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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

ADELBERT VON DEYEN (Artigo )

MUSICA ELETRONICA ALEMÃ- Vintage(Parte IV) Adelbert Von Deyen é um compositor de música eletrônica e artista nascido em Berlim(tecladista e violinista). Ele começou a trabalhar em sua música em sessões com amigo de longa data Dieter Schütz na década de 1970. Ele assinou com a Sky Label (uma das mais importantes gravadoras do Kraut Rock Alemão Vintage) que lançou seu primeiro álbum "Sternzeit" em 1978. Sky Records lançou um total de nove álbuns Von Deyen entre 1978 e 1987. As vêzes pela posição de seus shows no palco, é confundido com o outro alemão Klaus Schulze.Sua música difere em tensão e registro das de Schulze, além das capas de Deyen serem lindíssimas.Temáticas místicas com muita ficção e futurísticas.Altamentente indicado aos fissurados pelo estilo, além de ser raro os álbuns no Brasil.MUSICA ELETRONICA ALEMÃ- Vintage(Parte IV) Adelbert Von Deyen é um compositor de música eletrônica e artista nascido em Berlim(tecladista e violinista). Ele começou a trabalhar em sua música em sessões com amigo de longa data Dieter Schütz na década de 1970. Ele assinou com a Sky Label (uma das mais importantes gravadoras do Kraut Rock Alemão Vintage) que lançou seu primeiro álbum "Sternzeit" em 1978. Sky Records lançou um total de nove álbuns Von Deyen entre 1978 e 1987. As vêzes pela posição de seus shows no palco, é confundido com o outro alemão Klaus Schulze.Sua música difere em tensão e registro das de Schulze, além das capas de Deyen serem lindíssimas.Temáticas místicas com muita ficção e futurísticas.Altamentente indicado aos fissurados pelo estilo, além de ser raro os álbuns no Brasil. CDS são dificeis de se achar.Sugestão: Busca por lojas Online no Brasil e Alemanha Sternzeit (LP, Album) SKY 019, céu 019 1978 Nordborg (LP, Album) 1979 Atmosfera 3 versões 1980 Eclipse (LP, Album) 1981 Planetary (LP, Album) 1982 von Deyen * / Schuetz * - Invenções (LP, Album) 1983 Vive (LP, Album) 1984 Impressions (LP, Album) 1985 Dreamdancer (LP, Album) 1987 Pintado de preto (CdR, Álbum) 2006 Roseg @ rden 2 versões 2007 Von Deyen * & Schütz * - Old Fashioned (CdR, Album, Ltd) 2009 Sunset - The Best Of Adelbert Von Deyen (CD, Comp, RM)
Sternzeit (LP, Album) SKY 019, céu 019 1978 Nordborg (LP, Album) 1979 Atmosfera 3 versões 1980 Eclipse (LP, Album) 1981 Planetary (LP, Album) 1982 von Deyen * / Schuetz * - Invenções (LP, Album) 1983 Vive (LP, Album) 1984 Impressions (LP, Album) 1985 Dreamdancer (LP, Album) 1987 Pintado de preto (CdR, Álbum) 2006 Roseg @ rden 2 versões 2007 Von Deyen * & Schütz * - Old Fashioned (CdR, Album, Ltd) 2009 Sunset - The Best Of Adelbert Von Deyen (CD, Comp, RM)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

MAGMA (Kohntarkosz ) 1974 França

OBRA PRIMA!!!Considero Christian Vander junto à outros 9 bateras, um dos 10 MELHORES da história do séc. XX.Além de virtuose, exímio baterista,é um poeta, compositor, visionário, regente e criador de um idioma para peças vocalizadas metafísicas único no mundo todo!!Idioma Kobaian deu a vertente experimental do Rock denominda B.R.I.O. ou ZeuhL Music.Uma mistura de jazz,música erudita de câmara,rock e ópera.Tudo costurado milimétricamente. Este com certeza é a bra prima do MAGMA...para iniciar e cair o queixo!!
LINK CD: https://mega.nz/#!zJlHgD6J!crObBSfr58wCs9suGRii11IC0iMFwh89Jv-owi4WDM8 SENHA: muro
Line-up / Musicians - Stella Vander / vocals, percussion - Isabelle Feuillebois / vocals - Himiko Paganotti / vocals - Antoine Paganotti / vocals - James Mac Gaw / guitar - Emmanuel Borghi / piano, Fender Rhodes - Frédéric d'Oelsnitz / Fender Rhodes - Philippe Bussonnet / bass - Christian Vander / drums, vocals, percussion

SABINA SPIELREIN (Psicanálise e Jung)

Para estudantes e psicanalistas,psiquiatras e amantes da psiquiatria e do fenômeno dos relacionamentos afetivos. A linda história de Sabina...Louca, paciente de Jung, posteriormente sua amante, e depois uma das primeiras e mais famosas psiquiatras do mundo!! Os 2 filmes abaixo são indicados (2 versões excelentes) As artistas são lindissimas!! Emilia Fox e Keira Knightley (segunda e atual filmagem) Abaixo um pouco sobre Sabina: (Rostov, 7 de novembro de 1885 - 12 ou 14 de agosto de 1942) foi uma das primeiras mulheres psicanalistas do mundo. Russa, de uma família de mercadores judeus, foi assassinada em 1942 por soldados nazistas na mesma cidade onde nasceu.
Entre 1904 e 1905, Spielrein esteve internada no hospital Burghölzli em Zurique como paciente diagnosticada com histeria. Carl Gustav Jung foi seu médico e entre 1904 e 1911 tornou-se sua amante, com o tratamento iniciado com método de Freud passou a ajudante de Jung depois de mostrar sinais de progresso. Após Spielrein sair do hospital e começar a estudar medicina, teve Jung como seu mentor de dissertação. Até mesmo o próprio trabalho de Jung adquiriu certa influência de Spielrein. Graduou-se em 1911, defendendo uma dissertação sobre um caso de esquizofrenia. No mesmo ano, foi aceita como membro da Sociedade de Psicanálise de Viena. Em 1923, Spielrein retornou para a União Soviética e, junto com Vera Schmidt, criou um jardim de infância em Moscou, sendo todas as paredes e as mobílias de cor branca, o que deu o apelido ao lugar de Berçário Branco. A instituição tinha como principal finalidade o rápido amadurecimento crítico e analítico das crianças. O Berçário Branco foi fechado três anos depois por autoridades soviéticas sob a justificativa de que o local provia práticas de perversões sexuais para as crianças. Um fato interessante foi que o próprio Stalin matriculou seu filho Vassili neste lugar, mas com um nome falso.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

BLACK SABBATH (*) Sexta-Feira 13 / FEVEREIRO DE 1970

CD LINK + BONUS: https://mega.nz/#!eBIF0DrD!96biZVJyGbLLTbKIhwIuAn7MwC3v12S7HGP6WoT-jxI SENHA: muro Um grande disco. (*) 46 anos atrás surgia esta pérola!!!Uma obra derradeira gravada direta num dia, e mixada noutro.Um overdub somente.Ao vivo em estudio.O disco em questão foi lançado oficialmente numa sexta-feira 13 em fevereiro de 1970!! Pela VERTIGO. Acontece que este disco mudou os rumos do rock,(em especial acrescentou o peso e experimento ao Kraut alemão)no mundo.A Alemanha foi a primeira a absorver.Depois vieram outras bandas.Mas nada se equipara a atmosfera, peso, letras, voz, batera e guitarras deste disco.Uma óbra mítica do rock vintage.Tony Iommi e seus "trítonos" ou intevalos de quinta diminuta nas guitarras, a batera frenética e jazzistica de Bill Ward, o mega baixo de Geezer Buttler e suas letras,e o vocal e presença gutural e lúgubre de Ozzy Osbourne deram uma pitada de "sombras" e melancolia neste período.Impagável!! A ode ao ocultismo e disparada no rock de maneira aberta, em oposição ao "paz e amor" hipócritas que já se esgotavam nas falcatruas e mentiras do sistema politico vigente. "O primeiro trabalho, Black Sabbath, foi um grande sucesso (oitavo lugar nas classificações inglesas) devido, em grande parte, à atmosfera histórica de composições como "Black Sabbath", "The Wizard" e "N.I.B.". O disco, para muitos, foi a inauguração de um rock mais original, tanto no sentido sonoro, mais pesado, denso e distorcido; quanto no que se refere às letras. Deep Purple e Led Zeppelin, outras bandas influentes do heavy metal da época, tinham um som mais melódico e mais próximo a outros estilos como o blues, folk e o rock n' roll. A música do Sabbath a princípio tinha características semelhantes, mas ,com o tempo, a banda investiu em um som mais pesado e com temáticas mais obscuras, com referências explícitas a "demônios" e temas envolvendo ocultismo, que era uma novidade e uma polêmica nessa época. Embora essa temática pudesse ser eventualmente observada em trabalhos de outros grupos, como Beatles e Led Zeppelin, o Black Sabbath, graças a sua persistência nessa proposta, foi em grande parte um responsável por um estereótipo que se perpetuou no universo do heavy metal. Essa proposta levou a banda a sofrer numerosas críticas; os mais conservadores os acusavam de promover o "satanismo" e isso costumava alimentar reprovação de grande parte da opinião pública. " Relato de críticas da época. Um grandioso disco!! Fotos das locações onde foi feita a magnifica arte da capa DUPLA (Inglesa e Americana) !

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

TECLADISTAS CLASSIC ROCK-parte III

TECLADISTAS DO CLASSIC ROCK (Parte III) DAVE GREENSLADE( Colosseum, Greenslade) KERRY MINNEAR( Gentle Giant) JURGEN FRITZ( Triunvirat) A falta grande de videos e fotos principalmente do Dave Greenslade e Triunvirat dificulta o embelezamento dos textos.vamos lá: JURGEN FRITZ( toca piano, órgão e synths analógicos totalmente calcado no período Clássico...séc.19.Técnica poderosa e brilhante.Sua mão direita abrange o intervalo de “décima” ...uma mão enorme...eu alcanço a nona somente.Não utiliza técnicas de jazz...raras inserções experimentais, a não ser nos solos de moog) DAVE GREENSLADE( Um dos mais virtuoses dos anos 70.Assim como Rick Van Der Linden tem sua técnica calcada no período “barroco-séc.18”.Sua especialidade é J.S.Bach e Vivaldi.Há também inserções eruditas do período clássico, e muitas inserções de ragtime, honk-tonk ,blues e jazz.Utiliza apojaturas de jazz nos solos frequentemente em algumas composições.Não utiliza experimentalismo.Piano impecável. Mas se sobressai no órgão hammond e clavinetes) KERRY MINNEAR(Um músico complexo.Sua técnica é difícil.Erudita que abrange uma mistura do período medieval-séc.13,passa pela Renascença e Barroco –sec.18 e mistura incrivelmente tudo com a música de Schoemberg-atonalismo e serialismo do séc. 20 Seus contra-pontos são difíceis ,onde na realidade, o baterista segura o tempo principal e Minnear costura o contra ponto, criando camas estilosas que só ele faz.Multi-instrumentista e cantor.Utiliza a música erudita de maneira convencional, com algumas timbragens diferenciadas nos synths.Experimentalismo erudito, mas não eletrônico.Utiliza algumas frases de jazz e cantos gregorianos ao som geral da banda)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

TECLADISTAS DO CLASSIC ROCK(Artigos)

DIFERENÇAS TÉCNICAS DE PIANO E COMPOSIÇÃO DE 3 TECLADISTAS CLÁSSICOS VIRTUOSES.COMO VC. VAI OUVIR OS PIANOS E SYNTHS(o que vc. pode esperar de um e de outro) RICK WAKEMAN,JON LORD & KEITH EMERSON: 1-MÚSICA ERUDITA PERIODO CLÁSSICO(todos tocam,mas WAKEMAN é ESPECIALIZADO no séc. 19...Chopin, Liszt, Mozart,Bhrams,etc....) 2-JAZZ ( Jon Lord e Emerson tocam bastante, usam e abusam de intervalos e apojaturas musicais solo nos pianos e órgão hammond.Wakeman não UTILIZA estas apojaturas de JAZZ em NENHUM TRABALHO que conheço...Wakeman só usa apojaturas ERUDITAS.) 3-MÙSICA ERUDITA DE VANGUARDA( Somente Keith Emerson entra fundo no atonalismo , serialismo e concretismo eletronico.Jon Lord raras vêzes usa o sistema Atonal do séc. 20....Wakeman NUNCA usa.) 4-BLUES E RAGTIME (Especialidade de Keith Emerson...raríssimas vêzes tanto Lord quanto Wakeman tocam ou utilizam) 5-MÙSICA ORQUESTRAL (os 3 tecladistas USAM muito inserções sinfônicas e de coral.Coro& Orquestra são marcas registradas no trabalho dos 3) 6- SINTETIZADORES, PIANO E ORGÂO ( Os 3 dominam muito bem , incluindo synths analógicos, vários tipos de clavinete, orgão e pianos) 7- SYNTH GIGANTE MODULAR( somente Keith Emerson usa) COMENTÁRIO-TECLADISTAS DO CLASSIC ROCK II : ED JOBSON (U.K.,Zappa e Jethro Tull) PATRICK MORAZ ( Yes, Refugee) VINCENT CRANNE (Atomic Rooster) São 3 tecladistas VIRTUOSES ...Tocam absurdo hammond organ, synths e piano.As diferenças: 1-PATRICK MORAZ( Tem estilo que inclui o periodo clássico(séc.19) mas entra no Atonalismo (sec.20) Usa experimentalismos e música eletronica experimental .Utiliza tanto a técnica erudita , quanto o jazz em seus solos e construções) 2-ED JOBSON( toca violino e piano erudito.calcado mais na música do periodo clássico(séc.19) Utiliza sintetizadores, mas não vai fundo no experimental.Não utiliza técnicas de jazz,ou blues.) 3-VINCENT CRANE ( toca absurdamente bem e abusa do órgão hammond.Toca piano.Utiliza a técnica erudita do periodo clássico, mas não entra no atonalismo .Utiliza inserções esporádicas do blues e do jazz)

domingo, 24 de janeiro de 2016

A FLAUTA MÁGICA ÓPERA ( Mozart) & MAÇONARIA

A Flauta Mágica & maçonaria Uma música baseada na Iniciação Ritual da Ordem mMçonica onde Mozart frequentou. O Texto Ritual Maçônico de São João, como sendo o praticado pela loja vienense onde Mozart havia sido iniciado. Embora não reproduza todo o ritual, o texto é muito interessante:
Representada pela primeira vez no Theater auf der Wieden de Viena, a 30 de setembro de 1791, a obra obteve um êxito imediato, perante a satisfação de Mozart, apesar de o músico escrever, a 7-8 de outubro do mesmo ano: "Aquilo que me faz mais feliz é a aprovação silenciosa!". Decorria o ano de 1790 e a capital austríaca estava a atravessar um árduo período de desorientação sombria. A dura fase de adaptação imposta pela subida ao trono de Leopoldo II, sucessor do seu irmão José II, não era certamente facilitada, devido às preocupantes notícias procedentes da França, que naquela época estava submergida em plena revolução. Naquele clima de incertezas e suspeitas, a maçonaria, em particular, que tanto despertara o interesse de Mozart, especialmente pelo espírito de fraternidade que promovia, caiu em desgraça. Por outro lado, o compositor também não estava a viver a época mais fácil da sua vida. A saúde dava-lhe continuamente razões para preocupar-se, a sua situação financeira estava seriamente comprometida e o teatro da corte afastara Lorenzo da Ponte, grande amigo de Mozart e seu libretista mais valioso, da sua convivência. Foi exatamente nesse momento que Emanuel Johann Schikaneder, empresário de um pequeno teatro popular situado nos arredores de Viena, o Freihaus Theather, propôs a Mozart a composição da música para um singspiel , a opereta alemã. Este gênero, bastante recente na época, estava diretamente inspirado na Opéra comique francesa (muito apreciada em Viena desde 1752) e abrangia uma combinação heterogênea de diversos ingredientes que iam da ária italiana à romança francesa, passando pelos lieder alemães. A proposta de Schikaneder não podia deixar de suscitar o entusiasmo de Mozart que, dois anos antes, numa carta dirigida ao seu pai, afirmara ser "capaz de adaptar ou imitar qualquer gênero musical ou estilo de composição". O compositor sentia também uma simpatia bastante especial por Schikaneder, autor do libreto e, sobretudo, extravagante personagem, admirador incondicional do teatro espetacular, excelente intérprete das obras de William Shakespeare e, na sua forma de viver, abertamente contrário a todas as convenções sociais. As fontes literárias que influíram mais diretamente na obra do libretista foram Sethus, o romance de J. Terrason (que contém abundantes referências aos ritos egípcios e às provas de inciação), e a fábula Lulú, de Liebeskind, que se inseria no inesgotável filão da Zauberoper (ópera mágica), um gênero que ganhava cada vez mais popularidade nos teatros alemães, graças sobretudo, aos fascinantes efeitos conseguidos pelas encenações na representação dos elementos mágicos. Na verdade, o texto sofreu uma transformação profunda durante a fase de redação. Essa transformação teve como resultado final um libreto de aspecto muito diferente ao dos textos puramente fantásticos que durante aqueles anos estavam muito em voga. Isso deveu-se, sem qualquer dúvida, ao acréscimo de ritos de clara inspiração maçônica, que contribuíram bastante para enriquecer o significado íntimo da ópera. No que diz respeito à música desta ópera, a grandeza e genialidade de Mozart reside por um lado, em ter sabido conferir, de uma maneira verdadeiramente magistral, uma grande unidade às diversas vertentes estilísticas típicas do Singspiel, elaborando novíssimos princípios formais e também de equilíbrio e por outro lado, em ter utilizado, com uma destreza que poderia ser considerada excepcional, o vasto panorama dos estilos como poderoso meio expressivo. O êxito de A Flauta Mágica foi imediato e colossal. Basta mencionar que, só no primeiro ano foram efetuadas mais de uma centena de representações, e que o próprio Goethe declarou que aquela música era a única digna de acompanhar seu Fausto. No entanto, Mozart saboreou muito pouco da aceitação unânime do público, visto que morreu cerca de um mês depois da estréia. A Flauta Mágica e a sua relação intensa com a Maçonaria Quando surgiu o primeiro libreto impresso de A Flauta Mágica que deveria coincidir com a estréia da ópera, os leitores se depararam com uma página de rosto executada pelo próprio gravador, Ignaz Alberti, um membro da Loja Maçônica de Mozart Zur gekrönten Hoffnung. Para os não-iniciados esta folha de papel poderia parecer então uma então conhecida reprodução de uma escavação arqueológica no Egito: à esquerda, a base de uma pirâmide com alguns símbolos (inclusive Ibis); no meio, uma série de arcos conduzindo a uma parede com nichos e um portal redondo, tudo isto inundado de luz. Do arco do meio vê-se pendurada uma corrente com uma estrela de cinco pontas. À direita, um elaborado vaso rococó com estranhas figuras agachadas na base; no primeiro plano, uma colher de pedreiro, um par de compassos, uma ampulheta e fragmentos em ruínas. Muitas pessoas acreditavam estar vendo uma obscura visão oriental; algumas damas e cavalheiros da classe média, sem dúvida, pensaram no culto de Ísis e Osíris. Porém, alguns membros da platéia sabiam que aquele simbolismo referia-se, numa série completa de inequívocas alusões, à Antiga e Venerável Ordem da Maçonaria. Estes homens (as Lojas maçônicas para mulheres só existiam na França), que ainda pertenciam à confraria (claudicante em 1791 e não mais a brilhante sociedade de elite de meados de 1780 como tinha sido em Viena na época em que Mozart e Haydn ingressaram na Maçonaria) deveriam estar se perguntando se seus segredos não teriam sido revelados. E caso, como geralmente acontece quando se folheia despreocupadamente um libreto, deparassem com a última página, teriam lido com considerável as seguintes palavras (que é o último parágrafo do último movimento da ópera):