ATROX (Noruega 2000) Ouçam coisas nóvas.Pesquise.Abra a cabeça!!Esta banda é sensacional.Um baterista nível Mike Portnoy.Avantgarde Dark Gothic MEtal com toques progressivos e uma cantora que experimenta como Dagmar Krause e Kate Bush.Mais uma quebradeira, peso e usam ainda Moog Synths etc...Atmosferas e capas sensacionais! vale a pena!!Indicação! Músicos de primeiro time!
A banda norueguesa Atrox é um dos nomes mais singulares, inovadores e vanguardistas do cenário do metal extremo escandinavo, tendo moldado uma identidade sonora que desafia classificações rígidas desde a sua formação em Trondheim no ano de 1988 sob o nome original de Suffocation. Ao longo de sua longa trajetória, o grupo passou por uma evolução musical impressionante, deixando de lado o death metal e o doom metal mais tradicionais de seus primeiros trabalhos para se banquetear em uma mistura complexa de metal progressivo, avant-garde metal, elementos industriais, texturas góticas e experimentações teatrais que se tornaram sua marca registrada absoluta. O grande divisor de águas e ponto de virada criativo na biografia do Atrox aconteceu no final dos anos noventa com a entrada da vocalista Monika Edvardsen, cujo estilo de cantar totalmente fora do comum, performático, operístico, esquizofrênico e repleto de variações emocionais extremas elevou a música da banda a um novo patamar de excentricidade e genialidade artística. Essa fase de ouro foi eternizada em álbuns aclamados pela crítica e cultuados pelos fãs do metal alternativo, como o intrigante "Mesmerized" de 1997, o complexo "Contentum" de 2000 e o brilhante "Terrestrials" lançado em 2002 pela renomada gravadora Season of Mist, discos que desafiavam o ouvinte com estruturas de composições imprevisíveis, dissonâncias calculadas, linhas de teclado atmosféricas e uma seção rítmica que quebrava constantemente os padrões convencionais do heavy metal. Com a saída subsequente de Monika, o Atrox provou sua resiliência e capacidade de reinvenção ao trazer vocais masculinos e injetar uma forte dose de metal industrial, psicodelia e abordagens mais modernas e futuristas em seus trabalhos posteriores, a exemplo dos elogiados álbuns "Org" de 2004 e "Monolith" de 2008, que mantiveram o compromisso inabalável da banda com a originalidade e a recusa em seguir tendências comerciais fáceis. Após um longo período de hiato e silêncio em estúdio que deixou o underground ansioso por novidades, os pioneiros noruegueses retornaram triunfantes com o lançamento de "Evaluating Life" em 2017, mostrando que sua chama criativa permanecia viva, densa e pronta para explorar as complexidades da psique humana e das angústias modernas através de riffs cortantes e atmosferas sombrias. O Atrox permanece na história da música pesada como um tesouro escondido da Noruega, uma banda essencial para entusiastas de sonoridades bizarras, progressivas e profundamente artísticas que buscam algo muito além do lugar-comum.


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