COMO OS APÓCRIFOS FORAM APROVADOS
A Igreja Romana aprovou os apócrifos em 8 de Abril de 1546 como meio de combater a Reforma protestante. Nessa época os protestantes combatiam violentamente as doutrinas romanistas do purgatório, oração pelos mortos, salvação pelas obras, etc. Os romanistas viam nos apócrifos base para tais doutrinas, e apelaram para eles aprovando-os como canônicos.
Houve prós e contras dentro dessa própria igreja, como também depois. Nesse tempo os jesuítas exerciam muita influência no clero. Os debates sobre os apócrifos motivaram ataques dos dominicanos contra os franciscanos. O biblista católico John L. Mackenzie em seu "Dicionário Bíblico" sob o verbete, Cânone, comenta que no Concílio de Trento houve várias "controvérsias notadamente candentes" sobre a aprovação dos apócrifos. Mas o cardeal Pallavacini, em sua "História Eclesiástica" declara mais nitidamente que em pleno Concílio, 40 bispos dos 49 presentes travaram luta corporal, agarrado às barbas e batinas uns dos outros... Foi nesse ambiente "ESPIRITUAL", que os apócrifos foram aprovados. A primeira edição da Bíblia católico-romana com os apócrifos deu-se em 1592, com autorização do papa Clemente VIII.
Os Reformadores protestantes publicaram a Bíblia com os apócrifos, colocando-os entre o Antigo e Novo Testamentos, não como livros inspirados, mas bons para a leitura e de valor literário histórico. Isto continuou até 1629. A famosa versão inglesa King James (Versão do Rei Tiago) de 1611 ainda os trouxe. Porém, após 1629 as igrejas reformadas excluíram totalmente os apócrifos das suas edições da Bíblia, e, "induziram a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, sob pressão do puritanismo escocês, a declarar que não editaria Bíblias que tivessem os apócrifos, e de não colaborar com outras sociedades que incluíssem esses livros em suas edições." Melhor assim, tendo em vista evitar confusão entre o povo simples, que nem sempre sabe discernir entre um livro canônico e um apócrifo e também pelo fato do que aconteceu com a Vulgata! Melhor editá-los separadamente.
Há várias razões porque os protestantes rejeitam os Apócrifos. Eis algumas delas:
1. PORQUE COM O LIVRO DE MALAQUIAS O CÂNON BÍBLICO HAVIA SE ENCERRADO.
Depois de aproximadamente 435 a.C não houve mais acréscimos ao cânon do Antigo Testamento. A história do povo judeu foi registrada em outros escritos, tais como os livros dos Macabeus, mas eles não foram considerados dignos de inclusão na coleção das palavras de Deus que vinham dos anos anteriores.
Quando nos voltamos para a literatura judaica fora do Antigo Testamento percebemos que a crença de que haviam cessado as palavras divinamente autorizadas da parte de Deus é atestada de modo claro em várias vertentes da literatura extrabíblica.
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1 Macabeus: (cerca de 100 a.c.), o autor escreve sobre o altar:
"Demoliram-no, pois, e depuseram as pedras sobre o monte da Morada conveniente, à espera de que viesse algum profeta e se pronunciasse a respeito" (l Mac 4.45-46).
Aparentemente, eles não conheciam ninguém que poderia falar com a autoridade de Deus como os profetas do Antigo Testamento haviam feito. A lembrança de um profeta credenciado no meio do povo pertencia ao passado distante, pois o autor podia falar de um grande sofrimento, "qual não tinha havido desde o dia em que não mais aparecera um profeta no meio deles" (l Mac 9.27; 14.41).
— Josefo: (nascido em c. 37/38 d.C.) explicou: "Desde Artaxerxes até os nossos dias foi escrita uma história completa, mas não foi julgada digna de crédito igual ao dos registros mais antigos, devido à falta de sucessão exata dos profetas" (Contra Apião 1:41) Essa declaração do maior historiador judeu do primeiro século cristão mostra que os escritos que agora fazem parte dos "apócrifos", mas que ele (e muitos dos seus contemporâneos) não os consideravam dignos "de crédito igual" ao das obras agora conhecida por nós como Escrituras do Antigo Testamento. Segundo o ponto de vista de Josefo, nenhuma "palavra de Deus" foi acrescentada às Escrituras após cerca de 435 a.c.
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A literatura rabínica: reflete convicção semelhante em sua freqüente declaração de que o Espírito Santo (em sua função de inspirador de profecias) havia se afastado de Israel "Após a morte dos últimos profetas, Ageu, Zacarias e Malaquias, o Espírito Santo afastou-se de Israel, mas eles ainda se beneficiavam do bath qôl" (Talmude Babilônico, Yomah 9b repetido em Sota 48b, Sanhedrín 11 a, e Midrash Rabbah sobre o Cântico dos Cânticos, 8.9.3).
— A comunidade de Qumran: (seita judaica que nos legou os Manuscritos do Mar Morto) também esperava um profeta cujas palavras teriam autoridade para substituir qualquer regulamento existente (veja 1QS 9.11), e outras declarações semelhantes são encontradas em outros trechos da literatura judaica antiga (veja 2Baruc 85.3 Oração de Azarias 15). Assim, escritos posteriores a cerca de 435 a.C. em geral não eram aceitos pelo povo judeu como obras dotadas de autoridade igual à do restante das Escrituras.
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O Novo Testamento: não temos nenhum registro de alguma controvérsia entre Jesus e os judeus sobre a extensão do cânon. Ao que parece,Jesus e seus discípu1os de um lado e os líderes judeus ou o povo judeu, de outro, estavam plenamente de acordo em que acréscimos ao cânon do Antigo Testamento tinham cessado após os dias De Esdras, Neemias, Ester, Ageu, Zacarias e Malaquias. Esse fato é confirmado pelas citações do Antigo Testamento feitas por Jesus e pelos autores do Novo Testamento. Segundo uma contagem,Jesus e os autores do Novo Testamento citam mais de 295 vezes, várias partes das Escrituras do Antigo Testamento como palavras autorizadas por Deus, mas nem uma vez sequer citam alguma declaração extraída dos livros apócrifos ou qualquer outro escrito como se tivessem autoridade divina. A ausência completa de referência à outra literatura como palavra autorizada por Deus e as referências muito freqüentes a centenas de passagens no Antigo Testamento como dotadas de autoridade divina confirmam com grande força o fato de que os autores do Novo Testamento concordavam em que o cânon estabelecido do Antigo Testamento, nada mais nada menos, devia ser aceito como a verdadeira palavra de Deus.
A contrabalançar essa tese há a declaração de Jesus.
Mateus 11 : 13
Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João.
Hora. João era da época de Jesus, portanto toda a Lei e Profetas profetizaram até a época de João talvez o ultimo profeta.
2. PORQUE A INCLUSÃO DOS APÓCRIFOS FOI ACIDENTAL.
A conquista da Palestina por Alexandre, o Grande, ocasionou uma nova dispersão dos judeus por todo o império greco-macedônico. Pelo ano 300 antes de Cristo, a colônia de judeus na cidade de Alexandria, Egito, era numerosa, forte e fluente. Morrendo Alexandre, seu domínio dividiu-se em quatro reinos, ficando o Egito sob a dinastia dos Ptolomeus. O segundo deles, Ptolomeu Filadelfo, foi grande amante das letras e preocupou-se com enriquecer a famosa biblioteca que seu pai havia fundado. Com este objetivo, muitos livros foram traduzidos para o grego. Naturalmente, as Escrituras Sagradas do povo hebreu foram levadas em conta, apreciando-se também a grande importância que teria a tradução da Bíblia de seus antepassados da Palestina para os judeus cuja língua vernácula era o grego.
Segundo um relato de Josefo, Sumo Sacerdote de Jerusalém Eleazar enviou, a pedido de Ptolomeu Filadelfo, uma embaixada de 72 tradutores a Alexandria, com um valioso manuscrito do Velho Testamento, do qual traduziram o Pentateuco. A tradução continuou depois, não se completando senão no ano 150 antes de Cristo.
Esta tradução, que se conhece com o nome de Septuaginta ou Versão dos Setenta (por terem sido 70, em número redondo, seus tradutores), foi aceita pelo Sinédrio judaico de Alexandria; mas, não havendo tanto zelo ali como na Palestina e devido às tendências helenistas contemporâneas, os tradutores alexandrinos fizeram adições e alterações e, finalmente, sete dos Livros Apócrifos foram acrescentados ao texto grego como Apêndice do Velho Testamento. Os estudiosos acham que foram unidos à Bíblia, por serem guardados juntamente com os rolos de livros canônicos, e quando foram iniciados os Códices, isto é , a escrituração da Bíblia inteira em um só volume, alguns escribas copiaram certos rolos apócrifos juntamente com os rolos canônicos.
Todos estes livros, com exceção de Judite, Eclesiástico, Baruque e 1 Macabeus, estavam escritos em grego, e a maioria deles foi escrita muitíssimos anos depois de o profeta Malaquias, o último dos profetas da Dispensação antiga, escrever o livro que leva o seu nome. O que se pode concluir daí é que, quando a Septuaginta era copiada, alguns livros não canônicos para os judeus eram também copiados. Isso também poderia ter ocorrido por ignorância quanto aos livros verdadeiramente canônicos.
Pessoas não afeiçoadas ao judaísmo ou mesmo desinteressadas em distinguir livros canônicos dos não canônicos tinham por igual valor todos os livros, fossem eles originalmente recebidos como sagrados pelos judeus ou não. Mesmo aqueles que não tinham os demais livros judaicos como canônicos certamente também copiavam estes livros, não por considerá-los sagrados, mas apenas para serem lidos. Por que não copiar livros tão antigos e interessantes? Estes livros, entretanto, têm a importância de refletir o estado do povo judeu e o caráter de sua vida intelectual e religiosa durante as várias épocas que representam, particularmente, a do período chamado intertestamentário (entre Malaquias e João Batista, de 400 anos); é, talvez, por estas razões que os tradutores os juntaram ao texto grego da Bíblia, mas os judeus da Palestina nunca os aceitaram no cânon de seus livros sagrados.
3. TESTEMUNHAS CONTRA OS APÓCRIFOS
Traremos agora o depoimento de várias personagens históricas que depõe contra a lista canônica "Alexandrina", como consta na Septuaginta, Vulgata e em todas as versões das Bíblias católicas existentes. Pelo peso de autoridade que representam esses vultos, são provas mais do que suficientes e esmagadoras contra a inclusão dos Apócrifos no Cânon bíblico. Vejamos:JOSEFO
JOSEFO: A referência mais antiga ao cânon hebraico é do historiador judeu Josefo (37-95 AC). Em Contra Apionem ele escreve: "Não temos dezenas de milhares de livros, em desarmonia e conflitos, mas só vinte e dois, contendo o registro de toda a história, os quais, conforme se crê, com justiça, são divinos." Depois de referir-se aos cinco livros de Moisés, aos treze livros dos profetas, e aos demais escritos (os quais "incluem hinos a Deus e conselhos pelos quais os homens podem pautar suas vidas"), ele continua afirmando:
"Desde Artaxerxes (sucessor de Xerxes) até nossos dias, tudo tem sido registrado, mas não tem sido considerado digno de tanto crédito quanto aquilo que precedeu a esta época, visto que a sucessão dos profetas cessou. Mas a fé que depositamos em nossos próprios escritos é percebida através de nossa conduta; pois, apesar de ter-se passado tanto tempo, ninguém jamais ousou acrescentar coisa alguma a eles, nem tirar deles coisa alguma, nem alterar neles qualquer coisa que seja"
Josefo é suficientemente claro. Como historiador judeu, ele é fonte fidedigna. Eram apenas vinte e dois os livros do cânon hebraico agrupados nas três divisões do cânon massorético. E desde a época de Malaquias (Artaxerxes, 464-424) até a sua época nada se lhe havia sido acrescentado. Outros livros foram escritos, mas não eram considerados canônicos, com a autoridade divina dos vinte e dois livros mencionados.
ORIGENES
ORÍGENES: No terceiro século d.C, Orígenes (que morreu em 254) deixou um catálogo de vinte e dois livros do Antigo Testamento que foi preservado na História Eclesiástica de Eusébio, VI: 25. Inclui a mesma lista do cânone de vinte e dois livros de Josefo (e do Texto Massorético) inclusive Ester, mas nenhum dos apócrifos é declarado canônico, e se diz explicitamente que os livros de Macabeus estão "fora desses [livros canônicos]".
TERTULIANO: Aproximadamente contemporâneo de Orígenes era Tertuliano. (160-250 dc) o primeiro dos País Latinos cujas obras ainda existem. Declara que os livros canônicos são vinte e quatro.
HILÁRIO: Hilário de Poitiers (305-366) os menciona como sendo vinte e dois.
ATANÁSIO: De modo semelhante, em 367 d.C., o grande líder da igreja, Atanásio, bispo de Alexandria, escreveu sua Carta Pascal e alistou todos os livros do nosso atual cânon do Novo Testamento e do Antigo Testamento, exceto Éster. Mencionou também alguns livros dos apócrifos, tais como a Sabedoria de Salomão, a Sabedoria de Sirac, Judite e Tobias, e disse que esses "não são na realidade incluídos no cânon, mas indicados pelos Pais para serem lidos por aqueles que recentemente se uniram a nós e que desejam instrução na palavra de bondade".
JERONIMO: Jerônimo (340-420.dc.) propugnou, no Prologus Galeatus. A citação pertinente de Prologus Galeatus é a seguinte:
"Este prólogo, como vanguarda (principium) com capacete das Escrituras, pode ser aplicado a todos os Livros que traduzimos do Hebraico para o Latim, de tal maneira que possamos saber que tudo quanto é separado destes deve ser colocado entre os Apócrifos. Portanto, a sabedoria comumente chamada de Salomão, o livro de Jesus, filho de Siraque, e Judite e Tobias e o Pastor (supõe-se que seja o Pastor de Hermas), não fazem parte do cânon. Descobri o Primeiro Livro de Macabeus em Hebraico; o Segundo foi escrito em Grego, conforme testifica sua própria linguagem". Jerônimo, no seu prefácio aos Livros de Salomão, menciona ter descoberto Eclesiástico em Hebraico, mas declara em sua; convicção que a Sabedoria de Salomão teria sido originalmente composta em Grego e não em Hebraico, por demonstrar uma eloqüência tipicamente helenística. "E assim", continua ele, "da mesma maneira pela qual a igreja lê Judite e Tobias e Macabeus (no culto público) mas não os recebe entre as Escrituras canônicas, assim também sejam estes dois livros úteis para a edificação do povo, mas não para estabelecer as doutrinas da Igreja"). e noutros trechos, prima pelo reconhecimento de apenas os vinte e dois livros contidos no hebraico, e a relegação dos livros apócrifos a uma posição secundária. Assim, no seu Comentário de Daniel, lançou dúvidas quanto à canonicidade da história de Suzana, baseando-se no fato que o jogo de palavras atribuído a Daniel na narrativa, só podia ser derivado do grego e não do hebraico (inferência: a história foi originalmente composta em grego). Do mesmo modo, em conexão com a história de Bel e a do Dragão, declara; "a objeção se soluciona facilmente ao asseverar que esta história especifica não está incluída no texto hebraico do livro de Daniel. Se, porém, alguém fosse comprovar que pertence ao cânone, seríamos obrigados a buscar uma outra resposta a esta objeção".
MELITO: A mais antiga lista cristã dos livros do Antigo Testamento que existe hoje é a de Melito, bispo de Sardes, que escreveu em cerca de 170 d.C.
"Quando cheguei ao Oriente e encontrei-me no lugar em que essas coisas foram proclamadas e feitas, e conheci com precisão os livros do Antigo Testamento, avaliei os fatos e os enviei a ti. São estes os seus nomes: cinco livros de Moisés, Gênesis, Êxodo, Números, Levítico, Deuteronômio,Josué, filho de Num, Juizes, Rute, quatro livros dos Remos,'0 dois livros de Crônicas, os Salmos de Davi, os Provérbios de Salomão e sua Sabedoria," Eclesiastes, o Cântico dos Cânticos,Jó, os profetas Isaías,Jeremias, os Doze num único livro, Daniel, Ezequiel, Esdras." É digno de nota que Melito não menciona aqui nenhum livro dos apócrifos, mas inclui todos os nossos atuais livros do Antigo Testamento, exceto Éster. Mas as autoridades católicas passam por cima de todos esses testemunhos para manter, em sua teimosia, os Apócrifos!
AS HERESIAS DOS APÓCRIFOS
NOTA:
Uma das grandes razões dos Apócrifos serem rejeitados, é devido a grande quantidade de heresias que tais livros apresentam.
(Estas ditas "heresias" são justamente o que os diferencia da Grande Revelação Oculta, porque não se encaixa aos dogmas e controle do "gado" como as religiões querem)
NOTA II:
(OPINIÂO DO CLERO E EVANGÉLICOS NÃO REPRESENTA UMA GRANDE PARTE DA OPINIÂO DA COMUNIDADE CIENTÍFICA E RELIGIOSA )
Fora isso, existem também lendas absurdas e fictícias e graves erros históricos e geográficos, o que fazem os Apócrifos serem desqualificados como palavra de Deus. A seguir daremos um resumo de cada livro e logo a seguir mostraremos seus graves erros.
RESUMO CONTESTÁVEL E ABERTO A ESTUDOS:
TOBIAS - (200 a.C.) - É uma história novelística sobre a bondade de Tobiel (pai de Tobias) e alguns milagres preparados pelo anjo Rafael.
Apresenta:
— justificação pelas obras - 4:7-11; 12:8
— mediação dos Santos - 12:12
— superstições - 6:5, 7-9, 19
— um anjo engana Tobias e o ensina a mentir 5:16 a 19
JUDITE - (150 a.C.) É a História de uma heroína viúva e formosa que salva sua cidade enganando um general inimigo e decapitando-o. Grande heresia é a própria história onde os fins justificam os meios.
CONTRAPARTE
Entretanto em várias passagens Bíblicas vemos comportamentos semelhantes. Um dos casos é a decapitação dos profetas de BAAL exigida por Elias.
BARUQUE - (100 a.D.) - Apresenta-se como sendo escrito por Baruque, o cronista do profeta Jeremias, numa exortação aos judeus quando da destruição de Jerusalém. Porém, é de data muito posterior, quando da segunda destruição de Jerusalém, no pós-Cristo.
Traz entre outras coisas, a intercessão pelos mortos - 3:4. ECLESIÁSTICO - (180 a.C.) - É muito semelhante ao livro de Provérbios, não fosse as tantas heresias:
—
A Intercessão pelos mortos seria de fato uma Heresia? Há Historiadores que afirmam que tal crença fazia parte das crenças dos Cristãos primitivos, e foi considerada Heresia pelo Concílio de Constantinopla no ano 553.
O Segundo Concílio de Constantinopla (que acredita-se ter sido o Quinto Concílio Ecuménico da Igreja) foi um concílio ecuménico realizado na cidade de Constantinopla (atual Istambul , Turquia) de 5 de maio a 2 de junho do ano 553. Foi convocado pelo imperador romano Justiniano, com participação majoritária de bispos orientais; apenas dezesseis bispos ocidentais estavam presentes, vindos das províncias romanas da África e da Ilíria. O Presidente foi o bispo Eutiquio, patriarca de Constantinopla.
O concílio foi a última fase de um conflito longo e tumultuado que começou com um édito de Justiniano em 543 d.C. contra Orígenes e o chamado origenismo. Justiniano se convenceu que o Nestorianismo continuava a ganhar força por causa dos escritos de Teodoro de Mopsuéstia (m. 428 d.C.), Teodoreto (m. 457 d.C.) e Ibas de Edessa (m. 457 d.C.), sendo que as obras de Teodoro e de Teodoreto eram muito admiradas dentro da Igreja. Por conta da sua recusa inicial em condenar os "Três Capítulos", o Papa Vigílio foi detido em Constantinopla contra sua vontade em 547 d.C.
RAZIEL,O ARCANJO
O 'Livro do Anjo Raziel' é conhecido por conter as 1500 chaves dos mistérios do universo. Infelizmente, elas foram escritas em um linguajar tão arcano e praticamente impossível de se decifrar (sem, presumidamente, a ajuda do próprio Raziel) que nem mesmo os maiores anjos dos céus são capazes de decifrá-las. Raziel é também condecorado como o patrono especial do primeiro homem.
Raziel, chamado de anjo dos mistérios, é o detentor de uma quantidade exorbitante de informações secretas, arcanas e misteriosas; seu elevado conhecimento se deve ao fato de permanecer a uma menor distância da que separa Deus do resto da Criação e ouvir e anotar tudo que é dito em torno de Seu trono. Ele supostamente escrevia tudo, e devido a sua piedade pela punição de Adão e Eva, deu o livro a Adão, para que ele pudesse compreender melhor Deus. Tal ato não foi bem visto por alguns dos outros anjos, que roubaram o livro de Adão e o lançaram ao mar. Deus, ao invés de punir Raziel, retomou o livro e o devolveu a Adão.
O livro, posteriormente, foi passado para Enoch, que se tornaria, dizem, o anjo Metatron. Ele também é o autor do tomo do qual Enoch obteve o conhecimento para construir a arca. Não confundi-lo com Raphael, que foi o anjo que deu o tomo de Raziel a Noé, mas não o escreveu.
Sua cabeça é circundada por uma irradiante aura amarelada. Ele veste um robe de material acinzentado, que parece oscilar como se feito de material líquido. Raziel parece bastante alto e tem largas asas azuis-celestes. Ele é o governante do planeta Netuno.
Raziel é um dos querubins, o guardião da originalidade e do reino das idéias puras. Ele é apto em diversas artes místicas e pode explicar a verdade por detrás de várias verdades ocultas do universo. Uma das coisas mais interessantes que Raziel pode conceder a alguém é o entendimento das energias correntes no universo mágico, e como manipulá-las para diversos fins.
É um texto religioso judaico, primariamente escrito em hebraico e aramaico.
É de origem antiga, mas sua composição é bastante desconhecida. Da mesma forma que outros textos antigos e obscuros, como o Bahir ('Livro da Inteligência') e o Sefer Yetzirah ('Livro da SAbedoria). Graças ao mágico papiro grego, o próprio título é mencionado em outro livro antigo, "A Espada de Moisés". Críticos historiadores o consideram um trabalho medieval, mais provavelmente provido em meio ao Chasidei Ashkenaz, como citações que começariam a aparecer apenas no século XIII. Seções a seu respeito são, sem dúvida, antigas. A versão medieval mais conhecida é 'Eleazer de Worms'.
Isso é redigido pesadamente no Sepher Yetzirah e Sepher Ha-Razim. Neles existem múltiplas versões de manuscritos, contendo sete tratados. A versão impressa do Sefer Raziel é dividida em cinco livros, alguns na forma de um Midrash (interpretação) místico da Criação. Ele detém uma angeologia bem trabalhada, usos místicos do zodíaco, gematria, nomes de Deus, encantamentos protetores, e metodologia para a escrita de amuletos místicos curativos.
O livro também contém escritos mágicos de origem desconhecida, que parecem códigos para mascarar escritos hebraicos de encantamentos e sortilégios místicos.
De acordo com outra lenda, foi RAFAEL que, após o Dilúvio, entregou a Noé um "livro médico", que pode ter sido o famoso Sefer Raziel, o livro do Anjo RAZIEL.
Sefer Raziel HaMalakh
Sefer Raziel HaMalakh, (Em hebraico, traduz como "O Livro de Raziel O Anjo"), é um texto Judaico religioso (mais propriamente um Grimoire), Primeiramente escrito em hebraico e Aramaico.
É de origem antiga, mas sua composição é desconhecida. O Bahir (hebraico para Iluminação) é um trabalho pseudepigráficas místico atribuído a Nehunya ha ben-Caná, um sábio rabínico primeiro século, e um contemporâneo de Joanã ben Zakkai (século I), porque ele começa com as palavras, ha R. Nehunya ben Caná, disse.
Inspira-se fortemente em Sepher Yetzirah e Sepher Ha-Razim. Existem várias versões manuscritas, contendo até sete Tractatus. A versão impressa do Sefer Raziel é dividido em cinco livros, alguns deles sob a forma de uma mística Midrash sobre a Criação. Ele apresenta uma elaborada angelologia, Usa mágica do Zod
O livro também contém scripts mágicos de origem desconhecida, que aparecem como códigos para mascarar hebraico escrito de fórmulas mágicas e encantamentos.
Segundo a lenda, um outro livro relacionado chamado simplesmente de Sefer Raziel foi o primeiro livro escrito, contendo os segredos do cosmos - segredos e mistérios da criação, dada por Deus através do anjo Raziel a Adão e sua linhagem. O livro é feito de safira.
"Sefer Raziel HaMalac
O Anjo Raziel também ensinou a Adão o conhecimento do poder da palavra, o poder do pensamento e do poder de uma alma de pessoas dentro dos limites do corpo físico e este mundo físico, basicamente ensinar o conhecimento com que um pode harmonizar físico e espiritual existência neste mundo físico.
O "Anjo Raziel" foi enviado à terra com finalidade específica para ensinar Adão e Abraão as formas da natureza. O livro "Raziel HaMalach" explica tudo de Astrologia dos planetas no nosso sistema solar, e explica como o da energia criativa da vida começa com um pensamento do reino espiritual, transcendendo em discurso e ação no mundo físico. O eterno Energia Divina vida criativa desta terra é o amor, o livro explica as leis espirituais do nascimento, morte, a reencarnação da alma, e muitas das leis espirituais
Mantendo o livro "Raziel HaMalach"
A tradição judaica ensina que, mesmo se não se compreender as palavras deste livro, ou mesmo entender hebraico, tenha uma cópia do livro para proteção espiritual, a vida espiritual nos queridos, como um sinal de que se está procurando Espiritual e Divina inspiração na vida.
A maioria das pessoas mantenha uma cópia em seu bolso, carteira ou bolsa, e dormir com ela sob seu travesseiro. Mantendo-os em casa é acreditado para trazer uma bênção divina especial - e especialmente para mulheres grávidas no momento do nascimento, colocando-o sob seu travesseiro - é aceite uma tradição segura "para um nascimento fácil.
Como é tradição ao longo das gerações a força deste livro está no fato de que, é para ser dado como um presente de graça, para alguém que precisa dele. Por lei espiritual, não se pode cobrar por este livro, pois isso prejudica a sua espiritualidade
ADÃO: O livro de Raziel
Depois de ser expulso do Paraíso Adão orou a Deus com as seguintes palavras:
– Ó Deus, Senhor do mundo! O senhor criou o mundo inteiro para honra e glória do Poderoso, e fez da forma que lhe agradou. Seu reino é por toda a eternidade, e seu reinado por todas as gerações. Nada lhe está oculto, e nada escondido dos seus olhos. O senhor criou-me como obra das suas mãos, e estabeleceu-me como governante sobre as suas criaturas, para que eu exercesse domínio sobre as suas obras. Porém a ardilosa e execrável serpente seduziu-me com desejo e com lascívias; seduziu, é verdade, a esposa do meu coração. O senhor, no entanto, não revelou-me o que sobrevirá a meus filhos e às gerações depois de mim. Sei muito bem que nenhum ser humano é capaz de ser íntegro aos seus olhos. E que é minha força para que eu me coloque na sua presença com rosto impudente? Não tenho boca com que falar nem olho com o qual ver, pois verdadeiramente pequei e cometi transgressão, e por causa dos meus pecados fui expulso do Paraíso. Devo arar a terra da qual fui tomado, e os demais habitantes da terra, os animais selvagens, não mais, como antes, demonstram assombro e temor diante de mim. A partir do instante em que comi da árvore do conhecimento do bem e do mal a sabedoria me abandonou: sou um tolo que nada sabe, um ignorante que nada compreende. Agora, misericordioso e gracioso Deus, peço que volte novamente a sua compaixão ao cabeça das suas obras, ao espírito que instilou nele e à alma que soprou nele.
Venha ao meu encontro com a sua graça, pois o senhor é gracioso, tardio em irar-se e pleno de amor. Que a minha oração alcance o trono da sua glória, e a minha súplica o trono de sua misericórdia; que o senhor se incline na minha direção com amor. Que as palavras da minha boca sejam aceitáveis, e o senhor não dê as costas à minha petição. O senhor é desde a eternidade e será até a eternidade; era rei, e será rei. Tenha agora misericórdia da obra das suas mãos; conceda-me conhecimento e compreensão, para que eu saiba o que sobrevirá a mim, à minha posteridade e a todas as gerações que virão depois de mim, e o que me sobrevirá a cada dia e a cada mês. Não negue a mim o auxílio dos seus servos e dos seus anjos.
No terceiro dia depois que Adão ofereceu essa oração, enquanto sentava às margens do rio que flui do Paraíso, apareceu a ele, na hora mais quente do dia, o anjo Raziel, trazendo nas suas mãos um livro. O anjo dirigiu-se a Adão com as seguintes palavras:
– Adão, porque está tão desanimado? Porque tão aflito e ansioso? As suas palavras foram ouvidas no momento em que, entre apelos e súplicas, você as proferiu, e recebi a incumbência de ensinar-lhe palavras puras e compreensão profunda, de torná-lo sábio através do conteúdo do livro sagrado que trago nas mãos, e de dar-lhe a conhecer o que irá lhe sobrevir até o dia da sua morte. Quanto a todos os seus descendentes e todas as gerações posteriores, se lerem este livro em pureza, com um coração devoto e uma mente humilde, e obedecerem aos seus preceitos, tornar-se-ão como você: eles também saberão de antemão o que acontecerá, em qual mês e em qual dia ou qual noite. Tudo estará manifesto para eles: saberão e compreenderão se uma calamidade está por vir, uma fome ou animais selvagens, inundações ou seca; se haverá abundância de grão ou escassez; se os perversos governarão o mundo; se gafanhotos devastarão a terra; se os frutos cairão das árvores ainda verdes; se furúnculos afligirão os homens; se guerras predominarão, ou doenças ou pragas entre homens e gado; se o bem foi resolvido no céu, ou o mal; se o sangue fluirá, e o rumor de morte dos abatidos será ouvido na cidade. E agora, Adão, venha e dê ouvidos a tudo que lhe direi a respeito da natureza deste livro e da sua santidade.
O anjo Raziel então leu do livro e, quando ouviu as palavras do santo volume proferidas pela boca do anjo, Adão caiu no chão, tomado de pavor. Porém o anjo o encorajou:
– Levante-se, Adão – ele disse. – Coragem, não tenha medo, aceite este livro de mim e guarde-o, pois dele você extrairá conhecimento e se tornará sábio, e irá também ensinar o conteúdo dele a todos que forem dignos de saberem o que ele contém.
No momento em Adão pegou o livro uma chama de fogo brotou das proximidades do rio, e o anjo subiu sobre ela em direção ao céu. Adão então soube que o que havia falado com ele era um anjo de Deus, e que o livro vinha do próprio Rei Santo, e usou-o em santidade e pureza. Esse é o livro do qual podem ser aprendidas todas as coisas que vale à pena saber, e todos os mistérios; que ensina também como invocar os anjos e fazê-los aparecerem diante dos homens, e responderem todas as suas perguntas. Porém não são todos que podem fazer uso do livro, apenas aquele que é sábio e temente a Deus, e recorre a ele em santidade. Esse estará seguro contra todos os conselhos perversos, sua vida será serena, e quando a morte tirá-lo do mundo, encontrará repouso num lugar onde não há nem demônios nem espíritos do mal, e das mãos dos perversos será velozmente resgatado.
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