptura de valores e transformações, no mínimo, radicais.
Com a insatisfação geral da maior parte dos habitantes deste pequeno astro, frente a guerras, adversidades econômicas, religiosas e sociais, as pessoas buscaram novos horizontes. Seja nas artes, no comportamento ou filosofia, um movimento sofisticado e reacionário surgiu nos anos 60 e se alastrou por toda a década de 70.
De um lado, se posicionava o velho e carcomido sistema severo, pseudo-moralista, com seus estereótipos furados e pontos de vista que no mínimo nos deram duas guerras mundiais. E de outro, novos videntes reacionários artísticos, que deram uma luz no fim do túnel, apresentando novas vertentes e rumos para a tão defasada e arruinada vida cotidiana deste período.
Começando pelo surgimento do rock, com Elvis rebolando em frente a milhares de câmeras de TV, altamente censurado na época. Jerry Lee Lewis e sua boca maldita, com seu piano demoníaco jogando merda nos ventiladores do sistema. Aliás, a liberdade (Sweet Freedom- Uriah Heep) foi o tema básico dessas duas décadas (60 e 70). Com a guerra do Vietnã, surge o movimento hippie do “paz e amor”.
Mas não pensem que todos os jovens desta época compartilhavam dos interesses e mudanças coletivas. Havia um foco resistente, o dos “alienados”, que eram sustentados pela pequena burguesia dominante, os dos rebeldes sem causa. Dêem uma olhada nos documentários brasileiros dos finais de 60, na época dos grandes festivais e vão ver Sergio Ricardo quebrando seu violão e atirando na platéia... “Em 1967, na final do festival da TV Record, Sérgio Ricardo se irritou com o público – que vaiava e não deixava que ele apresentasse a música – e não teve dúvida: quebrou o violão e o arremessou na direção das cadeiras. "Vocês ganharam! Este é o país subdesenvolvido! Vocês são uns animais!", afirmou, antes de se retirar do palco”.Vide também os Mutantes tocando frente a uma platéia recalcada e fria nas suas apresentações na rede Record e Cultura. E ainda, Caetano, Gil, Geraldo Vandré entre outros, sendo exilados do Brasil pelo extremismo inconformado. Ouçam as letras das bandas brasileiras de maior renome como o Terço, Som Nosso de Cada Dia, Tellah, Moto Perpétuo, Terreno Baldio, Casa das Máquinas e irão notar nas entrelinhas a verdadeira base deste tão belo movimento. Belo, por quê? Porque era sem armas, sem guerras estúpidas, sem letras banais. Uma música sofisticada, cabeça, direta e positiva, calcada nos mais puros ideais filosóficos e espiritualistas.
O povão nas ruas estava dividido. Uma parte dos jovens amava os músicos revolucionários, mas outra estava queimando seus discos em praças públicas (vide nos U.S.A. jovens queimando fanáticamente pela religião, os LPS dos Beatles). Então dizer que tudo foi um “mar de rosas” é pura asneira. Foi luz e escuridão caminhando juntas nesse período conturbado, bizarro e criativo, mas sem dúvida, altamente elevado.
A filosofia indiana, que entrou para ficar através de Harrison e Lennon com seus respectivos gurus Prabhupada e Osho, invadiu quase todas as vertentes roqueiras da época. Os livros de Carlos Castañeda e Aleister Crowley eram referenciais. As viagens das drogas alucinógenas tiveram seus pontos culminantes, com altos e baixos. Muitas vidas foram ceifadas e nem tudo era a beleza do sol. Bandas como Yes, Rush e Grand Funk Railroad faziam campanhas anti-drogas, enquanto outras sucumbiam pelas mesmas.
O rock básico se fundiu com outros gêneros como a música erudita, indiana, folk e medieval dando novas características ao som.
Enfim, essas duas décadas morreram com seus líderes e heróis, deixando apenas o legado e a história como referencial. Infelizmente vejo a cena rock hoje ligeiramente afastada da área metafísica e intelectual que eram as bases das décadas citadas. Muita asneira, músicas pobres, letras idiotas e sem sentido, drogas sem viagem, rebeldes sem justa causa, alienação e muitos crimes. Não digo que nos anos 60 e 70 a coisa era totalmente maravilhosa. Haviam crimes e loucuras isoladas. Mas hoje há a incitação à violência e a falta de espiritualidade ou vôos além das esferas materialistas em larga escala, muito mais mídia (TV e Rádio, além da Internet) divulgando mediocridade e violência gratuita.
Ouvir para crer. Conferir para ousar. Estudar para criar. Pesquisar para acreditar
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