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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

OCULTISMO (OS APÒCRIFOS PARTE II) PESQUISA

 A HISTÓRIA DA BÍBLIA - EVANGELHOS APÓCRIFOS - ADULTERAÇÕES ??

"Tudo que não se encaixa na "manipulação politico-religiosa" é descartado.Sendo assim os APÓCRIFOS são de relevância suprema para estudos que foram oprimidos, descartados e sofrem de grande preconceito dos ditos"sacerdotes exegetas".

A Ciência Teosófica estuda a Gnose, os manuscritos,  e os classifica sem ser religiosa . Fatos são fatos e a procura de estabelecimentos verdadeiros e bem documentados é o teor da Pesquisa aqui.

                                                   (Amyr Von Bathel Cantusio)

O que é a Bíblia? É na verdade a reunião de vários livros que eram a regra de fé dos primeiros cristãos e dos Judeus. A bem da verdade, os primeiros cristãos, aqueles que se formaram logo depois de Jesus Cristo, e que existiram entre o ano zero, ano do nascimento de Jesus Cristo e o ano de 325 depois de Cristo não tinham uma Bíblia. Tinham  um conjunto de livros escritos por diversos escritores e que eram os evangelhos.

Os evangelhos que estão na Bíblia fazem parte de um conjunto muito maior de evangelhos. Foram selecionados no primeiro concílio da Igreja Católica, o CONCÍLIO DE NICÉIA convocado pelo primeiro imperador católico Constantino que adotou o Cristianismo, uma doutrina que se propagava no mundo ROMANO dominado por volta do ano 300dc. Foi na verdade uma ação que teve fundo mais político do que realmente devocional. Até então os cristãos eram perseguidos e jogados aos Leões.

Quais foram na verdade as tramas e os acontecimentos que envolveram esses fatos, e qual a autoridade que tinha a igreja católica para proclamar os livros escolhidos da Bíblia como os que realmente eram verdadeiros?

Os primitivos cristãos ou seja aqueles que eram perseguidos não tinham essa Bíblia compilada pelos CATÓLICOS. Tinham sim um conjunto muito maior que até hoje está nos porões do VATICANO, mas cujas cópias circulam por todo o mundo. Encerram narrativas que mostram episódios da infancia de Jesus, e visões proféticas e apocalípticas, bem como os do velho testamento que narram episódios da vida dos Judeus.


 

     

SÃO JERÔNIMO

Reuniu e compilou a primeira Bíblia  

Bíblia (do grego βίβλια, plural de βίβλιον, transl. bíblion, "rolo" ou "livro") é o texto religioso central do cristianismo e sendo o maior Best-Seller de todos os tempos com mais de 6 Bilhões de cópias vendidas em todo o Mundo, 7 vezes o número de cópias do 2º Colocado da Lista dos 21 Livros Mais Vendidos.

Foi São Jerônimo, tradutor da Vulgata latina, que chamou pela primeira vez ao conjunto dos livros do Antigo Testamento e Novo Testamento de "Biblioteca Divina". A Bíblia é uma coleção de livros catalogados, considerados como divinamente inspirados pelas três grandes religiões dos filhos de Abraão (além do cristianismo e do judaísmo, o islamismo). São, por isso, conhecidas como as "religiões do Livro". É sinônimo de "Escrituras Sagradas" e "Palavra de Deus".

As diversas igrejas cristãs possuem algumas divergências quanto aos seus cânones sagrados. Inclusive protestantes entre protestantes. Algumas igrejas cristãs protestantes possuem 39 livros no Antigo Testamento como parte do cânone de suas Bíblias, e outras, 46 livros.As Bíblias protestantes que possuem 46 livros são das igrejas que aceitam os deuterocanônicos como inspirados. A Igreja Católica possui 46 livros no Antigo Testamento como parte de seu cânone bíblico (os livros de Tobias,Judite, Sabedoria, Eclesiástico (ou Sirácides), Baruque, I Macabeus e II Macabeus, e alguns trechos nos livros de Ester e de Daniel). Estes textos são chamados deuterocanônicos (ou "do segundo cânon") pela Igreja Católica.

Importante dizer que uma parcela grande de judeus, cerca de quatro quintos,tem em seu cânon os deuterocanônicos, diferente da minoria farisaica palestinence. E foi dessa minoria que alguns Protestantes do século XX, finalmente retificaram seu cânon, com os aparecimentos das primeiras Sociedades Bíblicas.

As igrejas cristãs ortodoxas, e as outras igrejas orientais, aceitam, além de todos estes já citados, outros dois livros de Esdras, outros dois dos Macabeus, a Oração de Manassés, e alguns capítulos a mais no final do livro dos Salmos (um nas Bíblias das igrejas de tradição grega, cóptica, eslava e bizantina, e cinco nas Bíblias das igrejas de tradição siríaca).

As igrejas cristãs protestantes, consideraram os textos deuterocanônicos como apócrifos, mas os reconhecem como leitura proveitosa e moralizadora, além do valor histórico dos livros dos Macabeus e outros os tem como literamente canônicos. Varias e importantes Bíblias protestantes, como a Bíblia do Rei Tiago e a Bíblia espanhola Reina-Valera, contêm nas suas edições os deuterocanônicos.

Quanto ao Novo Testamento, os cristãos são unânimes em aceitar o Novo Testamento com seus 27 escritos.

OS IDIOMAS E A "VULGATA LATINA"

Foram utilizados três idiomas diferentes na escrita dos diversos livros da Bíblia: o hebraico, o grego e o aramaico. Em hebraico consonantal foi escrito todo o Antigo Testamento, com exceção dos livros chamados deuterocanônicos, e de alguns capítulos do livro de Daniel, que foram redigidos em aramaico. Em grego comum, além dos já referidos livros deuterocanônicos do Antigo Testamento, foram escritos praticamente todos os livros do Novo Testamento. Segundo a tradição cristã, o Evangelho de Mateus teria sido primeiramente escrito em hebraico, visto que a forma de escrever visava alcançar os judeus.

O hebraico utilizado na Bíblia não é todo igual. Encontramos em alguns livros o hebraico clássico (por ex. livros de Samuel e Reis), em outros um hebraico mais rudimentar e em outros ainda, nomeadamente os últimos a serem escritos, um hebraico elaborado, com termos novos e influência de outras línguas circunvizinhas. O grego do Novo Testamento, apesar das diferenças de estilo entre os livros, corresponde ao chamado grego koiné (isto é, o grego "comum" ou "vulgar", em oposição ao grego clássico), o segundo idioma mais falado no Império Romano.


 

     

PAPA DÂMASO II    

     

CONCÍLIO DE TRENTO  

A primeira tradução latina da Bíblia foi a Vetus Latina, baseada na Septuaginta, e, portanto, contendo livros não incluídos na Bíblia hebraica. O Papa Dâmaso I montaria a primeira lista de livros da Bíblia, no Concílio de Roma em 382 d.C. Ele pediu a São Jerónimo que produzisse um texto confiável e consistente, traduzindo os textos originais em grego e hebraico para o latim. Esta tradução ficou conhecida como a Bíblia Vulgata Latina, antes disso havia grande confusão e divergência sobre os textos bíblicos a serem aceitos pelos cristãos e, em 1546, o Concílio de Trento a declarou como a única Bíblia autêntica e oficial no rito latino da Igreja Católica.

Os livros não incluidos na Bíblia Foram livros escritos por homens, dai não poderem ser considerados como a palavra de Deus, porém são o testemunho vivo de fatos importantíssimos que merecem estudo e reflexão.

A Bíblia começou a ser formada pela Igreja Católica Apostólica Romana no primeiro concílio de Nicéia, que foi o primeiro concílio da Igreja Católica assim que foi formada.


O CONCÍLIO DE NICÉIA

IMPERADOR CONSTANTINO  

325 D.C – É realizado o Concílio de Nicéia, atual cidade de Iznik, província de Anatólia ( nome que se costuma dar à antiga Ásia Menor ), na Turquia asiática. A Turquia é um país euro-asiático, constituído por uma pequena parte européia, a Trácia, e uma grande parte asiática, a Anatólia. Este foi o primeiro Concílio Ecumênico da Igreja, convocado pelo Imperador Flavius Valerius Constantinus ( 285 - 337 d.C ), filho de Constâncio I. Quando seu pai morreu em 306, Constantino passou a exercer autoridade suprema na Bretanha, Gália ( atual França ) e Espanha. Aos poucos, foi assumindo o controle de todo o Império Romano.


Desde Lúcio Domício Aureliano ( 270 - 275 d.C ), os Imperadores tinham abandonado a unidade religiosa, com a renúncia de Aureliano a seus "direitos divinos", em 274. Porém, Constantino, estadista sagaz que era, inverteu a política vigente, passando, da perseguição aos cristãos, à promoção do Cristianismo, vislumbrando a oportunidade de relançar, através da Igreja, a unidade religiosa do seu Império. Contudo, durante todo o seu regime, não abriu mão de sua condição de sumo-sacerdote do culto pagão ao "Sol Invictus". Tinha um conhecimento rudimentar da doutrina cristã e suas intervenções em matéria religiosa visavam, a princípio, fortalecer a monarquia do seu governo    

IMPERADOR DIOCLECIANO

PERSEGUIDOR DE CRISTÃOS  

Na verdade, Constantino observara a coragem e determinação dos mártires cristãos durante as perseguições promovidas por Diocleciano, em 303. Sabia que, embora ainda fossem minoritários ( 10% da população do império ), os cristãos se concentravam nos grandes centros urbanos, principalmente em território inimigo. Foi uma jogada de mestre, do ponto de vista estratégico, fazer do Cristianismo a Religião Oficial do Império : Tomando os cristãos sob sua proteção, estabelecia a divisão no campo adversário. Em 325, já como soberano único, convocou mais de 300 bispos ao Concílio de Nicéia. Constantino visava dotar a Igreja de uma doutrina padrão, pois as divisões, dentro da nova religião que nascia, ameaçavam sua autoridade e domínio. Era necessário, portanto, um Concílio para dar nova estrutura aos seus poderes.

   

ARIUS

Defensor da tese de

que Jesus era um ser Criado

e não Divino.  

E o momento decisivo sobre a doutrina da Trindade ocorreu nesse Concílio. Trezentos Bispos se reúnem para decidir se Cristo era um ser criado ( doutrina de Arius ) ou não criado, e sim igual e eterno como Deus Seu Pai ( doutrina de Atanásio ). A igreja acabou rejeitando a idéia ariana de que Jesus era a primeira e mais nobre criatura de Deus, e afirmou que Ele era da mesma "substância" ou "essência" ( isto é, a mesma entidade existente ) do Pai. Assim, segundo a conclusão desse Concílio, há somente um Deus, não dois; a distância entre Pai e Filho está dentro da unidade divina, e o Filho é Deus no mesmo sentido em que o Pai o é. Dizendo que o Filho e o Pai são "de uma substância", e que o Filho é "gerado" ("único gerado, ou unigênito", João 1. 14,18; 3. 16,18, e notas ao texto da NVI), mas "não feito", o Credo Niceno, estabelece a Divindade do homem da Galiléia, embora essa conclusão não tenha sido unânime. Os Bispos que discordaram, foram simplesmente perseguidos e exilados.

  

ATANASIO

Defensor da tese da

divinização de Jesus  

Com a subida da Igreja ao poder, discussões doutrinárias passaram a ser tratadas como questões de Estado. E na controvérsia ariana, colocava-se um obstáculo grande à realização da idéia de Constantino de um Império universal que deveria ser alcançado com a uniformidade da adoração divina.O Concílio foi aberto formalmente a 20 de maio, na estrutura central do palácio imperial, ocupando-se com discussões preparatórias na questão ariana, em que Arius, com alguns seguidores, em especial Eusébio, de Nicomédia ; Teógnis, de Nice, e Maris, de Chalcedon, parecem ter sido os principais líderes. Como era costume, os bispos orientais estavam em maioria. Na primeira linha de influência hierárquica estavam três arcebispos : Alexandre, de Alexandria ; Eustáquio, de Antioquia e Macário, de Jerusalém, bem como Eusébio, de Nicomédia e Eusébio, de Cesaréia. Entre os bispos encontravam-se Stratofilus, bispo de Pitiunt ( Bichvinta, reino de Egrisi ). O ocidente enviou não mais de cinco representantes na proporção relativa das províncias : Marcus, da Calabria ( Itália ) ; Cecilian, de Cartago ( África ) ; Hosius, de Córdova ( Espanha ) ; Nicasius, de Dijon ( França ) e Domnus, de Stridon ( Província do Danúbio ). Apenas 318 bispos compareceram, o que equivalia a apenas uns 18% de todos os bispos do Império. Dos 318, poucos eram da parte ocidental do domínio de Constantino, tornando a votação, no mínimo, tendenciosa. Assim, tendo os bispos orientais como maioria e a seu favor, Constantino aprovaria com facilidade, tudo aquilo que fosse do seu interesse.

As sessões regulares, no entanto, começaram somente com a chegada do Imperador. Após Constantino ter explicitamente ordenado o curso das negociações, ele confiou o controle dos procedimentos a uma comissão designada por ele mesmo, consistindo provavelmente nos participantes mais proeminentes desse corpo. O Imperador manipulou, pressionou e ameaçou os partícipes do Concílio para garantir que votariam no que ele acreditava, e não em algum consenso a que os bispos chegassem. Dois dos bispos que votaram a favor de Arius foram exilados e os escritos de Arius foram destruídos. Constantino decretou que qualquer um que fosse apanhado com documentos arianistas estaria sujeito à pena de morte.

Mas a decisão da Assembléia não foi unânime, e a influência do imperador era claramente evidente quando diversos bispos de Egito foram expulsos devido à sua oposição ao credo. Na realidade, as decisões de Nicéia foram fruto de uma minoria. Foram mal entendidas e até rejeitadas por muitos que não eram partidários de Ário. Posteriormente, 90 bispos elaboraram outro credo ( O "Credo da Dedicação" ) em, 341, para substituir o de Nicéia. (...) E em 357, um Concílio em Smirna adotou um credo autenticamente ariano.

Portanto, as orientações de Constantino nessa etapa foram decisivas para que o Concílio promulgasse o credo de Nicéia, ou a Divindade de Cristo, em 19 de Junho de 325. E com isso, veio a conseqüente instituição da Santíssima Trindade e a mais discutida, ainda, a instituição do Espírito Santo, o que redundou em interpolações e cortes de textos sagrados, para se adaptar a Bíblia às decisões do conturbado Concílio e outros, como o de Constantinopla, em 38l, cujo objetivo foi confirmar as decisões daquele.A concepção da Trindade, tão obscura, tão incompreensível, oferecia grande vantagem às pretensões da Igreja. Permitia-lhe fazer de Jesus Cristo um Deus. Conferia a Jesus, que ela chama seu fundador, um prestígio, uma autoridade, cujo esplendor recaia sobre a própria Igreja católica e assegurava o seu poder, exatamente como foi planejado por Constantino. Essa estratégia revela o segredo da adoção trinitária pelo concílio de Nicéia.

Os teólogos justificaram essa doutrina estranha da divinização de Jesus, colocando no Credo a seguinte expressão sobre Jesus Cristo : “Gerado, não criado”. Mas, se foi gerado, Cristo não existia antes de ser gerado pelo Pai. Logo, Ele não é Deus, pois Deus é eterno ! Espelhando bem os novos tempos, o Credo de Nicéia não fez qualquer referência aos ensinamentos de Jesus. Faltou nele um "Creio em seus ensinamentos", talvez porque já não interessassem tanto a uma religião agora sócia do poder Imperial Romano.

Mesmo com a adoção do Credo de Nicéia, os problemas continuaram e, em poucos anos, a facção arianista começou a recuperar o controle. Tornaram-se tão poderosos que Constantino os reabilitou e denunciou o grupo de Atanásio. Arius e os bispos que o apoiavam voltaram do exílio. Agora, Atanásio é que foi banido. Quando Constantino morreu ( depois de ser batizado por um bispo arianista ), seu filho restaurou a filosofia arianista e seus bispos e condenou o grupo de Atanásio.

IMPERADOR TEODÓSIO  

Nos anos seguintes, a disputa política continuou, até que os arianistas abusaram de seu poder e foram derrubados. A controvérsia político/religiosa causou violência e morte generalizadas. Em 381 d.C, o imperador Teodósio ( um trinitarista ) convocou um concílio em Constantinopla. Apenas bispos trinitários foram convidados a participar. Cento e cinquenta bispos compareceram e votaram uma alteração no Credo de Nicéia para incluir o Espírito Santo como parte da divindade. A doutrina da Trindade era agora oficial para a Igreja e também para o Estado. Com a exclusiva participação dos citados bispos, a Trindade foi imposta a todos como "mais uma verdade teológica da igreja". E os bispos, que não apoiaram essa tese, foram expulsos da Igreja e excomungados.

Por volta do século IX, o credo já estava estabelecido na Espanha, França e Alemanha. Tinha levado séculos desde o tempo de Cristo para que a doutrina da Trindade "pegasse". A política do governo e da Igreja foram as razões que levaram a Trindade a existir e se tornar a doutrina oficial da Igreja. Como se pode observar, a doutrina trinitária resultou da mistura de fraude, política, um imperador pagão e facções em guerra que causaram mortes e derramamento de sangue.

As Igrejas Cristãs hoje em dia dizem que Constantino foi o primeiro Imperador Cristão, mas seu "cristianismo" tinha motivação apenas política. É altamente duvidoso que ele realmente aceitasse a Doutrina Cristã. Ele mandou matar um de seus filhos, além de um sobrinho, seu cunhado e possivelmente uma de suas esposas. Ele manteve seu título de alto sacerdote de uma religião pagã até o fim da vida e só foi batizado em seu leito de morte.

OBS : Em 313 d.C., com o grande avanço da "Religião do Carpinteiro", o Imperador Constantino Magno enfrentava problemas com o povo romano e necessitava de uma nova Religião para controlar as massas. Aproveitando-se da grande difusão do Cristianismo, apoderou-se dessa Religião e modificou-a, conforme seus interesses. Alguns anos depois, em 325 D.C, no Concílio de Nicéia, é fundada, oficialmente, a Igreja Católica...

Há que se ressaltar que, "Igreja" na época de Jesus, não era a "Igreja" que entendemos hoje, pois se lermos os Evangelhos duma ponta à outra veremos que a palavra «Igreja», no sentido que hoje lhe damos, nem sequer neles é mencionada exceto por aproximação e apenas três vezes em dois versículos no Evangelho de Mateus (Mt 16, 18 e Mt 18, 17), pois a palavra grega original, usada por Mateus, ekklêsia, significa simplesmente «assembleia de convocados», neste caso a comunidade dos seguidores da doutrina de Jesus, ou a sua reunião num local, geralmente em casas particulares onde se liam as cartas e as mensagens dos apóstolos. Sabemo-lo pelo testemunho de outros textos do Novo Testamento, já que os Evangelhos a esse respeito são omissos. Veja-se, por exemplo, a epístola aos Romanos (16, 5) onde Paulo cita o agrupamento (ekklêsia) que se reunia na residência dum casal de tecelões, Aquila e Priscila, ou a epístola a Filémon (1, 2) onde o mesmo Paulo saúda a ekklêsia que se reunia em casa do dito Filémon ; num dos casos, como lemos na epístola de Tiago (2, 2), essa congregação cristã é designada por «sinagoga». Nada disto tem a ver, portanto, com a imponente Igreja católica enquanto instituição formal estruturada e oficializada, sobretudo a partir do Concílio de Nícéia, presidido pelo Imperador Constantino, mais de 300 anos após a morte de Cristo. 

     

BISPO IRINEU  


OS LIVROS RETIRADOS DAS SANTAS ESCRITURAS

Os quatro evangelhos canônicos, que se acredita terem sido inspirados pelo Espírito Santo, não eram aceitos como tais no início da Igreja. O bispo de Lyon, Irineu, explica os pitorescos critérios utilizados na escolha dos quatro evangelhos ( reparem na fragilidade dos argumentos...) : "O evangelho é a coluna da Igreja, a Igreja está espalhada por todo o mundo, o mundo tem quatro regiões, e convém, portanto, que haja também quatro evangelhos. O evangelho é o sopro do vento divino da vida para os homens, e pois, como há quatro ventos cardiais, daí a necessidade de quatro evangelhos. (...) O Verbo criador do Universo reina e brilha sobre os querubins, os querubins têm quatro formas, eis porque o Verbo nos obsequiou com quatro evangelhos”.

As versões sobre como se deu a separação entre os evangelhos canônicos e apócrifos, durante o Concílio de Nicéia no ano 325 D.C, são também singulares. Uma das versões diz que estando os bispos em oração, os evangelhos inspirados foram depositar-se no altar por si só !!! ... Uma outra versão informa que todos os evangelhos foram colocados por sobre o altar, e os apócrifos caíram no chão... Uma terceira versão afirma que o Espírito Santo entrou no recinto do Concílio em forma de pomba, através de uma vidraça (sem quebrá-la), e foi pousando no ombro direito de cada bispo, cochichando nos ouvidos deles os evangelhos inspirados...

A Bíblia como um todo, aliás, não apresentou sempre a forma como é hoje conhecida. Vários textos, chamados hoje de "apócrifos", figuravam anteriormente na Bíblia, em contraposição aos canônicos reconhecidos pela Igreja.

Segundo o Dicionário Aurélio, o termo Apócrifos significa :


" Entre os Católicos, Apócrifos eram os Escritos de assuntos sagrados que não foram incluídos pela Igreja no Cânon das Escrituras autênticas e divinamente inspiradas ". ( destaque nosso ).

Livro de Maria Helena de Oliveira  


Obs - Note que o próprio Dicionário Aurélio registra a expressão : " divinamente inspiradas ". Por que será ?


Maria Helena de Oliveira Tricca, compiladora da obra Apócrifos, Os Proscritos da Bíblia, diz: "Muitos dos chamados textos apócrifos já fizeram parte da Bíblia, mas ao longo dos sucessivos concílios acabaram sendo eliminados. Houve os que depois viriam a ser beneficiados por uma reconsideração e tornariam a partilhar a Bíblia. Exemplos : O Livro da Sabedoria, atribuído a Salomão, o Eclesiástico ou Sirac, as Odes de Salomão, o Tobit ou Livro de Tobias, o Livro dos Macabeus e outros mais. A maioria ficou definitivamente fora, como o famoso Livro de Enoch, o Livro da Ascensão de Isaías e os Livros III e IV dos Macabeus."

Perguntamos : Quais foram os motivos para excluir esses Livros das Santas Escrituras definitivamente ? Será que os "santos padres" daquela época se achavam superiores aos Apóstolos e mártires que vivenciaram de perto os acontecimentos relacionados a Cristo e ao judaísmo ? De que poder esses mesmos "santos padres" se revestiam a ponto de afirmarem que alguns Textos Evangélicos não representavam os ensinamentos e a Palavra de Deus ?

Visando maiores esclarecimentos, sugerimos, para aqueles que desejam aprofundar-se no assunto, uma leitura dos Livros que tratam com mais detalhe esse tema, os quais podem ser encontrados no Site Submarino :

Parte 1 e Parte 2

Existem mais de 60 evangelhos apócrifos, como os de Tomé, de Pedro, de Felipe, de Tiago, dos Hebreus, dos Nazarenos, dos Doze, dos Setenta, etc. Foi um bispo quem escolheu, no século IV, os 27 textos do atual Novo Testamento. Em relação ao Antigo Testamento, o problema só foi definitivamente resolvido no ano de 1546, durante o Concílio de Trento. Depois de muita controvérsia, acalorados debates e até luta física entre os participantes, o Concílio decretou que os livros 1 e 2 de Esdras e a Oração de Manassés sairiam da Bíblia. Em compensação, alguns textos apócrifos foram incorporados aos livros canônicos, como o livro de Judite (acrescido em Ester), os livros do Dragão e do Cântico dos Três Santos Filhos (acrescidos em Daniel) e o livro de Baruque (contendo a Epístola de Jeremias).

Os católicos não foram unânimes quanto a inspiração divina nesses livros. No Concílio de Trento houve luta corporal quando este assunto foi tratado. Lorraine Boetner ( in Catolicismo Romano ) cita o seguinte : " O papa Gregório, o grande, declarou que primeiro Macabeus, um livro apócrifo, não é canônico. O cardeal Ximenes, em sua Bíblia poliglota, exatamente antes do Concílio de Trento, exclui os apócrifos e sua obra foi aprovada pelo papa Leão X. Será que estes papas se enganaram ? Se eles estavam certos, a decisão do Concílio de Trento estava errada. Se eles estavam errados, onde fica a infalibilidade do papa como mestre da doutrina ? "

No inicio do cristianismo, os evangelhos eram em número de 315, sendo posteriormente reduzidos para 4, no Concílio de Nicéia. Tal número, indica perfeitamente as várias formas de interpretação local das crenças religiosas da orla mediterrânea, acerca da idéia messiânica lançada pelos sacerdotes judeus. Sem dúvida, este fato deve ter levado Irineu a escrever o seguinte: " Há apenas 4 Evangelhos, nem mais um, nem menos um, e que só pessoas de espírito leviano, os ignorantes e os insolentes é que andam falseando a verdade ". Disse isso, mesmo diante dos acontecimentos acima relatados e que eram de conhecimento geral.

Havia então, os Evangelhos dos Naziazenos, dos Judeus, dos Egípcios, dos Ebionistas, o de Pedro, o de Barnabé, entre outros, 03 dos quais foram queimados, restando apenas os 4 “sorteados” e oficializados no Concílio de Nicéia.

Celso, erudito romano, contemporâneo de Irineu, entre os anos 170 e 180 D.C, disse: "Certos fiéis modificaram o primeiro texto dos Evangelhos, três, quatro e mais vezes, para poder assim subtraí-los às refutações".

Foi necessária uma cuidadosa triagem de todos eles, visando retirar as divergências mais acentuadas, sendo adotada a de Hesíquies, de Alexandria; e de Pânfilo, de Cesaréía e a de Luciano, de Antióquia. Mesmo assim, só na de Luciano existem 3.500 passagens redigidas diferentemente. Disso resulta que, mesmo para os Padres da Igreja, os Evangelhos não são fonte segura e original.

Os Evangelhos que trazem a palavra "segundo", que em grego é "cata", não vieram diretamente dos pretensos evangelistas.

A discutível origem dos Evangelhos, explica porque os documentos mais antigos não fazem referência à vida terrena de Jesus.

Não é razoável supor que uma "palavra divina" possa ser alterada assim tão fácil e impunemente por mãos humanas. Que fique na dependência de ser julgada boa ou má por juízes e dignitários eclesiásticos.

Como vá vimos no artigo "Qual a importância dos apócrifos?", existem alguns livros escritos antes ou pouco depois de Cristo que tinham como intenção figurar como Escritura Sagrada.

Mas, pelo Magistério da Igreja e assistência do Espírito Santo, esses livros espúrios foram definitivamente afastados, restando apenas o cânon bíblico que guardamos até hoje. Por esse motivo, muitos desapareceram, outros sobreviveram em uma ou outra comunidade antiga, ou, ainda, em traduções, fragmentos ou citações.


A seguir, apresentamos uma lista exaustiva de livros apócrifos do Antigo e do Novo Testamento que, embora longa, provavelmente não esgota todos os livros escritos ou existentes, porém, bem demonstra a quantidade de livros escritos com a intenção de "completar" a Bíblia.

Incluímos também, ao final, os manuscritos encontrados em Qumran, nas grutas do Mar Morto, que foram escritos ou preservados por uma comunidade que vivia nesse deserto separada dos grupos religiosos da Palestina do tempo de Jesus (Saduceus, Fariseus, Samaritanos, etc.). Esse grupo, denominado Essênio, como podemos ver, considerava o Antigo Testamento como Escritura Sagrada (inclusive os deuterocanônicos), mas tinha como característica própria seguir ainda outros "livros sagrados".


Portanto, temos como apócrifos as seguintes obras:


ANTIGO TESTAMENTO


1. Apocalipse de Adão

2. Apocalipse de Baruc

3. Apocalipse de Moisés

4. Apocalipse de Sidrac

5. As Três Estelas de Seth

6. Ascensão de Isaías

7. Assunção de Moisés

8. Caverna dos Tesouros

9. Epístola de Aristéas

10. Livro dos Jubileus

11. Martírio de Isaías

12. Oráculos Sibilinos

13. Prece de Manassés

14. Primeiro Livro de Adão e Eva

15. Primeiro Livro de Enoque

16. Primeiro Livro de Esdras

17. Quarto Livro dos Macabeus

18. Revelação de Esdras

19. Salmo 151

20. Salmos de Salomão (ou Odes de Salomão)

21. Segundo Livro de Adão e Eva

22. Segundo Livro de Enoque (ou Livro dos Segredos de Enoque)

23. Segundo Livro de Esdras (ou Quarto Livro de Esdras)

24. Segundo Tratado do Grande Seth

25. Terceiro Livro dos Macabeus

26. Testamento de Abraão

27. Testamento dos Doze Patriarcas

28. Vida de Adão e Eva


NOVO TESTAMENTO


1. A Hipostase dos Arcontes

2. (Ágrafos Extra-Evangelhos)

3. (Ágrafos de Origens Diversas)

4. Apocalipse da Virgem

5. Apocalipse de João o Teólogo

6. Apocalipse de Paulo

7. Apocalipse de Pedro

8. Apocalipse de Tomé

9. Atos de André

10. Atos de André e Mateus

11. Atos de Barnabé

12. Atos de Filipe

13. Atos de João

14. Atos de João o Teólogo

15. Atos de Paulo

16. Atos de Paulo e Tecla

17. Atos de Pedro

18. Atos de Pedro e André

19. Atos de Pedro e Paulo

20. Atos de Pedro e os Doze Apóstolos

21. Atos de Tadeu

22. Atos de Tomé

23. Consumação de Tomé

24. Correspondência entre Paulo e Sêneca

25. Declaração de José de Arimatéia

26. Descida de Cristo ao Inferno

27. Discurso de Domingo

28. Ditos de Jesus ao rei Abgaro

29. Ensinamentos de Silvano

30. Ensinamentos do Apóstolo [T]adeu

31. Ensinamentos dos Apóstolos

32. Epístola aos Laodicenses

33. Epístola de Herodes a Pôncio Pilatos

34. Epístola de Jesus ao rei Abgaro (2 versões)

35. Epístola de Pedro a Filipe

36. Epístola de Pôncio Pilatos a Herodes

37. Epístola de Pôncio Pilatos ao Imperador

38. Epístola de Tibério a Pôncio Pilatos

39. Epístola do rei Abgaro a Jesus

40. Epístola dos Apóstolos

41. Eugnostos, o Bem-Aventurado

42. Evangelho Apócrifo de João

43. Evangelho Apócrifo de Tiago

44. Evangelho Árabe de Infância

45. Evangelho Armênio de Infância (fragmentos)

46. Evangelho da Verdade

47. Evangelho de Bartolomeu

48. Evangelho de Filipe

49. Evangelho de Marcião

50. Evangelho de Maria Madalena (ou Evangelho de Maria de Betânia)

51. Evangelho de Matias (ou Tradições de Matias)

52. Evangelho de Nicodemos (ou Atos de Pilatos)

53. Evangelho de Pedro

54. Evangelho de Tome o Dídimo

55. Evangelho do Pseudo-Mateus

56. Evangelho do Pseudo-Tomé

57. Evangelho dos Ebionitas (ou Evangelho dos Doze Apóstolos)

58. Evangelho dos Egípcios

59. Evangelho dos Hebreus

60. Evangelho Secreto de Marcos

61. Exegese sobre a Alma

62. Exposições Valentinianas

63. (Fragmentos Evangélicos Conservados em Papiros)

64. (Fragmentos Evangélicos de Textos Coptas)

65. História de José o Carpinteiro

66. Infância do Salvador

67. Julgamento de Pôncio Pilatos

68. Livro de João o Teólogo sobre a Assunção da Virgem Maria

69. Martírio de André

70. Martírio de Bartolomeu

71. Martírio de Mateus

72. Morte de Pôncio Pilatos

73. Natividade de Maria

74. O Pensamento de Norea

75. O Testemunho da Verdade

76. O Trovão, Mente Perfeita

77. Passagem da Bem-Aventurada Virgem Maria

78. "Pistris Sophia" (fragmentos)

79. Prece de Ação de Graças

80. Prece do Apóstolo Paulo

81. Primeiro Apocalipse de Tiago

82. Proto-Evangelho de Tiago

83. Retrato de Jesus

84. Retrato do Salvador

85. Revelação de Estevão

86. Revelação de Paulo

87. Revelação de Pedro

88. Sabedoria de Jesus Cristo

89. Segundo Apocalipse de Tiago

90. Sentença de Pôncio Pilatos contra Jesus

91. Sobre a Origem do Mundo

92. Testemunho sobre o Oitavo e o Nono

93. Tratado sobre a Ressurreição

94. Vingança do Salvador

95. Visão de Paulo


ESCRITOS DE QUMRAN


1. A Nova Jerusalém (5Q15)

2. A Sedutora (4Q184)

3. Antologia Messiânica (4Q175)

4. Bênção de Jacó (4QPBl)

5. Bênçãos (1QSb)

6. Cânticos do Sábio (4Q510-4Q511)

7. Cânticos para o Holocausto do Sábado (4Q400-4Q407/11Q5-11Q6)

8. Comentários sobre a Lei (4Q159/4Q513-4Q514)

9. Comentários sobre Habacuc (1QpHab)

10. Comentários sobre Isaías (4Q161-4Q164)

11. Comentários sobre Miquéias (1Q14)

12. Comentários sobre Naum (4Q169)

13. Comentários sobre Oséias (4Q166-4Q167)

14. Comentários sobre Salmos (4Q171/4Q173)

15. Consolações (4Q176)

16. Eras da Criação (4Q180)

17. Escritos do Pseudo-Daniel (4QpsDan/4Q246)

18. Exortação para Busca da Sabedoria (4Q185)

19. Gênese Apócrifo (1QapGen)

20. Hinos de Ação de Graças (1QH)

21. Horóscopos (4Q186/4QMessAr)

22. Lamentações (4Q179/4Q501)

23. Maldições de Satanás e seus Partidários (4Q286-4Q287/4Q280-4Q282)

24. Melquisedec, o Príncipe Celeste (11QMelq)

25. O Triunfo da Retidão (1Q27)

26. Oração Litúrgica (1Q34/1Q34bis)

27. Orações Diárias (4Q503)

28. Orações para as Festividades (4Q507-4Q509)

29. Os Iníqüos e os Santos (4Q181)

30. Os Últimos Dias (4Q174)

31. Palavras das Luzes Celestes (4Q504)

32. Palavras de Moisés (1Q22)

33. Pergaminho de Cobre (3Q15)

34. Pergaminho do Templo (11QT)

35. Prece de Nabonidus (4QprNab)

36. Preceito da Guerra (1QM/4QM)

37. Preceito de Damasco (CD)

38. Preceito do Messianismo (1QSa)

39. Regra da Comunidade (1QS)

40. Rito de Purificação (4Q512)

41. Salmos Apócrifos (11QPsa)

42. Samuel Apócrifo (4Q160)

43. Testamento de Amran (4QAm)


OUTROS ESCRITOS


1. História do Sábio Ahicar

2. Livro do Pseudo-Filon

Mas porque alguns Evangelhos ou livros foram considerados Apócrifos?


APÓCRIFOS: O QUE SIGNIFICA ?

Na realidade, os sentidos da palavra "apocrypha" refletem o problema que se manifesta nas duas concepções de sua canonicidade. No grego clássico, a palavra apocrypha significava "oculto" ou "difícil de entender". Posteriormente, tomou o sentido de "esotérico" ou algo que só os iniciados podem entender; não os de fora. Na época de Irineu e de Jerônimo (séculos III e IV), o termo apocrypha veio a ser aplicado aos livros não-canônicos do Antigo Testamento, mesmo aos que foram classificados previamente como "pseudepígrafos". Desde a era da Reforma, essa palavra tem sido usada para denotar os escritos judaicos não-canônicos originários do período intertestamentário. A questão diante de nós é a seguinte: verificar se os livroseram escondidos a fim de ser preservados, porque sua mensagem era profunda e espiritual ou porque eram espúrios e de confiabilidade duvidosa. 


Natureza e número dos apócrifos do Antigo Testamento

Há quinze livros chamados apócrifos (catorze se a Epístola de Jeremias se unir a Baruque, como ocorre nas versões católicas de Douai). Com exceção de 2 Esdras, esses livros preenchem a lacuna existente entre Malaquias e Mateus e compreendem especificamente dois ou três séculos antes de Cristo.


Significado da palavra CÂNON e CANÔNICO.

CÂNON - (de origem semítica, na língua hebraica "qãneh" em Ez 40.3; e no grego: "kanón" em Gl 6.16"), tem sido traduzido em nossas versões em português como, "regra", "norma".

Significado literal: vara ou instrumento de medir.


Significado figurado: Regra ou critérios que comprovam a autenticidade e inspiração dos livros bíblicos; Lista dos Escritos Sagrados; Sinônimo de ESCRITURAS - como a regra de fé e ação investida de autoridade divina.


Outros significados: Credo formulado (a doutrina da Igreja em Geral); Regras

eclesiásticas (lista ou série de procedimentos)

CANÔNICO - Que está de acordo com o cânon. Em relação aos 66 livros da Bíblia

hebraica e evangélica.

Significado da palavra PSEUDOEPÍGRAFO - Literalmente significa "escritos falsos" - Os apócrifos não são necessariamente escritos falsos, mas, sim não canônicos, embora, também contenham ensinos errados ou hereges.


DIFERENÇAS ENTRE AS BÍBLIAS HEBRAICAS, PROTESTANTES E CATÓLICAS


Diferenças Básicas:

1. Bíblia Hebraica - [a Bíblia dos judeus]

a) Contém somente os 39 livros do V.T.

b) Rejeita os 27 do N.T. como inspirado, assim como rejeitou Cristo.

c) Não aceita os livros apócrifos incluídos na Vulgata [versão Católico Romana)


2. Bíblia Protestante -

a) Aceita os 39 livros do V.T. e também os 27 do N.T.

b) Rejeita os livros apócrifos incluídos na Vulgata, como não canônicos


3. Bíblia Católica -

a) Contém os 39 livros do V.T. e os 27 do N.T.

b) Inclui na versão Vulgata, os livros apócrifos ou não canônicos que são: Tobias,

Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, 1º e 2º de Macabeus, seis capítulos e dez

versículos acrescentados no livro de Ester e dois capítulos de Daniel. A seguir a lista

dos que se encontravam na Septuaginta:


LIVRO APÓCRIFO DA SEPTUAGINTA 

8 Baruque

1 3 Esdras 

9 A Carta de Jeremias

2 4 Esdras 

10 Os acréscimos de Daniel

3 Oração de Azarias 

11 A Oração de Manassés

4 Tobias 

12 1 Macabeus

5 Adições a Ester 

13 2 Macabeus

6 A Sabedoria de Salomão 

14 Judite

7 Eclesiástico (Também chamado de Sabedoria de Jesus, filho de Siraque)


COMO OS APÓCRIFOS FORAM APROVADOS


A Igreja Romana aprovou os apócrifos em 8 de Abril de 1546 como meio de combater a Reforma protestante. Nessa época os protestantes combatiam violentamente as doutrinas romanistas do purgatório, oração pelos mortos, salvação pelas obras, etc. Os romanistas viam nos apócrifos base para tais doutrinas, e apelaram para eles aprovando-os como canônicos.

Houve prós e contras dentro dessa própria igreja, como também depois. Nesse tempo os jesuítas exerciam muita influência no clero. Os debates sobre os apócrifos motivaram ataques dos dominicanos contra os franciscanos. O biblista católico John L. Mackenzie em seu "Dicionário Bíblico" sob o verbete, Cânone, comenta que no Concílio de Trento houve várias "controvérsias notadamente candentes" sobre a aprovação dos apócrifos. Mas o cardeal Pallavacini, em sua "História Eclesiástica" declara mais nitidamente que em pleno Concílio, 40 bispos dos 49 presentes travaram luta corporal, agarrado às barbas e batinas uns dos outros... Foi nesse ambiente "ESPIRITUAL", que os apócrifos foram aprovados. A primeira edição da Bíblia católico-romana com os apócrifos deu-se em 1592, com autorização do papa Clemente VIII.

Os Reformadores protestantes publicaram a Bíblia com os apócrifos, colocando-os entre o Antigo e Novo Testamentos, não como livros inspirados, mas bons para a leitura e de valor literário histórico. Isto continuou até 1629. A famosa versão inglesa King James (Versão do Rei Tiago) de 1611 ainda os trouxe. Porém, após 1629 as igrejas reformadas excluíram totalmente os apócrifos das suas edições da Bíblia, e, "induziram a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, sob pressão do puritanismo escocês, a declarar que não editaria Bíblias que tivessem os apócrifos, e de não colaborar com outras sociedades que incluíssem esses livros em suas edições." Melhor assim, tendo em vista evitar confusão entre o povo simples, que nem sempre sabe discernir entre um livro canônico e um apócrifo e também pelo fato do que aconteceu com a Vulgata! Melhor editá-los separadamente.

OCULTISMO PESQUISA ( OS APÓCRIFOS PARTE I)

            COMO OS APÓCRIFOS FORAM APROVADOS



A Igreja Romana aprovou os apócrifos em 8 de Abril de 1546 como meio de combater a Reforma protestante. Nessa época os protestantes combatiam violentamente as doutrinas romanistas do purgatório, oração pelos mortos, salvação pelas obras, etc. Os romanistas viam nos apócrifos base para tais doutrinas, e apelaram para eles aprovando-os como canônicos.

Houve prós e contras dentro dessa própria igreja, como também depois. Nesse tempo os jesuítas exerciam muita influência no clero. Os debates sobre os apócrifos motivaram ataques dos dominicanos contra os franciscanos. O biblista católico John L. Mackenzie em seu "Dicionário Bíblico" sob o verbete, Cânone, comenta que no Concílio de Trento houve várias "controvérsias notadamente candentes" sobre a aprovação dos apócrifos. Mas o cardeal Pallavacini, em sua "História Eclesiástica" declara mais nitidamente que em pleno Concílio, 40 bispos dos 49 presentes travaram luta corporal, agarrado às barbas e batinas uns dos outros... Foi nesse ambiente "ESPIRITUAL", que os apócrifos foram aprovados. A primeira edição da Bíblia católico-romana com os apócrifos deu-se em 1592, com autorização do papa Clemente VIII.

Os Reformadores protestantes publicaram a Bíblia com os apócrifos, colocando-os entre o Antigo e Novo Testamentos, não como livros inspirados, mas bons para a leitura e de valor literário histórico. Isto continuou até 1629. A famosa versão inglesa King James (Versão do Rei Tiago) de 1611 ainda os trouxe. Porém, após 1629 as igrejas reformadas excluíram totalmente os apócrifos das suas edições da Bíblia, e, "induziram a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, sob pressão do puritanismo escocês, a declarar que não editaria Bíblias que tivessem os apócrifos, e de não colaborar com outras sociedades que incluíssem esses livros em suas edições." Melhor assim, tendo em vista evitar confusão entre o povo simples, que nem sempre sabe discernir entre um livro canônico e um apócrifo e também pelo fato do que aconteceu com a Vulgata! Melhor editá-los separadamente.

Há várias razões porque os protestantes rejeitam os Apócrifos. Eis algumas delas:


1. PORQUE COM O LIVRO DE MALAQUIAS O CÂNON BÍBLICO HAVIA SE ENCERRADO.

Depois de aproximadamente 435 a.C não houve mais acréscimos ao cânon do Antigo Testamento. A história do povo judeu foi registrada em outros escritos, tais como os livros dos Macabeus, mas eles não foram considerados dignos de inclusão na coleção das palavras de Deus que vinham dos anos anteriores.

Quando nos voltamos para a literatura judaica fora do Antigo Testamento percebemos que a crença de que haviam cessado as palavras divinamente autorizadas da parte de Deus é atestada de modo claro em várias vertentes da literatura extrabíblica.

— 

1 Macabeus: (cerca de 100 a.c.), o autor escreve sobre o altar:

"Demoliram-no, pois, e depuseram as pedras sobre o monte da Morada conveniente, à espera de que viesse algum profeta e se pronunciasse a respeito" (l Mac 4.45-46).

Aparentemente, eles não conheciam ninguém que poderia falar com a autoridade de Deus como os profetas do Antigo Testamento haviam feito. A lembrança de um profeta credenciado no meio do povo pertencia ao passado distante, pois o autor podia falar de um grande sofrimento, "qual não tinha havido desde o dia em que não mais aparecera um profeta no meio deles" (l Mac 9.27; 14.41).


— Josefo: (nascido em c. 37/38 d.C.) explicou: "Desde Artaxerxes até os nossos dias foi escrita uma história completa, mas não foi julgada digna de crédito igual ao dos registros mais antigos, devido à falta de sucessão exata dos profetas" (Contra Apião 1:41) Essa declaração do maior historiador judeu do primeiro século cristão mostra que os escritos que agora fazem parte dos "apócrifos", mas que ele (e muitos dos seus contemporâneos) não os consideravam dignos "de crédito igual" ao das obras agora conhecida por nós como Escrituras do Antigo Testamento. Segundo o ponto de vista de Josefo, nenhuma "palavra de Deus" foi acrescentada às Escrituras após cerca de 435 a.c.

— 

A literatura rabínica: reflete convicção semelhante em sua freqüente declaração de que o Espírito Santo (em sua função de inspirador de profecias) havia se afastado de Israel "Após a morte dos últimos profetas, Ageu, Zacarias e Malaquias, o Espírito Santo afastou-se de Israel, mas eles ainda se beneficiavam do bath qôl" (Talmude Babilônico, Yomah 9b repetido em Sota 48b, Sanhedrín 11 a, e Midrash Rabbah sobre o Cântico dos Cânticos, 8.9.3).

— A comunidade de Qumran: (seita judaica que nos legou os Manuscritos do Mar Morto) também esperava um profeta cujas palavras teriam autoridade para substituir qualquer regulamento existente (veja 1QS 9.11), e outras declarações semelhantes são encontradas em outros trechos da literatura judaica antiga (veja 2Baruc 85.3 Oração de Azarias 15). Assim, escritos posteriores a cerca de 435 a.C. em geral não eram aceitos pelo povo judeu como obras dotadas de autoridade igual à do restante das Escrituras.

— 

O Novo Testamento: não temos nenhum registro de alguma controvérsia entre Jesus e os judeus sobre a extensão do cânon. Ao que parece,Jesus e seus discípu1os de um lado e os líderes judeus ou o povo judeu, de outro, estavam plenamente de acordo em que acréscimos ao cânon do Antigo Testamento tinham cessado após os dias De Esdras, Neemias, Ester, Ageu, Zacarias e Malaquias. Esse fato é confirmado pelas citações do Antigo Testamento feitas por Jesus e pelos autores do Novo Testamento. Segundo uma contagem,Jesus e os autores do Novo Testamento citam mais de 295 vezes, várias partes das Escrituras do Antigo Testamento como palavras autorizadas por Deus, mas nem uma vez sequer citam alguma declaração extraída dos livros apócrifos ou qualquer outro escrito como se tivessem autoridade divina. A ausência completa de referência à outra literatura como palavra autorizada por Deus e as referências muito freqüentes a centenas de passagens no Antigo Testamento como dotadas de autoridade divina confirmam com grande força o fato de que os autores do Novo Testamento concordavam em que o cânon estabelecido do Antigo Testamento, nada mais nada menos, devia ser aceito como a verdadeira palavra de Deus.

A contrabalançar essa tese há a declaração de Jesus.


Mateus 11 : 13

Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João.


Hora. João era da época de Jesus, portanto toda a Lei e Profetas profetizaram até a época de João talvez o ultimo profeta. 







2. PORQUE A INCLUSÃO DOS APÓCRIFOS FOI ACIDENTAL.


A conquista da Palestina por Alexandre, o Grande, ocasionou uma nova dispersão dos judeus por todo o império greco-macedônico. Pelo ano 300 antes de Cristo, a colônia de judeus na cidade de Alexandria, Egito, era numerosa, forte e fluente. Morrendo Alexandre, seu domínio dividiu-se em quatro reinos, ficando o Egito sob a dinastia dos Ptolomeus. O segundo deles, Ptolomeu Filadelfo, foi grande amante das letras e preocupou-se com enriquecer a famosa biblioteca que seu pai havia fundado. Com este objetivo, muitos livros foram traduzidos para o grego. Naturalmente, as Escrituras Sagradas do povo hebreu foram levadas em conta, apreciando-se também a grande importância que teria a tradução da Bíblia de seus antepassados da Palestina para os judeus cuja língua vernácula era o grego.


Segundo um relato de Josefo, Sumo Sacerdote de Jerusalém Eleazar enviou, a pedido de Ptolomeu Filadelfo, uma embaixada de 72 tradutores a Alexandria, com um valioso manuscrito do Velho Testamento, do qual traduziram o Pentateuco. A tradução continuou depois, não se completando senão no ano 150 antes de Cristo.


Esta tradução, que se conhece com o nome de Septuaginta ou Versão dos Setenta (por terem sido 70, em número redondo, seus tradutores), foi aceita pelo Sinédrio judaico de Alexandria; mas, não havendo tanto zelo ali como na Palestina e devido às tendências helenistas contemporâneas, os tradutores alexandrinos fizeram adições e alterações e, finalmente, sete dos Livros Apócrifos foram acrescentados ao texto grego como Apêndice do Velho Testamento. Os estudiosos acham que foram unidos à Bíblia, por serem guardados juntamente com os rolos de livros canônicos, e quando foram iniciados os Códices, isto é , a escrituração da Bíblia inteira em um só volume, alguns escribas copiaram certos rolos apócrifos juntamente com os rolos canônicos.


Todos estes livros, com exceção de Judite, Eclesiástico, Baruque e 1 Macabeus, estavam escritos em grego, e a maioria deles foi escrita muitíssimos anos depois de o profeta Malaquias, o último dos profetas da Dispensação antiga, escrever o livro que leva o seu nome. O que se pode concluir daí é que, quando a Septuaginta era copiada, alguns livros não canônicos para os judeus eram também copiados. Isso também poderia ter ocorrido por ignorância quanto aos livros verdadeiramente canônicos.


Pessoas não afeiçoadas ao judaísmo ou mesmo desinteressadas em distinguir livros canônicos dos não canônicos tinham por igual valor todos os livros, fossem eles originalmente recebidos como sagrados pelos judeus ou não. Mesmo aqueles que não tinham os demais livros judaicos como canônicos certamente também copiavam estes livros, não por considerá-los sagrados, mas apenas para serem lidos. Por que não copiar livros tão antigos e interessantes? Estes livros, entretanto, têm a importância de refletir o estado do povo judeu e o caráter de sua vida intelectual e religiosa durante as várias épocas que representam, particularmente, a do período chamado intertestamentário (entre Malaquias e João Batista, de 400 anos); é, talvez, por estas razões que os tradutores os juntaram ao texto grego da Bíblia, mas os judeus da Palestina nunca os aceitaram no cânon de seus livros sagrados.


3. TESTEMUNHAS CONTRA OS APÓCRIFOS

Traremos agora o depoimento de várias personagens históricas que depõe contra a lista canônica "Alexandrina", como consta na Septuaginta, Vulgata e em todas as versões das Bíblias católicas existentes. Pelo peso de autoridade que representam esses vultos, são provas mais do que suficientes e esmagadoras contra a inclusão dos Apócrifos no Cânon bíblico. Vejamos:JOSEFO  

JOSEFO: A referência mais antiga ao cânon hebraico é do historiador judeu Josefo (37-95 AC). Em Contra Apionem ele escreve: "Não temos dezenas de milhares de livros, em desarmonia e conflitos, mas só vinte e dois, contendo o registro de toda a história, os quais, conforme se crê, com justiça, são divinos." Depois de referir-se aos cinco livros de Moisés, aos treze livros dos profetas, e aos demais escritos (os quais "incluem hinos a Deus e conselhos pelos quais os homens podem pautar suas vidas"), ele continua afirmando:

"Desde Artaxerxes (sucessor de Xerxes) até nossos dias, tudo tem sido registrado, mas não tem sido considerado digno de tanto crédito quanto aquilo que precedeu a esta época, visto que a sucessão dos profetas cessou. Mas a fé que depositamos em nossos próprios escritos é percebida através de nossa conduta; pois, apesar de ter-se passado tanto tempo, ninguém jamais ousou acrescentar coisa alguma a eles, nem tirar deles coisa alguma, nem alterar neles qualquer coisa que seja"


Josefo é suficientemente claro. Como historiador judeu, ele é fonte fidedigna. Eram apenas vinte e dois os livros do cânon hebraico agrupados nas três divisões do cânon massorético. E desde a época de Malaquias (Artaxerxes, 464-424) até a sua época nada se lhe havia sido acrescentado. Outros livros foram escritos, mas não eram considerados canônicos, com a autoridade divina dos vinte e dois livros mencionados.    

ORIGENES  

ORÍGENES: No terceiro século d.C, Orígenes (que morreu em 254) deixou um catálogo de vinte e dois livros do Antigo Testamento que foi preservado na História Eclesiástica de Eusébio, VI: 25. Inclui a mesma lista do cânone de vinte e dois livros de Josefo (e do Texto Massorético) inclusive Ester, mas nenhum dos apócrifos é declarado canônico, e se diz explicitamente que os livros de Macabeus estão "fora desses [livros canônicos]".


TERTULIANO: Aproximadamente contemporâneo de Orígenes era Tertuliano. (160-250 dc) o primeiro dos País Latinos cujas obras ainda existem. Declara que os livros canônicos são vinte e quatro.


HILÁRIO: Hilário de Poitiers (305-366) os menciona como sendo vinte e dois.

 

ATANÁSIO: De modo semelhante, em 367 d.C., o grande líder da igreja, Atanásio, bispo de Alexandria, escreveu sua Carta Pascal e alistou todos os livros do nosso atual cânon do Novo Testamento e do Antigo Testamento, exceto Éster. Mencionou também alguns livros dos apócrifos, tais como a Sabedoria de Salomão, a Sabedoria de Sirac, Judite e Tobias, e disse que esses "não são na realidade incluídos no cânon, mas indicados pelos Pais para serem lidos por aqueles que recentemente se uniram a nós e que desejam instrução na palavra de bondade".


JERONIMO: Jerônimo (340-420.dc.) propugnou, no Prologus Galeatus. A citação pertinente de Prologus Galeatus é a seguinte:

 

   

"Este prólogo, como vanguarda (principium) com capacete das Escrituras, pode ser aplicado a todos os Livros que traduzimos do Hebraico para o Latim, de tal maneira que possamos saber que tudo quanto é separado destes deve ser colocado entre os Apócrifos. Portanto, a sabedoria comumente chamada de Salomão, o livro de Jesus, filho de Siraque, e Judite e Tobias e o Pastor (supõe-se que seja o Pastor de Hermas), não fazem parte do cânon. Descobri o Primeiro Livro de Macabeus em Hebraico; o Segundo foi escrito em Grego, conforme testifica sua própria linguagem". Jerônimo, no seu prefácio aos Livros de Salomão, menciona ter descoberto Eclesiástico em Hebraico, mas declara em sua; convicção que a Sabedoria de Salomão teria sido originalmente composta em Grego e não em Hebraico, por demonstrar uma eloqüência tipicamente helenística. "E assim", continua ele, "da mesma maneira pela qual a igreja lê Judite e Tobias e Macabeus (no culto público) mas não os recebe entre as Escrituras canônicas, assim também sejam estes dois livros úteis para a edificação do povo, mas não para estabelecer as doutrinas da Igreja"). e noutros trechos, prima pelo reconhecimento de apenas os vinte e dois livros contidos no hebraico, e a relegação dos livros apócrifos a uma posição secundária. Assim, no seu Comentário de Daniel, lançou dúvidas quanto à canonicidade da história de Suzana, baseando-se no fato que o jogo de palavras atribuído a Daniel na narrativa, só podia ser derivado do grego e não do hebraico (inferência: a história foi originalmente composta em grego). Do mesmo modo, em conexão com a história de Bel e a do Dragão, declara; "a objeção se soluciona facilmente ao asseverar que esta história especifica não está incluída no texto hebraico do livro de Daniel. Se, porém, alguém fosse comprovar que pertence ao cânone, seríamos obrigados a buscar uma outra resposta a esta objeção".


MELITO: A mais antiga lista cristã dos livros do Antigo Testamento que existe hoje é a de Melito, bispo de Sardes, que escreveu em cerca de 170 d.C.


"Quando cheguei ao Oriente e encontrei-me no lugar em que essas coisas foram proclamadas e feitas, e conheci com precisão os livros do Antigo Testamento, avaliei os fatos e os enviei a ti. São estes os seus nomes: cinco livros de Moisés, Gênesis, Êxodo, Números, Levítico, Deuteronômio,Josué, filho de Num, Juizes, Rute, quatro livros dos Remos,'0 dois livros de Crônicas, os Salmos de Davi, os Provérbios de Salomão e sua Sabedoria," Eclesiastes, o Cântico dos Cânticos,Jó, os profetas Isaías,Jeremias, os Doze num único livro, Daniel, Ezequiel, Esdras." É digno de nota que Melito não menciona aqui nenhum livro dos apócrifos, mas inclui todos os nossos atuais livros do Antigo Testamento, exceto Éster. Mas as autoridades católicas passam por cima de todos esses testemunhos para manter, em sua teimosia, os Apócrifos!


                                          AS HERESIAS DOS APÓCRIFOS




NOTA:

Uma das grandes razões dos Apócrifos serem rejeitados, é devido a grande quantidade de heresias que tais livros apresentam.

(Estas ditas "heresias" são justamente o que os diferencia da Grande Revelação Oculta, porque não se encaixa aos dogmas e controle do "gado" como as religiões querem)

NOTA II:

(OPINIÂO DO CLERO E EVANGÉLICOS NÃO REPRESENTA UMA GRANDE PARTE DA OPINIÂO DA COMUNIDADE CIENTÍFICA E RELIGIOSA )


Fora isso, existem também lendas absurdas e fictícias e graves erros históricos e geográficos, o que fazem os Apócrifos serem desqualificados como palavra de Deus. A seguir daremos um resumo de cada livro e logo a seguir mostraremos seus graves erros.


                                      RESUMO CONTESTÁVEL E ABERTO A ESTUDOS:


TOBIAS - (200 a.C.) - É uma história novelística sobre a bondade de Tobiel (pai de Tobias) e alguns milagres preparados pelo anjo Rafael.

Apresenta:

— justificação pelas obras - 4:7-11; 12:8

— mediação dos Santos - 12:12

— superstições - 6:5, 7-9, 19

— um anjo engana Tobias e o ensina a mentir 5:16 a 19


JUDITE - (150 a.C.) É a História de uma heroína viúva e formosa que salva sua cidade enganando um general inimigo e decapitando-o. Grande heresia é a própria história onde os fins justificam os meios.


                                           CONTRAPARTE

Entretanto em várias passagens Bíblicas vemos comportamentos semelhantes. Um dos casos é a decapitação dos profetas de BAAL exigida por Elias.


BARUQUE - (100 a.D.) - Apresenta-se como sendo escrito por Baruque, o cronista do profeta Jeremias, numa exortação aos judeus quando da destruição de Jerusalém. Porém, é de data muito posterior, quando da segunda destruição de Jerusalém, no pós-Cristo.

Traz entre outras coisas, a intercessão pelos mortos - 3:4. ECLESIÁSTICO - (180 a.C.) - É muito semelhante ao livro de Provérbios, não fosse as tantas heresias:

— 

A Intercessão pelos mortos seria de fato uma Heresia? Há Historiadores que afirmam que tal crença fazia parte das crenças dos Cristãos primitivos, e foi considerada Heresia pelo Concílio de Constantinopla no ano 553.


O Segundo Concílio de Constantinopla (que acredita-se ter sido o Quinto Concílio Ecuménico da Igreja) foi um concílio ecuménico realizado na cidade de Constantinopla (atual Istambul , Turquia) de 5 de maio a 2 de junho do ano 553. Foi convocado pelo imperador romano Justiniano, com participação majoritária de bispos orientais; apenas dezesseis bispos ocidentais estavam presentes, vindos das províncias romanas da África e da Ilíria. O Presidente foi o bispo Eutiquio, patriarca de Constantinopla.

 O concílio foi a última fase de um conflito longo e tumultuado que começou com um édito de Justiniano em 543 d.C. contra Orígenes e o chamado origenismo. Justiniano se convenceu que o Nestorianismo continuava a ganhar força por causa dos escritos de Teodoro de Mopsuéstia (m. 428 d.C.), Teodoreto (m. 457 d.C.) e Ibas de Edessa (m. 457 d.C.), sendo que as obras de Teodoro e de Teodoreto eram muito admiradas dentro da Igreja. Por conta da sua recusa inicial em condenar os "Três Capítulos", o Papa Vigílio foi detido em Constantinopla contra sua vontade em 547 d.C.



                                                  RAZIEL,O ARCANJO

O 'Livro do Anjo Raziel' é conhecido por conter as 1500 chaves dos mistérios do universo. Infelizmente, elas foram escritas em um linguajar tão arcano e praticamente impossível de se decifrar (sem, presumidamente, a ajuda do próprio Raziel) que nem mesmo os maiores anjos dos céus são capazes de decifrá-las. Raziel é também condecorado como o patrono especial do primeiro homem.


Raziel, chamado de anjo dos mistérios, é o detentor de uma quantidade exorbitante de informações secretas, arcanas e misteriosas; seu elevado conhecimento se deve ao fato de permanecer a uma menor distância da que separa Deus do resto da Criação e ouvir e anotar tudo que é dito em torno de Seu trono. Ele supostamente escrevia tudo, e devido a sua piedade pela punição de Adão e Eva, deu o livro a Adão, para que ele pudesse compreender melhor Deus. Tal ato não foi bem visto por alguns dos outros anjos, que roubaram o livro de Adão e o lançaram ao mar. Deus, ao invés de punir Raziel, retomou o livro e o devolveu a Adão.


O livro, posteriormente, foi passado para Enoch, que se tornaria, dizem, o anjo Metatron. Ele também é o autor do tomo do qual Enoch obteve o conhecimento para construir a arca. Não confundi-lo com Raphael, que foi o anjo que deu o tomo de Raziel a Noé, mas não o escreveu.


Sua cabeça é circundada por uma irradiante aura amarelada. Ele veste um robe de material acinzentado, que parece oscilar como se feito de material líquido. Raziel parece bastante alto e tem largas asas azuis-celestes. Ele é o governante do planeta Netuno.


Raziel é um dos querubins, o guardião da originalidade e do reino das idéias puras. Ele é apto em diversas artes místicas e pode explicar a verdade por detrás de várias verdades ocultas do universo. Uma das coisas mais interessantes que Raziel pode conceder a alguém é o entendimento das energias correntes no universo mágico, e como manipulá-las para diversos fins.

É um texto religioso judaico, primariamente escrito em hebraico e aramaico.

É de origem antiga, mas sua composição é bastante desconhecida. Da mesma forma que outros textos antigos e obscuros, como o Bahir ('Livro da Inteligência') e o Sefer Yetzirah ('Livro da SAbedoria). Graças ao mágico papiro grego, o próprio título é mencionado em outro livro antigo, "A Espada de Moisés". Críticos historiadores o consideram um trabalho medieval, mais provavelmente provido em meio ao Chasidei Ashkenaz, como citações que começariam a aparecer apenas no século XIII. Seções a seu respeito são, sem dúvida, antigas. A versão medieval mais conhecida é 'Eleazer de Worms'.

Isso é redigido pesadamente no Sepher Yetzirah e Sepher Ha-Razim. Neles existem múltiplas versões de manuscritos, contendo sete tratados. A versão impressa do Sefer Raziel é dividida em cinco livros, alguns na forma de um Midrash (interpretação) místico da Criação. Ele detém uma angeologia bem trabalhada, usos místicos do zodíaco, gematria, nomes de Deus, encantamentos protetores, e metodologia para a escrita de amuletos místicos curativos.


O livro também contém escritos mágicos de origem desconhecida, que parecem códigos para mascarar escritos hebraicos de encantamentos e sortilégios místicos.


De acordo com outra lenda, foi RAFAEL que, após o Dilúvio, entregou a Noé um "livro médico", que pode ter sido o famoso Sefer Raziel, o livro do Anjo RAZIEL.


Sefer Raziel HaMalakh


Sefer Raziel HaMalakh, (Em hebraico, traduz como "O Livro de Raziel O Anjo"), é um texto Judaico religioso (mais propriamente um Grimoire), Primeiramente escrito em hebraico e Aramaico.


É de origem antiga, mas sua composição é desconhecida. O Bahir (hebraico para Iluminação) é um trabalho pseudepigráficas místico atribuído a Nehunya ha ben-Caná, um sábio rabínico primeiro século, e um contemporâneo de Joanã ben Zakkai (século I), porque ele começa com as palavras, ha R. Nehunya ben Caná, disse. 

Inspira-se fortemente em Sepher Yetzirah e Sepher Ha-Razim. Existem várias versões manuscritas, contendo até sete Tractatus. A versão impressa do Sefer Raziel é dividido em cinco livros, alguns deles sob a forma de uma mística Midrash sobre a Criação. Ele apresenta uma elaborada angelologia, Usa mágica do Zod


O livro também contém scripts mágicos de origem desconhecida, que aparecem como códigos para mascarar hebraico escrito de fórmulas mágicas e encantamentos.


Segundo a lenda, um outro livro relacionado chamado simplesmente de Sefer Raziel foi o primeiro livro escrito, contendo os segredos do cosmos - segredos e mistérios da criação, dada por Deus através do anjo Raziel a Adão e sua linhagem. O livro é feito de safira.


"Sefer Raziel HaMalac


O Anjo Raziel também ensinou a Adão o conhecimento do poder da palavra, o poder do pensamento e do poder de uma alma de pessoas dentro dos limites do corpo físico e este mundo físico, basicamente ensinar o conhecimento com que um pode harmonizar físico e espiritual existência neste mundo físico.



O "Anjo Raziel" foi enviado à terra com finalidade específica para ensinar Adão e Abraão as formas da natureza. O livro "Raziel HaMalach" explica tudo de Astrologia dos planetas no nosso sistema solar, e explica como o da energia criativa da vida começa com um pensamento do reino espiritual, transcendendo em discurso e ação no mundo físico. O eterno Energia Divina vida criativa desta terra é o amor, o livro explica as leis espirituais do nascimento, morte, a reencarnação da alma, e muitas das leis espirituais




Mantendo o livro "Raziel HaMalach"


A tradição judaica ensina que, mesmo se não se compreender as palavras deste livro, ou mesmo entender hebraico, tenha uma cópia do livro para proteção espiritual, a vida espiritual nos queridos, como um sinal de que se está procurando Espiritual e Divina inspiração na vida.

A maioria das pessoas mantenha uma cópia em seu bolso, carteira ou bolsa, e dormir com ela sob seu travesseiro. Mantendo-os em casa é acreditado para trazer uma bênção divina especial - e especialmente para mulheres grávidas no momento do nascimento, colocando-o sob seu travesseiro - é aceite uma tradição segura "para um nascimento fácil.

Como é tradição ao longo das gerações a força deste livro está no fato de que, é para ser dado como um presente de graça, para alguém que precisa dele. Por lei espiritual, não se pode cobrar por este livro, pois isso prejudica a sua espiritualidade



ADÃO: O livro de Raziel

Depois de ser expulso do Paraíso Adão orou a Deus com as seguintes palavras:

– Ó Deus, Senhor do mundo! O senhor criou o mundo inteiro para honra e glória do Poderoso, e fez da forma que lhe agradou. Seu reino é por toda a eternidade, e seu reinado por todas as gerações. Nada lhe está oculto, e nada escondido dos seus olhos. O senhor criou-me como obra das suas mãos, e estabeleceu-me como governante sobre as suas criaturas, para que eu exercesse domínio sobre as suas obras. Porém a ardilosa e execrável serpente seduziu-me com desejo e com lascívias; seduziu, é verdade, a esposa do meu coração. O senhor, no entanto, não revelou-me o que sobrevirá a meus filhos e às gerações depois de mim. Sei muito bem que nenhum ser humano é capaz de ser íntegro aos seus olhos. E que é minha força para que eu me coloque na sua presença com rosto impudente? Não tenho boca com que falar nem olho com o qual ver, pois verdadeiramente pequei e cometi transgressão, e por causa dos meus pecados fui expulso do Paraíso. Devo arar a terra da qual fui tomado, e os demais habitantes da terra, os animais selvagens, não mais, como antes, demonstram assombro e temor diante de mim. A partir do instante em que comi da árvore do conhecimento do bem e do mal a sabedoria me abandonou: sou um tolo que nada sabe, um ignorante que nada compreende. Agora, misericordioso e gracioso Deus, peço que volte novamente a sua compaixão ao cabeça das suas obras, ao espírito que instilou nele e à alma que soprou nele.

Venha ao meu encontro com a sua graça, pois o senhor é gracioso, tardio em irar-se e pleno de amor. Que a minha oração alcance o trono da sua glória, e a minha súplica o trono de sua misericórdia; que o senhor se incline na minha direção com amor. Que as palavras da minha boca sejam aceitáveis, e o senhor não dê as costas à minha petição. O senhor é desde a eternidade e será até a eternidade; era rei, e será rei. Tenha agora misericórdia da obra das suas mãos; conceda-me conhecimento e compreensão, para que eu saiba o que sobrevirá a mim, à minha posteridade e a todas as gerações que virão depois de mim, e o que me sobrevirá a cada dia e a cada mês. Não negue a mim o auxílio dos seus servos e dos seus anjos.

No terceiro dia depois que Adão ofereceu essa oração, enquanto sentava às margens do rio que flui do Paraíso, apareceu a ele, na hora mais quente do dia, o anjo Raziel, trazendo nas suas mãos um livro. O anjo dirigiu-se a Adão com as seguintes palavras:

– Adão, porque está tão desanimado? Porque tão aflito e ansioso? As suas palavras foram ouvidas no momento em que, entre apelos e súplicas, você as proferiu, e recebi a incumbência de ensinar-lhe palavras puras e compreensão profunda, de torná-lo sábio através do conteúdo do livro sagrado que trago nas mãos, e de dar-lhe a conhecer o que irá lhe sobrevir até o dia da sua morte. Quanto a todos os seus descendentes e todas as gerações posteriores, se lerem este livro em pureza, com um coração devoto e uma mente humilde, e obedecerem aos seus preceitos, tornar-se-ão como você: eles também saberão de antemão o que acontecerá, em qual mês e em qual dia ou qual noite. Tudo estará manifesto para eles: saberão e compreenderão se uma calamidade está por vir, uma fome ou animais selvagens, inundações ou seca; se haverá abundância de grão ou escassez; se os perversos governarão o mundo; se gafanhotos devastarão a terra; se os frutos cairão das árvores ainda verdes; se furúnculos afligirão os homens; se guerras predominarão, ou doenças ou pragas entre homens e gado; se o bem foi resolvido no céu, ou o mal; se o sangue fluirá, e o rumor de morte dos abatidos será ouvido na cidade. E agora, Adão, venha e dê ouvidos a tudo que lhe direi a respeito da natureza deste livro e da sua santidade.

O anjo Raziel então leu do livro e, quando ouviu as palavras do santo volume proferidas pela boca do anjo, Adão caiu no chão, tomado de pavor. Porém o anjo o encorajou:

– Levante-se, Adão – ele disse. – Coragem, não tenha medo, aceite este livro de mim e guarde-o, pois dele você extrairá conhecimento e se tornará sábio, e irá também ensinar o conteúdo dele a todos que forem dignos de saberem o que ele contém.

No momento em Adão pegou o livro uma chama de fogo brotou das proximidades do rio, e o anjo subiu sobre ela em direção ao céu. Adão então soube que o que havia falado com ele era um anjo de Deus, e que o livro vinha do próprio Rei Santo, e usou-o em santidade e pureza. Esse é o livro do qual podem ser aprendidas todas as coisas que vale à pena saber, e todos os mistérios; que ensina também como invocar os anjos e fazê-los aparecerem diante dos homens, e responderem todas as suas perguntas. Porém não são todos que podem fazer uso do livro, apenas aquele que é sábio e temente a Deus, e recorre a ele em santidade. Esse estará seguro contra todos os conselhos perversos, sua vida será serena, e quando a morte tirá-lo do mundo, encontrará repouso num lugar onde não há nem demônios nem espíritos do mal, e das mãos dos perversos será velozmente resgatado.

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

DEUTER (Alemanha 70's Electronic Avantgarde/Kraut Rock Music)

              Primeiro trabalho de Deuter fortíssimo, obscuro, atmosférico e bem experimental.

Similar ao Ummagumma do  Pink Floyd.Obra prima aos amantes do genero, sai em 1971, um ano após o primeiro Tangerine Dream, e primeiros do Klaus Schulze na Alemanha.



Nascido em 1º de fevereiro de 1945 em  Städtchen Falkenhagen. autodidata flauta e violão, tornou-se designer gráfico e jornalista em Munique. No primeiro álbum utiliza sintetizadores( o que fará sempre em seus outros álbuns) órgão, sitar, tabla, guitarras, bateria e baixo.

Deuter, um dos primeiros artistas da gravadora Kuckuck, possui treze títulos lançados pela Kuckuck, além da trilha sonora de um poema ilustrado lançado pela gravadora MonteVideo. Suas obras oferecem melodias únicas e inspiradoras, executadas em flauta, guitarra e sintetizador, mescladas com sons da natureza. Suas criações incorporam leveza de espírito, profundidade de visão e uma fusão musical do Oriente e do Ocidente.

O próprio Deuter é um produto tanto do Leste quanto do Oeste. Ele nasceu em 1945, em uma pequena vila da Alemanha do pós-guerra. Quando criança, aprendeu a tocar flauta e, sozinho, aprendeu a tocar violão e gaita. Quando jovem, trabalhou como designer gráfico e colunista de jornal em Munique, mas a paixão pela música persistiu dentro dele. Eckart Rahn, um jovem produtor musical na época, reconheceu o talento de Deuter e, em 1971, lançou sua primeira gravação, D , pelo então incipiente selo Kuckuck.

Deuter começou a ir às montanhas para gravar pássaros, água e vento para acompanhar sua música. Ele foi um dos primeiros artistas a fazer isso e sua profunda relação com a natureza persiste até hoje. Ele também iniciou sua busca espiritual, passando grande parte do tempo em um ashram em Pune, na Índia, como discípulo de Osh(Rajneesh) com quem trabalhou fazendo músicas para meditação.

 Deuter também foi um dos primeiros artistas a incorporar essa influência oriental em sua música. Ele fez essa incorporação de uma forma tão suave que nunca destoou dos ouvidos ocidentais, não acostumados aos ritmos e tonalidades orientais.




domingo, 4 de outubro de 2026

CARLOS GOMES NÂO COMPÔS BALLETS !!

Carlos Gomes escreveu músicas de dança e trechos coreográficos integrados às suas óperas (óperas-ballets), mas não compôs ballets independentes como gênero autônomo. 





Antônio Carlos Gomes não compôs balés autônomos (peças de concerto escritas exclusivamente para companhias de dança, como fez Tchaikovsky ou Stravinsky).  

A indicação de "balés" ou "danças" na obra de Carlos Gomes refere-se às seções de bailado inseridas obrigatoriamente dentro de suas óperas, uma exigência estética e estrutural dos grandes teatros europeus da época (especialmente no estilo da Grand Opéra francesa e da ópera italiana do final do século XIX). 

A distinção técnica e o contexto dessas danças explicam essa denominação:

                           Os Balés de Ópera

Para que suas óperas fossem encenadas em palcos como o Teatro alla Scala de Milão ou revisadas para o público europeu, Carlos Gomes precisava incluir grandes números de dança que faziam parte do espetáculo lírico. Na historiografia musical e nos programas de concerto, essas suítes orquestrais costumam ser chamadas de "Balados" ou "Ballets das Óperas". Os maiores exemplos são:  

Lo Schiavo (1889): Contém a famosa "Alvorada" e o subsequente "Dança dos Tamoios" (composto pelo Intermezzo, Dança dos Homens, Dança das Mulheres e Bacanal), amplamente executados como peças de concerto independentes.

Fosca (1873) e Condor (1891): Também contêm suítes de danças internas integradas ao enredo dramático.Peças de Dança para PianoAlém dos bailados orquestrais das óperas, Carlos Gomes escreveu peças de salão no formato de danças da época, muito comuns no século XIX, mas destinadas ao piano ou a pequenas formações (e não ao BALLET CLÁSSICO   de palco). 

Um exemplo célebre é A Caiumba (Dança dos Negros), além de várias polcas, valsas e mazurcas que compôs ao longo da vida. 

Antônio Carlos Gomes não se dedicou à criação de balés autônomos como Igor Stravinsky ou Piotr Ilitch Tchaikovsky. 

A sua grande paixão e o foco de sua carreira foram a ópera.No entanto, há um detalhe importante: seguindo as convenções da ópera do século XIX — especialmente o estilo da Grand Opera francesa e as exigências dos teatros italianos da época —

Carlos Gomes incluiu importantes números de dança (balés) dentro de suas óperas.