BLOG de Rock Progressivo do Projeto ALPHA III (Amyr Von Bathel Cantusio) ,música eletronica, experimental e erudita de vanguarda. -Electronic & Avantgarde Vintage Music, Progressive & Kraut Rock,Teosophy, Mystycal and Esoterism Reviews, Full Reviews and Dark Music (Black Metal, Thrash,Death,Dark Wave,Industrial,....etc...) on DUSK ZONE
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sábado, 13 de abril de 2019
ALPHA III-DX21 Experiment Synthesizer
quinta-feira, 11 de abril de 2019
TUDO FOI FEITO PELO SOL( Artigo) 60-70's
ANOS 60-Tudo foi feito pelo Sol
(Livro Rock ,Ocultismo & Filosofia ) O ano era 1969. No dia 31 de maio, vários devotos Hare Krshna, adeptos do mestre Swami Prabhupada, se hospedaram no hotel Queen Elizabeth, em Montreaux, com John Lennon e Yoko Ono. Sabem para que? Gravar um dos maiores hits de manifesto dos anos 70: “Give Peace A Chance”.Este hino foi cantado por 150 mil pessoas nas portas do Sr. Nixon(Casa Branca) onde apavorado com a repercussão, acabou sendo deposto. Ao mesmo tempo, saía o compacto simples de George Harrisson com o mantra Hare Krshna e a faixa maravilhosa, “My Sweet Lord”, que foi um sucesso nas paradas e rádios da época. Em setembro de 1969, Swami Prabhupada foi convidado a se hospedar na fazenda de Lennon, onde instalou um centro para meditações e filosofia oriental denominado “O Templo”. Curiosidade: “O Templo” ainda existe hoje, mas agora de propriedade do Beatle Ringo Star, que montou um estúdio particular no local. Neste local, Lennon, Yoko e Harrisson tiveram contatos aprofundados com a cultura espiritual Hindu, o que marcou definitivamente suas vidas e composições musicais. Um pouco antes, em 1967, houve um evento que mudaria a raiz do Rock, semeando o futuro do movimento Progressivo e Psicodélico. Em São Francisco, Estados Unidos, este evento marcava o início do movimento pacifista Hippie. Lá, sob a liderança deste notável velhinho, Swami Prabhupada, em meio a uma grandiosa instalação de luzes e equipamentos sonoros, no Estádio de Avalon, reuniram-se nada menos que Janis Joplin, Grateful Dead, Jefferson Airplane, entre outras bandas de renome. Também estava lá o pioneiro do LSD, Timothy Leary. Mas o que aconteceu nesta noite inesquecível? Todos cantaram variações do mantra Hare Krshna durante a noite toda até o dia raiar. Todos unidos em nome da paz e amor, com seus instrumentos, apitos, percussões e vozes. E, pasmem, o êxtase foi tão grande que se esqueceram das drogas e muitos nunca mais a usaram. Muitos ingressaram na filosofia existencial do Swami, incluindo mais de 70% dos músicos da época. Infelizmente, uma boa parte já estava viciada demais para largar e morreram de overdose. Entre eles, Hendrix, Joplin, Keith Moon, Boham, etc... Posteriormente, grupos como Yes e Rush fariam movimentos anti-drogas e vegetarianos, bem como outras bandas de peso na Europa e EUA. Hoje em dia não existem mais “mestres” de alto nível. As pessoas estão perdidas, alienadas, sem rumo e a nossa música perdeu o colorido, a beleza e a riqueza, além da sonoridade plástica dos anos 60 e 70. Hoje, marginais e criminosos permeiam na mídia com hinos violentos, letras idiotas e sem sentido, semi- alfabetizados, degenerados espiritualmente. Gritam palavrões, sexo, estupidez e bestialidade, se dizendo ainda “revolucionários” (?). Quando cito e insisto em dizer que o Rock de 40 anos atrás era um movimento altamente sofisticado, reacionário, espiritualmente e intelectual, é a pura verdade histórica. Logicamente houve muita merda nesta época também, mas o todo, a base, foi de alto nível. O psicodelismo que invadiu o Rock entre 68 e 73, fundamentando as viagens fantásticas, mantras indianos, o colorido das roupas, seria a marca registrada das bandas até 1978. Vide as fotos até de bandas mais pesadas, como Black Sabbath, Led Zeppelin, Uriah Heep e verão que digo a verdade. Mas em 1978, com a entrada da famigerada onda “discoteca”, de John Travolta e Bee Gees, a idiotice materialista americana voltou à tona. Para mim, foi o último suspiro do Rock de raiz. Os grupos Pink Floyd, Tangerine Dream e Yes marcaram o mundo roqueiro com suas magníficas letras, além de no Brasil, os Mutantes lançarem a obra derradeira, o LP Tudo Foi Feito Pelo Sol, em 1974. Interessante é notar que todas as bandas, em sua maioria, tinham o Sol como referencial, a luz e os “Portais Luminosos do Amanhecer”, em suas letras, sem falar nas palavras Amor, Liberdade e Paz. Hoje, em oposição, acredito que pelo momento péssimo que atravessa nosso Planeta, as bandas em sua maioria passaram a citar “A Escuridão” e “As Trevas”. Vejam bem que nos anos 60 e 70 tudo era só cores, luz, paz e amor. Hoje o lado negro e dark é a base do Rock. Lógico, havia naqueles anos o lado escuro em bandas como Pink Floyd, Sabbath, Uriah Heep e Atomic Rooster. Mas, mesmo assim, tudo isto era atravessado por raios e cores luminosas características da época. Veja que, um pouco antes de morrer, por motivos de alcoolismo, um dos maiores vocalistas dos anos 70, David Byron, fez uma “ode” a luz em sua última maravilhosa performance no Uriah Heep: a faixa título “Return To Fantasy”. Muito interessante neste período também, seria a inserção de elementos da filosofia grega e romana, além dos nomes egípcios e hindus e outros de origem asiática e oriental nos nomes, letras e influências musicais de algumas bandas. Surgiram clássicos inesquecíveis numa quantidade e qualidade incalculável no Rock mundial. Cito algumas em variados países como: Itália: Le Orme, Banco, P.F.M. (esta tinha o letrista do King Crimson, Pete Sinfield, em seu cast), Formula Tree, Odissea, Osanna, Goblin, Jumbo, Museo Rosembach, Loccanda, Delle Fate, The Trip, etc. Alemanha: Grandes obras de bandas como Grobscnitt, Novalis, Ramsés, Guru Guru, Tangerine Dream, Klaus Schulze, Popol Vuh, Kraftwerk, Ash Ra Temple, Ammon Duul, Anabis, Cornucopia, etc. Argentina: Crucis, Espiritu, Ave Rock, Alas, Arco-Iris, Pablo El Enterrador, El Reloj, Redd, Mia, Lito Vitale, etc. França: Ange, Atoll, Alpha Centauri, Asia Minor, Edhels, Eden, Hecenia, Pentacle, Tai Phong, Shylock, Terpandre, Wlud, etc. Brasil: Som Nosso De Cada Dia, Mutantes, Som Imaginário (de Wagner Tizo), Terreno Baldio, Moto Perpétuo (de Guilherme Arantes), Barca Do Sol (este tinha Lulu Santos), O Terço, Tellah, Secos & Molhados, Casa Das Máquinas, 14 Bis, etc. No mundo todo, em menor quantidade, Grécia, Canadá, Holanda, Suécia, Japão, etc, o movimento se alastrou. No sentido quantitativo, os quatro maiores países na produção do Rock foram Inglaterra, Itália, Alemanha e França, isso na Europa. Já na América, Estados Unidos, Brasil e Argentina formavam o núcleo. Obviamente quero estimular ao leitor à busca e pesquisa, bem como ao interesse de voltar no tempo em busca das raízes do Rock. As citações superficiais e fora de ordem cronológica aqui visam somente dar um panorama geral do movimento. Uma quantidade inigualável de obras primas podem ser hoje adquiridas remasterizadas em CD com fotos, álbuns e books. Além de muitos virem com histórico e faixas bônus. Também há o fator esoterismo (ou seja, a inserção de elementos da magia, espiritualismo e ocultismo) no Rock desta era. Até hoje este estilo é um berço para Aleister Crowley, Lovecraft, Edgar Allan Poe e Castañeda, além dos filósofos Rosseau, Decartes, Kant, Novalis, Platão, etc. O satanismo e a magia negra estão amplamente presentes, em destaque nos anos 90 em diante. Nos 60/70, a coisa era mais disfarçada, mas cito ainda o Zeppelin e Sabbath (com Crowley como guru), Uriah Heep, Beatles, Hendrix, Stones, Floyd, Raul Seixas (e sua Sociedade Alternativa), King Crimson, etc, todos com o pé no caldeirão do demo! A parte filosófica, ocultista, espiritual e intelectual, foi realmente um marco fundamental na fase intermediária do movimento Rock. Sem ela, hoje não teríamos este nível de arte das referidas décadas(60 & 70). Não cabe aqui julgar se é positivo ou negativo terminologias religiosas, mas analisar o que tudo isto representou numa época existencial conturbada e em fase de profundas reformas e mudanças, no contexto de criatividade e produção musical. Incontestável a qualidade. Enfim, a busca do Sol, da luz, do significado da vida e da morte, do mistério. Acredito que nos anos 60 e 70 “tudo foi feito pelo sol”. E a viagem continua.







