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terça-feira, 14 de julho de 2026

MISTÉRIOS & MAGIA NO TIBET( Chiang SIng & Alexandra David Neel)

 Os 2 livros são impressionantes, dada a similaridade entre eles, feitos e vivenciados por 2 mulheres de diferentes nacionalidades, feministas, na mesma época.

Os títulos são o mesmo, em ordem inversa.

A experiência das duas é rica em detalhes pelas viagens entre Monges e Bruxos do TIbet e da India no final do seculo 19.

Eu li os livros várias vêzes e até hoje me surpreendo com o feito destas duas pioneiras!


Alexandra David-Néel (Bélgica )

Foi uma exploradora belga-francesa, budista, espiritualista, cantora de ópera e escritora. Começou a viajar ainda durante a sua juventude, passou 14 anos estudando o budismo na Ásia e, aos 55 anos tornou-se a primeira mulher ocidental a entrar na cidade tibetana de Lhasa. A sua vida extraordinária durou mais que um século.

Nasceu em Paris, na França, no dia 24 de outubro de 1868. O seu pai Louis David foi jornalista e professor e a sua mãe era da Bélgica, país para onde a família se mudou e residiu até David-Néel completar 6 anos.

O início da busca pelo desconhecido

Tornou-se uma exploradora precoce fazendo incursões pelo seu quintal e, ainda antes dos 15 anos, ela já vinha experimentando um bom número de austeridades extravagantes: jejuns, tormentos corporais e receitas tiradas de biografias de santos ascetas encontradas na biblioteca de uma das suas parentes.

Aos 15 anos, enquanto passava férias com os seus pais em Ostend, na Bélgica, fugiu e chegou ao porto de Vlissingen, na Holanda, para tentar embarcar para Inglaterra. A falta de dinheiro a forçou a desistir. Essa era uma época em que qualquer comportamento desse tipo era escandaloso para uma menina, e até para uma mulher aventureira não era fácil. Essa também era uma época em que o interesse pelo ocultismo e o oriente crescia.

Com 17 anos e com um espirito livre e ousado, apanha um comboio para a Suíça. Um ano depois viajou de bicicleta para Espanha e depois para Londres, onde se envolveu com um grupo de estudos associado à Sociedade Teosófica. Ela passou longas horas na biblioteca da Sociedade, debruçada sobre traduções de textos chineses e indianos.

Em 1889 mudou-se para Paris para fazer cursos de religiões orientais na Universidade Sorbonne. Embora ela não achasse que a Sociedade Teosófica fosse do seu agrado, ela descobriu na filial parisiense uma excelente biblioteca. Foi lá que pela primeira vez leu sobre o budismo tibetano. O seu interesse pelo oriente se intensificou e nesse mesmo ano se terá afirmado como budista, ainda que até então não tenha conhecido qualquer professor ou praticante budista. “Quando adotei os princípios do budismo, não conhecia um único budista e talvez fosse a única budista em Paris”, disse David-Néel mais tarde ao 13º Dalai Lama.

Ela ingressou em várias sociedades secretas e também se interessou pelas ideias anarquistas da época e pelo feminismo. Por sugestão do pai, David-Néel frequentou o Conservatório Real de Bruxelas, onde estudou piano e canto.

1891, financiada por uma herança da sua avó, ela viaja pela primeira vez para a Índia e, quando os fundos acabaram, ela se juntou como cantora a uma companhia de ópera itinerante, tendo estado em digressão pelo Norte de África. Na Casa da Ópera de Hanói assumiu a primeira posição como cantora durantes as temporadas de 1895-1896 e 1896-1897.





Chiang Sing  (Brasil)

Glycia Modesta de Arroxellas Galvão se ocultou durante anos sob o pseudônimo de Chiang Sing, com o qual ficou conhecida na imprensa brasileira. Escritora nascida no Rio de Janeiro, em 1924, filha de célebres jornalistas e bisneta do barão de Rio Apa, estudou no Colégio Sacre Coeur de Marie e recebeu austera orientação de uma preceptora alemã, com quem aprendeu vários idomas. Desfrutou, portanto, de uma primorosa educação que lhe possibilitou acesso ao mundo das artes e da literatura.

 Após a morte dos pais, saiu do Brasil, percorrendo durante trinta anos países como China, Senegal, Tibete, Índia, Japão, Egito e parte da Europa. De volta ao Rio de Janeiro, começou a publicar suas fantásticas experiências no Oriente, além de vários romances como Nefertiti, um dos mais importantes livros de sua vitoriosa carreira literária, para o qual destinou sete anos de intensivas e minuciosas pesquisas. Chiang Sing faleceu em 2002, aos 78 anos.







DAVID PARSONS-Himalaya

ESte CD é indicadíssimo para introspectar justamente estes 2 livros.Uma viagem mística, tãntrica e densa.

Obra prima !





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