BLOG de Rock Progressivo do Projeto ALPHA III (Amyr Von Bathel Cantusio) ,música eletronica, experimental e erudita de vanguarda. -Electronic & Avantgarde Vintage Music, Progressive & Kraut Rock,Teosophy, Mystycal and Esoterism Reviews, Full Reviews and Dark Music (Black Metal, Thrash,Death,Dark Wave,Industrial,....etc...) on DUSK ZONE
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sábado, 9 de maio de 2026
GENESIS ( Era Peter Gabriel)
Genesis – Uma viagem além da Imaginação
É gratificante fazer um artigo sobre minha banda predileta e uma das melhores dos anos 70. Quantas vezes não estive deitado numa montanha, naquelas noites mágicas setentistas, embalado, inebriado olhando a lua ao som deste bizarro grupo inglês.
A origem do grupo tem suas raízes em meados de 1966, na Chaterhouse School, Inglaterra, em meio à fusão de duas bandas formadas por alunos dessa escola. Eram adolescentes de 13 anos. A fusão da Garden Wall e do Anon( as duas referidas bandas) deu origem, em 1968, ao grupo Genesis. Em 1969 sairia o primeiro LP da banda, o From Genesis to Revelation. Um LP que só tem valor por ser um item de colecionador, já que a banda ainda não havia desenvolvido uma identidade própria.
Em 1970, com algumas modificações, lançariam a primeira obra prima do grupo, Trespass, onde encontramos a famosa faixa “The Knife”, um hino genesiano, além das belíssimas “Visions of Angels” e “Stagnation”. Este LP ainda não contava com Phil Collins na bateria e Steve Hackett na guitarra, mas o guitarrista clássico Anthony Phillips já traçava os rumos sonoros do grupo.
Com a saída de Anthony Phillips e do baterista John Mayhew( que fez um belo trabalho em Trespass), e a entrada de Collins e Hackett, o Genesis lançaria o fantástico álbum Nursery Cryme, apontado por alguns como o melhor de sua discografia.
Com a formação agora estabilizada – Phill Collins na bateria, Peter Gabriel nos vocais e flautas, Mike Rutherford no baixo e violão de 12 cordas, Steve Hackett nas guitarras e Tony Banks nos teclados – a banda lançaria álbuns históricos, marcando para sempre a década das obras primas. Letras psicodélicas e lisérgicas que mesclavam viagens alucinógenas, mitologia grega, misticismo, ocultismo, contos de Lewis Caroll e metafísica recheavam as orquestrações de rock sinfônico.
Peter Gabriel aparecia nos palcos travestido de raposa, duendes, morcegos, velho corcunda, etc., com sua voz estranha, gutural, ao mesmo tempo em que o grupo segurava uma cama intricada, sinistra e melancólica. Ao fundo do palco, projetavam-se slides lindos como grandes olhos piscando, florestas tenebrosas, duendes, espaços cósmicos, etc.
Amigos, falar destes cinco malucos virtuosos e de seus álbuns é uma tarefa complicada. O melhor mesmo é ouvir músicas eternas como a longa “Suppers Ready” (um lado inteiro do vinil), “Collony of Slippermans”, “Fountain of Salmacis”, “Seven Stones”, “Harold the Barrel”, “Harlequin”, “Selling England by the Pound”, entre tantas outras. Uma loucura, um sonho alucinado.
O Genesis levaria o rock aos extremos do estranho, do paranormal e do surreal, com uma sonoridade fluindo entre o sinfônico, o folk e o melancólico.
Mesmo com a saída do mentor e guru, Peter Gabriel, o Genesis faria mais duas obras indispensáveis, ambas com Collins nos vocais. Seriam elas: A Trick of the Tail e Wind & Wuthering. Após esse último, o mítico guitarrista Steve Hackett sairia da banda, encerrando assim um ciclo, pois o Genesis migraria para o lado dos pavilhões do rock pop.
O grupo chegou a se apresentar no Brasil em 1977 com toda sua formação (menos Peter Gabriel), mas para facilitar o desempenho vocal de Phil Collins (que era o baterista), foi convocado o estupendo baterista Chester Thompson (ex-Zappa). Fui a este show – 80 mil pessoas no Anhembi, em São Paulo/SP – e Collins ainda estava cabeludo e barbudo, e alternava momentos de virtuose na bateria com Chester. Sim, havia duas baterias no palco, ao mesmo tempo, além de um grande jogo de luzes, raios laser e, obviamente, um som fantástico, fazendo deste o maior show de todos os tempos no Brasil, em minha opinião. Pergunte a quem foi e confira os álbuns pra ver se não tenho razão.Além do mais Second's Out teve o lendário Bill Bruford nas baquetas em shows na época, Europa Tour.
Discografia selecionada: Trespass (70); Nursery Cryme (71); Foxtrot (72); Live (73); Selling England by The Pound (74); The Lamb Lies Down On Broadway (duplo - 74); A Trick of The Tail (76); Wind & Wuthering (77); Seconds Out (duplo ao vivo - 77)
Autor:
Amyr Cantusio Jr. é músico, compositor,pianista, teósofo, psicanalista ambiental e historiador de música formado pela extensão universitária da Unicamp.
THE NICE ( Keith Emerson e o Pré- Emerson ,Lake and palmer)
Título:
The Nice: EL&P
Amyr Cantusio Jr/ 2001
Do envenenado ano de 1967 emanou psicodélia, mutações, incrementações bizarras e insurreições radicais no rock. Em 1967 também surge deste turbilhão o fenomenal virtuose, tecladista de mão cheia, Keith Emerson e seu grupo avant-garde, The Nice.
No começo eram quatro rapazes com um som pra lá de ousado e experimental, que até hoje soa avançado e não pode ser assimilado sem uma pré-iniciação musical. Para compreender o The Nice é necessário, antes de mais nada, uma cultura musical na área do erudito tradicional e contemporâneo, e na área do jazz e blues. Tudo isso era misturado com muita garra, criatividade e pompa, fazendo do The Nice um grupo pioneiro.
O Deep Purple começaria da mesma forma e na mesma época, mas o The Nice era mais radical e erudito. Aliás, o maestro Jon Lord foi professor de harmonia de Keith Emerson.
O The Nice ficou famoso pela formação power-trio: teclados, baixo e bateria. O primeiro LP, lançado em 1967, reunia o guitarrista David O’List, o estupendo e virtuose batera Brian Davison e o fenomenal baixista e vocalista Lee Jackson. Além, é claro, do mentor Keith Emerson. Este primeiro trabalho é ótimo, com tendências mais ácidas e progressivas por causa da presença da guitarra de O’List, que muda muito a expressão musical de forma geral. Com a saída deste ótimo guitarrista, a banda consagrou a formação de trio para a posteridade, criando mais quatro álbuns arrasadores, que marcariam toda uma parte da história do rock.
A música do The Nice é eclética. Suas composições têm geralmente cerca de 10 a 15 minutos de duração e são baseadas no órgão hammond, piano acústico (inigualáveis até hoje), batera e baixo com divisões e intervenções jazzísticas precisas e convenções incríveis. Música muito difícil de se compor, de ensaiar e de se executar, pois exige uma enorme formação musical.
Emerson toca J.S. Bach, Sibelius ou Beethoven tão bem quanto Scott Joplin, ragtimes e blues. Além do mais, para tecladistas o cara é uma escola referencial, principalmente em relação aos abusos sonoros que ele tira do órgão hammond B-3. No piano o homem é preciso, com uma técnica limpíssima de cair o queixo.
O The Nice seria pioneiro de uma era, que daria ao mundo o futuro Emerson, Lake and Palmer. Iniciaria uma série de outros imitadores de nível, ou seja, uma nova escola dentro do rock como Vincent Crane (Atomic Rooster), Triunvirat, Tritonus, Epidaurus, U.K., etc. O The Nice traria inspirações ao King Crimson, de onde toda uma escola de músicos saiu para arrasar nos anos 70, incluindo o baixista Greg Lake, que faz os vocais e cordas no primeiro disco do grupo, In The Court Of The Crimson King. Lake estreou com o Emerson, Lake and Palmer no Festival da Ilha de Wight em agosto de 1970.
Cito aqui a título de pesquisa obrigatória aos interessados, os álbuns essenciais do grupo The Nice:
The Throughts of Emerlist Davjack (1967)
Ars Longa Vita Brevis (1968)
The Nice (1969)
Five Bridges Suite (1970)
Elegy (1971)
Na realidade, o trabalho desenvolvido pelo The Nice nem seria igualado ao próprio posterior ELP, apesar das comparações inevitáveis. O ELP seria mais bombástico, e Keith Emerson lançaria mão de moogs e sintetizadores mais agressivos, com menos inserções jazzísticas e mais rock. O The Nice é mais purista, na raça e numa época em que inovações eram uma grande maestria e risco para os produtores, tanto que numa das apresentações do grupo, a indiferença foi tanta que Emerson estourou literalmente uma bomba no palco para o povo prestar atenção no som da banda. Portanto, sempre foi difícil a inserção da grande arte nas massas, pois a voz das massas nunca foi a voz de Deus.
BRIAN ENO
Brian Eno & Electronic Universe
Amyr Cantusio Jr
Demorei um pouco para chegar aqui, nas praias onde as águas do rock se dividem e alçam vôos distantes para outras dimensões do universo estrutural convencional do mesmo.
Brian Eno jamais poderia deixar de ser citado como um dos grandes gurus e mentores de várias bandas ecléticas do rock, seja na área progressiva, experimental ou eletrônica.
Este monstro nasceu no dia 15 de maio de 1948 em Woodbridge, na Inglaterra. Seu verdadeiro, extenso e estranho nome é Brian Peter George St. Jean le Baptiste de la Salle Eno [pasmem!].
Eno se lançou nos dois primeiros LPs do Roxy Music em 1972, criando toda a atmosfera eletrônica e bizarra da banda. Com incompatibilidades com outro mentor e líder, o vocalista Brian Ferry, acabou deixando o grupo.
Um dos grandes lances de Eno foi se juntar ao gênio Robert Fripp [King Crimson] e lançar dois LPs que são indicados somente aos “cabeças abertas”. Em especial o disco No Pussyfooting de 1973.
Eno é especialista em tratamentos eletrônicos, loops de sintetizadores e gravadores de rolo. Também é mestre em realizar atmosferas densas e viajantes. Além disso, Eno deu a idéia a Fripp da criação de sua máquina sintetizada para guitarras denominada de Frippertronics. Fez, inclusive, tratamentos em instrumentos acústicos e sinfônicos, lançando em sua discografia básica [vide no final da matéria] mais de uma dezena de trabalhos fantásticos aos apreciadores de eletrônico, ambient e avant garde music.
Trabalhou com Peter Gabriel dando sugestões na bela música setentista do Genesis; com Pete Sinfield [letrista do King Crimson]; David Bowie; David Byrne [Talking Heads]; James e U2; além do grande projeto eletrônico Cluster & Eno [N.R.: Cluster era um duo formado pelos alemães Moebius e Roedelius] onde lançou vários LPs pela gravadora Sky Music.
Foi um dos pioneiros no que ficou conhecido hoje como world music com o fenomenal disco My Life In The Bush Of Ghosts de 1981, onde Eno faz – com David Byrne – todo um trabalho de guitarras e percussões atmosféricas montado em samplers gravados na Arábia Saudita e África.
Brian Eno, assim como Edgar Froese, Klaus Schulze, Chris Franke, Kitaro, Vangelis, Larry Fast, entre outros, é referencial obrigatório no rock lisérgico experimental, espacial e eletrônico. Segue abaixo algumas recomendações de discos do mestre:
Here Comes The Warm Jets [73]
Taking Tiger Mountain [74]
Another Green World [75]
Discreet Music [75]
Evening Star [com Robert Fripp/75]
Cluster & Eno [77]
Before& After Science [77]
Music For Films [78]
After The Heat [78]
Ambient #1 / Music for Airports [78]
Ambient #2 / The Plateaux Of Mirror [com Harold Budd/80]
Ambient #4 / On Land [82]
Sobre o Autor: Amyr Cantusio Jr. é músico, compositor, antroposofista esotérico, psicanalista ambiental e historiador de música formado pela extensão universitária da Unicamp em Música Erudita de vanguarda.Pianista e Tecladista.
OS MUTANTES ( com Rita Lee)
OS MUTANTES (com Rita Lee) por Amyr Cantusio Jr
Banda brasileira formada em meados de 1966, no bairro da Pompéia( S.P.), bastante influenciada no início pelos Beatles e pelo musical brasileiro cena da época (o movimento chamado Tropicália, do qual participavam ).Na realidade batizados pelo cantor Ronnie Von e lançados em seu programa, pois no programa Jovem Guarda de Roberto Carlos, eram muito vanguardistas para a época. No início,após estourarem em segundo lugar num Festival Pop ao lado de Gilberto Gil como banda de apoio, a banda era formada por Rita Lee (vocal e percussão), Sérgio Dias (guitarra e vocal) e seu irmão Arnaldo Baptista (baixo, teclado e vocal), tendo Ronaldo "Dinho" Leme na bateria como músico convidado.Muito psicodélicos em sua primeira formação e no Brasil muito à frente, eram a única banda de altíssimo nível no Brasil neste período .
Seu primeiro álbum, sem título "Os Mutantes", foi um estouro no cenário brasileiro, pois trouxeram com sua música o experimentalismo que faltava em nossa música.
Rita Lee Jones (filha de americanos) fazia letras incríveis, cantora e multi instrumentista que deu o toque de como criar instrumentos e sonoridades mais ousados ao grupo.Casada com Arnaldo Baptista durante um tempo.Ativista,inteligente e polêmica.Na época as músicas que mais tocavam no programa de rádio do famoso Big Boy eram (It's Very Nice pra Xuxu/ Top Top e Ando Meio Desligado)
Misturavam com humor rock ao sertanejo, Nelson Gonçalves,jazz,boogie,folk, pop,MPB, etc...com um sotaque americano disfarçado e debochado.Eles participavam constantemente de festivais de música na TV e, como foram uma das primeiras bandas brasileiras a tocar guitarra nesses festivais, a multidão (formada basicamente por estudantes e músicos de mente fechada) frequentemente os vaiava durante todo o festival
( vejam nos documentários de TV desta época a cara dos estudantes em seus concertos)!
FORMAÇÃO GERAL DE SEUS LPS COM RITA LEE
- Rita Lee / vocais
- Sérgio Dias Baptista / guitarra,vocais
- Arnaldo Dias Baptista / piano, órgão,sintetizadores e vocais
- Arnolpho Lima Filho (Liminha) / baixo
- Ronaldo Leme (Dinho)-bateria
LPS COM RITA LEE (fotos anexas):
1968-OS MUTANTES
1969-MUTANTES
1970-A DIVINA COMÉDIA OU ANDO MEIO DESLIGADO
1971- JARDIM ELÉTRICO
1972-MUTANTES & SEUS COMETAS NO PAÍS DOS BAURETES
1972- RITA LEE & MUTANTES (Hoje é o primeiro dia do
resto de suas vidas)
ECLIPSE- Pink Floyd (by Amyr Von Bathel Cantusio)
:
PINK FLOYD:
Eclipse
Amyr Cantusio Jr
EU sei como muitos que dizem que ouvem Pink Floyd só conhecem as músicas (não o disco todo!!!)The Wall ou Money.Ou ainda Wish you were here.De resto, a monstruosa e underground obra musical do grupo nunca nem se aproximaram !
Discos como Ummagumma, Atom Heart Mother, Meedle e Obscured by Clouds são peças de música de vanguarda.Não são para qualquer um ouvir.Requerem uma iniciação.
Difícil é você ver o inicio do Floyd num clip como Arnold Lane ( infantil e idiota) que na realidade não reflete o experimentalismo psíquico que eles faziam “ao vivo em 1966 (veja filme “A Technicolor Dream) e posteriormente Live at Pompeil, que é o top da fase lisérgica experimental.
Pink Floyd não é música para massas ou para qualquer ouvido.!!
Entre 1967 e 1968 surgiria – patrocinado pelos estúdios Abbey Road [Beatles] – mais um fenômeno do rock que seria – talvez – a maior odisséia que este estilo já presenciou nas praias do experimentalismo, numa era psicodélica e metafísica: o Pink Floyd, banda do falecido guitarrista, mentor e letrista Syd Barret, que agora [espero] está vagando pelas galáxias com seu espírito no grande Sonho Cósmico das existências.
O título desta matéria tem como autor Roger Waters [mentor, vocalista e baixista do Pink Floyd]. Após a loucura e saída de Sid Barret [R.I.P.], Waters assumiu a maior parte das composições e letras da banda. E numa entrevista da época, disse a um repórter: “Só os loucos podem ver o lado oculto da Lua”. Esta frase foi como um koan zen [pequena frase que é colocada para um monge refletir e alcançar a iluminação] !
Com o primeiro álbum, The Piper At The Gates Of Dawn [inspirado no livro favorito de Barret, The Wind In The Willows, de Kenneth Graeme] o grupo se lançou dentro do conturbado e criativo cenário musical da época pré-Woodstock e no fim da era Beatles que, inclusive, estava gravando o Sgt. Peppers no mesmo estúdio. De vez em quando, Lennon e McCartney se deslocavam até a sala onde o Floyd estava registrando a obra para curtir um som e fumar um baseado juntos.
The Piper At The Gates Of Dawn foi um marco da psicodelia mundial e seguiu-se após ele o não menos belo A Saucerful Of Secrets, uma apoteose com climas sombrios e egípcios como bem representado na maravilhosa música de Roger Waters, “Set The Controls For The Heart Of The Sun”.
O Floyd já se destacava pelo som mais viajante e espacial, o que chamou a atenção da área cinematográfica para trilhas sonoras como nos dois lindos discos da banda: More e Obscured By Clouds. Mas a vida tem seus custos. Barret começou a pirar por causa das drogas e foi retirado do palco chapado, pra nunca mais voltar à banda. Para o seu lugar, foi recrutado o grande guitarrista e vocalista David Gilmour e a partir de então se teve início a maior viagem do progressivo, com Roger Waters assumindo praticamente a direção do grupo e criando as maiores e mais destacadas composições. Nesta época o Floyd foi nomeado pela crítica como uma banda de acid rock pela lisergia e chapadice de seus membros [que realmente viviam ligadões no LSD e cogumelos].
Foram para Pompéia [Itália] em meio aos vulcões para fazer o que jamais seria visto novamente na história do rock: gravar o LP Live At Pompeil, de onde surgiram dois dos melhores e mais famosos álbuns do grupo: Dark Side Of The Moon e Meddle [este gravado em 1971], com sua honorável marca registrada viajante, consagrada e sacramentada na derradeira faixa “Echoes”, de 24 minutos. Aliás, “Echoes” é o centro do vídeo relançado recentemente como Live at Pompeil II [edição do diretor] e assistindo-o atentamente, vê-se Waters rabiscando no mini-moog trechos essenciais do Dark Side Of The Moon.
PINK FLOYD
DOGS 1977
Minha opinião Musical:
Genialidade absoluta..Neste período, Rick Wright já estava de saída por brigar com o mentor Roger Waters.De certo Waters é o Mestre Supremo com 90% das criações das músicas, arranjos, letras e vocais.Ele ,independente de gostarem ou não, é um músico muito avançado para sua época, começando já com o disco solo "Music from the Body" com o arranjador minimalista Ron Geesin que praticamente compos em conjunto a suite lado "A" de Atom Heart Mother.
A escola de Música Eletronica, Minimalista e Experimental deu a luz a fantástica segunda parte ( a partir dos 8 minutos) da faixa DOGS do LP "Animals" Composta por Waters, na qual ele dá um "loop" incrível num latido distante de um cão, que fica de fundo misticamente a maior parte do tempo,e Wright cria a atmosfera profunda, escura, longínqua de um filme sobrenatural.na Escola de música Concreta , a gravação de sons estranhos, bizarros, depois tratados, fazem parte do contexto musical.Brian Eno usaria muito isto em seu fabuloso disco"My Life with the Bush Ghosts".Escola de Shaeffer/Stockhausen/Varèse/etc...Não havia nada assim no rock nesta época.São coisas que quando eu ouvi, meio chapado com cogumelos que na época a gente ingeria nos pastos com paçoquinha( kkk...!!), eu realmente saí do corpo físico...A música do Pink Floyd se distancia em muito(como o Tangerine Dream,Eno e Schulze) do tradicional rock tres acordes.
sexta-feira, 8 de maio de 2026
YAMAHA CS-10 Vintage (Experiments)
Outra máquina pequena vintage, monofonica, mas extremamente poderosa como o Moog para solos fortes!!
Cathia Cantusio (video local no Smartphone)
Gravado ao vivo em tempo real.Não uso nenhuma I.A. para modificar nada.
Minha técnica musical é de Piano Clássico.Então sou rápido em teclados , pois as teclas
são muito mais leves e respondem eletronicamente ao toque.
YAMAHA SYNTHESIZER CS-60 (Vintage) Experimetos
Um sintetizador extremamente raro, caro, difícil de se achar no Brasil e no mundo todo em bom estado.
Este que gravei a Demo com um celular ambiente de minha esposa,
Foi o mesmo que usei para gravar meu LP de 1988 "Temple of Delphos" que por coincidência estava a venda
nesta loja de Campinas S.P.
Fácil de programar com botões analógicos em tempo real.Timbres incríveis.
Ótimo para ficar parado em Estudio.Extremamente pesado para levar para shows ou bares.
Dá muito problema na parte técnica, e não há peças ( a não ser os "remendos") para substituição.
Usei uma bateria eletronica (sampler Drum Beat Box) que criei numa linha Free Jazz para poder criar os "pads" em cima.
Improviso.
Gravado por Cathia Cantusio num Smartphone.
2025
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