Pessoalmente o Porcupine Tree a partir de seus primeiros álbuns, me impressionou pelo material forte e pesquisado.Um Space Rock, com toques que foram se tornando um Prog.Metal mais elaborado e com um acento "dark".Me agrada muito.
Principalmente na fase em que o fantástico baterista Gavin Harrison toma conta das baquetas.O cara é uma máquina percussiva!A banda que agora se tornou( a partir de um projeto que era solo) conta com um time de primeira(baixista e tecladista) além da batera e do próprio Steven Wilson que canta, toca guitarra, synths e compõe as letras.
Com uma quantidade grande de álbuns, inclusive ao vivo ( que são fantásticos) eu indico a banda aos fissurados por um Prog.Metal meio dark/pesado/ mas com atmosferas passando pelo Space Rock como o Hawkwind.As partes mais acústicas com violão e guitarras sem distorção, oferecem entre -linhas para os pesos, com toques mais emocionais e melancólicos,sempre com vocal de Steven.As camas de teclados dobram o volume e a atmosfera sinistra.Um grande som para grandes ouvintes!
PORCUPINE TREE(Sinopse/Comentários de Steven Wilson)
O projeto Porcupine Tree começou quase como uma brincadeira em meados da década de 1980. Steven Wilson, morador de Hemel Hempstead. Steve já havia gravado com algumas bandas locais (experiências que ele preferiria esquecer hoje em dia), e algumas delas chegaram a lançar demos e fitas cassete comerciais. O lançamento em cassete 'Tarquins Seaweed Farm'. Gravado entre meados e o final dos anos 80, 'Tarquins...' foi lançado em 1990 acompanhado de um livreto que relatava a história quase inteiramente fictícia do Porcupine Tree . A fita continha uma impressionante variedade de sons e texturas progressivas/psicodélicas, obviamente produzidas com equipamentos de última geração. As músicas incluídas na fita eram a épica 'Radioactive Toy', no estilo Pink Floyd (ainda hoje uma favorita nos shows ao vivo), o psych-pop acelerado e repleto de efeitos de 'Jupiter Island' e o clássico do prog cósmico 'Yellow Hedgerow Dreamscape'. Foi essa fita que Steve enviou para vários fanzines e pequenas gravadoras. 'Voyage 34' foi um lançamento insano que combinava batidas rave com space rock progressivo, com mais de 30 minutos de duração. O distribuidor ficou perplexo, a imprensa riu e o single se tornou um clássico underground, vendendo como água e capturando perfeitamente o espírito da geração Rave .
O álbum seguinte, 'Up The Downstair', foi uma combinação lógica do primeiro álbum com 'Voyage 34'. Combinando ritmos mais eletrônicos com efeitos sonoros, samples e canções melódicas, também apresenta jams instrumentais de space rock repletas de solos de guitarra elétrica intensos e permanece um dos favoritos entre os fãs do Porcupine Tree! 'Up The Downstair' marcou a estreia de Richard Barbieri e Colin Edwin no Porcupine Tree. Richard havia tocado na famosa banda Japan, dos anos 80, antes de seguir carreira solo, que o tornou um especialista reconhecido no sintetizador Prophet V. Steve o conhecia como fã e também por meio de seu trabalho com o No Man, outro projeto de Steve com uma inclinação mais voltada para o pop vanguardista. Colin era um velho amigo de escola, um baixista extremamente talentoso, e no final de 1993 o Porcupine Tree recrutou Chris Maitland, um baterista incrível que adicionou a potência percussiva necessária para as apresentações ao vivo.
Em 4 de dezembro, a banda fez sua estreia ao vivo no The Nags Head, em High Wycombe, e o evento esgotou, atraindo pessoas de todo o país. Este foi apenas o começo de muitas apresentações e turnês, incluindo o Fruit Salad Lights, que culminaram no último álbum, "The Sky Moves Sideways", o primeiro a contar com a banda completa e bateria acústica. Sua paisagem sonora surreal era povoada por riffs de guitarra à la Pink Floyd, vocais melancólicos, sintetizadores eletrônicos e samples que distorcem a mente, além da fusão característica de dance music e estruturas progressivas.Entre janeiro de 1995 e julho de 1996, o Porcupine Tree tocou na Bélgica, Holanda, Itália, Grécia e Estados Unidos e, além de inúmeros shows como atração principal, fez shows de abertura para Hawkwind, Gong, Ozric Tentacles e Marillion. É quase como se as histórias psicodélicas malucas dos encartes que acompanhavam as primeiras fitas estivessem se materializando. O Porcupine Tree havia se transformado de uma ideia em algo concreto, e isso certamente surpreendeu a todos os envolvidos tanto quanto encantou o público.
E assim, aqui estamos em 1996, relembrando o estranho desenvolvimento do Porcupine Tree, e várias perguntas candentes ainda clamam por respostas. Na época do lançamento da primeira fita cassete do Porcupine Tree, comentava-se, em tom bastante discreto, que o homem por trás da banda era uma "estrela pop" que fazia esse som não comercial por puro amor à música. Desde então, principalmente com o lançamento do mesmo material em 'Yellow Hedgerow Dreamscape', o enigma foi desfeito e o próprio Porcupine Tree se tornou um sucesso comercial, conquistando críticas positivas e espaço nas rádios.
Gosto que meus álbuns soem bem produzidos e, às vezes, isso fez com que algumas partes ficassem um pouco exageradas e pesadas... Estou bem ciente disso e o próximo álbum, de muitas maneiras, romperá com a tradição de "Up the Downstair" e "The Sky Moves Sideways" por ser muito menos espaçoso e textural — tem mais músicas, mas também é mais pesado e estranho. As faixas que soam muito parecidas com o Porcupine Tree dos velhos tempos estão sendo relegadas aos lados B. (Steven Wilson)
Nos dois primeiros álbuns e no single "Voyage 34", Porcupine Tree era Steven Wilson e Steven Wilson era Porcupine Tree. Meu amigo Malcolm Stocks participou de algumas faixas do primeiro álbum e da coletânea "Yellow Hedgerow Dreamscape". Ele não toca lá essas coisas — e não se importaria se eu dissesse isso! — mas adiciona um toque peculiar a tudo em que contribui. Malcolm foi importante para o Porcupine Tree de outras maneiras, principalmente no início, porque muitas das primeiras faixas foram gravadas apenas para o divertimento dele — ele também me ajudou a inventar a história fictícia impressa nas fitas cassete. Aliás, em certo momento, cogitamos transformar o projeto "The Incredible Expanding Mindfuck" em algo como "gravar alguns álbuns com esse nome", com ele nos vocais e na guitarra.(Steven Wilson)
Nós tivemos shows ótimos e shows péssimos em todos os ambientes ( Pubs,Teatros Médios,Clubes, etc...) — exceto estádios, onde ainda não tocamos! Algumas pessoas dizem que nossa música combina mais com espaços maiores, principalmente do ponto de vista visual, já que costumamos usar um grande show de luzes que fica meio patético em um pub! Mas eu, pessoalmente, prefiro ver música ao vivo em um ambiente mais intimista. Assistir a uma banda tocar em um estádio me deixa entediado até a morte.(Steven Wilson)
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