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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

BLACK SABBATH-Born Again- ( Ian Gillan Lead Vocals)

Extremamente abissal, frenético/denso e absurdo.Um disco para poucos.Macabro e histérico.Vocais de Gillan acrescentam na atmosfera sombria a começar pela capa.As sombras das Ruinas de Stonehenge pairam aqui...Deuses sombrios trafegam nas músicas do abismo!! Vale cada segundo de audição!! 


 
Lançado em 9 de setembro de 1983, Born Again ocupa um lugar peculiar na discografia do Black Sabbath. Após a saída de Ronnie James Dio, a banda enfrentava uma fase de instabilidade e, como solução, recrutou Ian Gillan, ex-vocalista do Deep Purple, que também atravessava um momento difícil em sua carreira solo. A junção dessas duas forças gerou uma mistura inusitada de estilos e interpretações que desafia expectativas.A gravação do álbum não é boa.Mas as músicas são um marco histórico.

 

Formação única e excepcionalmente densa,macabra e muito polêmica do Grupo.Ame-o ou deixe-o.O som aqui está extremamente pesado e com pitadas dos teclados de Geoffrey Nicholls,dando uma atmosfera estranha e underground.Os vocais de Ian Gillan estão devastadores.Diz-se que na época Gillan além dos problemas nas cordas vocais( e aqui ele canta absurdo!!)teve encrencas para gravar com o pessoal do Sabbath, que fazia as Jams após a meia-noite num velho Castelo.Gillan dormiu do lado de fóra numa barraca com pavor dos "demônios  invocados " das Jams.
Mesmo assim as performances são devastadoras e os shows ao vivo idem.Um disco único com sonoridade  tradicional das guitarras infernais de Tony Iommy, baixo de Geezer Buttler e batera fabulosa do mestre Bill Ward.Fotos do Manor Studios da Inglaterra, onde também foi gravado o belissimo Tubular Bells de Mike Oldfield        ( Trilha sonora do filme O Exorcista)
 
 
O álbum "Born Again", lançado pelo Black Sabbath entre agosto e setembro de 1983 (com forte repercussão em 1984), é um dos capítulos mais fascinantes, bizarros e polarizadores da história do heavy metal. 
 
Após as saídas consecutivas de Ozzy Osbourne e Ronnie James Dio, a banda se viu em uma encruzilhada criativa e acabou recrutando ninguém menos que Ian Gillan, a lendária voz do Deep Purple. O resultado dessa união improvável — carinhosamente apelidada por muitos de "Deep Sabbath" — foi um disco de agressividade descomunal, cercado por lendas de bastidores que parecem saídas diretamente do filme satírico This Is Spinal Tap. Musicalmente, o álbum abre com a veloz e autobiográfica "Trashed", que detalha um acidente real em que Gillan capotou o carro do baterista Bill Ward nos arredores do estúdio após abusar do álcool. Na sequência, o clima soturno toma conta com "Disturbing the Priest", uma das faixas mais pesadas e teatrais da carreira da banda; a letra nasceu de um episódio verídico onde o som dos ensaios estava incomodando os padres de uma igreja vizinha, inspirando Gillan a alternar gargalhadas insanas e agudos estridentes em um autêntico hino de terror. Outro pilar indestrutível do álbum é "Zero the Hero", dona de um dos riffs mais arrastados, densos e influentes criados por Tony Iommi, que mais tarde serviu de inspiração direta para bandas como o Guns N' Roses e é apontada por críticos como uma espécie de ancestral do rap metal devido à métrica quase falada dos vocais de Gillan. Há espaço também para a melancolia arrastada da faixa-título "Born Again" e para a agressividade direta e comercial de "Digital Bitch" e "Hot Line". Contudo, se as composições eram brilhantes, a produção final do disco tornou-se o seu ponto mais polêmico: a mixagem original ficou extremamente abafada, saturada e com excesso de frequências graves, gerando tamanho desconforto que o próprio Ian Gillan revelou ter arremessado sua fita cassete do álbum pela janela do carro ao ouvi-la pela primeira vez. Para completar o cenário caótico, a identidade visual trazia a icônica e bizarra capa de um bebê demônio com garras e presas em fundo amarelo e azul neon, uma arte amplamente criticada na época, mas que hoje é considerada um clássico cult. Pouco após o lançamento e uma turnê conturbada — que contou com Bev Bevan na bateria substituindo um debilitado Bill Ward e a inclusão inusitada de "Smoke on the Water" no repertório —, Gillan deixou o grupo para a reunião histórica do Deep Purple. Apesar de ter sido massacrado pela crítica especializada em seu lançamento, o tempo foi extremamente generoso com "Born Again": o disco atingiu o quarto lugar nas paradas britânicas na época e, hoje, é celebrado por uma legião de fãs como uma obra-prima injustiçada, dona de uma atmosfera sombria, maligna e claustrofóbica que pouquíssimas bandas conseguiram emular ao longo dos anos.
 
 

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