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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

G.GURDJIEFF(A Música, A Dança & Encontro com Homens Notáveis)

 GURDJIEFF E A ORDEM "O QUARTO CAMINHO"


Eu mesmo estudei durante uns 10 anos, paralelo à música, teosofia, filosofia oriental e física quântica, os Ensinamentos de Gurdjieff.Difíceis, focados, que exigem a auto-atenção 24 horas.Não é um caminho para a maioria.Não é religião, mas um sistema de auto-conhecimento metódico, focado em leituras, práticas da arte e filosofia existencial.

Seguem abaixo os impressionantes filmes de Danças Sagradas que ele deixou sacramentados junto com música escrita para a posteridade.Algo sobrenatural e acima de artes comuns as quais estamos acostumados a digerir. Eu teria muito mais a falar sobre Gurdjieff, mas as palavras seriam poucas e não o descreveriam tal qual foi em sua estranha existência.

Alguns músicos de Rock seguiram seus ensinamentos, sendo um dos mais famosos o guitarrista ROBERT FRIPP (King Crimson).


BIO



Não existe e provavelmente nunca existirá uma biografia definitiva de Gurdjieff . Nasceu em Alexandropol, por volta de 1866, e aparece pela primeira vez às claras em 1912 em Moscou. Encontrá-lo era sempre um teste: o primeiro encontro — certamente para os que se tornaram seus discípulos — passava a ser o eixo que marcava a mudança de suas vidas inteiras;Faleceu em 29 de outubro de 1949,Hospital Americano em Neuilly-sur-Seine, França

O compositor Thomas de Hartmann (1886-1956) e sua esposa Olga foram discípulos íntimos e companheiros de Gurdjieff durante doze anos, e é graças a ele que a música de Gurdjieff nos alcançou. No Livro (Nossa Vida com Gurdjieff) compartilham conosco a viagem que compartilharam com ele: de Petrogrado, tomado pela crise de 1917, pelas montanhas do Cáucaso até Tíflis, chegando finalmente a Paris em 1922. Uma simplicidade às vezes beirando a ingenuidade caracteriza seus escritos, mas a impressão de Gurdjieff é o que há de mais notável. 

Em outubro de 1922, Gurdjieff ocupou o Prieuré em Fontainebleau-Avon, um castelo em terreno de 200 acres  9França) ; aí criou rapidamente condições para o auto-estudo, algo sem precedentes na Europa. Gurdjieff teve um relacionamento especial com os filhos de seus alunos, cuidando de sua educação no real sentido da palavra. Às vezes os desafiava; às vezes os conduzia com grande delicadeza a um insight vital; seu ensinamento sempre trazendo um elemento de surpresa e a marca da praticidade. Entre onze e quinze anos, Fritz Peters (1913-1980) viveu no Prieuré 

Gudjieff ensinava baseado nas danças Sagradas e Música,com impressionantes e complexos movimentos ,os quais aprendeu de seus Mestres no Oriente, o Mosteiro dos Sarmongs(Abelhas)

Thoams Hartmann era um pianista  consagrado que desenvolveu e escreveu as peças para piano de Gurdjieff, sendo um de seus discípulos citados acima.Se conheceram na URSS antiga, São Petersburgo.






               GURDJIEFF & SARMONGS( Fraternidade Oculta Dervixe )




Na primavera de 1924, Gurdjieff visitou os EUA com alunos preparados para dar demonstrações públicas de suas danças sagradas; e sua influência sobre intelectuais importantes foi de longo alcance. As danças também falaram categoricamente ao jovem inglês Stanley Nott (1887-1978), que tinha uma formação diferente, mais simples; que havia viajado pelo mundo dedicado a vários tipos de comércio, e cujos sentimentos tinham sido amortecidos por sofrimentos nas trincheiras. “Aqui”, escreveu Nott, “está o que eu havia ido procurar nos confins da terra”. Sua aceitação de Gurdjieff provou ser duradoura e íntegra; passou muitos verões no Prieuré, e em Teachings of Gurdjieff (Ensinamentos de Gurdjieff) transmite tanto sua experiência interior com um vigor boswelliano. Ele incorpora perfeitamente o penetrante (embora não definitivo) comentário de seu amigo A.R. Orage sobre o livro Belzebu, de Gurdjieff.

Gurdjieff dedicou a década de 1925 a 1935 a seus escritos, realizados em condições de alta distração no Café de la Paix. Aí o encontrou, na primavera de 1932, a escritora americana Kathryn Hulme (1900-1981) após atingir a fama com seu romance The Nun’s Story (A História de uma Freira); ela queria muito tornar-se aluna pessoal dele, mas quase quatro anos se passaram antes que sua persistência fosse recompensada. Sua autobiografia, Undiscovered Country (País não descoberto), evoca ricamente sua experiência em um grupo especial de quatro mulheres (todas sofisticadas, de vanguarda e solteiras — e algumas francamente lésbicas) que se reunia diariamente no apartamento de Gurdjieff na rua Labie. Seu estilo é, por um lado, açucarado e, por outro, vibrante. A humanidade de Gurdjieff e sua capacidade para trabalhar com diversos tipos de pessoas são fortemente retratadas, assim como o compromisso emocional de cada um do grupo entre eles e com seu instrutor. Esse pequeno grupo foi denominado “A Corda”, para nunca esquecerem sua interdependência na ascensão.




Impelido a fugir de Paris antes dos alemães chegarem em 1940, Gurdjieff preferiu permanecer em seu modesto apartamento à rua Colonels-Renard, nº 6. Embora já em seus setenta anos, ele era magnânimo em suas energias: dando aconselhamento individual; ensinando uma nova série de danças ou Movimentos na Salle Pleyel; e mantendo de alguma maneira, nesses tempos de escassez, a hospitalidade patriarcal de seus audaciosos banquetes. 

O interesse dos franceses em Gurdjieff — antigamente fraco — agora germinava, atraindo para ele muitos intelectuais, entre eles o diretor de cinema René Zuber (1902-1979). Seu pequeno volume Who Are You Monsieur Gurdjieff? (Quem É Você Senhor Gurdjieff?) é uma meditação tranqüila e meticulosa: confrontando o enigma de Gurdjieff e profundamente interessado em situá-lo em relação ao Cristianismo, Zuber é repetidamente levado a se questionar.

Quinze meses antes da morte de Gurdjieff, J.G. Bennett (1897-1974), que o havia conhecido brevemente nos anos vinte, estabeleceu um contato mais sério — embora inevitavelmente intermitente. Elizabeth Mayall (1918-1991), que depois se tornaria esposa de Bennett, estava livre para morar em Paris a partir de janeiro de 1949, e assim compartilhou mais completamente o mundo sem igual da rua Colonels-Renard. Aí, nas últimas ceias de Gurdjieff, seu misterioso ritual de “Brinde aos Idiotas” serviu como veículo para um ensino final e intensamente individual. Idiots in Paris (Idiotas em Paris), os diários originais dos Bennetts, captura com precisão e uma honestidade quase dolorosa os últimos cem dias da vida de Gurdjieff, e a pungente luta de seus alunos pela compreensão. Gurdjieff morreu em Neuilly, no dia 29 de outubro de 1949.






                                                                    O Ensino

Então, o que são exatamente os Ensinamentos de Gurdjieff?Conhece-te a ti mesmo, ao qual acrescenta uma metafísica, uma metapsicologia e uma metaquímica que desafiam absolutamente qualquer definição; uma tipologia humana, uma fenomenologia da consciência, e uma escala quase matemática que liga o macrocosmo e o microcosmo. O Homem é um autômato.O que ele diz num minuto, no minuto seguinte já não se lembra!

Movimentos e danças sagradas eram ao mesmo tempo um símbolo das leis universais e um campo para a busca individual. Quando, chegando aos sessenta, ele se dedicou a escrever, suas produções eram heurísticas em vez de expositivas, e sua forma totalmente inesperada: primeiro uma epopéia cosmológica muito especial, depois uma autobiografia muito especial.









O livro de próprio punho de Gurdjieff(Contos de Belzebu a seu Neto) é a obra-prima ,e nenhum outro livro nos aproxima mais dele. Leitores capazes de enfrentar o duplo desafio de sua profundidade e sua difícil e totalmente intencional estilística; de sustentar a fina atenção necessária ao decorrer da leitura — acharão aí codificadas todas as idéias psicológicas e cosmológicas de Gurdjieff, e uma crítica fundamental.

 


LIVRO INDICADÍSSIMO:

 

Em seu livro seguinte,  (Encontros com Homens Notáveis), Gurdjieff evoca o primeiro e menos conhecido período de sua própria vida: sua juventude em Kars, sob a influência benigna de seu pai e de seu primeiro tutor, o Decano Borsh; depois o início de sua maturidade, com muitos disfarces, dedicado à busca constante de um conhecimento real e universal. Sua linguagem é simples e vívida, descrevendo-nos as terras da Transcaucásia e da Ásia Central, mesmo quando se refere à geografia paralela da psique de Homem e à rota que seguiu para penetrá-la.A cena da dança acima é do filme.Foi escrito por P.D.Ouspensky, seu mais acurado discípulo.

 



OUSPENSKY

 

Entre os anos 1915 e 1918, Gurdjieff deu prodigamente a seus grupos russos um corpo surpreendente de dados exatos que lhe haviam custado vinte anos para encontrar. Proeminente entre os alunos neste momento era Piotr Demianovich Ouspensky (1878-1947), jornalista, matemático e intelectual; já famoso por seu livro Tertium Organum. Essa mesma época, com sua destruição de massa e selvagens contradições, afiou a fome vital de Ouspensky por valores e conhecimentos de uma ordem diferente. In Search of the Miraculous (Fragmentos de um Ensinamento Desconhecido) foi publicado postumamente; consiste, em três quartas partes, das próprias palavras de Gurdjieff, preservadas desses dias e brilhantemente organizadas. Endossado pelo próprio Gurdjieff, este trabalho oferece indubitavelmente a descrição mais acessível de suas idéias psicológicas e cosmológicas, levando-nos tão próximo das condições especiais de um grupo quanto qualquer livro sozinho poderia. A opressiva sensação de choque, excitação e revelação que atingiu Ouspensky em 1915 será transmitida por essas sentenças e diagramas às pessoas de todas as gerações que estejam secretamente em busca, quaisquer que sejam as condições externas com que precisem conviver.

 

Jeanne de Salzmann tornou-se aluna de Gurdjieff em Tíflis, em 1919, e por trinta anos participou de cada fase sucessiva de seu Trabalho, até mesmo assumindo responsabilidade pelos grupos durante os últimos dez anos da vida dele. Em Gurdjieff Fala a Seus Alunos, ela compilou mais de quarenta palestras importantes dadas por Gurdjieff entre 1917 e 1930. Devemos sua preservação às recordações disciplinadas de seus seguidores, que haviam sido proibidos de tomar notas literalmente. Se essas não forem as palavras de Gurdjieff sílaba por sílaba, são certamente sua voz autêntica, emitindo seu inconfundível desafio.

Abordagens a Gurdjieff

Ninguém — seja respondendo a Gurdjieff ou reagindo contra ele — pode medir a voltagem de seu intelecto sem receber um certo choque. Sua voz é uma das poucas vozes eficazes que, “passando por uma grande diversidade de ecos, mantém sua própria ressonância e seu poder de ação” . Então, ouçamos brevemente alguns relatos, “abordagens”, redeclarações temáticas e líricas — reconhecendo-as pelas reverberações, e ainda afirmando sua legitimidade profunda em uma tradição viva, confiada a homens vivos.





Depois de quatro anos como um dos alunos próximos de Gurdjieff, P.D. Ouspensky expôs suas idéias na Inglaterra e na América durante um quarto de século. Em The Psychology of Man’s Possible Evolution (A Psicologia da Possível Evolução do Homem), ele extrai a essência psicológica do Ensinamento integral de Gurdjieff, apresentando-a sem sabor ou aroma, em apenas 92 páginas. Essa formulação, baseada em notas de conferências de Ouspensky, é tão lúcida e equilibrada que promete permanecer incomparável para sempre, como uma introdução e um aide-mémoire.









domingo, 9 de agosto de 2026

O DILEMA DAS BATERISTAS FEMININAS NO ROCK( E uma analogia ao RUSH 2026)

 Atualmente são fenomenais.O dilema já era.O problema é encaixar músicos certos, na banda e som certos!!

Pegar um baterista de Jazz para tocar ROCK não funciona.Pegar um baterista de Extreme Metal para tocar Blues não funciona.Pegar um batera de Black e Thrash Metal para tocar  Hard Rock, não funciona.

A não ser que o músico seja muito bom e versátil.No caso do RUSH achei horrível.A baterista é excelente na área Fusion Jazz Pop   mas nunca tocou rock na vida.Não tem peso nem pegada. Aliás RUSH é uma volta inoportuna onde dezenas de artistas totalmente sem noção e senis( exceção à alguns raros) voltam a cena em cadeiras de roda (tudo por $$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$  e  muito EGO)  sem dar chance aos nóvos musicos e bandas  do Underground, que são milhares sem ter onde mostrar seus trampo!!! Pior é um bando de otário que nunca ouviu o RUSH anos 70 no auge com NEIL PEART!!

E ainda, mesmo com Peart álbuns pós SIGNALS acho ruins para meus ouvidos!!O legado da banda entra no máximo em Moving Picture e Signals nos anos 80.E todo os anos 70! são obras primas.Hemispheres é o máximo!!Mas todos álbuns da Discografia RUSH anos 70 são absolutamente imperdíveis!!

No caso  se fôsse MULHER na batera , eu indicaria ao Sr.Geddy Lee estas duas bateristas a qual disponho VIDEO abaixo.

Ou ficaria entre os quatro mais complexos bateristas que realmente poderiam substituir Neil Peart no Rush. ( Mike Mangini, Gavin Harrison, Mickey Dee e Mike Portnoy)

Também contrataria um vocalista jovem, pois o Sr. Lee paraece uma bruxa véia esgoelando.E por fim, colocaria um tecladista bom e que toque synths!.













sexta-feira, 7 de agosto de 2026

ALPHA III NEWS AGOSTO 2026

 Entraremos num estudio ainda este mes , a convite de um Produtor local em Campinas S.P., para gravar uma longa JAM SESSION ,para registrar músicas inéditas após anos sem gravarmos juntos.

O som será Rock Progressivo Sinfonico/Kraut Rock.

Músicos:

-MAURICIO LAMBIASI( primeiro baterista do ALPHA III- LP "Mar De Cristal")

-MICHAEL CANTUSIO- baixo

-AMYR VON BATHEL CANTUSIO- músicas, letra, vocal, sintetizador, baixo e guitarra.

 A idéia é registrar as npovas faixas para futuro LP (vynil).

                                                           
                                                                ARIA PRO II (Japan) baixo

            LAMBIASI & CANTUSIO TOTEM FESTIVAL (S.P. Teatro UMC)
MICHAEL L.CANTUSIO, MARCOS TROIAN E  AMYR VON BATHEL CANTUSIO (Totem Festival )




quarta-feira, 5 de agosto de 2026

OZRIC TENTACLES (Somerset, Inglaterra,1983)

Uma fogueira no festival livre de Stonehenge, em 1983, testemunhou o nascimento do Ozric Tentacles.Uma das primeiras a retornar aà cena com estilo Hippie anos 60, mas com um som totalmente pesado, vanguardista, lotado de synths e guitarras viajantes.Uma das consagrações raras do "Space Rock" que  daria a vida aos futuros "Porcupine Tree"  e "OSI".

Foi lá que o compositor e líder da banda Ed Wynne (guitarra e teclados) e seu irmão Roly Wynne (baixo), que se apresentavam em um grupo conhecido na época como “Bolshem People”, juntamente com o baterista Nick "Tig" Van Gelder (Jamiroquai), conheceram por acaso o tecladista Joie Hinton. Após uma sessão para se aquecerem ao redor da fogueira e discutirem cereais matinais imaginários, o grupo foi fazer uma jam session improvisada tarde da noite. Ao longo do que se tornou uma apresentação épica de seis horas, um membro da plateia perguntou qual era o nome da banda. Pensando aleatoriamente na conversa anterior do grupo, visões de cogumelos  míticos e ridículos surgiram na mente de Ed e, consequentemente, ele respondeu: “Ozric Tentacles”. (...Ainda bem, já que algumas das alternativas anteriores tinham sido “Desmond Whisps”, “Gilbert Chunks” e “Malcolm Segments”).





Desde essa primeira jam session, surgiu uma compatibilidade musical que desde então se tornou uma marca registrada do Ozric Tentacles. É uma mistura característica da estética hippie com eletrônica rave, guitarras em espiral, camadas texturizadas de teclados, MIDI, samplers e linhas de baixo e bateria extremamente envolventes. Em pouco tempo, a banda ria em meio ao espanto, enquanto pedidos por mais músicas do “Ozric Tentacles”, ou “The Ozrics”, como passaram a ser mais conhecidos, se acumulavam. Rapidamente, a banda conquistou seu lugar como presença constante na crescente cena de festivais do Reino Unido e hoje é considerada um dos pilares musicais influentes no renascimento dessa cena.

Em 1984, a banda lançou sua primeira fita cassete, “Erpsongs”. Gravada em casa com um equipamento pouco melhor que um aparelho de som doméstico e com capas desenhadas à mão, ela incendiou a cena psicodélica underground. O álbum apresentava uma variedade de estilos que se tornaria uma característica marcante da banda ao longo de sua carreira. Algumas faixas pareciam uma mistura de sons alienígenas e espaciais em uma atmosfera flutuante, enquanto outras revelavam a tendência mais voltada ao rock do Ozrics, com uma seção rítmica sólida sustentando passagens de guitarra e sintetizador.

1986 foi um ano muito produtivo para a banda, com três lançamentos em fita cassete: “Live Ethereal Cereal”, “Tantric Obstacles” e “There Is Nothing”. “Live Ethereal Cereal”, gravado durante aquelas primeiras jams em festivais, mostrava que a banda era realmente uma força psicodélica em ascensão. Também começava a surgir em suas gravações uma forma totalmente nova e única de reggae e dub, que se tornaria parte intrínseca do som do Ozrics. “There Is Nothing” apresentava cada vez mais elementos étnicos. Escalas, estilos e samples coletados por Joie em viagens à Índia e por Ed em viagens à Tailândia passaram a fazer parte profundamente do som da banda. No festival de Stonehenge do ano seguinte à formação da banda, o Ozrics ganhou um segundo tecladista, Tom Brooks, que ajudava a preencher o espectro sonoro com efeitos etéreos borbulhantes. Em 1987, “Horse Drawn Tom” abandonou seus sintetizadores em busca de novos caminhos (...depois de renunciar à eletricidade usada para alimentá-los).

 

 

OBRIGATÓRIO!! DOS PRIMEIROS ALBUNS DA BANDA



Após a saída de Tom, Ed se viu obrigado a preencher o vazio sonoro concentrando-se mais em suas próprias habilidades com sintetizadores e teclados. (Uma ideia que passou a atraí-lo após o lançamento de “The Grove of Selves”, do Nodens Ictus, no início daquele ano. Nodens Ictus era o projeto de música ambiente de Ed e Joie, ainda muito “ozrickiano”, porém mais suave e sem a seção rítmica ao vivo; por isso decidiram lançar o projeto com outro nome.) Essa mudança não apenas se mostrou um sucesso para Ed, alternando naturalmente entre guitarra e teclados, como também os sons etéreos de seu sintetizador Sequential Circuits Pro-One e do teclado Roland D-50 se tornariam essencialmente uma base molecular do DNA sonoro do Ozrics.

Em 1988, a banda lançou aquele que muitos consideram o mais coeso e cativante de seus primeiros cassetes, “Sliding Gliding Worlds”, favorito entre amigos e fãs. Na mesma época, o baterista Tig deixou a banda, e o Ozrics recrutou Merv Pepler, um baterista de psychobilly de 21 anos de Somerset. A energia crua e autodidata de Merv, capaz de atravessar múltiplos compassos sem sequer pensar nisso, não apenas combinou com a banda, mas também forneceu naturalmente uma base sólida para seu som. Seis meses depois, a banda lançaria sua última fita exclusiva em cassete, “Bits Between The Bits”, encerrando o período das fitas com uma coleção de raridades gravadas entre 1985 e 1989.

As apresentações ao vivo dessa época se tornaram quase lendárias entre os fãs mais dedicados: jam sessions que duravam horas e contavam com uma variedade de músicos. A troca de fitas entre esses fãs alcançou um nível de dedicação comparável ao dos Deadheads nos Estados Unidos, seguindo regras semelhantes de livre troca e ausência de lucro. Percebendo que assinar com qualquer gravadora estabelecida limitaria sua liberdade criativa, em 1989 a banda criou seu próprio selo, “Dovetail Records”. Seu primeiro grande lançamento (disponível em CD, vinil e fita cassete), “Pungent Effulgent”, recebeu uma enxurrada de críticas extremamente positivas de jornalistas musicais um tanto surpresos e continua sendo um exemplo brilhante da experiência ao vivo e da energia bruta que o Ozrics colocava em cada apresentação.

Ao longo do início da década de 1990, as constantes turnês pelo Reino Unido ajudaram o Ozric Tentacles a construir uma enorme base de fãs em nível nacional de forma orgânica. Em 1991, foi lançado o primeiro e único single da banda. “Sploosh!” alcançou o primeiro lugar nas paradas independentes e levou o grupo ao grande público. O single foi lançado justamente quando a música eletrônica explodia no Reino Unido, e os ravers abraçaram seu pulso hipnótico. O álbum seguinte, “Strangitude”, levou a música a um novo nível, inclinando-se mais para a eletrônica, mas mantendo a autenticidade de uma gravação do Ozrics. Em 1992, o Ozrics era a trilha sonora do verão. Viajantes alternativos tornaram-se moda e os festivais livres passaram a atrair dezenas de milhares de pessoas.

Com o lançamento de "Jurassic Shift", em 1993, que estreou na 11ª posição da parada independente britânica e alcançou o Top 10 da parada nacional de álbuns, o Ozrics finalmente conquistou a admiração da imprensa tradicional e passou a ser celebrado em publicações como NME e Melody Maker. Foi — e continua sendo — uma conquista extraordinária para uma banda sem status de celebridade e sem o apoio de uma grande gravadora. Ao longo dos anos, o Ozrics excursionou extensivamente tanto em seu país quanto no exterior, apresentando-se regularmente por toda a Europa, Ásia, América do Norte e América do Sul. As influências de Ed estão enraizadas em escalas étnicas e nas músicas nativas de muitos continentes, em vez de qualquer artista específico, e isso continua sendo demonstrado nas reviravoltas de cada composição e na variedade de sons utilizados em sua construção.

À medida que o Ozrics continua criando uma música sem gêneros e sem fronteiras à vista, seus objetivos e ambições se elevam constantemente, enquanto procuram levar cada faixa a um novo patamar, e cada álbum precisa representar um crescimento significativo para que a banda se dê por satisfeita. Após 1994, com o lançamento de “Arborescence”, a imprensa musical percebeu que o Ozrics nunca esteve ali em busca de sucesso nas paradas nem para ser a moda do momento, mas simplesmente para ter a oportunidade de explorar sua música com um entusiasmo quase obsessivo, extraindo os sons mais estranhos e improváveis de qualquer instrumento que estivessem tocando... Atualmente o OZRIC possui vasta discografia .




domingo, 2 de agosto de 2026

FAUST ( Kraut Rock) NEWS !!!

 FAUST

Os lendários pioneiros do Krautrock de Faust voltam a surpreender com uma iniciativa musical inesperada e atraente.Mais de cinco décadas após sua formação e após múltiplas encarnações da banda, os quatro membros originais ainda vivos anunciaram que lançarão um álbum solo cada um, todos no mesmo dia, sob o nome mítico.O selo "Bureau B" será responsável por publicar os quatro trabalhos em formato LP durante setembro de 2026, oferecendo uma panorâmica única das diferentes personalidades criativas que moldaram um dos agrupamentos mais influentes da música experimental europeia.


1) Hans Joachim Irmler – "Inacabado"

Em "Unbegunden", Hans Joachim Irmler retorna ao poder elementar do som. O álbum explora paisagens de eletrônica imersiva, som estilo drones de órgão e criação espontânea, recuperando o espírito mais transformador e imprevisível que caracterizou Faust desde seus primeiros anos.


2) Jean-Hervé Péron – "MOI"

Jean-Hervé Péron apresenta "MOI", um trabalho profundamente pessoal, embora construído colectivamente graças a uma vasta rede de colaboradores. O disco combina música concreta, spoken word, avant pop, jazz e experimentação inspirada no movimento Fluxus.


3) Gunther Wüsthoff – "Aprendendo a Voar"

Em "Fliegen Lernen", Gunther Wüsthoff trabalha com Onnen Bock e Gunther Buskies (Bureau B) para recuperar a abertura criativa e o pensamento coletivo que definiram os primeiros anos de Faust. O álbum reúne composições rítmicamente imaginativas que desafiam rótulos estilísticos.


4) Werner "Zappi" Diermaier - "Gugaruz"

Finalmente, Werner "Zappi" Diermaier publica "Gugaruz", um projeto desenvolvido ao lado de Schneider TM que coloca o ritmo como eixo central de um universo em constante transformação. O disco funde ruído, eletrônica e exploração eletroacústica, combinando sua linguagem percusiva inconfundível.


























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quinta-feira, 30 de julho de 2026

FRIEDA HARRIS & CROWLEY (THOTH TAROT )

 O tarot mais arquetipado e místico que gosto, é o de Frieda Harris feito por encomenda especial do Mago Aleister Crowley. (TOTH TAROT) 

Vejam pelas fotos o trabalho monstruoso artístico de Frieda desenhando  carta por carta(são 78 cartas!!) 


Marguerite Frieda, Lady Harris ( nascida Bloxam , 13 de agosto de 1877 – 5 de novembro de 1962 -

Lady Frieda Harris , foi uma artista inglesa e, mais tarde na vida, uma associada do ocultista Aleister Crowley . Ela é mais conhecida por seu design do Tarô de Thoth de Crowley .

Aleister Crowley pediu ao dramaturgo e escritor Clifford Bax que o ajudasse a encontrar um artista para um projeto de Tarô. Em 9 de junho de 1937, 

Bax convidou Frieda Harris depois que dois artistas não compareceram a um encontro. Ela tinha então 60 anos.

Além de ler livros de Crowley, o estudo da Antroposofia de Rudolf  Steiner por Harris seria um aspecto crucial na criação do baralho de Thoth. Greta Valentine, amiga de Crowley e socialite londrina, 

também conhecia Harris. Harris e Crowley realizaram grande parte do trabalho no baralho de Tarô de Thoth na casa de Valentine, em Hyde Park Crescent, Londres.

Em 1937, Harris começou a ter aulas de geometria sintética projetiva, baseadas nas ideias de Goethe refletidas nos ensinamentos de Steiner, com Olive Whicher e George Adams.

Crowley ajudou-a a atravessar os portais da Ordem mística da A∴A∴ (Argenteum Astrum). Ela adotou o nome de Tzaba "Hosts", que soma 93, o número da corrente Thelêmica 

que ela estava tentando acessar. 

De acordo com a Sociedade dos Mestres Ocultos de Crowley, não publicada ,  em 11 de maio de 1938, Lady Harris tornou-se sua "discípula" e também membro da Ordo Templi Orientis , 

entrando diretamente no IV° (Quarto Grau) dessa Ordem devido à sua iniciação anterior na Co-Maçonaria . 

Crowley também começou a ensiná-la adivinhação — ela tinha duas opções de disciplina e optou pelo I Ching 





FOTO RARA DE FRIEDA & ALEISTER CROWLEY EM LONDRES









quarta-feira, 29 de julho de 2026

VENDA: LIVROS DE ARTE+MÚSICA+ ESOTÉRICOS RAROS EDIÇÕES ANTIGAS

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