BLOG de Rock Progressivo do Projeto ALPHA III
(Amyr Von Bathel Cantusio) ,música eletronica, experimental e erudita de vanguarda.
-Electronic & Avantgarde Vintage Music, Progressive & Kraut Rock,Teosophy, Mystycal and Esoterism Reviews, Full Reviews and Dark Music (Black Metal, Thrash,Death,Dark Wave,Industrial,....etc...) on DUSK ZONE
Este programa narrado por mim, irá ao ar na rádio KFK do Barata.Pra quem perder, pode baixar o link abaixo e ouvir em casa ou queinar um CD !!!.Se trata do movimento de esquerda radical da música experimental de camara aliada ao rock e ao jazz surgido na Belgica e França (R.I.O Music)..Músicos altamente intelectuais e virtuoses, aliados à uma composição que é a vanguarda do erudito radical,seguidores de John Cage, Varèse, Stockhausen ,Steve Reich, etc...Para quem tem ouvidos elaborados e gosta de música metafisicamente de alto nível,somadas ao gótico denso,estilo trilhas de filmes de suspense e sobrenaturais, pode ficar antenado aqui!! Aqui temos: Univers Zero Live 2006( uma porrada) Univers Zero (Funeral Plans) Art Zoyd (le marriage du Cel et Le Inferne) lindo!! Dun (Eros) porrada!!
O movimento Rock in Opposition (RIO) e as bandas Univers Zero e Present representam o ápice da fusão entre a agressividade do rock, a complexidade da música erudita de vanguarda e as atmosferas sombrias da literatura de horror cósmico. Fundado no final dos anos 1970 pelo grupo britânico Henry Cow, o RIO nasceu não apenas como um gênero musical, mas como um manifesto político e estético de bandas que se opunham radicalmente à indústria fonográfica comercial da época, defendendo a total autonomia artística. Foi dentro desse ecossistema de experimentação sem limites que a Bélgica deu ao mundo o Univers Zero e, posteriormente, o seu grupo dissidente, Present. Juntas, essas bandas moldaram o que ficou conhecido como Zeuhl e Avant-Prog, criando uma sonoridade densa, hipnótica e profundamente ligada ao ocultismo e à filosofia existencialista.
O Univers Zero, liderado pelo baterista e compositor Daniel Denis, revolucionou o rock progressivo ao trocar os sintetizadores espaciais e os clichês utópicos da época por instrumentos de câmara tradicionais, como o oboé, o fagote, o violoncelo e o violino, alinhados a uma cozinha de rock extremamente pesada. Álbuns clássicos como "Heresie" (1979) — frequentemente citado como um dos discos mais assustadores e obscuros já gravados — e "Those Once Loyal" (2010) evocam rituais pagãos, o terror de H.P. Lovecraft e a decadência gótica. A música do Univers Zero funciona como uma trilha sonora para o subconsciente humano, utilizando harmonias dissonantes inspiradas em compositores eruditos do século XX, como Igor Stravinsky e Béla Bartók, para desafiar a percepção do ouvinte e evocar paisagens astrais sombrias e misteriosas.
Quando o guitarrista e compositor Roger Trigaux deixou o Univers Zero para fundar o Present, a escuridão acústica ganhou uma roupagem elétrica, mecânica e ainda mais claustrofóbica. O Present refinou a estética do Rock in Opposition ao focar em estruturas repetitivas, riffs de guitarra cortantes e pianos percussivos que operam em compassos compostos e matemáticos, como demonstrado nos impressionantes álbuns "Triskaïdékaphobie" (1980) e "Le Poison Qui Rend Fou" (1985). Metafisicamente, a repetição obsessiva e as tensões não resolvidas na música do Present simulam o peso do destino, o isolamento psicológico e a busca oculta por ordem em meio ao caos universal. Para o leitor do seu blog, essas bandas não são apenas entretenimento musical; elas são arquitetas de templos sonoros, onde o rock se transforma em uma ferramenta de exploração das sombras da mente e dos mistérios mais profundos da existência!
No coração ideológico e estético do movimento Rock in Opposition (RIO), as figuras do baterista e letrista Chris Cutler e da vocalista Dagmar Krause emergem como as mentes e vozes mais seminais dessa vanguarda esotérica e política;
Membros fundamentais da lendária banda britânica Henry Cow, Cutler foi o grande arquiteto teórico por trás do manifesto do RIO. Escrevendo panfletos icônicos com a frase histórica "A música que as gravadoras não querem que você ouça", ele transformou o selo independente Recommended Records (ReR Megacorp) em um farol de resistência e distribuição para grupos do mundo todo. Musicalmente, a bateria matemática e cerebral de Cutler operava como uma estrutura hermética, ancorando o caos e a dissidência de forma milimétrica.
Uma das obras primas do rock progressivo ingles, o Greenslade (do tecladista David Greenslade) foi um marco apoteótico na linha dos power trio como Triunvirat ou EL&P.Este é um discaço.Na batera o virtuose Andrew McCulloch que foi também baterista no disco Lizard do King Crimson!!Obra imperdivel.David é um dissidente de outra banda fenomenal, o Colosseum. Para amantes de teclados e batera, intrincados sons!! A capa de Roger Dean já foi até slogan nos anos 70!!Desenho clássico!!
Aqui está um grupo sui generis com uma sonoridade ímpar, verdadeiro ZEUL ou ROCK IN OPPOSITION (música experimental erudita,serial e de vanguarda) Obra imperdivel e rara!!mas prepare os ouvidos ,pois é um som diferente!!! Trampo norte-americano de 1994
Músicos: - Roger Miller / grand piano, Yamaha CP-70 piano, percussion, organ (CD 1, track 17 and CD 2, track 1) - Erik Lindgren / Minimoog, Memorymoog, rhythm machines, percussion - Rick Scott / Farfisa, DX-7 synthesizer, percussion, piano (CD 1, track 16 and CD 2, track 1) - Martin Swope / guitar, percussion
Musicos Convidados: - Your Neighborhood Saxophone Quartet (Steve Adams, Allan Chase, Tom Hall and Cercie Miller) on CD 1, tracks 8 and 13 - Steve Adams / saxophone on CD 1, track 14 Michael Cohen / roto toms, cymbals, snare on CD 1, tracks 1-16 - Leon Janikian / clarinet on CD 1, track 1 - Peter Prescott / tom tom on CD 1, tracks 5 and 16 - Steve Stain / chain-on-metal on CD 1, tracks 5 and 16 - Taki / dono on CD 1, track 6 and dono/nails on CD 1, track 14
In A Landscape são criações entre os anos de 1938 e 1948 do pianista norte americano John Cage (1912-1992) que foi um dos antecessores do experimentalismo minimalista antes da escola surgir com Steve Reich, Glass e Riley em 1963.Não só isto.Cage estudava o Zen como Stockhausen e fazia do piano um instrumento de pesquisa, colocando placas de folhas de aluminio entre as cordas, pedaços de correntes, etc...modificando a timbragem do mesmo.Um músico de vanguarda muitas vêzes mal compreendido.Neste trabalho há lindas peças minimalistas suaves de piano!!Conheça!
Dê uma babada no som deste grandioso músico que foi alicerce de uma das maiores bandas de rock de todos os tempos: LED ZEPPELIN. Lindo trampo pelo selo de Robert Fripp(King Crimson)
Este é um dos 10 melhores albuns de tecladista do mundo na minha opnião....Um nível técnico incrivel, um trabalho único!! Patrick Moraz se junta ao baterista e baixista da banda inicial de Keith Emerson 9The Nice) e faz um estrago, estrondoso , que supera tudo que já ouvi!! Vá conferir!!! Uma cacetada com muita técnica, power trio com feeling e composições absurdas!!!
LEE JACKSON (baixo e vocais...por sinal tremendo vocal!) BRIAN DAVISON (bateria...absurdamente técnica) PATRICK MORAZ (uma tecladeira incrivel!!moog, sintetizadores, piano, órgão, strings, etc...)