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sábado, 9 de maio de 2026

OS MUTANTES ( com Rita Lee)

OS MUTANTES (com Rita Lee) por Amyr Cantusio Jr
Banda brasileira formada em meados de 1966, no bairro da Pompéia( S.P.), bastante influenciada no início pelos Beatles e pelo musical brasileiro cena da época (o movimento chamado Tropicália, do qual participavam ).Na realidade batizados pelo cantor Ronnie Von e lançados em seu programa, pois no programa Jovem Guarda de Roberto Carlos, eram muito vanguardistas para a época. No início,após estourarem em segundo lugar num Festival Pop ao lado de Gilberto Gil como banda de apoio, a banda era formada por Rita Lee (vocal e percussão), Sérgio Dias (guitarra e vocal) e seu irmão Arnaldo Baptista (baixo, teclado e vocal), tendo Ronaldo "Dinho" Leme na bateria como músico convidado.Muito psicodélicos em sua primeira formação e no Brasil muito à frente, eram a única banda de altíssimo nível no Brasil neste período . Seu primeiro álbum, sem título "Os Mutantes", foi um estouro no cenário brasileiro, pois trouxeram com sua música o experimentalismo que faltava em nossa música. Rita Lee Jones (filha de americanos) fazia letras incríveis, cantora e multi instrumentista que deu o toque de como criar instrumentos e sonoridades mais ousados ao grupo.Casada com Arnaldo Baptista durante um tempo.Ativista,inteligente e polêmica.Na época as músicas que mais tocavam no programa de rádio do famoso Big Boy eram (It's Very Nice pra Xuxu/ Top Top e Ando Meio Desligado) Misturavam com humor rock ao sertanejo, Nelson Gonçalves,jazz,boogie,folk, pop,MPB, etc...com um sotaque americano disfarçado e debochado.Eles participavam constantemente de festivais de música na TV e, como foram uma das primeiras bandas brasileiras a tocar guitarra nesses festivais, a multidão (formada basicamente por estudantes e músicos de mente fechada) frequentemente os vaiava durante todo o festival ( vejam nos documentários de TV desta época a cara dos estudantes em seus concertos)! FORMAÇÃO GERAL DE SEUS LPS COM RITA LEE - Rita Lee / vocais - Sérgio Dias Baptista / guitarra,vocais - Arnaldo Dias Baptista / piano, órgão,sintetizadores e vocais - Arnolpho Lima Filho (Liminha) / baixo - Ronaldo Leme (Dinho)-bateria LPS COM RITA LEE (fotos anexas): 1968-OS MUTANTES 1969-MUTANTES 1970-A DIVINA COMÉDIA OU ANDO MEIO DESLIGADO 1971- JARDIM ELÉTRICO 1972-MUTANTES & SEUS COMETAS NO PAÍS DOS BAURETES 1972- RITA LEE & MUTANTES (Hoje é o primeiro dia do resto de suas vidas)

ECLIPSE- Pink Floyd (by Amyr Von Bathel Cantusio)

: PINK FLOYD: Eclipse Amyr Cantusio Jr
 EU sei como muitos que dizem que ouvem Pink Floyd só conhecem as músicas (não o disco todo!!!)The Wall ou Money.Ou ainda Wish you were here.De resto, a monstruosa e underground obra musical do grupo nunca nem se aproximaram ! Discos como Ummagumma, Atom Heart Mother, Meedle e Obscured by Clouds são peças de música de vanguarda.Não são para qualquer um ouvir.Requerem uma iniciação. Difícil é você ver o inicio do Floyd num clip como Arnold Lane ( infantil e idiota) que na realidade não reflete o experimentalismo psíquico que eles faziam “ao vivo em 1966 (veja filme “A Technicolor Dream) e posteriormente Live at Pompeil, que é o top da fase lisérgica experimental. Pink Floyd não é música para massas ou para qualquer ouvido.!! Entre 1967 e 1968 surgiria – patrocinado pelos estúdios Abbey Road [Beatles] – mais um fenômeno do rock que seria – talvez – a maior odisséia que este estilo já presenciou nas praias do experimentalismo, numa era psicodélica e metafísica: o Pink Floyd, banda do falecido guitarrista, mentor e letrista Syd Barret, que agora [espero] está vagando pelas galáxias com seu espírito no grande Sonho Cósmico das existências. O título desta matéria tem como autor Roger Waters [mentor, vocalista e baixista do Pink Floyd]. Após a loucura e saída de Sid Barret [R.I.P.], Waters assumiu a maior parte das composições e letras da banda. E numa entrevista da época, disse a um repórter: “Só os loucos podem ver o lado oculto da Lua”. Esta frase foi como um koan zen [pequena frase que é colocada para um monge refletir e alcançar a iluminação] ! Com o primeiro álbum, The Piper At The Gates Of Dawn [inspirado no livro favorito de Barret, The Wind In The Willows, de Kenneth Graeme] o grupo se lançou dentro do conturbado e criativo cenário musical da época pré-Woodstock e no fim da era Beatles que, inclusive, estava gravando o Sgt. Peppers no mesmo estúdio. De vez em quando, Lennon e McCartney se deslocavam até a sala onde o Floyd estava registrando a obra para curtir um som e fumar um baseado juntos. The Piper At The Gates Of Dawn foi um marco da psicodelia mundial e seguiu-se após ele o não menos belo A Saucerful Of Secrets, uma apoteose com climas sombrios e egípcios como bem representado na maravilhosa música de Roger Waters, “Set The Controls For The Heart Of The Sun”. O Floyd já se destacava pelo som mais viajante e espacial, o que chamou a atenção da área cinematográfica para trilhas sonoras como nos dois lindos discos da banda: More e Obscured By Clouds. Mas a vida tem seus custos. Barret começou a pirar por causa das drogas e foi retirado do palco chapado, pra nunca mais voltar à banda. Para o seu lugar, foi recrutado o grande guitarrista e vocalista David Gilmour e a partir de então se teve início a maior viagem do progressivo, com Roger Waters assumindo praticamente a direção do grupo e criando as maiores e mais destacadas composições. Nesta época o Floyd foi nomeado pela crítica como uma banda de acid rock pela lisergia e chapadice de seus membros [que realmente viviam ligadões no LSD e cogumelos]. Foram para Pompéia [Itália] em meio aos vulcões para fazer o que jamais seria visto novamente na história do rock: gravar o LP Live At Pompeil, de onde surgiram dois dos melhores e mais famosos álbuns do grupo: Dark Side Of The Moon e Meddle [este gravado em 1971], com sua honorável marca registrada viajante, consagrada e sacramentada na derradeira faixa “Echoes”, de 24 minutos. Aliás, “Echoes” é o centro do vídeo relançado recentemente como Live at Pompeil II [edição do diretor] e assistindo-o atentamente, vê-se Waters rabiscando no mini-moog trechos essenciais do Dark Side Of The Moon. PINK FLOYD DOGS 1977 Minha opinião Musical: Genialidade absoluta..Neste período, Rick Wright já estava de saída por brigar com o mentor Roger Waters.De certo Waters é o Mestre Supremo com 90% das criações das músicas, arranjos, letras e vocais.Ele ,independente de gostarem ou não, é um músico muito avançado para sua época, começando já com o disco solo "Music from the Body" com o arranjador minimalista Ron Geesin que praticamente compos em conjunto a suite lado "A" de Atom Heart Mother. A escola de Música Eletronica, Minimalista e Experimental deu a luz a fantástica segunda parte ( a partir dos 8 minutos) da faixa DOGS do LP "Animals" Composta por Waters, na qual ele dá um "loop" incrível num latido distante de um cão, que fica de fundo misticamente a maior parte do tempo,e Wright cria a atmosfera profunda, escura, longínqua de um filme sobrenatural.na Escola de música Concreta , a gravação de sons estranhos, bizarros, depois tratados, fazem parte do contexto musical.Brian Eno usaria muito isto em seu fabuloso disco"My Life with the Bush Ghosts".Escola de Shaeffer/Stockhausen/Varèse/etc...Não havia nada assim no rock nesta época.São coisas que quando eu ouvi, meio chapado com cogumelos que na época a gente ingeria nos pastos com paçoquinha( kkk...!!), eu realmente saí do corpo físico...A música do Pink Floyd se distancia em muito(como o Tangerine Dream,Eno e Schulze) do tradicional rock tres acordes.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

YAMAHA CS-10 Vintage (Experiments)

Outra máquina pequena vintage, monofonica, mas extremamente poderosa como o Moog para solos fortes!! Cathia Cantusio (video local no Smartphone) Gravado ao vivo em tempo real.Não uso nenhuma I.A. para modificar nada. Minha técnica musical é de Piano Clássico.Então sou rápido em teclados , pois as teclas são muito mais leves e respondem eletronicamente ao toque.

YAMAHA SYNTHESIZER CS-60 (Vintage) Experimetos

Um sintetizador extremamente raro, caro, difícil de se achar no Brasil e no mundo todo em bom estado. Este que gravei a Demo com um celular ambiente de minha esposa, Foi o mesmo que usei para gravar meu LP de 1988 "Temple of Delphos" que por coincidência estava a venda nesta loja de Campinas S.P. Fácil de programar com botões analógicos em tempo real.Timbres incríveis. Ótimo para ficar parado em Estudio.Extremamente pesado para levar para shows ou bares. Dá muito problema na parte técnica, e não há peças ( a não ser os "remendos") para substituição.
Usei uma bateria eletronica (sampler Drum Beat Box) que criei numa linha Free Jazz para poder criar os "pads" em cima. Improviso. Gravado por Cathia Cantusio num Smartphone. 2025

YAMAHA ANALOG SYNTH (Vintage) YS200

AMYR CANTUSIO JR -Experiments Como programar fácil um Sintetizador Yamaha YS200 para gerar vários estilos de Hammond Organ, desde o sujo com overdrive e leslie na linha Deep Purple(Jon Lord) até um Church Organ! Nesta gravação feita Home Studio, gravei o som direto na placa de um PC Windows 7 preparado para gravar. O Synth YS200 tem somente 8 notas de Polifonia e não tem Sequencer Ele armazena dados na programação dos parâmetros (Timbres) Se voce deixar programado, pode desligar o teclado ok. Fácil e intuitivo , os osciladores são simples, mas poderosos e com um timbre fantástico.

YAMAHA SYNTHESIZER DX.21 (Experimentos)

EXPERIMENTOS com um Yamaha DX.21 muito raro.Gravado digitalmente direto na placa de som de um PC Windows 7 Composto por Amyr Von Bathel Cantusio. Intuiitivo e um pouco mais fácil de programar que o DX.7 , pesa bem menos, menor, mas tem sons com Reverber e timbres um pouco mais estabilizados e modernos.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

ANOS 70 (Eu, Música & Geração Beatnik)

ANOS 70 & GERAÇÃO BEATNIK Amyr Cantusio Jr Não sei porque e para quem escrevo!Acho que é o impulso de registrar um momento histórico,o mais importante da minha vida. Eu como muitos amigos, nasci há 9 anos após a Segunda Guerra Mundial.Tenho amigos e pais que nasceram no meio delas. Os anos 60 e 70 fomentaram uma contra- cultura,não aceitando mais os valores da velha geração.A sociedade toda estava aos pedaços após os genocídios em massa. Em 1965 os Poetas Allan Ginsberg e William Burroughs entre outros procuravam na Filosofia Oriental a metafísica da existência.As religiões católicas e outras não sustentavam mais uma realidade, mas uma farsa. O Papa havia pactuado com Hitler.E todo o sistema estava massacrado. Os músicos e artistas procuravam a Liberdade na expressão, uma nova fonte de vida. Daí surgiram Beatles, Pink Floyd e Frank Zappa. Pink Floyd inaugura a psicodelia do LSD.Os Beatles uma nova música,experimental e mais complexa que o rock n roll já nascido tinha.E Zappa criava as fusões tecendo a música de vanguarda, a sátira,o erudito, o jazz e o blues.São Francisco surgiu com todas as cores dos Hippies e bandas como Grateful Dead,Creedence, Grand Funk, Hendrix e Joplin detonaram o maior festival de música da história: Woodstock. Todo o Planeta renascia das cinzas, e a literatura eclética vinha a tona com seus clássicos, criando uma geração( não toda) mais ativista.Edgar Alan Poe, Aldous Houxley, Carlos Castañeda, Erich Von Daniken,Lobsang Rampa, Prabhupada, Maharishi, OSho e Gurdjieff entre Shaekspeare,Lovecraft,Milton e Dante davam as diretrizes da mente. O LSD e as drogas alucinógenas abriam os largos horizontes da percepção.Reich declarava”faça amor, não faça a guerra”.Andy Warhol criava uma visual arte bizarra,Timothy Leary aparecia nos shows carregado de LSD .Notem que havia ainda uma grande maioria de idiotas resistentes, acéfalos e ainda perseverantes na cultura da guerra, da imbecilidade e hipocrisia.Era muito raro ver uma briga em bares ou ladrões nas ruas nestes períodos. Aqui no Brasil haviam grupos ,como o meu que acompanhava minha banda Spectro .Eram grupos que comiam, bebiam, saiam juntos para tocar, curtir, tomar alucinógenos, meditar, ler, trocar idéias.Liam a mesma coisa, estavam juntos 24 horas por dia e comungavam dos mesmos ideais do Rock desta época:A Revolução Cultural.Poucos realmente usavam cabelos compridos e roupas coloridas,e enfrentavam muitos preconceitos e portas na cara!! Estas comunidades alternativas estavam espalhadas pelo Planeta( lembrando uma das maiores, a alemã Amon Düül).Posso dizer que daria para escrever um grande livro sobre tudo.mas estes anos acabaram em 1979.Ali morria o ROCK na sua concepção original da palavra como Revolução e Criatividade.Tudo havia sido feito,todas experiências sonoras,artes plásticas,poesia,shows....nada se criaria superior à estes 20 anos.Como Lennon profetizara: "O Sonho acabou” AS comunidades se dispersaram, cada um foi viver inserido e começar novamente sua vida passiva e participar do sistema podre que novamente reconstruía a mediocridade e boçalidade de outrora.Hoje só restam fragmentos.Vejo jovens com discos dos Beatles nas mãos e velhos com coleções de discos tentando trazer restos de bandas que não significam nada mais na atualidade.Vale manter o legado, mas o mundo não e o mesmo.A imbecilidade impera violenta e agressiva.Estes jovens não VIVERAM nos 60 e 70.E os velhos não se conformam de estarem num mundo novo vazio e hostil. Estamos novamente a beira do caos, de uma nova guerra mundial.E isto tudo num intervalo de 50 anos!! Gostaria de ser otimista mas a realidade é bem outra! Saudações aos velhos anos 60 e 70!!