Total de visualizações de página

quarta-feira, 27 de abril de 2011

LINK ROCK IN OPPOSITION ESPECIAL PROGRAMA RADIO





Este programa narrado por mim, irá ao ar na rádio KFK do Barata.Pra quem perder, pode baixar o link abaixo e ouvir em casa ou queinar um CD !!!.Se trata do movimento de esquerda radical da música experimental de camara aliada ao rock e ao jazz surgido na Belgica e França (R.I.O Music)..Músicos altamente intelectuais e virtuoses, aliados à uma composição que é a vanguarda do erudito radical,seguidores de John Cage, Varèse, Stockhausen ,Steve Reich, etc...Para quem tem ouvidos elaborados e gosta de música metafisicamente de alto nível,somadas ao gótico denso,estilo trilhas de filmes de suspense e sobrenaturais, pode ficar antenado aqui!!
Aqui temos:
Univers Zero Live 2006( uma porrada)
Univers Zero (Funeral Plans)
Art Zoyd (le marriage du Cel et Le Inferne) lindo!!
Dun (Eros) porrada!!

 

O movimento Rock in Opposition (RIO) e as bandas Univers Zero e Present representam o ápice da fusão entre a agressividade do rock, a complexidade da música erudita de vanguarda e as atmosferas sombrias da literatura de horror cósmico. Fundado no final dos anos 1970 pelo grupo britânico Henry Cow, o RIO nasceu não apenas como um gênero musical, mas como um manifesto político e estético de bandas que se opunham radicalmente à indústria fonográfica comercial da época, defendendo a total autonomia artística. Foi dentro desse ecossistema de experimentação sem limites que a Bélgica deu ao mundo o Univers Zero e, posteriormente, o seu grupo dissidente, Present. Juntas, essas bandas moldaram o que ficou conhecido como Zeuhl e Avant-Prog, criando uma sonoridade densa, hipnótica e profundamente ligada ao ocultismo e à filosofia existencialista.
O Univers Zero, liderado pelo baterista e compositor Daniel Denis, revolucionou o rock progressivo ao trocar os sintetizadores espaciais e os clichês utópicos da época por instrumentos de câmara tradicionais, como o oboé, o fagote, o violoncelo e o violino, alinhados a uma cozinha de rock extremamente pesada. Álbuns clássicos como "Heresie" (1979) — frequentemente citado como um dos discos mais assustadores e obscuros já gravados — e "Those Once Loyal" (2010) evocam rituais pagãos, o terror de H.P. Lovecraft e a decadência gótica. A música do Univers Zero funciona como uma trilha sonora para o subconsciente humano, utilizando harmonias dissonantes inspiradas em compositores eruditos do século XX, como Igor Stravinsky e Béla Bartók, para desafiar a percepção do ouvinte e evocar paisagens astrais sombrias e misteriosas.
Quando o guitarrista e compositor Roger Trigaux deixou o Univers Zero para fundar o Present, a escuridão acústica ganhou uma roupagem elétrica, mecânica e ainda mais claustrofóbica. O Present refinou a estética do Rock in Opposition ao focar em estruturas repetitivas, riffs de guitarra cortantes e pianos percussivos que operam em compassos compostos e matemáticos, como demonstrado nos impressionantes álbuns "Triskaïdékaphobie" (1980) e "Le Poison Qui Rend Fou" (1985). Metafisicamente, a repetição obsessiva e as tensões não resolvidas na música do Present simulam o peso do destino, o isolamento psicológico e a busca oculta por ordem em meio ao caos universal. Para o leitor do seu blog, essas bandas não são apenas entretenimento musical; elas são arquitetas de templos sonoros, onde o rock se transforma em uma ferramenta de exploração das sombras da mente e dos mistérios mais profundos da existência!
 No coração ideológico e estético do movimento Rock in Opposition (RIO), as figuras do baterista e letrista Chris Cutler e da vocalista Dagmar Krause emergem como as mentes e vozes mais seminais dessa vanguarda esotérica e política;

 Membros fundamentais da lendária banda britânica Henry Cow, Cutler foi o grande arquiteto teórico por trás do manifesto do RIO. Escrevendo panfletos icônicos com a frase histórica "A música que as gravadoras não querem que você ouça", ele transformou o selo independente Recommended Records (ReR Megacorp) em um farol de resistência e distribuição para grupos do mundo todo. Musicalmente, a bateria matemática e cerebral de Cutler operava como uma estrutura hermética, ancorando o caos e a dissidência de forma milimétrica.

 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário