BLOG de Rock Progressivo do Projeto ALPHA III (Amyr Von Bathel Cantusio) ,música eletronica, experimental e erudita de vanguarda.
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quinta-feira, 11 de abril de 2019
TUDO FOI FEITO PELO SOL( Artigo) 60-70's
ANOS 60-Tudo foi feito pelo Sol
Por Amyr Cantusio Jr.
(Livro Rock ,Ocultismo & Filosofia )
O ano era 1969. No dia 31 de maio, vários devotos Hare Krshna, adeptos do mestre Swami Prabhupada, se hospedaram no hotel Queen Elizabeth, em Montreaux, com John Lennon e Yoko Ono. Sabem para que? Gravar um dos maiores hits de manifesto dos anos 70: “Give Peace A Chance”.Este hino foi cantado por 150 mil pessoas nas portas do Sr. Nixon(Casa Branca) onde apavorado com a repercussão, acabou sendo deposto.
Ao mesmo tempo, saía o compacto simples de George Harrisson com o mantra Hare Krshna e a faixa maravilhosa, “My Sweet Lord”, que foi um sucesso nas paradas e rádios da época. Em setembro de 1969, Swami Prabhupada foi convidado a se hospedar na fazenda de Lennon, onde instalou um centro para meditações e filosofia oriental denominado “O Templo”. Curiosidade: “O Templo” ainda existe hoje, mas agora de propriedade do Beatle Ringo Star, que montou um estúdio particular no local.
Neste local, Lennon, Yoko e Harrisson tiveram contatos aprofundados com a cultura espiritual Hindu, o que marcou definitivamente suas vidas e composições musicais. Um pouco antes, em 1967, houve um evento que mudaria a raiz do Rock, semeando o futuro do movimento Progressivo e Psicodélico.
Em São Francisco, Estados Unidos, este evento marcava o início do movimento pacifista Hippie. Lá, sob a liderança deste notável velhinho, Swami Prabhupada, em meio a uma grandiosa instalação de luzes e equipamentos sonoros, no Estádio de Avalon, reuniram-se nada menos que Janis Joplin, Grateful Dead, Jefferson Airplane, entre outras bandas de renome. Também estava lá o pioneiro do LSD, Timothy Leary. Mas o que aconteceu nesta noite inesquecível? Todos cantaram variações do mantra Hare Krshna durante a noite toda até o dia raiar. Todos unidos em nome da paz e amor, com seus instrumentos, apitos, percussões e vozes. E, pasmem, o êxtase foi tão grande que se esqueceram das drogas e muitos nunca mais a usaram.
Muitos ingressaram na filosofia existencial do Swami, incluindo mais de 70% dos músicos da época. Infelizmente, uma boa parte já estava viciada demais para largar e morreram de overdose. Entre eles, Hendrix, Joplin, Keith Moon, Boham, etc... Posteriormente, grupos como Yes e Rush fariam movimentos anti-drogas e vegetarianos, bem como outras bandas de peso na Europa e EUA.
Hoje em dia não existem mais “mestres” de alto nível. As pessoas estão perdidas, alienadas, sem rumo e a nossa música perdeu o colorido, a beleza e a riqueza, além da sonoridade plástica dos anos 60 e 70. Hoje, marginais e criminosos permeiam na mídia com hinos violentos, letras idiotas e sem sentido, semi- alfabetizados, degenerados espiritualmente. Gritam palavrões, sexo, estupidez e bestialidade, se dizendo ainda “revolucionários” (?). Quando cito e insisto em dizer que o Rock de 40 anos atrás era um movimento altamente sofisticado, reacionário, espiritualmente e intelectual, é a pura verdade histórica. Logicamente houve muita merda nesta época também, mas o todo, a base, foi de alto nível.
O psicodelismo que invadiu o Rock entre 68 e 73, fundamentando as viagens fantásticas, mantras indianos, o colorido das roupas, seria a marca registrada das bandas até 1978. Vide as fotos até de bandas mais pesadas, como Black Sabbath, Led Zeppelin, Uriah Heep e verão que digo a verdade. Mas em 1978, com a entrada da famigerada onda “discoteca”, de John Travolta e Bee Gees, a idiotice materialista americana voltou à tona. Para mim, foi o último suspiro do Rock de raiz. Os grupos Pink Floyd, Tangerine Dream e Yes marcaram o mundo roqueiro com suas magníficas letras, além de no Brasil, os Mutantes lançarem a obra derradeira, o LP Tudo Foi Feito Pelo Sol, em 1974.
Interessante é notar que todas as bandas, em sua maioria, tinham o Sol como referencial, a luz e os “Portais Luminosos do Amanhecer”, em suas letras, sem falar nas palavras Amor, Liberdade e Paz. Hoje, em oposição, acredito que pelo momento péssimo que atravessa nosso Planeta, as bandas em sua maioria passaram a citar “A Escuridão” e “As Trevas”. Vejam bem que nos anos 60 e 70 tudo era só cores, luz, paz e amor. Hoje o lado negro e dark é a base do Rock. Lógico, havia naqueles anos o lado escuro em bandas como Pink Floyd, Sabbath, Uriah Heep e Atomic Rooster. Mas, mesmo assim, tudo isto era atravessado por raios e cores luminosas características da época. Veja que, um pouco antes de morrer, por motivos de alcoolismo, um dos maiores vocalistas dos anos 70, David Byron, fez uma “ode” a luz em sua última maravilhosa performance no Uriah Heep: a faixa título “Return To Fantasy”.
Muito interessante neste período também, seria a inserção de elementos da filosofia grega e romana, além dos nomes egípcios e hindus e outros de origem asiática e oriental nos nomes, letras e influências musicais de algumas bandas. Surgiram clássicos inesquecíveis numa quantidade e qualidade incalculável no Rock mundial. Cito algumas em variados países como:
Itália: Le Orme, Banco, P.F.M. (esta tinha o letrista do King Crimson, Pete Sinfield, em seu cast), Formula Tree, Odissea, Osanna, Goblin, Jumbo, Museo Rosembach, Loccanda, Delle Fate, The Trip, etc.
Alemanha: Grandes obras de bandas como Grobscnitt, Novalis, Ramsés, Guru Guru, Tangerine Dream, Klaus Schulze, Popol Vuh, Kraftwerk, Ash Ra Temple, Ammon Duul, Anabis, Cornucopia, etc.
Argentina: Crucis, Espiritu, Ave Rock, Alas, Arco-Iris, Pablo El Enterrador, El Reloj, Redd, Mia, Lito Vitale, etc.
França: Ange, Atoll, Alpha Centauri, Asia Minor, Edhels, Eden, Hecenia, Pentacle, Tai Phong, Shylock, Terpandre, Wlud, etc.
Brasil: Som Nosso De Cada Dia, Mutantes, Som Imaginário (de Wagner Tizo), Terreno Baldio, Moto Perpétuo (de Guilherme Arantes), Barca Do Sol (este tinha Lulu Santos), O Terço, Tellah, Secos & Molhados, Casa Das Máquinas, 14 Bis, etc.
No mundo todo, em menor quantidade, Grécia, Canadá, Holanda, Suécia, Japão, etc, o movimento se alastrou. No sentido quantitativo, os quatro maiores países na produção do Rock foram Inglaterra, Itália, Alemanha e França, isso na Europa. Já na América, Estados Unidos, Brasil e Argentina formavam o núcleo.
Obviamente quero estimular ao leitor à busca e pesquisa, bem como ao interesse de voltar no tempo em busca das raízes do Rock. As citações superficiais e fora de ordem cronológica aqui visam somente dar um panorama geral do movimento. Uma quantidade inigualável de obras primas podem ser hoje adquiridas remasterizadas em CD com fotos, álbuns e books. Além de muitos virem com histórico e faixas bônus.
Também há o fator esoterismo (ou seja, a inserção de elementos da magia, espiritualismo e ocultismo) no Rock desta era. Até hoje este estilo é um berço para Aleister Crowley, Lovecraft, Edgar Allan Poe e Castañeda, além dos filósofos Rosseau, Decartes, Kant, Novalis, Platão, etc. O satanismo e a magia negra estão amplamente presentes, em destaque nos anos 90 em diante. Nos 60/70, a coisa era mais disfarçada, mas cito ainda o Zeppelin e Sabbath (com Crowley como guru), Uriah Heep, Beatles, Hendrix, Stones, Floyd, Raul Seixas (e sua Sociedade Alternativa), King Crimson, etc, todos com o pé no caldeirão do demo!
A parte filosófica, ocultista, espiritual e intelectual, foi realmente um marco fundamental na fase intermediária do movimento Rock. Sem ela, hoje não teríamos este nível de arte das referidas décadas(60 & 70). Não cabe aqui julgar se é positivo ou negativo terminologias religiosas, mas analisar o que tudo isto representou numa época existencial conturbada e em fase de profundas reformas e mudanças, no contexto de criatividade e produção musical. Incontestável a qualidade. Enfim, a busca do Sol, da luz, do significado da vida e da morte, do mistério. Acredito que nos anos 60 e 70 “tudo foi feito pelo sol”. E a viagem continua.
terça-feira, 9 de abril de 2019
KING CRIMSON-Earthbound Live 1972 Remaster
KING CRIMSON LIVE 1972
Earthbound
LINK CD:
https://mega.nz/#!fIhiFQSD!eSXSjjd4msW-KUYgELUCDf549PMzDbHUUpODRowlEHM
Uma obra forte e visceral.A pegada da banda é destruidora.
O LP é realmente ruim a gravação.Captação ruim, mixagem idem,somado ao chiado do vinil.
Nesta REMASTER eu consegui melhorar peloo menos 5o% do som de maneira geral,com edição de alogumas salas de efeitos, equalização ,edição e masterização vinda de um CD.Boz Burell faz a diferença com um vocal vigoroso e um baixo matador.A bateria de Wallace é fenomenal!!Os outros 2 nem prerciso comentar!!
Eu sempre fui fã absoluto desta banda.
Então aí está.Desfrutem.
Boz Burrell: Vocals, Bass (R.I.P.)
Robert Fripp: Guitar, Mellotron
Mel Collins: Saxes, Flute
Ian Wallace: Drums
MUSICAS:
1. 21st Century Schizoid Man
2. Peoria
3. The Sailor's Tale
4. Earthbound
5. Groon
sábado, 6 de abril de 2019
EL RELOJ-1972 Reedit Rare 18 Tracks
EL RELOJ - AL BORDE DEL ABISMO 1971
Argentina
LINK CD:
https://mega.nz/#!DZRBgY5A!TtjpxYoA3I2IJQ44kV4jw5Slif1lCRi6hEVuqAXurro
Um vulcão em erupção!!Posso dizer como músico, que é mais frenético, violento,e virtuoso que Led Zeppelin ou The Who.E tão bombástico quanto os melhores discos do EL&P anos 70.
O baterista JUAN ESPOSITO está na minha opinião ao lado de Bill Bruford e Phil Collins e entre os 20 melhores bateristas mundiais do século XX. Sua pegada nesta 18 faixas é IMPRESSIONANTE.O baixista Freezza faz um som matador e extremamente presente na cozinha.O guitarrista Willi impressiona .Seu estilo semi-acústico é matador.O tecladista Valente ( já diz o nome) arregaça nos vocais e camas de orgão/solos de synth...bem sutis.Cantado em espanhol,lembra a pegada dos grupos italianos desta época.
A massa toda é bombástica e funciona como um EL&P que na mesma época lançou o fabuloso Quadros de Uma Exposição.É mais ou menos similar.Mas é uma banda ARGENTINA da mesma época com estilo próprio que não imita nada!!
IMPRESSIONANTE.
Eu reuni as melhores faixas da banda (e deste álbum) e remasterizei,pois as faixas originais são muito abafadas e baixas.Agora vc. pode desfrutar da beleza incrível da música deste grupo, para mim, o melhor da Argentina anos 70 seguido do Crucis e Alas.
- Juan Esposito / drums, vocals
- Eduardo Frezza / bass, vocals
- Willy Gardi / lead guitar, vocals
- Luis Alberto Valenti / keyboards, vocals
- Osvaldo Zabala / guitar
ACRON 1995-same (reedit)
PRESENTE/LINK CD
https://mega.nz/#F!iIIiFQbD!OEc_FlqBh6Xip-Xz3_ihIg
ACRON-Shadows CD 1995
Musea/Brasil
Edição rara Especial com 6 bônus
CAPA: Luis Lopes de Sales
Em 1995 montei uma banda paralela ao ALPHA III que era dirigida ao Hard Rock.Aqui está uma edição especial sem 3 faixas do original que não eram minhas.
Mas inclui 6 outras BÔNUS de outros projetos que não entraram no CD.A Música Another World foi ao Monsters of Rock na MTV.
Eu compus as letras/teclados/arranjos de guitarra/linhas de bateria.Fiz todos vocais. A temática foi feita sobre o castelo do Rei Acron na Itália. O som é na linha Black Sabbath /Deep Purple e Uriah Heep(foi a proposta)
Como a vida é curta e eu nunca fui capitalista, distribuo o que é possível de minha arte para todos vocês e a humanidade.O Universo muitas vêzes me retribui generosamente.Nunca fiquei rico, mas estou resolvido com minha arte/mente/alma e cultura.
Nós não ficaremos aqui neste Planeta para sempre!!Então espero que gostem!!
YES-Tales from Yesterday
PODEM ME ESCREVER PARA PEDIR OS ALBUNS DIGITAIS (vonbathel@gmail.com)
Sim, é o maravilhoso álbum DUPLO "Tales from Topographic Oceans" de 1974.Sempre adorei este album,para mim a obra máxima do Yes.
DIFERENÇAS DO ORIGINAL:
Eu remasterizei e reeditei as 4 faixas .Então voce ouve 70% de sons e nstrumentos muito mais presentes e com qualidade que o original.Mas o grande PRESENTE é a faixa de ABERTURA de 20 minutos que consegui de ESTUDIO com a gravação PILOTO de 1973("The Revealing Science of God (Dance of the Dawn)"
Aqui JON ANDERSON canta sózinho.Não há back de vozes extras nem dele, nem de Squire e Howe.Vocal crú.Além do mais é AO VIVO no ESTUDIO , a primeira passagem de som que foi depois acrescentada de OVERDUBS e lançada no LP original !!
Então voce ouve a bateria bem na cara(entrada de Alan White fenomenal), baixo extremamente aberto, guitarras e teclados limpos.Não há OVERDUBS.Some ainda que remasterizei a faixa!!
Voce tem neste trampo uma faixa original de abertura com a primeira gravação crua de 1973 ,e as outras 3 com versões um pouco diferenciadas "originais" mas com remaster e edição,uma qualidade incrível na qual voce realmente vai notar cada instrumento em separado.
Espero que gostem.
Faz parte de meu trabalho musical de resgate e pesquisa ,há 15 anos, venho remasterizando LPS e CDS tanto de bandas nacionais como internacionais.
Já fiz do Wejah/ Terço( ao vivo 1974) , Trem do Futuro
o primeiro CD que ainda sairá em digital /etc...) além de inúmeras outras bandas internacionais e toda minha discografia pessoal do ALPHA III PROJECT.
Boa audição e comentem após ouvir!!
GREENSLADE
Banda inglesa fenomenal de progressivo acima da média.Capas desenhadas por Roger Dean e Patrick Woodroffe.Som calcado nos synths,hammond organ e mellotron muito técnico similar ao Triunvirat, Yes e EL&P. Tem vários lindos álbuns gravados nos anos 70 muito raros inclusive em CD.Fiz aqui uma Coletânea que REMASTERIZEI/REEDITEI (vários álbuns que são difíceis de conseguir) .A qualidade é SUPERIOR a qualquer CD ou LP de maneira geral(as gravações originais são muito baixas e abafadas).Além dos teclados e baixo virtuoses, vale destacar o excepcional baterista Andrew Mc Culloch que fêz sua presença ainda em disco do KING CRIMSON ( Lizard) e Dave Greenslade - teclado e vocais /composições/arranjos(tocou no Colosseum
ALPHA III-A Sombra Perdida no Tempo(Ópera Avantgarde) Video Youtube
ALPHA III
L'ombra persa nel tempo
2018 The Lovecraft Tales
Avantgarde Ópera Rock
A minha quinta Ópera Rock Avantgarde.Para quem curte bandas italianas como OPUS AVANTRA vai gostar.
Lógico que com meu estilo de composição.
AMYR CANTUSIO JR:
Theremim lead vocals/keyboards/piano/synthesizers/
drums/bass/mellotron/arp strings/music electronic treatments/
organ/compositions and arrangements
LIZ FRANCO:
lead microtonal chants-voices & vocals/melody tracks and narrations.
ART COVER: Les Edwards 1939 (Lovecraft Tales)(Inside)
ART COVER FRONT: Amyr Cantusio Jr
LYRICS & POEMS: by H.P. Lovecraft
MUSICS (The Books):
0-A Sombra perdida no Tempo
1-O Chamado de Cthulhu
2- A Cor que caiu do Espaço
3-A Procura de Kadath
4-Dagon
5-A Música de Erich Zann
6-A Cidade sem Nome
O JARDIM
Existe um jardim antigo com o qual às vezes sonho,
sobre o qual o sol de maio despeja um brilho tristonho;
onde as flores mais vistosas perderam a cor, secaram;
e as paredes e as colunas são idéias que passaram.
Crescem heras de entre as fendas, e o matagal desgrenhado
sufoca a pérgula, e o tanque foi pelo musgo tomado.
Pelas áleas silenciosas vê-se a erva esparsa brotar,
e o odor mofado de coisas mortas se derrama no ar.
Não há nenhuma criatura viva no espaço ao redor,
e entre a quietude das cercas não se ouve qualquer rumor.
E, enquanto ando, observo, escuto, uma ânsia às vezes me invade
de saber quando é que vi tal jardim numa outra idade.
A visão de dias idos em mim ressurge e demora,
quando olho as cenas cinzentas que sinto ter visto outrora.
E, de tristeza, estremeço ao ver que essas flores são
minhas esperanças murchas – e o jardim, meu coração.
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